quinta-feira, 19 de julho de 2012

O POETA DA VIOLÂNCIA: SAM PECKINPAH | MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA



1913: no México, um grupo de velhos fora da lei reúne-se para dar um último grande golpe para então se aposentar.

No velho Oeste em plena transformação, existiu um cineasta de primeira linha chamado SAM PECKINPAH (1926-1984) que diferente de outras lendas como John Ford e Sergio Leone, fazia de seus westerns experiências cinematográficas ainda mais cruéis, ásperas e chocantes. O alcoólatra que adorava viver em rancho e jamais faria um filme passado em uma metrópole, aliás, odiava. Violento, incontrolável, de convivência impossível, segundo algumas pessoas próximas a ele. Certamente isso explica a demora de sua ascensão e reconhecimento e rápido declínio. Além de levar o título de um “Renegado de Hollywood”, Peckinpah - na lista como um dos maiores diretores de cinema em todos os tempos- é também conhecido como O POETA DA VIOLÊNCIA, ou para muitos, apenas uma “prostituta” que se aproveitava dos maus instintos de sua plateia. Quentin Tarantino já afirmou que violência é uma das coisas mais divertidas de se assistir, com isso, sem dúvida, leva os cinéfilos a crer que Taranta é um dos discípulos mais evidentes de Peckinpah, um homem que deixou uma obra entorpecente e que a maioria delas nunca chegou às salas de cinema em cópia completa. Ou seja, todas as suas fitas ao longo dos anos, vem sofrendo restaurações para a VERSÃO DO DIRETOR (o que para os fãs é algo sensacional), isso porque sempre havia problemas com os estúdios e produtores justamente pelos seus excessos (censura). Não seria diferente com seu filme mais celebrado, o clássico MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (The Wild Bunch, 1969) indicado aos OSCARS de Melhor Roteiro Original (Peckinpah, WALON GREEN e ROY N. SICKNER) e Trilha Musical do ótimo JERRY FIELDING (1922-1980 – que também compôs para outros clássicos como JOHNNY VAI À GUERRA [Johnny Got His Gun, 1971] de Dalton Trumbo). E agora, graças a Warner Brothers em sua Edição Premium, chega restaurado em dois discos e evidente que com a versão do diretor!

O Poeta da violência no set
Esta fita acabou sendo uma revolução no gênero, não apenas pelos tiroteios sangrentos em câmera lenta, mas também pelo simbolismo presente, isto é, quando as crianças felizes estão se divertindo queimando dois escorpiões que são devorados vivos por formigas. A diferença deste filme dentre todos os outros do diretor (o mais leve é A MORTE NÃO MANDA RECADOThe Ballad of Cable Hogue, 1970 e o mais subestimado em sua filmografia, com Jason Robards e Stella Stevens) é que “The Wild Bunch”, apesar de feroz, não chegou a ser considerado violento e ou/ amoral e injustificável como, por exemplo, OS IMPLACÁVEIS (The Getaway, 1972 com Steve McQueen e Ali MacGraw e que teve uma refilmagem com Alec Baldwin e Kim Basinger!). De qualquer forma, Peckinpah foi sempre um maldito com relação aos produtores (aqui no caso PHIL FELDMAN [1922-1991]) e muito mais ainda com a censura. Este filme que é o seu mais famoso chegou a ser lançado com 134 minutos, mas foi relançado, em 1981, com 142 minutos que mostrava duas cenas cortadas. Já na versão europeia, a definitiva, a metragem é de 144 minutos.


O elenco? Bom, a trupe de foras da lei não poderia ser tão bem acertada. Todos velhos, a maioria, e que, aliás, bebiam demais, porque também o diretor sofria deste problema. Isso é transmitido na tela de maneira curiosa. A arte imitando a vida neste caso. No papel central pensaram, anteriormente, em LEE MARVIN (1924-1987), mas este preferiu fazer o musical PAINT YOUR WAGON – Os Aventureiros do Ouro de Joshua Logan. WILLIAM HOLDEN (1918-1981), o anti-herói central, já tinha problemas graves com alcoolismo e que seria a causa de sua morte. Vivendo Pike Bishop, ele deixa de herança uma de suas melhores atuações (seguramente empatando com Crepúsculo Dos Deuses) e finalmente, o querido ERNEST BORGNINE que faleceu recentemente aos 95 anos e que já passou a marca de mais de 200 filmes, também deixa sua herança no papel do engraçado Dutch Engstrom, provavelmente o mais civilizado do grupo. Durante as filmagens, reza a lenda que Borgnine passou o tempo inteiro mancando, porque estava com o pé esquerdo quebrado.
ERNEST BORGNINE (1917-2012)
BO HOPKINS que interpreta Crazy Lee no prólogo faz aqui a sua estreia no cinema. Soldados mexicanos foram utilizados como extras e até dizem que foi usada mais munição neste filme do que em toda a Revolução Mexicana! Adoro, por exemplo, a cena com EMILIO FERNÁNDEZ (1903-1986 – também conhecido como um conceituado diretor no México) como o general Mapache, quando o mesmo não sabe manusear uma metralhadora que sai disparando bala para tudo quando é lado (risos).

É um dos melhores elencos de faroeste em minha opinião. Além de Holden e Borgine, temos a presença do grande ROBERT RYAN (1909-1973) como Thornton que lidera outro grupo de bandidos, além de, EDMOND O´BRIEN (1915- 1985) no papel do velho Skykes, WARREN OATES (1928-1982), ainda jovem, vivendo Gorch que prefere ser recompensado com prostitutas a mais do que dinheiro, JAMIE SACHEZ, que faz o mexicano (Angel) o menos famoso e o ótimo BEN JOHNSON (1918-1996) como Tector Gorch, sempre em cena com Oates que faz o seu irmão.

MEU ÓDIO... é “carregado” de alegorias e caricaturas (embora eu ainda fique na dúvida se realmente era a intenção de Peckinpah de mostrar os mexicanos de maneira folclórica). É um filme que iria apresentar nas titulagens iniciais um texto interessante que o diretor achou desnecessário, dizia: “Para a maioria da América, em 1913, as histórias das guerras dos índios, da corrida do ouro e dos grandes pistoleiros, tornaram-se conversas de salão ou reminiscências familiares. Mas dos dois lados do Rio Grande, ainda, viviam homens da mesma maneira que nas décadas de 1870-1880. Homens que não mudaram numa terra que mudava rapidamente”. Realmente uma frase um tanto supérflua, já que em matéria de imagens o diretor já iria mostrar com eficiência o velho e novo Oeste Americano, friamente e lindamente.  E não tem como negar que foi com este excelente e extraordinário faroeste que nasceu uma nova fórmula de filme dentro do gênero. A partir de 1969 era bom esquecer a fase pioneira, seja de John Ford, que mostrava a figura do herói do western de forma áurea santificante e lendária. É preciso dizer também que os italianos, seja Sergio Leone, fizeram com o gênero, contrafações, mas é de fato Peckinpah, o norte-americano meio índio quem realizou o primeiro faroeste sem firulas, entende? Explico: Ele alicerçou estes filmes áridos na violência, totalmente! Mas a história americana deixa claro que o Oeste, e toda a formação dos EUA, foi conquistado de forma violenta e aviltante, com muito sangue jorrado e derramado.  Portanto foi nas fitas de Peckinpah que o mundo viu pela primeira vez poeira, bang bang e sangue à mostra. Apesar de fazer tudo de forma estilizada, o diretor não evitou, ou fez concessão ética e evidente que não conhecia a palavra atalho, para representar uma cena de violência. Ele se deu a permissão. Era assim que tinha que ser e ponto. Ácido e sanguinolento. Aqui, os homens do velho/novo Oeste matam a sangue-frio e às vezes por descuidos ou dever, raramente por um ideal hipócrita.


Neste filme Peckinpah evidencia sua adoração pelas fitas asiáticas já que o malabarismo do samurai é uma forte influência, afinal o sangue jorra. O contrário a muitos filmes violentos, “Meu Ódio Será Sua Herança” não pretende narrar uma premissa disfarçada em lenda e muito menos comédia (embora o filme tenha várias cenas engraçadas, mas o humor é negro e proposital). Tudo aqui é tão nu e cru e a morte é dura e dolorosa, além de ser agonizante que chega a tortura (amarrar um homem indefeso até a morte e se divertir com ele. Foi o que aconteceu com o personagem de Sanchez que culmina depois em mais um banho de sangue). E é desta maneira, inevitavelmente que a violência de Peckinpah acaba caindo nas graças do espetáculo.


É uma trama que segundo o diretor situa-se no fim da conquista do Oeste. Todos os anti-heróis estão decadentes e velhos, querendo se aposentar, mas que para isso precisam realizar um último grande golpe.  Os caçadores de recompensas os perseguem violentamente e de maneira implacável, o que deixa o espectador atento a torcer pelos bandidos que são aqui os mocinhos. Quando a trupe de Holden refugia-se para o México, parece que a caçada é temporariamente solucionada, mas é em plena Revolução Mexicana, que estes caras são contratados para um serviço definitivo e, por fim, forçados pela consciência (não sei se isso soa clichê) a tomar uma decisão que se refere a uma posição ética (o que é mais interessante o espectador sentir a necessidade de vibrar por estes homens fora da lei só pelo fato deles terem conquistado a gente durante toda a projeção mesmo sendo figuras nem um pouco altruístas, mas que é válido no final).


Além de os personagens serem magistralmente bem escritos e interpretados por um elenco de primeira, Peckinpah mostra simplesmente como a violência realmente era no Oeste (e ela nunca é gratuita). O simbolismo das crianças no começo do filme faz essa alegoria já que a brincadeira local era assistir dois escorpiões sendo devorados por formigas e depois ver as bichinhas sendo queimadas vivas. Deste modo, ele mostra como a morte era algo trivial.
Outra decisão de Peckinpah é ter a coragem e naturalidade de mostrar um tiroteio nas ruas sem respeitar as leis. Quem estivesse com o cabeção na mira de tiro levava bala! Homens, mulheres e até crianças (embora ele evite qualquer violência contra os pequenos), Então, bandido ou não, quem não se abaixasse, morria (o que acontece nos dias atuais e com toda a violência urbana que vivemos. É exagero?).

Depois do massacre do início, o filme se abre mais lentamente, caindo um pouco o ritmo e trafegando pela comédia no clube do bolinha (principalmente as risadas sobre prostitutas), faz-se esta pausa, até no momento em que as cenas ficarão extremamente emocionantes. O momento em que o mexicano assassina a sua ex-amante por ciúmes e descontrole, já que ela se mostra vadia para com o general Mapache (é sangue!), e isso com efeito sonoro que pragueja; a explosão que sucede em uma ponte (minha cena predileta próxima do último ato) e o grande massacre final que é uma das coisas mais fantásticas que já vi. Peckinpah conquista os meninos com sua fúria em câmera lenta e sangue, sangue e sangue! Mais do que isso, adoro, também, quando os bandidos se olham e saem caminhando até os mexicanos sabendo que irão atirar e matar até a morte! Evidente que não chega a ser uma sequência dançante musical (como uma valsa) à morte, apreciada nas fitas de Leone. Aqui tudo é mais direto e sem rodeios. Não que seja uma crítica à trilogia dos dólares ou ERA UMA VEZ NO OESTE, mas os estilos tão diferentes sabem, a sua maneira, me conquistar.

Tudo neste filme vai do repugnante ao romântico. É repugnante ver abutres em forma de homens roubando os mortos (os ótimos L.Q. Jones e Strother Martin), mas é romântico em meio a tanto sangue, identificar-se na poeira e no clima escaldante um lirismo de profunda tristeza.

Esta obra foi quem trouxe de volta o faroeste para os americanos, adotada por um bom tempo pelos italianos.

É tanto ódio e transformação que Peckinpah deixou de herança um dos mais brutos western do cinema.


EUA- 1969
FAROESTE
WIDESCREEN
144 min.
COR
14 ANOS
WARNER
 ✩✩✩✩✩ EXCELENTE


WARNER BROS. PICTURES Apresenta
Uma produção de PHIL FELDMAN
THE WILD BUNCH
Estrelando: WILLIAM HOLDEN. ERNEST BORGNINE. ROBERT RYAN
EDMOND O´BRIEN. WARREN OATES. JAIME SANCHEZ. BEN JOHNSON
Estrelando Também: EMILIO FERNANDEZ. STROTHER MARTIN. L.Q. JONES
Música de JERRY FIELDING
Fotografado por LUCIEN BALLARD Montagem LOU LOMBARDO
Direção de Arte..... EDWARD CARRERE Figurinos.... JAMES R. SILKE
Roteiro WALON GREEN & SAM PECKINPAH
Argumento: WALON GREEN. ROY N. SICKNER
Produzido por PHIL FELDMAN
THE WILD BUNCH ©1969 Warner Bros./ Seven Arts


7 comentários:

Joaquim Romão Gomes disse...

Parabéns gostei muito do seu Blog, é muito informativo e é o gênero que eu gosto Western. As Aventuras de Joaquim Murietta.

renatocinema disse...

Texto perfeito....ao citar Tarantino você colocou, a meu ver, a cereja no bolo.

Abraços

Unknown disse...

Tudo que começa com "No Velho Oeste" eu já gosto... Talvez pq no passado a minha cidade era meio assim - segundo contavam meus avós! hehehhe
Enfim,
Toda vez que vejo este filme eu lembro da chamada do TCM para ele... Falando da cena dos escorpiões!
Filmaço! Indispensável para os amantes do gênero!

;D

Reinaldo Glioche disse...

Primeiramente, preciso parabenizá-lo pelo aniversário co CineRodrigo. Três anos, né? É contemporâneo a Claquete!
Bem, "Meu ódio será sua herança" é dos filmes mais significativos e influentes do gênero e, como vc bem observou, serviu como resgate do gênero pelos americanos. Não é meu Peckinpah favorito, mas é igualmente notável!
Abs

Hugo disse...

É um filmaço, tem ótima trama, elenco sensacional e violência extrema, especialidade de Peckinpah.

As mortes em câmera lenta são um dos legados de Peckinpah.

Abraço

Paulo Telles disse...

Nobre Rodrigo, este foi o melhor texto que li sobre este fenomenal clássico do Western, que moldou de vez todo o gênero até sua extinção parcial no fim dos anos de 1970. Peckinpah surgiu num período em que o faroeste americano já estava ficando batido, e evidente já havia um público novo que badalava o emergente Western Spaghetti, que desmistificava inteiramente a legenda áurea dos faroestes realizados por Ford e Hawks. Peckinpah sem dúvida foi uma resposta aos westerns de Sergio Leone e seguidores, pois a violência contida em suas obras tinha mais a oferecer. São movimentos em Close-ups e câmara lenta sua verdadeira marca registrada para expor toda a ação em suas fitas, o que se demonstra perfeitamente em THE WILD BUNCH.


Toda fita de Peckinpah é um reflexo de seus próprios anseios, de seus próprios costumes, e de sua própria rebeldia. Mulheres, bebidas, drogas, e muitas brigas pessoais dentro e fora dos sets de filmagem. Na coletiva que ele e William Holden(outro notório beberrão) deram a imprensa sobre o filme, os dois mal conseguiam responder as perguntas dos jornalistas. Peckinpah gostava de discussões “acaloradas” com os atores, chegando ao ponto culminante da agressão verbal, como aconteceu com Charlton Heston durante as filmagens de JURAMENTO DE VINGANÇA (Major Dundee), em que Chuck, num gesto humanitário, abriu mão de seu salário por conta de uma greve, mas em compensação, deu um susto enorme em Peckinpah, quase desferindo nele um golpe de sabre, fazendo ele se esconder em seu camarim.

A mesma coisa, Peckinpah queria fazer com Robert Ryan na obra aqui apresentada, já um veterano ator e que, nesta época já estava doente (faleceria 4 anos depois de câncer no pulmão), contudo um membro da equipe técnica avisou ao diretor que ele havia sido exímio lutador de boxe e chegou a ganhar o campeonato em seus tempos de amador, e ocasionalmente, seria o astro principal de THE SET-UP, um dos melhores filmes de boxe da história do cinema. Ao saber disso, Peckinpah recuou.


MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA retrata indelevelmente um justo e pungente período, onde não existe heróis, mas indivíduos que querem se dar bem, e ultrapassados bandidos que só querem dar uma última cartada em suas vidas antes do fatídico final.

Parabéns por esta matéria Rodrigo, abraços

Paulo Néry

Rodrigo Mendes disse...

Obrigado Joaquim. Volte sempre!
Abraço.

Valeu Renato! Tarantino foi quem disse tudo!

Karla: Surpreso por você gostar do gênero e do filme, rs Descubro que você, além de uma inteligente cinéfila, tem ótimo gosto! A cena dos escorpiões me deixam de cabelo em pé!
Beijos.

Reinaldo: E já são, na verdade, quatro anos meu caro! Obrigado mesmo. Adoro este filme, mas qual é o seu Peckinpah favorito?
Abs.

Hugo: Realmante. Peckinpah tem essa marca. Seu melhor filme.

Paulo: Obrigado meu nobre amigo pelos comentários e acréscimos significativos no papo. Li sobre a história do Charlton Heston nas filmagens de "Major Dundee" que ele desistiu do salário para financiar retakes. Adoro essas curiosidades.

abraço

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