sexta-feira, 29 de março de 2019

🎬 Suplício de uma Saudade (1955) de Henry King

O TRADICIONAL LOVE STORY DE HOLLYWOOD 



Uma médica eurasiana viúva se apaixona por um americano casado, correspondente estrangeiro da Guerra da Coréia em Hong Kong. 

Assim começa a retomada do blogue neste ano de 2019. E, pessoalmente, prefiro postar aqui os filmes já considerados clássicos. Aquelas obras que eu revejo todos os anos apostando em minha total entrega na crítica visto que quanto mais se saboreia o filme, melhor ele fica e mais sentido ele faz em mim. Eis aqui uma trágica história de amor que sabe me conduzir a todo o momento. Um êxtase.  Suplício de uma Saudade se tornou aquele filme que penetra em minha alma. Amo cada detalhe de sua Mise en scène a medida que vou me envolvendo neste clássico romântico famoso por sua canção-tema e trama sentimental de amor impossível. 

Baseado em fatos. Premiado com os Oscars de: canção, figurino e trilha musical. Indicado para Oscars de: filme, fotografia, atriz principal (Jennifer Jones) e direção de arte. O filme foi o primeiro de um contrato de três fitas que o agente Charles Feldman conseguiu na Fox para Jennifer sem a interferência do marido dela. Aliás, tenho a impressão de que ela é hoje em dia uma daquelas estrelas de cinema esquecidas. Mas foi uma das grandes de sua geração da chamada Era de Ouro do CinemaJennifer Jones  (1919–2009), uma belíssima mulher, na época conhecida pelo seu Oscar por A Canção de Bernadette (The Song of Bernadette, 1943), também do diretor King e que no fim da carreira é uma das tantas estrelas no famigerado filme catástrofe dos anos 70 com o insuperável Inferno na Torre (The Towering Inferno, 1974). Até obteve uma curta carreira de atriz em apenas 27 filme de 1939-1974. Como não é muito de se esperar de Hollywood, curiosamente, o filme não teve problemas de produção. Primeiro foram feitas algumas cenas em locação durante duas semanas e depois o roteiro teve de encaixá-las. 

O produtor David Brown foi um dos executivos e recorda que Jennifer e Holden nada tinham em comum e foi um dos casos raros em que ele não namorou uma co-estrela. Sim, estamos falando de WILLIAM HOLDEN (1918-1981), que dispensa comentários (Crepúsculo dos Deuses, Rede de Intrigas, Meu Ódio Será Sua Herança, Inferno Nº 17,também em Inferno na Torre, Interlúdio de Amor e é óbvio, A Ponte do Rio Kwai, citando alguns). O diretor HENRY  KING (1886-1982), que na época tinha 74 anos, já havia realizado "A Canção de Bernadette"; trabalho que deu importância a carreira de Jennifer (além do Oscar) - e cuidou especialmente da caracterização dela como oriental, sem jamais carregar na maquiagem. Creio que um caso um tanto único. A autora em princípio não gostou do filme, mas depois mudou de ideia. A canção-tema foi acrescentada na última hora, acreditem! E a letra foi desenvolvida apenas para poder concorrer ao Oscar. O que foi muito bem pensado e consequentemente sucedido.  A produção correu tão bem que entre as filmagens e a pós-produção não se passaram mais de seis meses. E, como todos sabiam, foi um sucesso imediato. 

























Normalmente as pessoas não admitem que gostam de um romance na tela. Aquele amor que incendeia às telas, sobretudo os homens, há coisas que são clichês e filme romântico tende a sempre nunca ser perfeito, mas acho que este aqui o é justamente por sua fidelidade de um tipo de final que no fundo ninguém deseja. É como assistir Casablanca e ficar se perguntando do "The End". Certamente a única crítica que tenho é que este aqui é um filme difícil de engrenar. Seu início é enfadonho  e custa muito a iniciar a trama. É visivelmente feito em estúdios em sua maior parte. Jennifer não é oriental, diga-se, o suficiente para a personagem, mesmo assim, ela tem uma aura especial nessa fita. Não sei se teríamos algo similar com outra personalidade da época e Holden, mais uma vez, teve que depilar o tórax para não mostrar os pelos. E ele fica mais bonito assim, acredito.  

É difícil mesmo acreditar que alguém fosse nadar e atravessar a suja baía de Hong Kong - como eles fazem - mesmo naquela época. Apesar de todas as improbabilidades e da trama meio hoje em dia antiquada - adultério, afinal, não é tão problemático em tempos atuais - o filme detém sua popularidade charme de certos momentos na colina; em particular, quando a médica revela a superstição de não provocar inveja nos deuses. Por isso, o camponês sempre diz: "Arroz ruim, arroz ruim". Assim nenhum Deus invejoso irá lhe roubar a felicidade. Mas a mistura de locação exótica, canção romântica que gruda feito chiclete, aliás, sempre muito popular, dupla carismática que combina e história de amor que foi muito copiada nas telenovelas, Suplício de uma Saudade revela-se outra vez imbatível. Suplico aos cinéfilos de plantão que ainda nunca assistiram se permitirem a deslumbrar um colosso filmado em CinemaScope
















EUA
Drama-Romance-Biografia
1h 42 min.
⭐️⭐️⭐️



TWENTIETH CENTURY FOX 
apresenta
Em CinemaScope ®

WILLIAM HOLDEN    JENNIFER JONES em:

LOVE IS A MANY-
SPLENDORED THING

com:
TORIN THATCHER
ISOBEL ELSOM
MURRAY MATHESON
VIRGINIA GREGG
 RICHARD LOO
SOO YOUNG
 PHILIP AHN
JORJA CURTRIGHT
 DONNA MARTELL

produzido por BUDDY ADLER
roteiro de JOHN PATRICK
baseado na obra “A MANY-SPLENDORED THING”
de HAN SUYIN
fotografado por LEON SHAMROY COLORIDO POR DELUXE®
montagem WILLIAM REYNOLDS
direção de arte
GEORGE W. DAVIS e LYLE R. WHEELER
Música de ALFRED NEWMAN
Canção Original:
SAMMY FAIN (música)  PAUL FRANCIS WEBSTER (letras)
Direção- HENRY KING
Twentieth Century Fox © 1955

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