sábado, 21 de julho de 2012

WALTER SALLES | NA ESTRADA

ESTRADA PARA ALGUM LUGAR


Jovem escritor, Sal Paradise, conta a sua jornada de auto-descobrimento pelas estradas dos Estados Unidos da América, influenciado pelo intenso e tresloucado Dean Moriarty. Adaptação do clássico da literatura e geração Beat escrito por Jack Kerouac.

 Confesso que sempre achei interessante e de certa forma envolvente o gênero Road-movie, sobretudo quando se trata da cultura americana que parece trazer histórias que flertam diretamente com o jovem em busca de conhecimento e rebeldia (o clássico Easy Rider, 69, de Dennis Hopper que o diga). E convenhamos que os melhores eventos da “balburdia estudantil”, aconteceram em território estadunidense, movimentos dos mais cultuados da juventude com tais ingredientes: psicodélico, drogas, música, rock, hippie (e com direito a muito sexo livre), ou seja, tudo que traz frisson de prazer e libertação para os transviados, eis o interesse em comum que atravessa gerações. 



O filme retrata de um jeito muito discreto e distante, em minha opinião, o movimento conhecido como Beat Generation – Geração Beat – ou simplesmente como o “Movimento Beat”, escrito poeticamente no livro (no Brasil, PÉ NA ESTRADA. Originalmente: On The Road), lançado em 1957 por JACK KEROUAC (1922-1969) que se passa por Sal Paradise em sua autobiografia, que é considerada a sua obra-prima, cultuada por décadas. O pano de fundo é justamente sobre este movimento que descreve a orla dos artistas norte-americanos, ainda mais quando se trata de escritores e poetas que só foram reconhecidos nos anos de 1950 e início dos anos 60 (que também surgiu intensamente a contracultura). Há controvérsias quanto ao significado beatniks que muitos desses artistas achavam pejorativos. Na verdade o que o livro mostra (e o filme do Waltinho tinha que querer parecer fiel até demais) é mostrar que essas pessoas viviam como nômades e até fundavam comunidades (mas este recorte é esquecido na película). Tais artistas da geração Beat foram certamente os precursores do movimento hippie. Favor não confundir com esta geração antepassada retratada aqui (e os anos 50 ainda eram reprimidos). Curiosamente sabe-se que o lendário John Lennon, inspirou-se na palavra beat para nomear o famoso grupo musical que amamos: The Beatles.


É interessante ler e observar as tantas gerações com o mesmo desejo de libertação e autoconhecimento e até aonde o tédio pode alcançar, já que com o tempo a rebeldia se atrofia quando os problemas vão chegando com a idade (o que diz Dean), no entanto, as pessoas em suas épocas procuraram seguir numa mesma estrada, seja o existencialismo, o Movimento Beat, Os Hippies, o Punk e o maior dos movimentos, a contracultura, como havia citado.

Além da prosa de Kerouac, existem outros títulos desta geração: Naked Lunch de William S. Burroughs – no livro como Old Bull Lee (datado de 1959) e a obra de Allen Ginsberg (no livro como Carlo Marx)Howl (1956), particularmente não li nenhuma dessas histórias, mas é de fato On The Road a mais lida e comentada.


Não tem como negar a coragem de WALTER SALLES em tocar este projeto e todo um cuidado que ele levou a sério durante vários anos, já que por décadas vem sendo considerado como filme e ao mesmo tempo levando a fama de infilmável por notórios profissionais do ramo como Marlon Brando que tentou fazê-lo (ao menos houve tentativas, como a fita pouco conhecida chamada de Os Beatniks (Heart Beat, 1980, estrelado por Sissy Spacek, John Heard como Kerouac e Nick Nolte e dirigida e escrita por John Byrum). Portanto, sempre foi uma tarefa complicada e de extrema responsabilidade e que naturalmente nunca que iria agradar a todas as plateias, até porque com um livro tão popular e que já é um clássico, os leitores fiéis já tem ressalvas, sempre. E como fazer um filme que falava do amigo do escritor, no caso Neal Cassady (1926-1968), que é uma figura heroica para os jovens? O rapaz que se transformou em On The Road no James Dean da literatura (que sendo inspirado em fatos reais toca de uma maneira ainda mais profunda do que um personagem fictício extraído diretamente das telas). Assim, Dean (interpretado pelo rapaz do TronGARRETT HEDLUND) era como muitos, um boêmio e de forma espontânea, Hedlund sabe conduzir as atitudes impensadas e egoístas deste jovem inconformado, que está à procura do pai, seu drama mais pessoal e delicado (mas Salles infelizmente não amadurece a ideia da orfandade um de seus temas mais recorrentes). Ele é tão tresloucado que atente a porta totalmente pelado e sem algum pudor, acha natural. É desta maneira estranha que ele conhece seu grande amigo Sal (aka: Jack) interpretado pelo inglês SAM RILEY, um ator que ainda esta mostrando a que veio (mas que já atuou no cult Control, 2007), com um papel de extrema responsabilidade nas mãos, mas que no final entrega apenas uma bela narração e com o tempo alguma ousadia mesmo que discretamente. 


O filme procura mostrar que a geração Beat representou várias vozes nos EUA, aquelas que sabiam fazer críticas contra o macartismo (do senador McCarthy) no período turbulento da caça às bruxas e que resultou em um momento de intensa patrulha anticomunista, perseguição política, etc. Mas o filme não evidencia nenhuma cena do gênero, só quando o protagonista faz um comentário quando lê um jornal.


A leitura que Kerouac proporcionou (mesmo que sendo autobiográfico cheio de pseudônimos) é bastante simples e espontânea. Ele repete as palavras lindamente na prosa como se estivesse conversando com o leitor, além de ser politicamente corajosa para a época. Tudo é expresso ferozmente demonstrando as inconformidades que Sal presenciava. É como uma batida intensa, fato triste porque não senti esta faísca no filme de Salles. Sinceramente eu esperava mais da fita, que pra mim neste quesito, soa artificial. Desde as relações dramáticas e sexuais dos protagonistas até mesmo no próprio movimento Beat, de maneira geral. Excluo apenas Dean, que achei o único do filme com mais espírito energético e até foi uma surpresa, vindo de Hedlund um ator que não tinha me impressionado ainda. De todo o elenco é o que mais se adequa. O mais curioso é que os demais atores coadjuvantes e alguns de participações passageiras, são de prestígio: AMY ADAMS (de Julie & Julia/ Encantada) que adoro, vivendo uma esposa que vive em um casarão sulista, DANNY MORGAN (o inglês da série Ideal, 2005-11) como Ed Dunkel, amigo do grupo e que abandona a esposa no meio da estrada, a talentosa ALICE BRAGA, fazendo uma ponta como a sofrida Terry e que vive um caso de amor/sexual intenso com Sal, o lendário STEVE BUSCEMI (que faz uma participação medonha como um velho gay que adora fazer sexo com rapazes estranhos em troca de favores), KIRSTEN DUNST como Camille, a segunda esposa de Dean que não é adepta ao movimento e prefere levar uma vida conformada (Dunst é modesta e fica quase de fora do filme, mas procurou demonstrar a esposa abandonada), há também dois jovens interessantes: ELISABETH MOSS (de Garota, Interrompida, 1999 ela fazia a Torch) como Galatea, mulher de Ed e o poeta Carlo Marx (aka: Ginsberg), o mais chatinho, mas até bem interpretado por TOM STURRIDGE (de Adorável Julia, 2004). Talvez o mais notável seja mesmo o papel do ótimo VIGGO MORTENSEN que tem a melhor sequência na projeção na pele do escritor Old Bull Lee que descreve lindamente a pessoa que é Dean. Não gostei muito da aparição de TERENCE HOWARD (de Homem De Ferro/ Crash- No Limite), vivendo o saxofonista negro que parecia ter um papel maior, Walter. Desta vez não vou pegar no pé da musa de Crepúsculo KRISTEN STEWART que vive a suada e safadinha, totalmente adepta ao sexo livre, Marylou (a pessoa real chamava-se Luanne Henderson). A moça procura fazer direitinho e sim, fica nua e mostra os peitinhos (é bom ressaltar que ela aceitou fazer o papel mesmo com um corte no salário, já que foi escalada para o filme depois que Salles assistiu Na Natureza SelvagemPortanto houve redução nos custos de produção devido ao tempo e Stewart não queria desistir deste papel). 


Realmente é frustrante não sentir na fita todo um engajamento mais visceral e profundo como as palavras do livro e talvez seja realmente impossível. Riley só narra trechos importantes, mas fica só nisso (embora sua voz rouca ecoe lindamente). O roteiro de JOSÉ RIVERA (que também escreveu para Salles o magnífico DIÁRIOS DE MOTOCICLETA [2004]) encontrou dificuldade nesta transcrição. O erro foi Salles ter optado por querer ser fiel em sua adaptação. Tem pouca ousadia, tanto os diálogos como a estrutura do script, que não começa linearmente, mas depois se preocupa em seguir adiante no típico filme de estrada que parece só funcionar no ritmo clássico de começo, meio e fim. Não que essa estrutura seja desinteressante, mas porque aquele artifício no início? Embora a sombra do escritor e seus passos no asfalto e na terra sejam interessantes como um prólogo, não achei que cortar a trama para o meio da história foi algo muito inteligente. Outro ponto alto e que me incomodou foi o Salles não se permitir ser mais autor. Infelizmente achei que Na Estrada não teve a impressão do diretor. Aquele mesmo brasileiro que um dia dirigiu CENTRAL DO BRASIL, melhor Road-movie que este! São observações pessoais, e que nem por isso deixarei de recomendar a fita, até porque esta viagem é muito pessoal e quem leu o livro ou ainda, o espectador que simplesmente irá ter um primeiro contato com Kerouac, terá sensações diferentes. 

Foi em 1951, entorpecido pelos prazeres da vida juvenil, café, bebida, benzedrina, e principalmente pelo Jazz (e a trilha sonora jazzística é maravilhosa), que Kerouac escreveu um primeiro esboço (também fazia inúmeras anotações) da versão que viria a ser On The Road. No filme é artificial a maneira apresentada, mas durante a leitura, que é uma delícia, é fácil notar que o autor escrevia espontaneamente. Sua consciência fluía naturalmente como um fluxo de uma autoestrada. Pela polêmica, seu manuscrito foi rejeitado por várias editoras que só seria publicado seis anos depois. Apesar de fazer algumas concessões para a publicação, o livro ainda conseguiu tocar o leitor com a inspirada autobiografia que descrevia as aventuras, encontros e desencontros, das viagens alucinógenas dos amigos centrais (Sal e Dean = Jack e Neal) através dos EUA e México. O rumo para o Oeste, as paradas (San Francisco, Nova York) e tudo que aconteceu depois. Apesar de o filme tentar fazer uma trajetória de filme de estrada, ao menos o livro desperta o desejo no jovem de pegar a mochila e cruzar o país de carro, caronas, a pé, o que for. Um sonho muito idealizado. A estranheza da fita de Salles é a falta deste êxtase. Até mesmo nas cenas de nudez e sexo, não consigo saborear o gozo da “batida” que a leitura me proporcionou. Foi um pouco decepcionante no cinema.



Diz-se que Kerouac foi quem inaugurou uma escrita diferente que funciona como trilha sonora aonde vão se desprendendo as palavras e as frases. Tudo é ritmado e mistura-se com sonho e realidade culminando em uma busca espiritual. Nenhuma impressão e ou/ sensação deste sentimento, notei no filme, apesar de tecnicamente, em algumas partes, apresentar paisagens fascinantes numa fotografia impecável de GAUTIER e que em outras (também infelizmente em muitas cenas na rodovia), é apressado demais. Plasticamente também não foi tudo que eu imaginava. Por isso, por representar o que tinha de mais importante no livro de modo rápido e tímido, entendo sua recepção morna no Festival de Cannes deste ano.

As filmagens deram início em agosto de 2010 no Canadá. Depois a equipe viajou para a província do país em Quebac e logo depois: México, Arizona, Califórnia, Argentina e Chile para as demais tomadas (aliás, os melhores takes são no México!).


Johnny Depp chegou a recusar o papel de Sal no início dos anos 90, seria um projeto voltado para a TV. Outra curiosidade foi descobrir que Lindsay Lohan foi cogitada para o papel que acabou com Stewart.


O filme de Salles tem um grande nome na produção, FRANCIS FORD COPOLLA, que têm os direitos autorais do livro desde 1978. Copolla chegou a fazer um plano para um filme ainda nos anos 90 (nada a ver com aquele telefilme com Depp citado acima), tal projeto que se concretizou finalmente às telas somente por Salles.


On The Road, o filme, terá sempre críticas divididas. É um mistério quando uma história se torna tão importante e fica no imaginário popular de um jeito tão particular e profundo, provavelmente pelas identificações, sobretudo com o auto-descobrimento, que é um sentimento tão necessário para todo ser humano.

As palavras de Kerouac eram batidas fervorosas e suficientes para criar uma erupção tão pessoal e interna que vai muito além do Beat. É um sentir que sabe fazer refletir as inquietações que temos da vida. E realmente, me faz querer por o pé na estrada para sentir na pele o que é viver longe do conforto do lar. Ver os problemas de frente, sempre indo para algum lugar.


Waltinho não me deu essa sensação, cinematograficamente falando. Além do mais, faltou um pouco da trip no filme, a caminhada, já que as inúmeras situações se apresentam distantes deste conceito (enquadrados pela polícia, correndo do frio, roubando estabelecimentos [que se adequam à filosofia Beat neste caso], etc). Uma ou outra cena de Sal sozinho na paisagem, talvez, ainda acentue a filosofia de estrada.

Por mais que o filme tenha me causado algumas decepções o trabalho de Salles não é totalmente irregular e o que ajuda também, aliás, muito, é a música do argentino GUSTAVO SANTAOLALLA que me aproxima um pouco mais da fita.


Como disse Sal referente à Dean: “Ele tinha passado um terço de sua vida nas mesas de bilhar, um terço na cadeia e um terço na biblioteca pública.”  Uma geração que era como uma folha de papel ao vento. Despreocupados com as obrigações e que a vida fez questão de ensinar; que o amadurecimento acontece quando evitamos mesas de bilhar, prisão e passamos mais tempo em bibliotecas públicas. A vida na estrada ensina e no fim, chegamos a algum lugar. Tudo isso é bonito no livro, já no filme...

BRASIL/EUA/FRANÇA/REINO UNIDO – 2012
DRAMA
EM EXIBIÇÃO NOS CINEMAS
137 min.
COR
PLAYARTE
16 ANOS
✩✩ REGULAR


MK2 PRODUCTIONS e AMERICAN ZOETROPE Apresentam
ON THE

ROAD
Estrelando: GARRETT HEDLUND SAM RILEY 
e KRISTEN STEWART
com: AMY ADAMS TOM STURRIDGE DANNY MORGAN
ALICE BRAGA ELISABETH MOSS
STEVE BUSCEMI TERRENCE HOWARD
Com: KIRSTEN DUNST e VIGGO MORTENSEN
Música de GUSTAVO SANTAOLALLA
Fotografia de ERIC GAUTIER
Edição FRANÇOIS GÉDIGIER 
Direção de Arte CARLOS CONTI
Desenhos de Arte 
MARTIN GENDRON. HANIA ROBLEDO
Figurinos de DANNY GLICKER 
Maquiagem MARISA AMENTA
Produção Executiva 
FRANCIS FORD COPPOLA
PATRICK BATTEUX. JERRY LEIDER
Produção Associada
PETER CAVANEY. WALTER SALLES
Co-produtor executivo MICHAEL ZAKIN
Produção de Linha (México) TITA LOMBARDO
Produtor de linha (EUA) CATALINA RESTREPO
Produzido por
CHARLES GILLIBERT. NATHANAËL KARMITZ 
e REBECCA YELDHAM
Roteiro de JOSE RIVERA
BASEADO NO LIVRO “ON THE ROAD” 
DE JACK KEROUAC
Dirigido por
WALTER SALLES
ON THE ROAD ©2012 MK2 Productions/ American Zoetrope
Vanguard Films/ Film4/ France 2 Cinéma/ France Télévisions
Canal +/ Ciné+ / Video Filmes

16 comentários:

Rafael W. disse...

Adorei o filme. Sua história, seu desenvolvimento, seus personagens, tudo apaixonante e magnético. Também fiz uma critica, se quiser dar uma conferida é só ir no http://avozdocinefilo.blogspot.com.br/

J. BRUNO disse...

Ainda não tive oportunidade de ver "On The Road" Rodrigo, por não ter cinema em minha cidade, como já devo ter lhe dito. Apesar de todas as críticas mornas ou negativas eu ainda estou curioso para assistir e tirar minhas próprias conclusões... Já estou quase no final do livro (estou indo num ritmo de leitura bem devagar para conseguir apreciar ao máximo a obra) e talvez seja melhor terminar o livro antes de assistir o filme...

http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2012/07/pearl-jam-twenty.html

Unknown disse...

Vc apontou pontos importantes, como o olhar distanciado, q não cria muito interesse pelo filme. Ainda soa episódico e descontinuado. Tive uma primeira impressão muito ruim, mas teria q rever. Abraço.

http://www.cinemadetalhado.com.br/

Unknown disse...

Não conferi ainda... MAs, estou curiosa! A história é muito intensa, entendo que para o cinema isto é difícil de transmitir... Talvez seja dificuldade na execução que tenha atrapalhado o projeto... Bom, não posso falar sem ver... Mas, vou conferir assim que der!

;D

Jefferson C. Vendrame disse...

Grande Rodrigo, como vai?
Desculpe o sumiço cara, ando cheio de trabalho na universidade, e por isso sem tempo de postar e visitar com mais frequência as páginas dos parceiros...mas enfim aqui estou...

Gosto muito do trabalho de Walter Salles, não assisti ainda esse em destaque mas a historia dele me instigou. Acho interessante o trabalho que Salles vem realizando nos Estados Unidos, é lamentável que o Brasil não possua uma indústria cinematográfica séria para proporcionar a ótimos cineastas como este condições dos mesmos realizarem bons filmes, mas enfim...

Ótimo Post, Grande abraço

Jefferson C. Vendrame disse...

Rodrigo, to contando os dias para ler seu post de O HOMEM ERRADO, um dos meus filmes preferidos de Hitch...

Abraços

Thiago Silva disse...

Gostei do projeto, mas confesso ter sentido falta de narrações em off que demonstrassem o pensamento Beat, que, claro, era o que movia aqueles jovens. Até mesmo quando escrevi sobre "Na estrada", destaquei que, apesar de ser uma história interessante, falta um artifício que aproxime o público das ideias de Sal, Dean e Carlo, sendo esse último o mais esquecido pelo roteiro, o que não deixa de ser uma pena.

Enfim, belo texto, Rodrigão.

Abraço!

www.lumi7.com.br

Elton Telles disse...

Hey, my friend!
I'm back para nunca mais sumir! xD

Compartilho da sua frustração com "Na Estrada" e concordo muito que a obsessão de Salles em querer ser fiel à história do livro deu ao filme um caráter de relato e esqueceu do espírito transgressor e excepcional q a obra de Kerouac transpira.

No mais, gostei do filme, sim. Ainda que lhe falte ousadia e tantos outros elementos, como um filme que não fosse adaptaçao de "On the Road" é bacana acompanhar a jornada rumo ao autoconhecimento desses jovens.

Sempre um prazer ler seus textos. Além de uma visão particular, sempre com pesquisas e informações bacanas para conhecermos mais sobre o projeto em si. Como eu sempre disse, COMPLETÍSSIMO =D

grande abraço! o//

Alan Raspante disse...

Eu já queria MUITO ver, o seu texto só me deixou mais doido ainda para conferir :D

renatocinema disse...

Preferi ler a obra primeiro.

Sendo bem sincero.......o livro, estou nas primeiras páginas, ainda não me empolgou. Porém, ainda tenho muita leitura pela frente.

Rodrigo Mendes disse...

Rafael: Vou passar no seu blog.

Eu gostaria de ter apreciado mais. Fui crente que o Waltinho realizou sua obra-prima.
Abraço

Bruno: Poxa ainda não estreou na sua cidade? Estranho, mas a Playarte também não é uma gigante. Entendo. Recomendo o filme para você, assista quando a oportunidade pintar e depois me diga o que achou.

Celo: também pretendo revê-lo, é claro, mesmo assim o prazer será é reler o livro!
Justamente é este distanciamento que Salles insistiu na incoerência de querer ser fiel a prosa que me deixou chateado.
Abs.

Karla: Confira o filme e depois me diga. Não creio que você irá gostar, mas...
de fato é complicado, praticamente impossível transmitir a alma do livro, mesmo assim, esperava uma impressão de autor do Walter, afinal, ele já dirigiu muitos Road-movies bons.
Beijos

Olá Jefferson! Entendo que a facul e trabalho nos consomem.

Eu também aprecio o trabalho de Salles, mas se formos olhar sua filmografia, os melhores filmes dele estão no Brasil e nas parcerias latino-americanas. Em Hollywood ele tem um nome zelado (mas teve a infeliz ideia de realizar o Água Negra com a Jennifer Connely, lembra?). Discordo de você quanto a indústria de cinema nacional. Esse pessimismo já é coisa do passado, veja a avalanche de fitas sendo produzidas, tanto independentes (Febre do Rato do Claudio Assim, por exemplo, que é sensacional) como as comédias chanchadas (mesmo sendo discutíveis e irregulares como as produções Globo Filmes). Nem é a industria que não dá oportunidade, é o artista que tem medo de arriscar. veja bem, os grande cineastas como Fernando Meirelles e Waltinho, optam por fazer no estrangeiro por questões até mais pessoais. Não temos o berço do business cinematográfico como os americanos isso é fato (até os franceses não tem, e olha que o cinema nasceu lá), mas nem por isso significa que a industria não da oportunidade. Discordo.

E logo logo eu posto The Wrong Man! ;)

Abraço amigo!

Thiago: Pois é Thiago, lembro de ler seu texto e você levantou ótimos apontamentos. A questão do Beat é praticamente nula no filme. Quando assistirmos novamente veremos que será ainda mais distante e frustrante. Pelo menos o Hedlund faz o seu melhor pelo filme e convenhamos que o rapaz é o que mais arrasa. Tem um elenco de primeira, só gente boa, mas o roteiro é um problema. Como disse, artificial e sem muitas emoções, transgressões...

Abração!

Elton: Que ÓTIMO o seu retorno!
Obrigado pela presença e comentários sempre gratificantes e perfeitos para um debate.
Concordamos em gênero, número e grau aqui. Li o seu texto e também esta fabuloso! Gostei quando você usa o termo "domesticada" com relação a este trabalho do Salles.

Não suma mais!
Abração dude!

Alan: Eu não gostei TANTO assim da fita meu amigo, enfim...pelo menos eu agucei a sua curiosidade, rs!
Abs.

Renato: Entendo que as primeiras linhas, páginas, soam enfadonhas, mas depois a coisa pega fogo, rs! Bom, eu gostei. Não demore muito para ler e nem ver o filme.
Abs.

Jefferson C. Vendrame disse...

Grande Rodrigo...

Que bom vivermos em uma democracia não é? Aonde podemos expressar nossas opiniões livremente... kkkk

Eu entendo seu lado e respeito sua opinião quanto ao cinema nacional, no entanto diante de "coisas" como Agamenon, Bruna Surfistinha, Tropa de Elite etc, pessimismo seria realmente coisa do passado?

Grande Abraço?

Rodrigo Mendes disse...

Ah meu caro Jefferson, mas esse pessimismo não responde por completo o que acontece na indústria de cinema nacional, sim não é como a americana, mas aqui a máquina também funciona. Você disse que não temos uma indústria séria e que o cinema nacional não dá oportunidade aos cineastas. Discordo mesmo! Eu sei que existem filmes péssimos produzidos aqui (Agamenon que o diga), o que também é relativo, já que no exterior também existe filmes como "Crepúsculo", mas ai entra na questão de mérito pessoal, de gosto. Respeito sua opinião, mas acho que deveria rever o conceito de que não existe uma "indústria séria" em nosso cinema, até porque ninguém irá investir dinheiro em um produto/filme que acredita que será ruim. Para o bem ou para o mal, os filmes são feitos (alguns diretores realmente não ousam como deveriam, tb acontece), agora se eles vão agradar, aí já é outra história....

Abração!

Alysson disse...

Rodrigo eu não li o livro e nem posso comparae os dois mas pelo que vi nos trailers quando fui assistir o filme eu realmente esperava muito mais do longa acho que faltou um melhor desenvolvimento de saindo na estrada que no filme ficou um pouco superficial eu gostei muito dos papeis da Amy Adams e da Alice Braga mesmo que participações pequenas elas roubaram as cenas onde aparecem a Kristen Stewart efetua um bom papel no filme e esta bem a vontade na fita. Eu particularmente esperava mais do filme e da direção de Walter Sales mas um bom filme esse que vale a pena ser visto mas para ir ver sem expectativas.

Júlio Pereira disse...

Não li o livro, Rodrigo. Na verdade, nunca tinha muita vontade - permaneço não tendo. Mas o filme é bom. Apenas isso. Não é um filme de sensações. Sim uma obra com narrativa falha, desenvolvimento capenga dos personagens... Mas a fotografia é belíssima e os coadjuvante, mal aproveitados, são ótimos.

Reinaldo Glioche disse...

Grande Rodrigo! Primeiro, que painel lindo vc teceu da geração beat e de suas influências. Uma reverência legítima na cola do filme.
Bem, concordamos quanto aos atores e, de alguma amneira, quanto ao filme tb. Acho que essa "trip" que não aconteceu talvez não pudesse acontecer mesmo no filme. É como eu disse: talvez pela pressão ou pelo respeito à obra, Salles fez um tributo. Tecnicamente vistoso, mas algo conservador. O livro era pessoal, o filme não. Acho que passa por aí. Talvez o doc que ele rodou sobre a feitura de Na estrada tenha mais do espírito do livro. Talvez.
Abs

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