quarta-feira, 14 de setembro de 2011

DARREN ARONOFSKY | FONTE DA VIDA

ALGUÉM GOSTARIA DE CURAR A MORTE?
A premissa abrange três histórias paralelas em mais de mil anos, contando uma história de amor, morte, espiritualidade, fragilidade e renascimento. Dirigido por Darren Aronofsky (Réquiem Para Um Sonho).

O filme já faz aquela pergunta atraente: “E Se você pudesse viver para sempre?” nesta nova aventura cinematográfica de Aronofsky, consagrado anteriormente com Réquiem Para Um Sonho e posteriormente por O Lutador e Cisne Negro. FONTE DA VIDA é um filme que se tornou mais atraente e interessante para mim após longas revisões e análises. Desta vez absorvi melhor comparado a primeira sessão, mas ainda é o filme que menos gosto do jovem e cult cineasta americano. O produtor ERIC WATSON que colaborava com Aronofsky desde então, disse que esta fita seria a que eles estavam querendo fazer desde quando começaram a fazer cinefilia há uns 15 anos. Projetos como PI, "Réquiem", seriam uma espécie de “degraus” para chegar a este projeto mais audacioso e que teria de ser realizado em um grande estúdio de Hollywood. Bom, a Warner Bros. E juntamente o produtor ARNON MILCHAN (ERA UMA VEZ NA AMÉRICA) atenderam ao pedido depois que Darren tornou-se um cineasta comentado. O filme não faturou tanto nas bilheterias com uma história que foi chamada primeiramente de “The Last man” e depois rebatizada de “Fonte Da Vida” já na pré-produção de Réquiem! Rumores diziam a presença de Brad Pitt no papel numa época em que Aronofsky era cotado para dirigir a adaptação de ‘Batman: Ano Um’. A barba de Pitt cresceu, mas ele não embarcou na jornada épica budista de Aronofsky, portanto: HUGH JACKMAN, o Wolverine, assume o papel. Jackman pode ser um ator interessante em três papéis de diferentes tipos para cada período da trama e reforça uma química com sua co-estrela RACHEL WEISZ como uma esposa doente e escritora e uma rainha tirana que deseja encontrar a fonte para a imortalidade e manda o seu conquistador atrás da lenda, mesmo que para isso o cara enfrente a própria morte.
Hugh Jackman no passado fantástico!
Hugh Jackman no futuro ainda mais fantástico!
‘Fonte’ é uma odisséia estilizada sobre a luta eterna de um homem que deseja salvar a mulher que ama. Na verdade o filme passeia em três histórias que se convergem (o que pode atrapalhar alguns espectadores e deixá-los confusos). Essas premissas são de diferentes períodos do tempo, uma no passado numa Espanha esquisita do século XVI em que Tomas (Jackman) é um desbravador guerreiro a serviço de sua majestade, no presente em que o filme é realmente consistente e real, mostra um médico, Tommy Creo (novamente Jackman), totalmente mal-humorado e obcecado para encontrar a cura para um câncer cerebral que esta matando a sua esposa (Weisz), como Isabel “Izzi” e finalmente em um futuro, um milênio depois, onde Tomas o conquistador esta numa “nave bolha” flutuando numa estrela quase morta no espaço. Dentro desta proteção ele medita e cuida da “Árvore Da Vida”. Não vou falar muito dos mistérios da fita e a causa filosófica, espiritual do personagem, senão perde a graça para quem ainda não conferiu o filme, só digo que é uma experiência pessoal que o diretor quer passar para cada indivíduo, mas que segue um protocolo.
A questão da vida e morte esta até boa no roteiro, mas acho que ARONOFSKY pesou a mão ao decidir contar a história em uma metalinguagem própria que pode ser confusa em três diferentes atos. Nem achei que desta vez Jay Rabinowitz fez uma boa edição e Darren boas decisões no script. O que vale é a brilhante fotografia de Matthew Libatique, os efeitos visuais e, sobretudo a trilha musical soberba de Clint Mansell, fiéis colaboradores do diretor. É uma salada mal resolvida com a questão da cultura maia (parecendo um episódio chato de Indiana Jones mesclado com Além Da Imaginação, mesclado com Romeu e Julieta. Ufa!). Por mim, seria de agradável satisfação ver um filme mais típico de ficção-científica com uma história de amor melhor escrita, visto que, é difícil pensar em uma relação de amor profundo e emocional em um cenário como este. O filme oscila para o exagero (com típicas repetições e semelhanças com Réquiem Para Um Sonho – por isso Darren mudou um pouco a narrativa e fez de O Lutador e Cisne Negro algo mais documental). Comparo esses primeiros trabalhos de Aronofsky como com os do diretor alemão Tom Tykwer (“Corra Lola Corra" [1998] e “A Princesa e o Guerreiro” [2000]). Ou seja, um é energético como uma verdadeira montanha russa que sobe e desce a toda velocidade e o outro é mais lento e estéril. Assim, também são respectivamente “Réquiem” e “Fonte”.
Jackman por vezes irrita com sua obsessão e mal sabe amar sua esposa, ao menos ama de um jeito estranho deixando a pobre doente sozinha passeando em museus, parques ou ficar sentada na neve olhando as estrelas com um telescópio. O cara fica metido no laboratório boa parte de seu tempo. Um jeito racional e normal de amar nos dias de hoje (pelo menos isso se mostra autêntico no filme). E, sobretudo, não gosto de uma fala do herói que não se conforma com a partida da amada e diz que a morte é uma doença como todas as outras, e que ele vai achar a cura. Oras! O cara precisa de um manual de como aprender a tolerar a vida, urgente! Bom, ele acaba aprendendo, ou ao menos é o que deixa a entender.
Tirana!
De qualquer forma os personagens não são muito bem delineados e a trama quer trazer muitas informações através do manuscrito da mocinha, que conta esta fantasia intitulada “The Fountain”, e que de uma maneira ridícula quer que acreditemos em uma convergência que se estende durante toda projeção e que culmina seriamente perto de seu clímax. Não que Fonte seja um filme impossível de assistir e ou/ruim ou que a trama não seja bonita. Até acho uma lindinha Love story, mas se fosse um filhote de “2001” com uma introdução estilo “A Aurora Do Homem” para um salto gigantesco no futuro contando esta romântica relação que não quer se perder com a morte, também não seria um problema. Só achei o filme excessivo e com uma participação quase invisível de uma excelente ELLEN BURSTYN. Pra mim não ficou cara de sci-fiction. É mais que isso, a fita é do gênero: “Filme de época futurista que também é uma presente história de amor que aprende a sobreviver à vida”. Entende? São muitas coisas, e cada um o tolera como bem entender. Pra mim a vida é o agora, por isso é chamado de presente (essa filosofia oriental aprendi no Kung Fu Panda). Assim, acho um exagero buscar uma resposta óbvia mil anos depois (Jackman mais perdido e obcecado do que outrora).
Concluindo, eu não acredito numa árvore especial e tampouco numa fonte da juventude, mas acredito na reencarnação. Ao menos quero acreditar, porque acho o ato de se plantar uma nova vida ainda mais fantástica e satisfatória do que ficar choramingando e temendo a morte. Viva plenamente bem, morra, mas antes plante uma lição de vida.

_____
EUA – 2006
DRAMA/ROMANCE/FICÇÃO
WIDESCREEN
96 min.
COR
FOX (Brasil)/WARNER (EUA)
14 ANOS
✩✩✩ BOM
_____



REGENCY ENTERPRISES E WARNER BROS. Apresentam
Uma produção PROTOZOA/NEW REGENCY
UM FILME DE DARREN ARONOFSKY
THE FOUNTAIN
HUGH JACKMAN. RACHEL WEISZ. ELLEN BURSTYN
Co- Estrelando: MARK MARGOLIS. DONNA MURPHY. CLIFF CURTIS
SEAN PATRICK THOMAS. ETHAN SUPLEE. FERNANDO HERNANDEZ
MÚSICA DE CLINT MANSELL Desenhos de Produção JAMES CHINLUND
Figurinos por RENÉE APRIL Edição JAY RABINOWITZ
Fotografia de MATTHEW LIBATIQUE Produção Executiva NICK WECHSLER
Produzido por ERIC WATSON. ARNON MILCHAN. IAN SMITH
História de DARREN ARONOFSKY e ARI HANDEL
Escrito e Dirigido por
DARREN
A R O N O F S K Y
Warner Bros. Regency Enterprises © 2006

18 comentários:

Andrey Lehnemann disse...

Sobre o Brad Pitt, os rumores eram corretos. O projeto de Aronofsky seria considerado uma espécie de "Matrix 2.0" para os patrocinadores da época pelo alto valor do orçamento e o nome de Pitt seria um ponto chamativo para investidores. Cate Blanchett também estava no elenco da época. Pitt trocou o filme por "Tróia".

Acho "Fonte da Vida" o segundo melhor filme de Aronofsky, perdendo apenas para Black Swan. Jackman é fantástico, as filosofias idem e tecnicamente único. Ouço a trilha de Mansell até hoje caindo em lágrimas.

Um dos meus filmes favoritos, do meu diretor favorito. Grande postagem.

Abraço,

Andrey Lehnemann.

renatocinema disse...

Adoro o estilo do diretor.

Quando vi esse filme, acho que não estava num dia inspirado.

Preciso rever para ter uma nova visão.

Unknown disse...

Fonte da Vida para mim é uma pequena obra-prima, mas não teve seu reconhecimento e ainda foi muito criticado. Realmente uma pena, pois merecia tds os louros. Otima postagem!

Abração!

Gabriel Neves disse...

Gosto de Fonte da Vida. Possui uma simbologia incrível, cheio de metáforas e comparações entre os tempos e a ideia de religião e fé. Mas, assim como você, achei o mais fraco de Aronofsky. Preciso rever, mas não acho que essa minha opinião vai mudar.
Abraços

Amanda Aouad disse...

Bom, devo discordar de você em alguns pontos, sem deixar de concordar, acredito em reencarnação também e acho o filme bastante simbólico, por isso, não acho que os personagens ou a trama não sejam bem delineados, acho que ele compõe bem essa mistura de realidades.

Em tempo, acho que Terrence Malick bebeu dessa fonte para fazer Árvore da Vida.

bjs

Rodrigo Mendes disse...

ANDREY: Obrigado pela visita. Ótimo ter aqui um cara que entende tudo de Aronofsky!

Poxa, eu não sabia mesmo da Cate Blanchett envolvida no projeto na época. Sabia que seria uma superprodução mais ou menos igual Matrix, que Pitt teria uma barba de homem das cavernas e tudo isso quando diziam que Aronofsky planejava dirigir a versão do ano um de Batman. Enfim...

Eu acho "Fonte", hoje, o terceiro melhor filme da obra do cara. Na frente ainda "Réquiem" e "Cisne Negro". Em quarto; "PI" e por último " O Lutador", mas no fim todas as fitas dele são ótimas. Só acho Fonte apenas bom, um cult por excelência. Acho natural apreciá-lo aos poucos com o tempo.

Abraço.

RENATO: Em matéria de recepção cult, "Fonte" é um exemplo recente perfeito. Assista mais uma vez e muitas outras vezes! Abraço.

CELO: Obrigado amigo! É como eu disse acima sobre a fita ser cult. Esses louros virão com o tempo. Vide "Blade Runner". Abraço.

GABRIEL: Eu preciso rever o conceito destas simbologias que todos falam. Eu acho que o filme tem os erros como pontuei, mas acertos interessantes que não tinha notado de início. Reveja.
Abraços

AMANDA: Pois é Nanda, eu não consegui enxergar com atenção esses detalhes simbólicos....e na reencarnação, que tbm creio muito menos. Discordamos. Acho que a fota sofre um pouco com a salada do tempo e personagens pouco explicáveis. Vale mesmo o geral técnico do filme.
Eu já acho a fita do Malick mais apropriada e menos confusa nessa abordagem, mas também preciso rever outras vezes. Uma vez no cinema não é o suficiente.
Beijos.

Alan Raspante disse...

Ah, gosto bastante deste filme. Principalmente no que se diz respeito ao tratamente dado à religião e morte. Um grande filme do Aronofsky (mesmo que ainda ache Black Swan mais bacana! rs)

[]s

Unknown disse...

Eu sempre fico desconfortável - da melhor maneira possível - quando assisto os filmes de Darren. Apesar não amar esta película em específico, eu gosto da forma como a história e as personagens me fazem relembrar de questões pungentes, mas esquecidas na correria nos dias.

;D

P.S.: Também não sabia da Cate!

Anônimo disse...

Eu achei o filme um tanto confuso, apesar o excelente visual ... Aronofsky nunca decepciona nos termos de direção, só não acho o ahistória tão boa.

Rodrigo Mendes disse...

ALAN: Eu ainda acho Black Swan muito mais bacana! Rs Abraço.

KARLA: Eu entendo você quanto à recepção aos filmes do Aronofsky. Os filmes dele são até “aromatizados” se pararmos para pensar. É para sentir mesmo! Este apresenta as falhas que pontuei - mas pode no geral é um bom filme.
Beijos

CLEBER: No fundo a história é boa sim, só sabe confundir mesmo, um pouco. Nada como uma boa revisão.
Abs.

ANTONIO NAHUD disse...

É o meu Aranofsky favorito, Rodrigo. Um odisseia poética.
Cumprimentos cinéfilos

O Falcão Maltês

Rodrigo Mendes disse...

ANTONIO: O meu favorito dele se tornou Cisne Negro e "Réqueim" ainda esta no topo.
Cumprimentos cinéfilos!

Cristiano Contreiras disse...

Um grande filme, digo que seja, de fato, bem incompreendido por muitos. Mas, eu aceito isso, já que realmente é um roteiro muuuito denso e até subjetivo diretamente. O que mostra diversas interpretações. E acaba sendo confuso. No mais, eu preciso realmente revê-lo pra ver se ele fica no top 3 do Aronosfky, já que, pra mim, "Requiem para um sonho", "Cisne Negro" e, claro, "O Lutador"(incrível este, Rourke merecia mais o Oscar que a atuação óbvia do vencedor Sean Penn).

Ótimo seu texto, apesar de não concordar em tudo, já que você parece criticar mais negativamente este filme que apreciá-lo no geral. Abs!

Rodrigo Mendes disse...

CRIS: Como eu disse acima, Fonte Da Vida é um legítimo cult. Uma obra que vai ser mais bem interpretada nas revisões. Acho "O Lutador" um ótimo filme justamente pela interpretação do Rourke que leva a fita nas costas, mas não acho um grande filme com uma grande história. Até Milk tem um trabalho documental de direção melhor. Com este filme Aronofsky queria mudar o rumo, tanto que Cisne Negro tem muito de O Lutador.

E muito pelo contrário, não critico negativamente este filme, é impressão sua. Gosto do filme, eu só acho complicado um pouco a metalinguagem com a fantasia do manuscrito da personagem que não se bifurca tanto com a premissa principal. É como "Blade Runner", "2001", "Solaris" e outros clássicos, uma história com abordagem tão filosófica que cada um faz a sua interpretação.
Abraço!

Reinaldo Glioche disse...

Muito legal ver a sua DR com o filme. rsrs. Bom, eu ainda preciso fazer revisões (acredita que só vi uma vez?!), mas concordo com vc quando diz que é o menos afável, sinérgico ou - em bom português - bom filme do cineasta americano.
Abs

Rodrigo Mendes disse...

REINALDO: Sorry my brother mas o que seria DR? Rs!
"Fonte" é este cult que custa a ser apreciado totalmente. Reveja mesmo!
Abração.

Silvano Vianna disse...

É um filme muito bom Rodrigão. Curti muito mas entendo que ele seja muito introspectivo e simbólico...doidera diriam alguns leigos. Tem algumas cenas brilhantes, o comentário de Amanda foi interessante a única coisa que discordo é que Malick queria fazer A Árvore da Vida desde de 1970...mas tem algums semelhanças sim, só acho que não foi fonte de sua inspiração. O filme é bem lento e vai e vem, mas da para captar a mensagem. Não chamo de obra prima como alguns, mas é cinema de qualidade com certeza. Sempre curto as coisas que fogem do padrão e são bem feitas.

Rodrigo Mendes disse...

SILVANO: Eu mesmo fui leigo nas primeiras sessões de "Fonte". Tive que beber muito desta fonte para absorver melhor este digníssimo cult de Darren Aronofsky, mas meus favoritos ainda são "Réquiem" e "Cisne"!

O mesmo digo do filme do Malick. Ainda preciso rever muitas vezes. Eu sei que ele projeta os seus filmes em uma lentidão absurda, até irritante. Até concordo com a Amanda. Malick demorou tanto para concluir seu filme que a fita do Aronofsky era a mais próxima já feita.
Abraço!

Obrigado pelo comentário.

Rodrigo

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