Uma aventura nem um pouco inesperada
Bilbo Bolseiro,
um Hobbit caseiro é convencido pelo
sábio mago Gandalf, O Cinzento, a embarcar em uma jornada
perigosa até a Montanha Solitária para ajudar um grupo de treze anões que almejam
recuperar o seu reino, Erebor, invadido pelo temível dragão Smaug. O que o pequeno não sabe é que durante o seu caminho acabará tomando posse de um precioso anel, item valioso que terá um papel importante.
Para Baggins a jornada pode
ser inesperada, mas para os fãs e o diretor PETER JACKSON
era esperado
que o filme fosse realizado e as expectativas estavam altíssimas. Trata-se de
um prólogo da premiada trilogia épica de Jackson baseado em
J. R. R. TOLKIEN (1892-1973) o tão impactante e inesquecível O SENHOR DOS ANÉIS, a saga do menor vilão do cinema, o Um Anel Para Todos Governar... “O Hobbit” é um único livro, escrito anteriormente a primeira parte; “A Sociedade do Anel” (The Fellowship Of The Ring, publicado em 1954), este leva o título de O Hobbit ou “Lá e de Volta Outra Vez” e fora publicado em 1937. Certamente este primeiro filme desta nova trilogia funcione como prólogo, mas a obra literária de Tolkien deste universo mágico e alternativo, como ele próprio afirmava, segue uma linearidade (o autor tem mais livros que fazem parte de uma coleção de poemas e como era interessado em linguística o efeito é extraordinário e transportam à imaginação todos que já leram). Jackson, ainda irá lançar: “O Hobbit – A Desolação de Smaug” (2013) e “ O Hobbit – There and Back Again” (2014) e muita coisa a mais da estória já foi adicionada já que a adaptação que Jackson resolveu tomar as rédeas pretende ser longa. Ainda estou me perguntando se era realmente necessário esticar tanto a obra e fica claro que Jackson quer retomar algo grandioso com a pretensão de ser nostálgico como o fez com KING KONG (2005) um filme claramente apaixonante por parte de seu diretor (o original marcou muito a sua vida e teve grande impacto na sua carreira). Parece o George Lucas com sua paixão por STAR WARS e fazer uma nova trilogia mais voltada para fãs do que criar algo com o mesmo efeito de um filme tão seminal como foi também “Guerra Nas Estrelas - Uma Nova Esperança” de 77. Devo admitir que em comparação ao que foi A Ameaça Fantasma de Lucas, O Hobbit de Jackson é disparado como um ótimo filme. Porém, em comparação com A Sociedade Do Anel e As Duas Torres (e nem tem como comparar com O Retorno Do Rei), “Uma Jornada Inesperada” fica devendo, mesmo tendo alguns predicados. No entanto, é um filme sem aquele impacto, brilho, da primeira trilogia e nem sequer tem uma cena inesquecível. É mais aventura matinê e pouco melodrama.
ser inesperada, mas para os fãs e o diretor PETER JACKSON
J. R. R. TOLKIEN (1892-1973) o tão impactante e inesquecível O SENHOR DOS ANÉIS, a saga do menor vilão do cinema, o Um Anel Para Todos Governar... “O Hobbit” é um único livro, escrito anteriormente a primeira parte; “A Sociedade do Anel” (The Fellowship Of The Ring, publicado em 1954), este leva o título de O Hobbit ou “Lá e de Volta Outra Vez” e fora publicado em 1937. Certamente este primeiro filme desta nova trilogia funcione como prólogo, mas a obra literária de Tolkien deste universo mágico e alternativo, como ele próprio afirmava, segue uma linearidade (o autor tem mais livros que fazem parte de uma coleção de poemas e como era interessado em linguística o efeito é extraordinário e transportam à imaginação todos que já leram). Jackson, ainda irá lançar: “O Hobbit – A Desolação de Smaug” (2013) e “ O Hobbit – There and Back Again” (2014) e muita coisa a mais da estória já foi adicionada já que a adaptação que Jackson resolveu tomar as rédeas pretende ser longa. Ainda estou me perguntando se era realmente necessário esticar tanto a obra e fica claro que Jackson quer retomar algo grandioso com a pretensão de ser nostálgico como o fez com KING KONG (2005) um filme claramente apaixonante por parte de seu diretor (o original marcou muito a sua vida e teve grande impacto na sua carreira). Parece o George Lucas com sua paixão por STAR WARS e fazer uma nova trilogia mais voltada para fãs do que criar algo com o mesmo efeito de um filme tão seminal como foi também “Guerra Nas Estrelas - Uma Nova Esperança” de 77. Devo admitir que em comparação ao que foi A Ameaça Fantasma de Lucas, O Hobbit de Jackson é disparado como um ótimo filme. Porém, em comparação com A Sociedade Do Anel e As Duas Torres (e nem tem como comparar com O Retorno Do Rei), “Uma Jornada Inesperada” fica devendo, mesmo tendo alguns predicados. No entanto, é um filme sem aquele impacto, brilho, da primeira trilogia e nem sequer tem uma cena inesquecível. É mais aventura matinê e pouco melodrama.
O filme era para ser dirigido
inicialmente pelo mexicano GUILHERMO DEL TORO (Hellboy, O Labirinto Do
Fauno [seu melhor filme ]. A Espinha Do Diabo, Mutação, Blade II) que acabou abandonando o
projeto e ainda não entendi qual foi a razão e acredito que todos que conhecem
o seu trabalho sabem que ele também era muito indicado. Mesmo assim, Del Toro
assina o script em parceria com
Jackson, Philipa
Boyens e a esposa
de Peter, Fran
Walsh. Ainda não
sei dizer se eles pretendem incluir fatos da obra póstuma de Tolkien, “Contos
Inacabados”, a coletânea de histórias em forma de notas esboçadas por Tolkien
dividida em quatro partes e três eras segundo o calendário do universo da Terra Média. Sempre tive curiosidade em ler e
funciona como um “Universo Expandido” (como fazem os aficionados por Star Wars,
por exemplo, por isso usei o nome como comparação). O autor foi escrevendo
essas estórias que ligam ao Senhor Dos Anéis e O Hobbit, mais nunca chegou a
concluí-las quando estava vivo. Seu filho, Christopher
Tolkien, foi o responsável por compilar e publicá-las alguns anos após a
morte do pai. Na narrativa abrangente de Tolkien, destes Contos Inacabados,
também seguem a ideia os livros: “O Silmarilion”, “As Aventuras de Tom
Bombadil” e “The Road Goes Ever On”.
Veremos como serão as subtramas dos filmes seguintes, este aqui já é um
enchedor de linguiça e ainda não sei dizer se é no bom sentido.
O livro original (tenho
uma edição antiga em inglês, lindamente ilustrada – “The Deluxe Edition of the
World´s Most Beloved Fantasy” com ilustrações de Arthur Rankin Jr e Jules Bass, que dirigiram o filme
animado de mesmo nome em 1977 e com vozes de John Huston e Orson Bean) situa-se em um tempo – 60
anos antes – entre o alvorecer das fadas e a era do domínio dos homens e
concentra-se na busca do Hobbit que não gosta de viajar e prefere ficar em casa
com os livros e lavando louça, Bilbo
Bolseiro, tio de Frodo, o ótimo MARTIN FREEMAN, inglês comediante de vários
filmes do gênero (ex.: O Guia Do Mochileiro Das Galáxias, 05 e a série de TV Comedy
Showcase, 07)
que é ‘enganado’ por Gandalf (IAN McKELLEN, que dispensa comentário
sempre ótimo com seu jeitão habitual) sendo escolhido para acompanhar um grupo
de treze anões em uma grande e perigosa aventura. Bilbo é um personagem
carismático e Freeman consegue imprimir as características lindamente como um
sujeito conservador e exímio dono de uma casinha sempre limpa e com a despensa
cheia de fartura. Seu sossego esta prestes a mudar com a visita inesperada dos
anões, barulhentos, engraçados, comilões, sujos e folgados! O elenco é bem
selecionado, Thorin é interpretado
por RICHARD
ARMITAGE, meu
predileto, o cara é galã e esta irreconhecível com a caracterização. Neste
capítulo não tem o Gimli, o
carismático anão vivido por JOHN RHYS-DAVIES com sua voz tão marcante, mesmo
assim, a premissa segue com um elenco simpático, aliás, o ponto alto do filme,
entre os veteranos, estão os jovens Aidan
Turner (Kili) e Dean O´Gorman
(Fili) que parecem “substituir” a
imagem da dupla Pippin e Merry (respectivamente Billy Boyd e Dominic Monaghan). Além do novo cast,
a fita tem participações afetivas como a de ELIJAH WOOD
numa aparição não muito inspirada como Frodo,
mas aqui não terá muito o que fazer, e do ótimo HUGO WEAVING
como o Elfo Elrond. Presença notável
é da excelente CATE
BLANCHETT como a
inesquecível Galadriel (tem mais
cenas dela neste filme do que em O Senhor Dos
Anéis). Não que sua personagem acrescente algum brilho à la Oscar, mas gosto dela em tudo o que faz. Ainda tem os
veteranos IAN HOLM, o único que é capaz de viver
o velho Bilbo, que faz uma bela introdução narrativa e o eterno CHRISTOPHER LEE sem mostrar ainda as garras de
Saruman! Soube que Jackson poupou
Lee de fazer uma cansativa viagem até a Nova
Zelândia e dirigiu suas cenas em estúdio. E é claro, não posso me
esquecer dele, ANDY
SERKINS que faz
uma participação engraçadinha como o Gollum
e como não tinha também muito o que fazer (suas
cenas são passageiras, mas o Gollum continua me provocando impacto e risos),
Serkins trabalha como diretor assistente de segunda unidade e o fez nos três
filmes. Interessante.
O que mais posso dizer do
filme? Que Jackson continua a passear com a câmera pelas lindas e fotogênicas
paisagens naturais da Nova Zelândia? Bom, de fato isso acontece e era até
inevitável, já que é uma característica da série. Não vou dizer que odiei tudo,
mas nada na fita é tão surpreendente, é apenas uma sensação repetitiva de O
Senhor Dos Anéis que tanto me encantou da primeira vez que o vi. Mesmo o filme
tendo ótimas sequências de ação e piadas a granel, criaturas exóticas e
fantasticamente criadas pela equipe da Weta
(que já provou inúmeras vezes que é muito boa no que faz) não fui atingido como nos
outros três filmes que já considero clássicos. O cenário é menos sombrio e o
ambiente é mais rural, o Condado é mais explorado, a alegria é mais presente
(principalmente nos primeiros longos minutos de filme com toda aquela cantoria e comilança anã!) pra somente perto do
clímax deste primeiro ato, o âmbito ficar mais sinistro (O dragão Smaug tem
aparições misteriosas, Orcs ainda
causam medo, etc). O filme mostra como Bilbo adquire maturidade e sabedoria
sendo o escolhido na jornada. Salva os amigos de criaturas como os Trolls utilizando de seu senso lógico,
além de demonstrar uma não tão inesperada coragem. Acredito que o filme tem a
mesma particularidade do personagem central, um Hobbit que esta experimentando
pela primeira vez o mundo muito além de seu quintal, ou seja, numa viagem tão
pessoal como a de Jackson, fã assíduo e apaixonado pela mítica saga do anel e que
experimenta todos os agrados para aqueles espectadores fascinados pelo legado
de Tolkien. Em poucas palavras O Hobbit – Uma Jornada
Inesperada é um filme nostálgico.
![]() |
| Freeman no set com Serkins |
Os críticos americanos e boa
parte do público nos EUA receberam o filme com reações mornas, não posso dizer
que a minha foi das mais quentes e animadas, embora tenha me divertido algumas
horas no cinema. O problema que muitos alegam e se irritam é pelo fato da longa
duração de uma aventura enxuta e episódica. Jackson também acabou recebendo
duras críticas com a nova tecnologia empregada para a feitura do filme.
Trata-se de câmeras digitais, 30 Red Epic,
que são projetadas com uma velocidade absurda em 48 quadros por segundo que
funciona no 3D, mas que por ser tão límpido, acaba quebrando aquela aura de
sétima arte. Eu conferi numa sala tradicional em película e dispensei o 3D que
na verdade já esta me irritando. De qualquer forma, é uma tendência no mercado
cinematográfico e funciona em alguns filmes que souberam utilizar a ferramenta
(como Avatar e
Hugo Cabret, os
melhores no quesito até agora). Ainda pretendo assistir em 48 fps para experimentar.
Lá
e de volta mais uma vez
neste mundo tão fabuloso de Tolkien. É Peter Jackson assumindo com controle
total mais uma superprodução, mesmo que movido por um dever obrigatório
misturado pela paixão e deixando de lado qualquer inspiração que me faça ficar
boquiaberto como outrora. É uma aventura que esperava com ansiedade há muito
tempo e que no final o resultado (pra mim) acabou sendo inesperado, só que a
jornada de O Hobbit não era tão inesperada
assim! Demorou, mas chegou. Posso me surpreender, ainda tem mais...
EUA/NOVA
ZELÂNDIA – 2012
EM
EXIBIÇÃO NOS CINEMAS
AVENTURA/FANTASIA
COR
169
min.
12
ANOS
WARNER
✩✩✩
BOM
um filme DE PETER JACKSON
BASEADO NA OBRA DE J. R. R. TOLKIEN
the HobbiT:
An Unexpected Journey
Estrelando:
IAN McKELLEN
MARTIN FREEMAN
RICHARD ARMITAGE
KEN STOTT
GRAHAM McTAVISH
WILLIAM
KIRCHER
JAMES NESBITT
STEPHEN
HUNTER
DEAN O ´GORNAN
AIDAN TURNER
JOHN CALLEN
PETER HAMBLETON
JED BROPHY
ADAM BROWN
SYLVESTER McCOY
BARRY HUMPHRIES
JEFFREY THOMAS
MICHAEL
MIZRAHI
LEE PACE
MANU BENNETT
CONAN STEVENS
JOHN RAWLS
STEPHEN FRY
TIMOTHY BARTLETT
BRET McKENZIE
KIRAN SHAH
E
BENEDICT CUMBERBATCH
COM:
HUGO WEAVING
IAN HOLM
ELIJAH WOOD
CATE BLANCHETT
CHRISTOPHER LEE
E
ANDY SERKINS
como Gollum
trilha muSICAL de HOWARD SHORE
Diretor de Fotografia ANDREW LESNIE
MONTAGEM JABEZ OLSSEN
CENOGRAFIA DAN HENNAH
Figurinistas
BOB BUCK
ANN MASKREY
RICHARD TAYLOR
Produzido por
CAROLYNNE CUNNINGHAM
PETER JACKSON
FRAN WALSH
ZANE WEINER
Escrito por
FRAN WALSH
PHILLIPA BOYENS
PETER JACKSON
E GUILHERMO DEL TORO
Dirigido por
PETER JACKSON
The Hobbit – An Unexpected Journey © 2012
WARNER BROTHERS/ NEW LINE CINEMA/ M-G-M
Wingnut Films/3Foot7








8 comentários:
Tive um pequeno problema com o filme no início, estava considerando o roteiro raso demais - talvez porque tenha aberto espaço excessivo para o humor e perdido tempo demais com as primeiras sequências. Porém, após o encontro com os elfos, fui toatlmente conquistado: a aventura ganhou substância e os efeitos visuais me arrebataram (estão melhores que a trilogia original, o que era de se esperar). Acho que estão obedecendo à cronologia do livro de Tolkien - e já me convenci de que estarei diante de uma trilogia voltada exclusivamente à aventura, sem tanta densidade filosófica. O que não é algo ruim. O HOBBIT merece ser visto sem grandes expectativas.
A longa aparição de Gollum é fenomenal, e Andy Serkis bem que merecia lembrança no Oscar.
Um abraço!
Para falar a verdade eu não estava esperando grandes coisa desse filme, não o vi ainda, mas pretendo ir logo.
Acho que perto de O Senhor dos Anéis ele vai deixar e muito a desejar, e acho também, que vai rolar algumas comparações.
Mas o que achei mais chato foi dividir um único livro em 3 partes, desnecessário.
Abração!
livronasmaos.blogspot.com.br
Acho que o maior problema está na expectativa, não digo sua, mas da maioria dos críticos de ver outro Senhor dos Anéis. O Hobbit é o que deveria ser, um bom filme de aventura. Não dá para exigir de uma história episódica como aquela algo grandioso como a salvação do mundo.
Claro que há alguns problemas, como toda a sequência de Radagast, e a sensação de que tudo foi esticado para durar três filmes (coisa que ainda não entendo, exceto pelo apelo comercial). Mas, no geral, gostei bastante, me diverti, me emocionei (aquela sequencia de batalha em Moria e a chegada do dragão na Montanha Solitária é incrível. Fora, toda a sequência de Gollum.
bjs
Grande Rodrigo,
Parabéns pelo ótimo texto, concordo plenamente com você em muitos pontos. Assisti O HOBBIT nesse final de semana e posso afirmar que é um bom filme. Em minha opinião (assim como na sua e pelo que andei lendo por ai, na de muitas pessoas) talvez alguns de seus pontos negativos tenham sido: Muito esticado, as vezes lento e com muitas sequências desnecessárias, além disso também achei os efeitos em 3d muito fraquinho por se tratar de tamanha produção...Em suma, o filme como vc disse não pode ser comparado ao Retorno do Rei e realmente é mais fraco que os outros dois da trilogia do anel mas nem por isso deixa de ser um bom filme. Que venham os próximos... confesso que estou ancioso...
Abração e mais uma vez parabéns pelo ótimo post... praticamente cheirando a tinta fresca....
Abração
Caríssimo, o blog O FALCÃO MALTÊS está aniversariando e entrando de férias. Obrigado pela parceria. Desejo um Natal harmonioso e um Ano Novo cheio de energia.
Cumprimentos cinéfilos,
O Falcão Maltês
Olá, indicamos seu blog para ganhar um selo. Vá conferir no DVD, Sofá e Pipoca - http://dvdsofaepipoca.blogspot.com.br/2012/12/selo-versatile-blogger.html
Feliz Natal!
Concordo genericamente, ainda que pessoalmente adore o filme, não só por ser um fã assumido de Tolkien, como também por achar que são poucos os realizadores que passam para a tela um mundo fantástico de forma tão realista como Peter Jackson. Daí que, e apesar de resultar num somente bom filme, fique a ansiar pelo próximo :)
Cumprimentos,
Jorge Teixeira
Caminho Largo
Eu fui assistir a esse longa sem.muitas expectativas e eu me surpreendi com a qualidades do filme claro que em certos momentos a comparacao com o Senhor dos aneis é inevitavel mas acho q ele se sobressaiu bem e de forma que podemos conhecer bem a historia de o Hobitt vamos aguardar a sequencia e ver se a trilogia valera a pena assistir.
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