terça-feira, 1 de maio de 2012

MARTIN SCORSESE | ILHA DO MEDO

MEDO E DELÍRIO

Policial Federal, Teddy Daniels, investiga o desaparecimento de uma louca homicida que escapou misteriosamente de um hospital psiquiátrico para insanos, localizado numa ilha chamada Shuttler. Todos presumem de que ela esteja escondida nas proximidades, mas na medida em que Teddy investiga o caso, o medo e a loucura começam a contagiá-lo.


ILHA DO MEDO é uma aterrorizante viagem que o diretor MARTIN SCORSESE e o seu astro do momento LEONARDO DiCAPRIO (em sua quarta colaboração) resolvem embarcar e diferente das outras fitas que tratam da violência urbana (exceto O AVIADOR, uma cinebiografia, no caso a história do cineasta Howard Hughes), a dupla conta a história de um policial perturbado com o seu passado, um trágico homem que resolve trabalhar em um caso indo para um lugar remoto investigar um misterioso desaparecimento. Porém, muitas reviravoltas surgirão, tratarei disto mais adiante...

O filme é cuidadoso no gênero suspense, ou como se diz: Terror Psicológico. Fazia tempo que Scorsese não tratava deste tema. CABO DO MEDO (Cape Fear, 1991) refilmagem do clássico de 1962 de mesmo nome (no Brasil: Círculo Do Medo) com Gregory Peck e Robert Mitchum, era até então sua única incursão voltada literalmente ao Thriller e que com maestria volta de maneira triunfante com “Ilha Do medo”. A fita sabe lindamente captar elementos fortes, além do suspense investigativo e de mistério, a premissa conta com uma envolvente subtrama dramática e Leonardo DiCaprio mais uma vez impressiona, mas de nada adiantou, porque a ignorância da Academia ou de qualquer premiação cinematográfica acabou sendo em vão...ou melhor, nem chegou a acontecer. Mesmo que ele tenha sido indicado ao prêmio de Melhor Ator no Saturn Award, premiação exclusiva para o cinema fantástico: terror, fantasia, ficção-científica, ou seja, na maioria Filmes B. Ainda foi pouco. Deu também indicações para Scorsese na direção, Melhor Filme de Terror/Thriller, Direção de Arte (o ótimo DANTE FERRETTI) e uma indicação de Coadjuvante para MARK RUFFALO. Em outras palavras, foi assim em Festivais de pouca repercussão e mais de localidade que a fita chegou a ser reconhecida, mesmo sendo a mais interessante e bem feita dentro desta nova safra de filmes na filmografia de Scorsese. No entanto, vale ressaltar que 2010 foi um ano de prestígio para Leo, e é óbvio que o público é o único a reconhecer e o que mais reclama pelo fato do ator ser tão ignorado na Academia (Pessoa não grata?) por ignorância, inveja, teimosia ou burrice. O Central Ohio Film Critics Association, o COFCA, pelo menos também o indicou na categoria Melhor Ator , compartilhando com A ORIGEM (Inception, 2010 de Christopher Nolan), mas nada que seja uma satisfação já que essas premiações atingem muito mais o âmbito panelinha da indústria cinematográfica já que são pouco divulgadas.


Pela experiência e ótimo resultado, sou do grupo que acha que Scorsese e DiCaprio foram totalmente subestimados por este trabalho, baseado em um livro contagiante e aterrador, escrito por DENNIS LEHANE, autor de obras excelentes como SOBRE MENINOS E LOBOS (Mystic River) que Eastwood transformou no aclamado filme de 2003, além da curiosa série da HBO A ESCUTA (The Wire,2002). Também é obra dele outro filme adaptado pouco recente: MEDO DA VERDADE (Gone Baby Gone, 2007) de Ben Affleck que também é bom. 

Aqui, Scorsese realiza uma magnífica jornada de gelar o sangue e levar bons sustos em um lugar, no caso uma Ilha, repleta de mistérios. Evidente que a ideia era “não achar uma saída”, já que os personagens vivem esta história num pedaço de terra cercado por água. A ambientação não poderia se passar em um período tão pertinente como o pós-holocausto, Segunda Guerra, os fantasmas do nazismo e a paranoia da Guerra Fria, para deixar a premissa ainda mais intrigante. Assim sendo, o ano é 1954 e conhecemos o herói Teddy (DiCaprio) de maneira vergonhosa: vomitando sem parar em um barco que esta levando-o a Ilha Suttler nos arredores de Boston, onde é a localização deste hospital, Ashecliffe, para investigar um desaparecimento. Já nos primeiros momentos: “Controle-se Teddy!” DiCaprio já fornece pistas sobre este homem. Ele só precisa lavar o rosto e olhar intensamente para o espelho. Aí está um sujeito maltratado e certamente solitário como todos os policiais dos filmes americanos. Ele vai até esta Ilha tentar desvendar o sumiço de uma paciente criminosa que teria assassinado os próprios filhos, Rachel Solando (em primeiro momento interpretado por EMILY MORTIMER que já tem uma cara de louca sem fazer muito esforço. De sonsa também). Com o tempo, descobrimos que ele foi até o local para resolver um problema pessoal que envolveria a morte de sua querida esposa, MICHELLE WILLIAMS, em interpretação notável. Um fantasma que aparece em seus sonhos (igual à esposa de Cobb em “A Origem”, mais ou menos, mas o filme de Scorsese é suspense e não ficção-científica). 

Magníficos Efeitos Especiais

Portanto ele está investigando este caso só para ter uma desculpa e descobrir as raízes do acontecimento que matou sua mulher. Ele diz que está lá em busca de respostas e não vingança, apesar de ter um comportamento violento, ao longo da história nota-se um homem apavorado e suscetível emocionalmente. Só que a trama vai se tornando um novelo de lã ainda mais enrolado: Teddy começa a suspeitar de um complô do Hospital, cujos tratamentos médicos em pacientes naquela ilha são na verdade experimentos com drogas e métodos ilegais e até mencionam o histórico destes métodos, utilizado pelos nazistas que usavam os judeus como cobaias para tais procedimentos cirúrgicos desumanos, uma herança maldita tecida pelos funcionários clínicos daquele lugar sombrio. Teddy acaba tendo a colaboração de um parceiro, também “policial”, Chuck Aule (Mark Ruffalo), mas ao passar dos dias naquele hospício sinistro, ele começa a descobrir novas verdades e desacredita cada vez mais nos doutores responsáveis: Dr. Cawley, o ótimo BEN KINGSLEY e o Dr.Naehring, o veterano MAX VON SYDON, ficando claro que suas respostas lógicas não passam de mentiras. 

O pior é que o medo é mais contagioso do que a insanidade, e o próprio slogan deixa esta afirmação explícita. Teddy fica cada vez mais confuso com a aparição de uma nova Rachel, a verdadeira, escondida na ilha, interpretado por PATRICIA CLARKSON, que revela novas verdades. Assim o papel de Emily Mortimer acaba se tornando um subterfúgio. Será mesmo? Mais e mais, Teddy fica perdido naquele inferno, ainda mais quando chega um furacão e acaba com a eletricidade e comunicação e os loucos da pior Ala, a C, ficam soltos! Mas ele é destemido e mesmo morrendo de medo, vulnerável, esta decidido em impedir que Ashecliffe continue na ativa.

Não vou relevar mais mistérios da fita, este aqui é um filme que todos devem embarcar e se surpreender e quando assistir a uma segunda vez, se apavorar e se emocionar mais uma vez. Eis o ponto alto: “Ilha Do Medo” é uma sessão pipoca capaz de fazer surtir efeito na plateia com dois sentimentos totalmente opostos: o medo e a emoção. Acho que nunca fui fisgado desta maneira ao assistir um thriller, que parecia trazer elementos fantasmagóricos e não passar disto. Evidente que em filmes como “O Silêncio Dos Inocentes” (1991) e “O Bebê De Rosemary” (1968), por exemplo, seja possível sentir muito mais que apenas horror, medo e tensão.

Seria raro Scorsese evitar o tratamento da violência, mas neste filme tudo é mais distante, estilizado e até mesmo lírico. No entanto, é fortemente argumentado um tema recorrente na obra do diretor, na qual somente os fortes sobrevivem. Violência é sinônimo do medo, segundo Scorsese. Isso me fez refletir melhor em “Ilha Do Medo” do que nos filmes mafiosos.


O clima do filme já começa excitante com a presença de trechos da obra de GYÖRGY LIGETI (1923-2006), compositor húngaro judeu que é considerado um dos mais notáveis compositores da música erudita. Stanley Kubrick tinha uma predileção por este artista e utilizou o seu trabalho em algumas obras suas: De Olhos Bem Fechados (1999) e 2001: Uma Odisséia No Espaço (1968). Scorsese utiliza a que Kubrick selecionou também para O ILUMINADO (The Shining, 1980), no caso a obra de Ligeti chamada: “Lontano” e o mesmo trecho presente nas duas fitas. Isso já no início dos créditos. Na verdade a obra de Ligeti não foi composta para “O Iluminado”, Kubrick, assim como Tarantino, usava pouca música original e tinha um ouvido para escolher músicas clássicas. Particularmente adoro o trabalho de Ligeti e justamente esta obra tem uma ligação muito forte e direta que trata musicalmente da loucura, mas Scorsese, acredito, deseja fazer também uma referência a Kubrick e ao seu filme de terror, mas também sabe utilizar perfeitamente a trilha sonora ambientando a década de 50 com “Tomorrow Night” de Lonnie Johnson (1899-1970), outro exemplo musical.

O roteiro escrito por LAETA KALOGRIDIS (roteirista de Alexandre, de Oliver Stone. É também produtora) consegue ser um pouco pueril de vez em quando no tratamento da relação entre Teddy e sua esposa, a vantagem é que Leo e Michelle evitam uma história de amor infantil e ambos conseguem extrair amor e frieza para equilibrar melhor no gênero (se virasse um romance seria um problema). Não diria que o trabalho de Kalogridis merece ovações no perfil dos personagens e subtramas, ela é mais eficiente na parte policial, de terror e reviravolta no script, mesmo sendo obra adaptada, Laeta escreve uma bela cena com perfeita sincronia e ambiência para assim manter o público no mais absoluto silêncio durante o plot point. Aliás, o roteiro é um casamento sensacional com a direção de Scorsese que nos momentos finais deixa o filme ainda mais interessante, na qual qualquer som, seja de um simples alfinete caindo, deve ser evitado. Prestamos atenção total.


A fotografia de ROBERT RICHARDSON (indicado ao prêmio de Melhor Fotografia pelo Chicago Film Critics Association, o CFCA Award) é também de se louvar. O tratamento da escuridão naqueles corredores assombrosos, o clima de temporalidade e a luz quando os fósforos são acesos. Sem contar nos efeitos visuais de ROB LEGATO (de filmes como TITANIC, 1997), belíssimos, dramáticos e criativos. Provavelmente a cena de fuzilamento de solados nazistas no campo de concentração em Dachau e quando os papéis voam no escritório do general suicida da S.S. sejam mais notáveis.

O projeto durou algum tempo para sair do papel. A Columbia Pictures adquiriu os direitos autorais da obra de Lehane em 2003 em sua primeira publicação, mas houve atrasos de acordos e o projeto acabou não decolando naquele momento. 

David Fincher também chegou a ser selecionado pelo estúdio para dirigir. Seria interessante, já que Fincher entende muito bem de como se faz um bom thriller investigativo. Quando Scorsese entrou no projeto e foi confirmada a sua direção, o diretor recomendou para os atores e equipe de como o seu filme deveria ser esteticamente, então ele exibiu para todos os clássicos: “Um Corpo Que Cai” de Hitchcock e “Fuga Do Passado” de Jacques Tourneur para terem uma ideia. Quer dizer, diferente da praticidade de Fincher para com o gênero, Scorsese ainda tem a felicidade de ser cinéfilo.

ROBERT DOWNEY Jr. E JOSH BROLIN foram considerados por Leo e Marty para o papel de Chuck, que acabou ficando com Ruffalo. Acho-o um ator mediano, algumas vezes interessante (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, E Se Fosse Verdade, Ensaio Sobre a Cegueira, Os Vingadores) o que foi bom para este papel, já que ele deveria ter a crista baixa perante DiCaprio. Mais discreto mesmo.

O filme era também um projeto como veículo para o diretor WOLFGANG PETERSEN (Tróia, Mar em Fúria), mas houve mudanças pertinentes elevando a história para um filme comercial com certas orientações narrativas. Imaginem nas mãos de Petersen sem um bom roteiro? Capaz da fita ter virado um filme de ação.

Filmado em apenas quatro meses, em 2008, o filme de Scorsese por muito tempo será lembrado, mas creio que a lembrança se dará mais pela fama do diretor. O mundo inteiro ama e admira Scorsese e ele é capaz de fazer um filme de suspense e terror de maneira pungente. Acho que poucos realizadores são capazes de causar tanta dor e impressão no espectador e ser contagiado não só pelo medo, mas por uma referência cinematográfica magnífica. Este é o Scorsese que admiramos. É cinema na veia! E Não estou louco ao afirmar isso! Afinal, somente os loucos têm delírios de verdade, não? Recomendo. Assistam. Contagiam-se pelo medo.




EUA- 2010
SUSPENSE/DRAMA
WIDESCREEN
138 min.
COR
16 ANOS
PARAMOUNT
✩✩✩✩✩ EXCELENTE



PARAMOUNT PICTURES
APRESENTA
UMA PRODUÇÃO PHOENIX PICTURES
EM ASSOCIAÇÃO COM SIKELIA PRODUCTIONS E APPIAN WAY
A MARTIN SCORSESE PICTURE
LEONARDO DiCAPRIO
MARK RUFFALO. BEN KINGSLEY. MICHELLE WILLIAMS
EMILY MORTIMER. PATRICIA CLARKSON e MAX VON SYDOW
Co-estrelando: JACKIE EARLE HAYLEY. TED LEVINE. ELIAS KOTEAS
JOHN CARROLL LYNCH. CHRISTOPHER DENHAM
Supervisão Musical ROBBIE ROBERTSON
Co-produção
JOSEPH REIDY. EMMA TILLINGER. AMY HERMAN
Supervisor de Efeitos Visuais ROB LEGATO
Figurinos SANDY POWELL Editora THELMA SCHOONMAKER, A.C.E.
Desenhos de Produção DANTE FERRETTI Fotografado Por ROBERT RICHARDSON, A.S.C.
Produção Executiva
CHRIS BRIGHAM. LAETA KALOGRIDIS. DENNIS LEHANE
GIANNI NUNNARI. LOUIS PHILLIPS
Produzido por
MIKE MEDAVOY. ARNOLD W, MESSER. BRADLEY J. FISCHER. MARTIN SCORSESE
BASEADO NO ROMANCE DE DENNIS LEHANE
Escrito por LAETA KALOGRIDIS
Direção MARTIN SCORSESE
Shutter Island ©2010 UM FILME PARAMOUNT 

22 comentários:

Renato | @Rb_t disse...

Lembro-me que, na época de seu lançamento, Ilha do Medo, ao menos no Brasil, foi vendido de maneira equivocada. Tinha-se a impressão de que o filme seria um terror, quando, na verdade, era um suspense. Esse fato, certamente, fez com que muitas pessoas perdessem o interesse pela fita, uma vez que o terror não costuma ser muito apreciado nos cinemas, considerando sua violência e outros fatores característicos ao gênero.
Como colocado no texto, trata-se de um filme memorável, porém, não muito conhecido pelo público, infelizmente. É, também, pequeno, mas que não deve nada às grandes produções habitualmente relacionadas ao diretor.

J. BRUNO disse...

Uma pena que este filme tenha sido tão subestimado, o Leonardo está incrível!

A trama também é fantástica, bem como a trilha sonora... obra prima de Scorsese!

renatocinema disse...

Um dos melhores que vi nos últimos anos. Adorei a viagem de Scorsese.

Acho que somente A Origem e Cisne Negro me agradaram mais.

! Marcelo Cândido ! disse...

Envolvente e inesperado!

Celo Silva disse...

É um otimo filme mesmo, gosto muito. Com um visual fabuloso. Assim como o amigo Renato, acho q esse filme foi vendido errado. Ele é mais um suspense com viés drámatico do que uma fita de terror. Scorcese é o cara..hehe
Abs.

Reinaldo Glioche disse...

Excelente texto Rodrigo. Estou contigo e não abro. Acho que "Ilha do medo" é um file injustiçado. Espero, no entanto, que revisões históricas lhe façam justiça. Está aí um dos melhores trabalhos de direção que eu já vi na vida. Scorsese rules and rules!
Agora, não sabia dessa do David Fincher ter sido considerado para o projeto em uma etapa preliminar. Seria interessante, mas acho que ele faria uma abordagem completamente diferente. #merasespeculações

Aquele abraço!

Amanda Aouad disse...

Um filme injustiçado nas premiações, mas sempre lembrado pelos cinéfilos de plantão. Eu adorei o filme, tenho aqui na minha prateleira. Só não acho que Mark Ruffalo seja tão mediano assim, em Minhas Mães e Meu Pai mesmo acho que ele segurou bem o papel mais complexo que lhe deram.

bjs

Hugo disse...

Outro grande trabalho de Scorsese, que cria um clima diferente de suspense e um ótimo visual.

Abraço

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Um filme injustiçado. A trama é incrível e DiCaprio está ótmo.

O Falcão Maltês

Rodrigo Mendes disse...

Infelizmente o filme ficou no equívoco da subestimação nacional, é muito mais do que um horror film, aliás, é um terror psicológico e há elementos de drama de grande impacto. Dicaprio e Williams comprovam isso. Acho que "Ilha" tem uma dimensão...Scorsese imprimiu aqui um épico.

Abs.

Rodrigo Mendes disse...

Concordo plenamente Bruno! Sem mais.
Abs.

Rodrigo Mendes disse...

A Origem e Cisne Negro também são magistrais!

Rodrigo Mendes disse...

Sabe ser lindamente ambas as coisas, Marcelo!

Rodrigo Mendes disse...

Esse é o gênero que deveria estar em evidência na publicidade, concordo Celo!

Abs.

Rodrigo Mendes disse...

Obrigado meu caro Reinaldo!
Fico feliz e grato por ler seu comentário.
Também concordo com você quanto a injustiça do filme. Scorsese, sem palavras pelo trabalho do mestre, né?

Fincher de fato faria uma abordagem totalmente diferente. #Especulaçõescorretas.

Aquele abraço.

Rodrigo Mendes disse...

Sim Nanda, estou revendo melhor o Mark Ruffalo, ainda mais agora depois de "Os Vingadores", rs!

Beijão!

Rodrigo Mendes disse...

Clima diferenciado no gênero suspense e visual fascinante. Eis o "X" da questão meu caro Hugo! Concordo.

Abraço.

Rodrigo Mendes disse...

Exatamente Antonio!

Karla Hack dos Santos disse...

Eu havia visto com minha irmã, e ela teve de rever o filme na faculdade, alguns dos colegas dela ficaram perdidos na história... eu me pergunto como?! O filme é tão bem amarrado, tão bem montado que as revelações se resolvem da forma necessária... Pena que não ganhou atenção merecida... Excelente suspense!

;D

-> Nascida em Versos:
http://nascidaemversos.blogspot.com.br/

-> Minha Poética:
http://nv-minhapoetica.blogspot.com.br/

Júlio Pereira disse...

Também considero Ilha do Medo muito subestimado. Pra mim, é o melhor Scorsese do século XXI. Como diz o Pablo Villaça, é O Iluminado do Scorsa – inclusive você faz esse paralelo no seu texto. Tenso e inteligente, Ilha do Medo é um suspense psicológico que estava faltando na cinematografia atual, repleto de reviravoltas e que nos faz pensar. O final, pra mim ambíguo, é instigante e promove debates e debates. Realmente, uma pena que não tenha o devido reconhecimento.

Rodrigo Mendes disse...

Perdidos? Oxi! Pois é, Scorsa dirige tão bem a trama que é surpreendente no final e ao longo da premissa é fácil de compreender

Bjs.

Rodrigo Mendes disse...

Pelo menos estamos dando o devido reconhecimento a mais um filme do mestre Scorsese. Sim, é óbvio que tem muito de O Iluminado no filme, como aventei ao uso de música erudita György Ligeti que é sensacional. O final pode mesmo ser dúbio, mas para mim ele foi lobotomizado, mesmo que parece que ele estava fingindo ser louco...mas por qual motivo? Só se ele fosse realmente louco! rs
O filme promove debates, concordo, e somente os filmes bons fazem isso.

Abs.