domingo, 20 de janeiro de 2013

DJANGO LIVRE

O GATILHO MAIS RÁPIDO DO SUL


Escravo é libertado por um caçador de recompensas alemão e com a sua ajuda, se torna eficiente em matar crápulas por dinheiro, mas sua maior missão será resgatar sua amada esposa das garras de um fazendeiro brutal.


Django com D mudo é um faroeste sulista escrito e dirigido por Quentin Tarantino e um filme que aguardávamos há muito tempo. O aclamado diretor de Pulp Fiction não desperdiça bala para contar a jornada sangrenta de um escravo negro, Django (JAMIE FOXX que já tem um Oscar na prateleira, sensacional num papel  antes oferecido para Will Smith que o recusou estupidamente, só que outros estavam cotados, segundo Tarantino, que escalou: Idris Elba, Chris Tucker, este funciona melhor em filmes mais cômicos pastelão, Terrence Howard e Michael Kenneth Williams) que tem um histórico aviltante já que sofreu nas mãos dos seus ex-senhores e com isso, acaba cruzando o caminho de um expert caçador de recompensas alemão, ex-dentista, Dr. King Schultz (ele seria parente da misteriosa Paula Schultz, a mulher que sofreu violação em seu túmulo num dos capítulos mais tensos de KILL BILL na qual a Noiva – Uma Thurman – sofre maus bocados quando é covardemente enterrada viva por Budd, Michael Madsen? Metalinguagem, enfim...) o ótimo CHRISTOPH WALTZ, que esta radiante, perfeito no papel, escrito especialmente para ele e o mesmo trabalhou e sugeriu notas no script. Waltz foi a grande sensação de Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009) na pele do inteligente e engraçadíssimo nazista “caçador de judeus”, O Coronel da SS Hans Landa, e mais uma vez não decepciona com seu típico humor habitual.



O filme é elegante e nos momentos certos traz o ultrajante senso de humor negro de Tarantino e qualquer ofensa é perdoada já que o cara é um cinéfilo apaixonado e prova mais uma vez que no cinema tudo pode acontecer fazendo de seu primeiro e assumido faroeste à La italiana, mais um extraordinário capítulo de uma trilogia sobre vingança na qual o pano de fundo consiste em reescrever a história (bem que o terceiro poderia muito bem se passar em Chicago em plena época da Lei Seca, Al Capone e companhia). 

Obviamente que era mais do que esperado suas referências recorrentes utilizando de trilhas clássicas do mestre ENNIO MORRICONE, mas agora, faz uma linda homenagem ao cult dirigido por SERGIO CORBUCCI (1926-1990) diretor italiano que assim como SERGIO LEONE (1929-1989) foi o cineasta mais importante que já realizou os cultuados “faroestes espaguete” (um termo que Leone sempre achou pejorativo). Corbucci teve a feliz ideia de realizar a primeira parte de uma longa série que apresentou um dos personagens mais icônicos do gênero, Django, que tem a mesma qualidade do personagem sem nome do nosso querido mal encarado Clint Eastwood, da trilogia dos dólares! O filme “Django” de 1966 é o alvo de Tarantino para deflagrar sua premissa. A fita era estrelada por FRANCO NERO que gentilmente faz uma antológica participação especial ao lado de Foxx. Naquela versão, o Django saía pelo deserto arrastando um caixão munido de armas mortais e sim, é outra trama de vingança clássica (pode ter servido de inspiração também para Robert Rodriguez em seu melhor momento com o primeiro El Mariachi, 1992, estrelado por Carlos Gallardo). 


Tarantino simplesmente arrasa na sua versão mista em filme que pretende explodir literalmente, com direito a muito bang bang, sangue e dinamite, em seu grande clímax. Depois que se cruzam, Django e Schultz fazem um acordo e tornam-se amigos. O alemão está no encalço de um bando sanguinário que odeiam negros (como todo branco naquela época que utiliza do poder para fazer coisas que até Deus duvidava), eles são os irmãos Brittle; Big John (interpretado por M.C. GAINEY um ator subestimado que já assisti em diversas produções e geralmente se saí melhor como vilão), Lil Raj (Cooper Huckabee) e Ellis (Doc Duhame), essas pragas trabalham na propriedade de mais um fazendeiro preconceituoso, Big Daddy, e quase não reconheço aquele DON JOHNSON, o detetive Crockett de Miami Vice (famoso seriado policial americano -1984-90), mais um ator ressuscitado por Taranta. Schultz sabe que Django é o único que pode levá-lo até à sua rica recompensa, aliás, esta sequência é uma das inúmeras tantas sensacionais cenas do filme que sinceramente? Não me incomodou por ser longo. 

Sabendo que o negro é bom no gatilho, esperto, ágil e o mais importante: sangue frio - certamente depois de sofrer tantos maus tratos - o astuto alemão compra Django e com a promessa de alforriá-lo para sempre, o convence a ajudá-lo no perigoso trabalho de caçar fora-da-lei vivos ou mortos para as autoridades. Às vezes, Schultz utiliza-se da mentira calculista para escapar com vida e enganar os otários que o ameaçam, uma das lições mais importantes que ele ensinou para seu pupilo (como guardar o folheto de sua primeira recompensa). Daí o filme segue lindamente passando por várias cidades numa época crucial antes da Guerra Civil americana, Schultz e Django, lado a lado, o herói – o primeiro negro a montar num cavalo chocando os cidadãos locais – e o distinto cavalheiro alemão sob sua diligência (morro de rir com aquele dente gigante balançando) e, aperfeiçoado e totalmente habilidoso, “D” finalmente arrisca a vida e a do amigo nas terras do malvado Calvin Candie, e não seria um exagero dizer, o incrível LEONARDO DiCAPRIO que merece ovações por aceitar um papel que é atípico de seu rótulo de astro do rostinho bonito. 



Seu vilão é marcante, adora ver um negro sendo humilhado, anda por aí bebendo e fumando mostrando aqueles horríveis dentes podres e além de tudo amedronta com seu perigoso martelo. Em Candyland, lar do loiro perverso, esta a amada de ‘D’, Broomhilda, a sensual KERRY WASHINGTON que vive o diabo naquele âmbito, totalmente indefesa, fluente em alemão, não é como as outras escravas domésticas, que depois de se separar do marido, serve como escrava sexual dos patrões. O lugar onde a coitada vive é tão abominável que seu “sinhô”, Calvin, tem a diversão de apostar num esporte violento que consiste no seguinte: dois negros lutando até a morte, uma espécie de briga de galo.  Este é um pretexto que Schultz, na tentativa de fazer negócio com Candie querendo comprar um Mandingo (um deles é nomeado de  Hércules Negro que Tarantino tirou do filme "Mandingo - O Fruto Da Vingança" de 1975) para assim se aproximar de Candyland e ajudar Django. E assim a estória se fecha num dos melhores momentos de toda a fita (e mais: diferente das fitas anteriores separadas por capítulos, onde aqui a narrativa segue mais linear e com poucos flashbacks) quando a dupla enfim chega no estado sulista dos EUA, Mississipi. Será que os anti-heróis conseguirão enganar Candie? 



A resposta esta no olhar penetrante do grande SAMUEL L. JACKSON que volta com estilo numa produção do amigo que o tornou mundialmente famoso. O Mr. Cool de voz inconfundível é Stephen, o fiel escravo doméstico de Candie que desde o começo não foi com a cara de Django. Outra polêmica é que seu personagem é considerado pelos politicamente corretos como um “traidor da raça”. As atitudes do velho chegam a irritação, sim, mas nem por isso é motivo de tamanho exagero e acredito que já vivemos numa civilização mais consciente, não? Bom, no filme ele idolatra constantemente, puxando o saco do patrãozinho mimado e faz o mesmo que ele para com os irmãos da raça (ou qualquer termo que o valha) fazendo terrorismo naquela casa interiorana. De qualquer forma, Jackson saiu em defesa do filme alegando que na história negra existiram realmente tais situações humilhantes e sofridas por eles na época da escravidão e que o filme não é uma vergonha como afirmou o pedante Spike Lee que ridiculamente foi a público dizendo que o filme é desrespeitoso aos seus ancestrais. 



Em meio a tanta falácia, o filme é maravilhoso. Quentin continua afiado com seus diálogos autorais e sabe manobrar o seu filme. Dito isso, e sabendo do que Tarantino é capaz, Django Livre é mais uma amostra da obra do cineasta em que o cerco ao redor, próximo do fim, sucede traiçoeiramente numa rajada de balas e, além disso, o filme consegue contar uma história de amor, solidariedade, sacrifício e liberdade. Creio que são palavras chave para resumir bem a fita e tudo isso do jeito Tarantino de ser com aquela trilha sonora absurda. 


Desde os créditos iniciais é puro Tarantino fazendo referência óbvia a Django de Corbucci reutilizando até mesmo o estilo de fonte e o vermelho dos títulos! Além do mais, o filme, que já tinha a minha curiosidade e agora teve a minha atenção (não resisti – Risos) traz desde já a inebriante tema-canção composta pelo argentino LUIS BACALOV (que ganhou o Oscar de Trilha Musical pelo filme O Carteiro e o Poeta, 1994 de Michael Radford) “Django, have you always been alone?” gruda como chiclete. Amo! Enfim, é um apanhado cinematográfico esquecido que somente um Tarantino é capaz, com muita destreza e criatividade, reciclar e colocar na tela seu fascínio, e compartilho com ele o mesmo.

O personagem, como havia dito, apareceu em inúmeros filmes, só que a maioria, obras desconhecidas. Eu assisti três depois do original: VIVA DJANGO! (1968 dirigido por Fernando Baldi e estrelado por Terence Hill, outro grande Django), DJANGO, O BASTARDO (1969 de Sergio Carrone com Anthony Steffen no papel central) e finalmente DJANGO – A VOLTA DO VINGADOR (1987 de Nello Rossati) o mais fraco e que a única coisa que serve de consolo é o retorno de Franco Nero! Teve mais: UM HOMEM CHAMADO DJANGO (1971 de Edoardo Mulargia novamente com Steffen, DJANGO KILL e ou/ O PISTOLEIRO DAS BALAS DE OURO ou MATAR PARA VIVER E VIVER PARA MATAR (1967 de Giulio Questi, um filme na qual o personagem é um “estranho” interpretado por Tomas Milian e que utiliza no título a fama de Django!), O FILHO DE DJANGO (67 de Osvaldo Civirani com Gabriele Tinti como Jeff Tracy, o próprio filho), DJANGO DESAFIA SARTANA (1971 de Pasquale Squitieri com Tony Kendall como Django e George Ardisson como Sartana) e DJANGO MATA EM SILÊNCIO  (1968 de Massimo Pupillo e agora estrelado por George Eastman). Mais informações? Recomendo uma leitura obrigatória no artigo do amigo blogueiro Paulo Néry do FILMES ANTIGOS CLUB  que faz uma ótima retrospectiva do personagem.

Matar para não morrer!

O filme teve locações numa cidadezinha de Louisiana, Wyoming, vizinhos dos mexicanos e texanos. Originalmente, o filme se chamaria “The Angel, the Bad and the Wise” que seria uma clara citação ao maior western moderno, Três Homens Em Conflito (1966 de Leone) que eu prefiro chamar mesmo é de “O Bom, o Mau e o Feio” respectivamente estrelado por Eastwood, Eli Wallach e Lee Van Cleef.

Ainda neste elenco estupendo, o ótimo JAMES REMAR interpreta dois papéis: Butch Pooch e Ace Speck (este último oferecido para Kevin Costner e Kurt Russell) foram tão complicados em decidir quem ficaria com o papel que Remar acabou pegando e faz o de maneira tímida, talvez para disfarçar. Seu Butch é mais interessante e tem mais falas, mas já perde os miolos logo no início. Entre o casting feminino esta LAURA CAYOUETTE (que de vez em quando lembra a atriz Kelly Lynch) como a irmã de Candie, Lara-Lee. Ela já esteve em outra produção de Tarantino, KILL BILL Vol. 2, como a prostituta Rocket em uma breve participação ao lado de Budd (Madsen) pedindo para ele limpar a privada entupida. Outra figura é Walton Goggins (da série The Shield – 2002/08) como Billy Crash, capanga de Candie e o único que me irrita quando fala “crioulo”, outra polêmica adjetivada. Outro que mal havia reconhecido num primeiro olhar é Dennis Christopher   (do clássico Carruagens de Fogo, 81 de Hugh Hudson) como mais um bajulador de Candie, Leonide Moguy. E por aí vai, aparições de atores recorrentes como Michael Parks (sempre fez o mesmo papel, o policial texano Earl McGraw em vários filmes de Tarantino e que finalmente interpreta um diferente), o maquiador Tom Savini, sempre divertido como ator, o comediante do momento Jonah Hill numa memorável participação que nos faz rir quando um bando da Klu Klux Klan tem problemas com o buraco no saco que atrapalha seu ataque já que não conseguem enxergar muito bem (risos incontroláveis, mas acredito que nas revisões será um daqueles momentos longos demais quando a gente tem que ficar explicando a piada) e o veterano BRUCE DERN (já publiquei aqui um filme que ele foi protagonista, Trama Macabracomo o velho Carrugan em ligeira, porém marcante aparição). Além de fiéis amigos em pontinhas, a dublê  Zoe Bell (de À Prova de Morte), Michael Bowen (esteve em Jackie Brown), James Parks (filho de Michael Parks), Robert Carradine (irmão do falecido Bill, David Carradine) e até o próprio Tarantino que de vez em quando faz boas aparições, aqui é divertido vê-lo a caráter como um empregado da The LeQuint Dickey Mining Company com chapéu e tudo. Claro que ele não deu um papel tão bom pra si desta vez, por exemplo, nada comparável com aquele convite no ótimo Sukiyaki Western Django (2007) versão faroeste com asiáticos do diretor japonês Takashi Miike. Por outro lado, Tarantino não é o artista que se deve levar a sério como ator e o público, no geral, sempre o rejeita.



É o primeiro filme de Tarantino em que Sally Menke não edita. Infelizmente, sua parceira de longa data (e geralmente as mulheres têm mais sensibilidade e olho clínico na montagem de cinema) faleceu inesperadamente em 2010 depois de sofrer uma insolação. Bizarro. Mesmo assim, o filme ainda consegue um alto nível na edição, realizada por Fred Raskin que já trabalhou para Paul Thomas Anderson e Christopher Nolan geralmente como assistente do editor e para Tarantino, o mesmo nos dois “Kill Bill” que Menke montou. Como editor oficial responsável este é o filme mais importante em que Raskin trabalhou.


A fotografia não poderia ser mais brilhante e parece que Tarantino firmou mesmo parceria com o sempre eficiente ROBERT RICHARDSON que já fotografou filmes para Martin Scorsese e Ganhou Oscar por isso (Hugo, O Aviador) e com Oliver Stone que também o utilizou bastante (venceu por JFK- A Pergunta Que Não Quer Calar) Ou seja, um cara que tem o macete. As paisagens áridas naturais, as sombras projetadas na areia, quando Django e Schultz estão encurralados por um xerife num Saloon, ou na cena do beijo entre “D” e Broomhilda, enfim, é lindo demais.

Tarantino levou o Globo de Ouro pelo roteiro, mas será que vai ganhar o Oscar? Das indicações, acredito que também Waltz é mais uma vez um forte candidato, mas o filme ainda obteve: Melhor Filme, Fotografia e Som. Ao menos ganhou na categoria Melhor Filme um AFI Award.

Acho que disse tudo, não é? Em matéria de entretenimento sagaz, Django Livre não decepciona e não é nada inesperado e diferente com relação ao Tarantino. Embarquei totalmente nesta viagem. Tem ação na hora exata e reviravoltas interessantes. O filme é também um drama bem contundente o que também é comum em sua filmografia.

I Like The Way You Die, Boy” é uma daquelas frases instantaneamente antológicas. Diálogo selvagem do gatilho mais rápido do sul. Assim como Shaft, Dumas, ‘D’ se tornou o meu herói negro.


EUA
2012
DRAMA/FAROESTE/AÇÃO
COR
165 min.
SONY
            



THE WEINSTEIN COMPANY
E COLUMBIA PICTURES Apresentam
UM FILME DE QUENTIN TARANTINO

 JAMIE FOXX
CHRISTOPH WALTZ
LEONARDO DiCAPRIO
KERRY WASHINGTON
&
SAMUEL L. JACKSON



DJANGO
U N C H A I N E D
 Co- Estrelando:
Walton Goggins    Dennis Christopher
James Remar    David Steen    Dana Gourrier
Nichole Galícia    Laura Cayouette     
Ato Essandoh Sammi Rotibi    
James Russo   Tom Wopat
Don Stroud   Russ Tamblyn   Amber Tamblyn

E Ainda: 
Bruce Dern   M.C. Gainey  
 Michael Parks   Quentin Tarantino   Jonah Hill
Com: DON JOHNSON como “Big Daddy”
E com a participação afetiva de FRANCO NERO

Tema de ‘Django’ por LUIS BACALOV

Fotografado por
ROBERT RICHARDSON

Editor
FRED RASKIN   

Elenco por
VICTORIA THOMAS

Diretor de Arte
J. MICHAEL RIVA

Produtores Executivos
BOB & HARVEY WEINSTEIN
JAMES W. SKOTCHDOPOLE
MICHAEL SHAMBERG     SHANNON McINTOSH

Produzido por
REGINALD HUDLIN    STACEY SHER   PILAR SAVONE

Escrito & Dirigido 
Por 
QUENTIN TARANTINO

DJANGO UNCHAINED © 2012
The Weinstein Company/Columbia Pictures
Brown 26 Productions/Double Feature Films
Super Cool Man Shoe Too/Super Cool ManChu, Too

14 comentários:

Anônimo disse...

Maravilhoso.., sensacional! Obrigada por essa matéria estupenda! Você é muito bom no que faz. Tenho muito orgulho de ler os seus comments de blog! Obrigada por isso!!
Lu Janis

Dayane Pereira disse...

U-A-U
EU fiquei ainda mais empolgada para ver o filme, que ainda bem vou conseguir ver amanhã =P
Como adoro essas críticas completas e cheias de variadas referências que inspiraram a obra, que muitas pessoas não tem a curiosidade/disposição de procurar para entender melhor sobre a trama.
Tarantino não decepciona, é incrível.. este filme já nasceu clássico! Será que vai ser considerado o melhor de Tarantino? Pelo visto tem chances.
Mas não vou falar mto pois preciso conferir antes, mesmo já indo com atitude positiva e alta tendência a aceitação pois, conheço o estilo do Tarantino e após esta leitura sei que algo grandioso me espera !

Amanda Aouad disse...

Realmente é um belo filme, acho que é difícil Tarantino fazer um filme ruim. Mas, até por isso, as expectativas são sempre altas e achei esse abaixo dos grandes filmes dele, o que o ainda faz acima da média.

Já os atores estão mesmo incríveis. Dava fácil para os três serem indicados na categoria de ator coadjuvante, se já não estivesse tão disputada. Waltz é incrível, ainda que em um personagem parecido com Bastardos, DiCaprio já provou que é um grande ator e aqui está ótimo. E Samuel Jackson dá nojo em um personagem tão detestável como aquele.

bjs

Emmanuela disse...

Simplesmente maravilhoso! Ver esse filme somente uma vez é um verdadeiro pecado.

Um beijo!

Patt Baleeira disse...

Acho que serei o único ser humano do Universo que não irá assistir este filme,rs.
Gosto do Tarantino e não suporto o DiCaprio,rs. Culpa de um professor de teatro que tive(longa história)hehe
Enfim, já li o blog do IvanildO(texto maravilhoso sobre o filme) e José Bruno(resenha completa e funcional) dá até coceirinha vontade de ver depois depois de ler o blog dos meninos.
Seu texto está espetacular como sempre(óbvio, né?)
Anyway, o comentário do Spike Lee sobre o filme ainda tá cravado em minha mente:
" Tarantino é ótimo. Porém, abusou da falta de respeito à comunidade afroamericana ref comentários 'sarristas' presente no filme"
Fonte CinePlay
:::
besos

J. BRUNO disse...

Excelente Rodrigo, principalmente pela quantidade de informações que você conseguiu condensar em seu texto. Confesso que não sabia que o personagem 'Django', o do filme de 66, tinha aparecido em tantas outras obras posteriores. Ótima resenha, você fez jus à grandiosidade do filme!

Confira depois o meu: http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2013/01/django-livre.html#comment-form

renatocinema disse...

Texto the best......me senti até humilhado pelo meu humilde comentário (kkk).

Adorei sua referência a Samuel L. Jackson, que eu não fiz.

Parabéns.

bruno knott disse...

análise + informação... que belo review.

me deixou com vontade de rever o filme, ainda que eu não tenha gostado tanto que nem você.

Nani disse...

Mas você escreve hein? Nossa, penei para ler isso tudo, mas valeu a pena. Estão todos falando nesse bendito filme, então creio que terei de assistir em breve. Para você ficam os meus parabéns pela crítica tão completa, muito embora eu tenha que admitir que fiquei perdida no meio de tanta informação! Gostei muito do blog, de verdade =D

Reinaldo Glioche disse...

É o nosso herói negro! Excelente análise, sem o menor comedimento no entusiasmo com o filme. O que é bom e empolga o leitor tb.
gosto também da frase de Candie: "Senhores, vocês tinham minha curiosidade e agora tem a minha atenção".

Bem, adoro "Django livre". É um Tarantino exuberante, mas não acho que seja um filme desvinculado de problemas. A montagem, elogiada por ti, é um dos problemas na minha avaliação.
Mas isso é pouco comparada à satisfação que o filme proporciona.
Abs

Rodrigo Mendes disse...

Lu: Fico sem jeito com você. Obrigado querida! BJ!

Dayane: nesta altura do campeonato já deve ter assistido, né? Sensacional, não? Ouso dizer que é um grande filme do Tarantino. Se eu for fazer um top está em segundo lugar depois de Bastardos Inglórios. Um faroeste magnífico, insano, cruel, ultrajante, engraçado, enfim, espetacular e mais um híbrido de sensações. É puro cinema e no melhor estilo de Quentin Tarantino.

Acho importante citar referências e pesquisar curiosidades de bastidores, adoro! ;)
Beijos.

Amanda: Eu discordo um pouco de você quando ao filme, pra mim, Tarantino acerta o alvo aqui em comparação com os outros (tb sensacionais nem preciso dizer). Claro que não chegou a ser tão subestimado como Jackie Brown, por exemplo.

Este cast é fantástico e seria justo uma disputa Foxx, Waltz, DiCaprio e L. Jackson, que simplesmente arrasam! Waltz tem aquele jeito habitual dele em todos os filmes pode observar, não acho ele tão parecido com o tipo de "Bastardos", mas entendo que essa dobradinha com Tarantino cause essa sensação.

Beijos.

Emmanuela: Verei inúmeras vezes e se for possível, mais uma vez no cinema, rs! Bj!


Patricia: E depois de tantos textos maravilhosos dos colegas ainda não vai conferir o filme? Passe por cima dessa birra com Leonardo DiCaprio, poxa, rs o cara é bom! Curioso pra saber desta longa história, depois faça um flashback pra mim!

Spike Lee é um pedante e chato e tem mania de perseguição e fica evidente muitas vezes que ele tem preconceitos contra brancos. Um branco jamais poderia pegar um material como esse e fazer um filme. A escravidão é apenas expositiva neste filme e de fato, a crueldade aviltante mostrada não é mera ficção.
Bjs.

J. Bruno: Seu texto também ficou excelente.

Recomendo que procure pelos outros da série, eu mesmo não cheguei a conferir todos como gostaria como havia dito no texto.

Abs.


Renato: Que isso amigo, rs!
Valeu mesmo!
Abração!

Nani: É, eu sei que quando me empolgo demais escrevo muita coisa e ainda condensei o texto, rs! É meu jeito mesmo! Fico feliz que tenha apreciado. Vá ver esse bendito filme, rs!

Obrigado pela visita e volte sempre que puder.

Beijos.

Reinaldo: É meu caro, vamos discordar disso já que não achei que o filme tenha problemas. A longa duração, ao menos pra mim, foi pura satisfação. Confesso que esta ansioso, amo o gênero e o estilo de Tarantino que havia instigado nas fitas anteriores seu fascínio pelo western e quando ele finalmente realiza, bom, né...preciso dizer? Rs!

Os diálogos já são antológicos. Essa do Candie é sensacional!

Abs.

Lyara Oliveira disse...

Rodrigo como sempre o texto está muito bom e riquíssimo em informções e referências. Só uma sugestão... vc já pode se arriscar mais na crítica, confie no seu taco!

Alysson disse...

Quero muito ver esse longa todo mundo esta falando bem dele e confio muito no trabalho de Tarantino entao essa semana estarei assistindo.

Rodrigo Mendes disse...

Lyara: Obrigado teacher... rsrs confio e muito no meu taco. Grato. Bjs!

Alysson: Acho que você já deve ter assistido, não? Pelo amor de Deus...vá ao cinema! Recomendadíssimo!!!!
Abs.

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