sexta-feira, 17 de agosto de 2018

🎬 Elle (2016) 🎥 Paul Verhoeven

FORTALECIMENTO E EMPODERAMENTO  FEMININO


Uma mulher de negócios bem sucedida que esconde um passado traumático se vê em um jogo de gato e rato enquanto ela rastreia o homem desconhecido que a estuprou.

Um dos filmes mais impressionantes e revigorantes deste século. Se o cineasta PAUL VERHOEVEN já havia deixado Hollywood para trás e retornando em grande estilo em filmes como "A Espiã" (2006) , repete a dose com "ELA" trabalhando de maneira sólida com temas tabus e muitos deles presentes em filmes que o diretor já fez no passado (vide meus outros textos sobre a obra de Verhoeven clicando aqui). Só que o mais maravilhoso nisso tudo é Verhoeven ter tido a oportunidade de trabalhar com uma das melhores atrizes deste século ISABELLE HUPPERT, aqui no papel de sua vida. Ao menos segundo minha opinião. Indicado ao Oscar na categoria MELHOR ATRIZ (Huppert - tardiamente sua primeira indicação, pois já merecia o êxito em filmes como "A Professora de Piano", 2001, de Haneke, citando apenas um) e ganhando o importante GLOBO DE OURO de Melhor Atriz (além de MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA). Verhoeven obteve uma indicação a Palma de Ouro em Cannes, a sua segunda, a primeira foi com "Instinto Selvagem", e passando por vários festivais internacionais importantes e com bons elogios. Eu assisti pela primeira vez numa sessão especial antes da MOSTRA de SÃO PAULO, aliás, foi a minha primeira experiência com um filme do Verhoeven na telona. Eu, um fã declarado do diretor há anos e que há muito tempo não havia dirigido um grande filme americano ou mesmo europeu (exceto por A Espiã - que só fui conferir em DVD). 

ELLE, baseado no livro de PHILIPPE DJIAN, autor francês descendente de armênios,  aliás, com um título original curioso; "OH..." é assumidamente um Thriller psicológico, no entanto, a adaptação cinematográfica comandada por Verhoeven não é bem assim. Segundo Paul: "É o meu protesto contra o gênero e as coisas sempre definidas e enquadradas. A arte deve representar a vida. A arte tem a ver com a vida e é inspirada por ela. E não se deve olhar para a vida através de um filtro de gênero." Na verdade, o filme é realmente impossível de se definir e, novamente, segundo Verhoeven, "uma experiência divertida" que é tentar fazer um filme  que faça jus o seu protesto contra o gênero. Creio que ele, talvez inconscientemente, já fez filmes parecidos, mas certamente "Elle" é o seu filme que não é exatamente o retrato fiel do suspense e ou/ do filme policial e tampouco do drama. Há todos esses elementos trabalhados de outra maneira. 

Inicialmente era para ser uma produção americana, mas a versão francesa se apresentou naturalmente  como uma versão diferente da americana. O que atraiu Verhoeven e Huppert. O roteiro em inglês fora assinado por DAVID BIRKE que já havia escrito filmes desta escola, por exemplo, o telefilme estrelado por Cheryl Ladd: "Vítima do Medo (Kiss and Tell, 1996)", mas, Elle é o seu melhor feito e continuou escrevendo para Verhoeven, tanto que eles  prometem o promissor "Benedetta"para o ano que vem.

Embora Birke receba os principais créditos, a versão final  em francês é uma readaptação assinada pelo britânico HAROLD MANNING que colaborou com Steve McQueen no igualmente excelente "SHAME" (2011). Portanto, ambos roteiristas conseguem transmitir no texto o que considero o mais primordial em Elle... NÃO É UM FILME DE VINGANÇA, aliás, se Verhoeven tivesse tido a chance de produzir essa fita nos Estados Unidos provavelmente escalaria Sharon Stone com sede de se vingar se seu algoz num filme ao estilo Bond Girl ou qualquer coisa que o valha. E fica a pergunta no ar: será que seria tão bom quanto? Me impressiona a forma que Verhoeven e Huppert sabem trabalhar a protagonista com tamanha frieza e comicidade. Uma mulher que, ao mesmo tempo esbanja sucesso e agressividade no âmbito profissional (outra coisa que o filme pauta muito bem é a mulher no Mercado de Trabalho), passando por cima do machismo evidente, enfim, mesmo ela com toda a sua força e poder é um ser humano que assim como qualquer outro não é perfeita e não tem um teto de vidro sobre a cabeça. Mesmo após a violência que sofre (logo na primeira cena...que depois assistiremos em flashbacks remontados ao longo do filme e depois num outro analepse de como seria matar o agressor com requintes de crueldade, a minha parte predileta, acreditem!) ela é uma mulher que se recusa a ser uma vítima. O filme lindamente consegue ilustrar toda a questão sobre a Cultura do Estupro,  e do Feminicídio, etc, abertas para debates após a sessão. Palavras novas e empregadas para entender a nossa cultura machista. Elle é um filme ideal em tempos atuais. Se fosse lançado 20, 15, 10 anos atrás, não teria o mesmo impacto e sequer a garantia de debater com honestidade esses temas. 

Não é discutido a psicologia da personagem ou sua motivação, outro ponto alto do filme. Ou seja, Michèle tomas as suas decisões "racionalmente" mesmo que não saiba o caminho que almeja tomar. E o mais curioso, Verhoeven e Huppert estão dispostos  fazer de Michèle uma pessoa perfeitamente capaz de interagir socialmente com amigos, colegas e familiares, mesmo após dizer abertamente que foi violentada sexualmente. A cena em que ela vai jantar com o ex-marido e um casal de amigos ela diz sem freios ou restrições: "Acho que eu fui estuprada." Ela expressa isso de modo bem abstrato, embora seus amigos demonstrem choque e compaixão, a cena deixa tudo bem as claras. Não é algo que irá afetar o dia de Michèle, mas, como um ser humano que ela é, embora, de novo, demonstre força e empoderamento, ela disfarça meio que envergonhada faz às pressas o pedido do jantar para cortar o papo. Tudo isso faz de Elle mais interessante. Um filme que não cai na caricatura do vingador e o que torna toda a mise-en-scène de Verhoeven bem mais realista. Segundo Isabelle: " Dá para considerá-lo um conto de fadas ou uma história fictícia, mas ainda assim, é extremamente realista e por isso o filme se estende por esses dois extremos." Embora realista, ambos procuraram criar simbolismos o que é visível na cena do pássaro que bate na porta de Michèle (a mesma porta em que entrou o agressor). No livro, o gato morre, mas no filme existe um pássaro e eis que é aí que conhecemos o lado frágil de Michèle ao ver ela comparar a vida de um passarinho a toda aquela experiência violenta que sofreu, e novamente Huppert: "... e ainda achar valor na vida." É certamente um dos momentos mais bonitos da fita. 

Ambíguo entre drama e comédia, Verhoeven soube gerenciar o alívio cômico. O tempo todo, às vezes sutil e outras nem tanto, Huppert cria em Michèle um senso de humor delicioso o que deixa a premissa mais amena e envolvente. A começar pelas cenas com a veterana JUDITH MAGRE. Uma senhora atriz maravilhosa de clássicos como "Amantes" (Les amants, 1958) de Louis Malle e "As Mulheres dos Outros" (Pot Bouille, 1957) de Julien Duvivier e, aqui, no papel da mãe de Michèle, Irène. Tal mãe, tal filha com um passado conturbado e que mesmo tendo esse abismo entre elas, ambas já refizeram suas vidas e se tratam com bastante comicidade. Michèle é contra o relacionamento da mãe com um gigolô bem mais jovem do que ela, mas a briga maior entre elas é sobre Michèle voltar as boas com o pai. Preso por homicídio e no fim da vida. Verhoeven, pela primeira vez, comanda vários núcleos como numa soap opera tradicional transportada para o cinema e deixa a premissa principal envolvendo o estupro e o misterioso estuprador com a impressão de ser uma subtrama. LAURENT LAFITTE, da tradicional Comédie-Française, interpreta o gentil vizinho. Eu simplesmente adorei a química do jovem ator com Huppert e, que, mesmo depois de ser violentada e tudo mais, sofre ainda com o maldito preconceito quanto a sua idade (como se mulheres de meia e terceira idades não tivessem libido - também representado na figura da sua mãe, Judith Magre). Ela é simpática com o novo vizinho, a priori, comum, educado e de boa aparência. Michèle se abre para ele sem saber de suas intenções, sobretudo quando convida o mesmo e sua esposa (VIRGINIE EFIRA) a participarem de sua inesquecível ceia natalina. E, assim, Michèle diante às pessoas e situações mais embaraçosas: a mãe com o gigolô (RAPHAËL LENGLET), o filho bobo e ingênuo casado com uma garota empoderada, a nora que Michèle tem desavença já que a mesma engana o seu filho com relação a paternidade da nova criança que entrou em suas vidas (os ótimos JONAS BLOQUET e ALICE ISAAZ),  o ex-marido fracassado e sempre vitimado pela vida, o também ótimo (CHARLES BERLING), sempre presente em sua vida e agora com uma nova namorada (VIMALA PONS) que Michèle não ter qualquer raiva ou indiferença e, por fim, o casal de amigos, a sua melhor amiga e sócia Anna, vivida por ANNE CONSIGNY, do maravilhoso "O Escafandro e a Borboleta" (Le scaphandre et le papillon ,2007), numa relação de amizade que por muito pouco (ou fica o entendimento no ar) meio lésbico, além de confidentes. Tanto que, Michèle, estupidamente, tem um caso com o marido dela; CHRISTIAN BERKEL( ator alemão de títulos como "A Queda! As Últimas Horas de Hitler" e "Bastardos Inglórios") fato que não chega a afetar a trama diretamente e tampouco criar conflito, só existe para evidenciar a personalidade de Michèle

Na verdade, Elle, apesar de ser um filme diferente de Verhoeven, ainda possui aquela qualidade que somente ele sabe criar. Há uma espécie de "buraco negro", como bem disse Huppert, no filme, entre os personagens principais, quando depois é revelado as intenções da figura de Lafitte e começamos a entender melhor. Sim, o filme muda de tom em seu plot twist. E é aí que eu questiono: O que é violência? O que é desejo? Onde começa um e termina o outro? Mais uma vez, Verhoeven consegue manter o espectador fitado na tela porque ninguém como ele sabe como provocar e instigar tal sensação. É notável como ele consegue criar tamanha intensidade de violência e sexo/desejo juntos. Muito recorrente em sua obra sempre revisitada: “O Quarto Homem” (1983), “Louca Paixão” (1973) e os mais mainstream do cinemão de Hollywood: “Conquista Sangrenta” (1985), “Instinto Selvagem” (1992) e o malfadado “Showgirls” (1995). Mesmo sendo seu trabalho mais "minimalista" de sexo e violência, já que encontra muito mais espaço para a comédia e cenas de relações públicas e sociais, as cenas mais "proibidas" em questão conseguem criar um clímax forte em cada ato, mas tudo é visto em um ambiente soturno o que não é muito característico do diretor já que ele sempre almejou em explicitar ultrapassando todos os limites. E, repito aqui a minha adoração por Isabelle Huppert. O que é ela nesse filme? Simplesmente maravilhosa como uma mulher de meia idade que luta contra uma sociedade machista e patriarcal, mas que não consegue controlar seus ímpetos fetiches já que, além de tudo, o filme choca por fazê-la sentir desejos estranhos pelo estuprador ao mesmo tempo em que almeja denunciá-lo ...  talvez (?). Ela esconde um passado sombrio e indica traços de psicopata até mais temerária do que seu carnífice sexual. Verhoeven e o roteirista  Birke, criam um delicioso jogo sexual e perigoso de gato e rato e me remete automaticamente Instinto “furador de gelo” Selvagem, também!  

Com reviravoltas e alívios cômicos e a maioria deles vindos de uma Isabelle Huppert que apenas com um olhar fez a plateia gargalhar, ELLE se transformou imediatamente num clássico pós-moderno. Adorei o desempenho de Laurent Lafitte e seu sex appeal  que faz Huppert ter um tesão incontrolável e de como os dois criam empatia vs. brutalidade. Enfim, “Elle” é mortalmente perigoso e talvez impopular no quesito discussões sobre; repito: “A Cultura do Estupro”.

Nada de politicamente correto. É carne, pele, gozo, suor, porrada, desejo. É um filme do Verhoeven.

França - Alemanha - Bélgica
Drama- Thriller 
2h 10 min. 
★★★★★ 






SAÏD BEN SAÏD e MICHEL MERKT
APRESENTAM
ISABELLE HUPPERT
ELLE
UM FILME DE PAUL VERHOEVEN
COM: LAURENT LAFITTE  DE LA COMÉDIE FRANÇAISE
ANNE CONSIGNY       CHARLES BERLING       VIRGINIE EFIRA
JUDITH MAGRE     CHRISTIAN BERKEL
JONAS BLOQUET       ALICE ISAAZ
VIMALA PONS      RAPHAËL LENGLET
ARTHUR MAZET        LUCAS PRISOR
MÚSICA DE ANNE DUDLEY
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA STÉPHANE FONTAINE
MONTAGEM JOB TER BURG
DIREÇÃO DE ARTE LAURENT OTT
CASTING CONSTANCE DEMONTOY
FIGURINOS NATHALIE RAOUL
PRODUTORES SAÏD BEN SAÏD E MICHEL MERKT
ROTEIRO DAVID BIRKE
ADAPTAÇÃO PARA O FRANCÊS   HAROLD MANNING
BASEADO NO LIVRO "OH..." DE   PHILIPPE DJIAN
DIRIGIDO POR PAUL VERHOEVEN
© 2016
SBS Productions
Twenty Twenty Vision Filmproduktion GmbH
France 2 Cinéma
Entre Chien et Loup
Canal+
France Télévisions
Orange Cinéma Séries
Casa Kafka Pictures
Casa Kafka Pictures Movie Tax Shelter Empowered by Belfius
Proximus
Centre National de la Cinématographie (CNC)
Filmförderungsanstalt (FFA)
Le Tax Shelter du Gouvernement Fédéral de Belgique
e Sony Pictures Classics  

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