quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

STANLEY KUBRICK | BARRY LYNDON

Puro Cinema que encanta e emociona

Jovem Irlandês, após um duelo, foge para Dublin. Depois ganha o coração de uma viúva rica e assume a posição de seu falecido marido na aristocracia do século XVIII. De Redmond Barry, adquire o título de Barry Lyndon.
Este é o filme mais belo de STANLEY KUBRICK. E, principalmente no sentido de beleza cinematográfica, técnica. BARRY LYNDON é o filme mais longo em sua montagem final e exibido nos cinemas da filmografia de Kubrick (seus 185 minutos), e o favorito de muitos cineastas como Martin Scorsese que o classifica como “Puro Cinema”. Baseado na obra de WILLIAM MAKEPEACE THACKERAY, o filme conta a história desde sujeito, um jovem ambicioso, Redmond Barry (RYAN O´NEAL de LOVE STORY e LUA DE PAPEL – em vigorosa interpretação) e se passa no conturbado século dezoito. Kubrick abre o seu filme com uma linda panorâmica e mostra um duelo acontecendo ao longe. O filme é inteiramente narrado, o que o deixa no seu status de filme histórico e romântico. Em uma pequena vila da Irlanda, Redmond é apenas um órfão fazendeiro (seu pai é morto neste primeiro duelo), que se apaixona por sua prima Nora Brady (Gay Hamilton). Mas é aquele amor juvenil e estúpido, e quando a moça se envolve com um homem mais velho e de posses, um certo Capitão da esquadra britânica: John Quin, Barry desafia o homem para um duelo de pistolas –tudo pelo amor de sua prima. Ele vence o duelo e foge para Dublin. Assim começa as aventuras deste jovem inquietante em terras desconhecidas, e o filme vira um pouco Road movie a cavalo. No caminho ele é roubado. Assim sem muitas alternativas, sem dinheiro, e lugar para ficar, resolve unir-se ao exército inglês em nome do Rei para lutar na famosa Guerra Dos Sete Anos. Mas cansado do combate e da vida de soldado, o rapaz deserda e foge. Quando atravessa a fronteira e se vê próximo do exército inimigo: os prussianos (da Prússia) ele mente até ser descoberto por um Capitão do exército de lá. Como punição é obrigado a servir aos prussianos sem titubear. Quando Barry, em meio à batalha (do lado oposto contra os amigos e patrícios) salva a vida deste capitão prussiano, recebe o respeito do mesmo e uma missão especial: ele é recrutado a ser um espião (por sua inteligência e prestígio refinado) de um próprio irlandês, um jogador e libertino chamado: Chevalier De Balibari (PATRICK MAGEE de LARANJA MECÂNICA). Mas Barry, muito esperto, abre o jogo com o Chevalier e acaba virando seu protegido e fica mais próximo da corte. Quando ambos fogem e vão para a Inglaterra, Barry torna-se sócio do conde. Os jogos de carta era um divertimento comum na época e principalmente na corte, onde rolava dinheiro. Assim, Barry acaba conhecendo a LADY LYNDON ( a modelo MARISA BERENSON) e começa a ter um romance/caso com a senhorita casada! Quando o marido morre, a moça casa-se com Barry. Num posto de privilégios e riqueza Barry se torna obcecado pela fortuna e vira o vilão do filme. A Lady Lyndon já tinha um filho com o Sr. Lyndon, e o mesmo nutre um ódio vingativo contra Barry – quando adulto interpretado por LEON VITALI. É uma longa história, uma jornada da pobreza para a riqueza que contêm um relato de infortúnios e desgraças.
Esta é a resposta de Kubrick a pergunta: “Como pode um pobre irlandês se tornar parte da nobreza da Inglaterra do século 18?” E como tudo era possível para Barry, Kubrick mostra em seu mais prestigiado filme, como a inocência se transforma numa arrogância. Achei ótimo Kubrick contar este tipo de história através de uma concepção magistral histórica. Assistir a escalada para a riqueza, passando por inúmeras guerras e duelos, para ver e sentir o privilégio que é estar na alta sociedade. Porque diferente de alguns filmes até enfadonhos, Kubrick resolve mostrar a beleza de ser rico, e que obviamente culmina na desgraça e infelicidade. A obra literária de Thackeray foi um perfeito pano de fundo, já que mostra a Guerra dos Sete Anos e o combate entre a Prússia e Inglaterra.Mas, sobretudo o que impressiona é o efeito técnico deste filme, que até contrariando a lenda, a fita de Kubrick fez uso sim de luz artificial e não apenas em iluminação natural, que sim está em muitas tomadas à luz de velas e nos campos abertos, por exemplo, e que sem dúvida é um belíssimo trabalho de cinematografia. A iluminação artificial (afinal cinema é ilusão) foi utilizada, por exemplo, na cena em que Brian descobre que ganhou um cavalo. Outro fator curioso do filme é a respeito dos figurinos da vencedora do Oscar MILENA CANONERO (que fez também Laranja Mecânica e O ILUMINADO e, recentemente MARIA ANTONIETA [Sofia Coppola,2006- também ganhadora do Oscar]), já que algumas roupas eram legítimas, ou seja, usadas por pessoas daquela época. Porque alguns trajes foram comprados em leilões por Canonero, enquanto alguns foram feitos por ela especialmente para o filme que eram observações da figurinista também em pinturas de época.
Inicialmente Kubrick queria ROBERT REDFORD para o papel de Barry Lyndon, mas Redford recusou.
Kubrick baseou o seu roteiro original em “The Luck of Barry Lyndon” que fora reeditado como o romance: MEMÓRIAS DE BARRY LYNDON que era basicamente uma história pitoresca escrito como conto em forma de série no ano de 1844 por Thackeray. Isto é, a série é contada em primeira pessoa e mergulha entre a realidade e a ficção (de fato como é mostrado no filme). Como sempre em uma produção de Stanley Kubrick, o filme levou 300 dias em filmagens num período de dois anos, que começou por volta de 1973 (Junho). Mas como as condições por locações eram complicadas, a equipe parou por algum tempo. Dois longos hiatos que resultou em um orçamento de 11 milhões de dólares. Finalmente, o filme foi lançado em Dezembro de 1975, mas foi um dos maiores fracassos financeiros de Kubrick. Infelizmente não teve uma boa bilheteria [pior que Laranja Mecânica, e nem fama Cult, o filme teve] (era o ano de Rock e Tubarão!), fato que chateou Kubrick amargamente. Ao menos o filme teve algumas indicações ao Oscar (inclusive para Filme e Diretor), mas apenas ganhou nas categorias: Melhor Direção de Arte , Fotografia, Trilha Sonora e Figurino. O National Board of Review deu o prêmio de melhor filme e direção para Kubrick e o Los Angeles and National Society of Films Critics o de Melhor Filme do ano! O elenco é basicamente mais composto por atores ingleses, alguns alemães e franceses do que americanos. MURRAY MELVIN que faz o Reverendo Runt pode ser visto em outros filmes: O FANTASMA DA ÓPERA (o grande musical subestimado dirigido por Joel Schumacher) o ótimo e clássico UM GOSTO DE MEL (1961) e na primeira versão de ALFIE (66) com Michael Caine.
Também era o terceiro trabalho como atriz da modelo Marisa (atuou também em CABARET de Bob Fosse e MORTE EM VENESA de Visconti), que após Barry Lyndon não emplacou tanto na carreira no cinema, tem várias fitinhas e telefilmes, além de programas e séries de TV. Este magnífico registro romântico de Kubrick tem belas passagens em diálogos alemães e franceses. Há também o legítimo inglês britânico e o irlandês. Realmente você se perde em meio a tanta beleza visual, as pinturas, os figurinos, as locações: campos e castelos, toda a corte e as cenas com luz natural noturnas sob as velas. Sem contar as cenas de duelo. Há três (uma trilogia) de duelos ao longo da fita. A primeira já começa após as primeiras titulagens numa panorâmica de encher os olhos, a segunda é o duelo entre Redmond e Quin. Extremamente bem escrita e encenada. O ator Leonard Rossiter (também trabalhou em 2001 com Kubrick) está engraçado na cena, e tem seu grande momento. E, finalmente o terceiro duelo é o mais longo, já próximo ao término do filme, e acontece dentro de um celeiro. A música incessante de LEONARD ROSENMAN deixa o clima mais tenso. Será um duelo de vingança entre o jovem Lord Bullington (Vitali – que depois viraria diretor de elenco e produtor dos filmes de Kubrick – ele faz uma ponta como o Red Clark (máscara vermelha em De Olhos Bem Fechados e pede por gentileza que Cruise tire a sua roupa) e Barry Lyndon. Um acerto sobre vergonha e desonra entre enteado e padrasto. A cena é magnífica, impossível descrevê-la! A luz no cenário e as posições e planos de câmera são de tirar o fôlego. Além de Kubrick, somente SERGIO LEONE já proporcionou uma cena parecida na história do cinema. Conversando sobre o filme com alguns amigos, eu às vezes o classifico como: “E O VENTO LEVOU de Stanley Kubrick”. Uma longa e extravagante jornada de um herói que transforma-se num anti-herói. Um relato belo e puramente cinematográfico. Se for para escolher: é o TOP ONE de KUBRICK!
E, só para ilustrar como Kubrick era um diretor emocional e não tão frio: a cena em que o filho de Barry esta morrendo na cama, faz qualquer um chorar. A dor em meio a beleza.


EUA/INGLATERRA -1975
DRAMA/ROMANCE/GUERRA
185 min.
COR
LIVRE
WARNER
✩✩✩✩✩ EXCELENTE






Um Filme de 
Stanley Kubrick 
Estrelando: Ryan O´Neal & Marisa Berenson

Com:
Patrick Magee  Hardy Krueger
Diana Koerner   Leon Vitali

Co-estrelando: Gay Hamilton   Marie Kean
Murray Melvin     Leonard Rossiter
Philip Stone   Frank Middlemass 
Godfrey Quigley   Steven Berkoff

Música composta e conduzida por:
Leonard Rosenman  

Edição Tony Lawson  

Fotografia de John Alcott

Cenografia/ Desenhos de Produção por:
Ken Adam . Roy Walker

Figurinos por
Milena Canonero   . Ulla- Britt Søderlund

Produtor associado Bernard Williams
produção executiva Jan Harlan


Baseado no livro de
WILLIAM MAKEPEACE THACKERAY


Adaptado, Produzido e Dirigido por Stanley Kubrick 

9 comentários:

Alan Raspante disse...

Ótimo texto Rodrigo. Estou para conferir o filme em questão. Minha curiosidade apenas residia por ser mesmo de Kubrick, mas pelo visto, o filme é muito mais que uma excelente direção. Irei vê-lo, com toda certeza!

Abs.

Dewonny disse...

Kubrick está entre os meus diretores favoritos de todos os tempos, só me resta ver 1 mísero filme de sua filmografia, faz tempo q vi esse aí, mas lembro de ter gostado bastante, baita filme!
Abs! Diego!

Reinaldo Glioche disse...

É... é contagiante ver sua paixão por Kubrick. É um cineasta que reverbera muito em vc. Vc já me havia dito que esse era um de seus filmes preferidos de Kubrick e dá para ver que não era jogo de palavras. Acho que o filme teve justiça. Foi ao Oscar. Quanto a bilheteria, bem, não era um filme fácil (no sentido de consumo). E tb acho que não se compara (mas isso sou eu) a potencialidade cult de obras como Laranja mêcanica e O iluminado. É um bom filme. Isso é inegável. Melhor pelo seu olhar.
Abs

Reinaldo Glioche disse...

É... é contagiante ver sua paixão por Kubrick. É um cineasta que reverbera muito em vc. Vc já me havia dito que esse era um de seus filmes preferidos de Kubrick e dá para ver que não era jogo de palavras. Acho que o filme teve justiça. Foi ao Oscar. Quanto a bilheteria, bem, não era um filme fácil (no sentido de consumo). E tb acho que não se compara (mas isso sou eu) a potencialidade cult de obras como Laranja mêcanica e O iluminado. É um bom filme. Isso é inegável. Melhor pelo seu olhar.
Abs

Roberto Simões disse...

Um dos melhores filmes históricos de que há memória, do tão versátil quanto visionário criador Stanley Kubrick. 5*

Roberto Simões
CINEROAD

M. disse...

Vou assistir por dois motivos: pelo seu texto e a fotografia. Bom fim de semana!

Rodrigo Mendes disse...

ALAN: Vai apreciá-lo! Abs.

DIEGO: Kubrick foi o que mais experimentou cinema junto a Hitchcock. Qual filme dele que vc ainda não viu? Abs.

REINALDO: Obrigado por entender a minha predilação pelo filme. Por mais que toda a obra dele seja extupenda, e se tem que fazer um TOP. Bom já sabe o que acho. Rs! Abs.

ROBERTO: Concordo Roberto e é um filme que mexe com o nosso olhar por ver tanta beleza. Cumps.

MAGDA: Obrigado!
Mas assista também pelo olhar autoral de Kubrick. É puro cinema.
Bjs.

RODRIGO

Elton Telles disse...

vou agir como um herege agora: não gosto de BARRY LYNDON x)

reconheço as inúmeras vantagens do filme, principalmente a narrativa brilhante e a percepção de Kubrick, mais uma vez comprovando ser um gênio e um filho da puta talentoso e versátil rs, mas o filme não me conquista. Tem momentos que fica tediooooso e Ryan O'Neal...puta que pariu (pra não perde a rima), Troféu Apatia pra ele, ator medíocre, sempre foi.

Reconstituição de epoca primorosa e talz, esteticamente irretocavel, mas faltou sentimento, eu acho. Tenho que reassistir, mas vou esperar ter paciência... hehe


abraçao!

Rodrigo Mendes disse...

ELTON: Eu não acredito!!! Rs

RE re re re e re assista!

Abs.
Rodrigo

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