LABIRINTO pode não ser uma obra prima do cinema, mas é tão nostálgico, fez parte da minha infância (já ouvindo Bowie) que não posso dar um zero a esta maravilhosa fantasia criada e dirigida pelo gênio da marionete de bonecos JIM HENSON (1936-1990) que deixou um legado com sua Trademark. Responsável por criações famosas como A VILA SÉSAMO e OS MUPPETS.
Henson havia co-dirigido com FRANK OZ (ator e diretor, fez participações nos trabalhos de Henson e criou a performance de YODA) o mágico O CRISTAL ENCANTADO ( The Dark Crystal, 1982) assim, Labirinto surgiu como um longa metragem na mesma época.
É a história de uma adolescente mimada e egoísta que esta passando aquela fase de deixar a infância e se tornar adulta. A jovem JENNIFER CONNELLY (REQUIEM PARA UM SONHO) que havia estreado no clássico ERA UMA VEZ NA AMÉRICA. Na época tinha 14 anos e interpreta Sarah, que tem que ficar de babá para o irmão caçula, um bebê chamado Toby (TOBY FROUD – filho do cenógrafo do filme e parceiro de longa data do diretor Henson, BRIAN FROUD). Mas o bebê não para de chorar e irrita a garota que clama um desejo ao poderoso Rei Dos Duendes, desejando que ele leve o garotinho para o Reino Duende! Ela usa o enredo de uma história que estava lendo intitulada:‘Labirinto’, fantasia literária que adorava encenar, mas sempre esquecia uma fala da personagem. Sendo assim, o filme mescla esta fantasia da garota e os personagens deste livro saltam para a realidade e tudo começa realmente a acontecer. Ou não? O Rei Jareth aparece como uma coruja e transforma-se em um astro do Rock; DAVID BOWIE. Ele atende ao pedido de Sarah e prende o bebê em seu Castelo, um lugar asqueroso e repleto de criaturas, os duendes como são chamados. Este Castelo fica depois de um longo e perigoso Labirinto, que a moça tem que atravessar em 13 horas, ou então, seu irmãozinho será transformado num duende para sempre. Ela aceita o desafio de passar pelo Labirinto e desconhecidos perigos à frente ( como o poço do Fedor Eterno), mas não esta sozinha. No caminho fica amiga de habitantes locais , um pouco meio O MÁGICO DE OZ, que a ajudam a encontrar o caminho até o Castelo do mágico.
O filme é uma fantasia assumida do visionário Henson, que infelizmente morreu cedo, mas deixou uma obra cult e interessante. A fita é arrojada e bebe um pouco da fonte de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, misturando-se com as fantásticas criaturas desenvolvidas pela equipe de Henson, A Creature Shop, que com muita imaginação, ousam, sendo originais, e criam personagens carismáticos por controle de rádio, robótica e expressão corporal humana, que ficam atrás das fantasias de bonecos. Um show de efeitos especiais que não utilizam os recursos digitais de hoje.
Uma característica dos filmes de Jim Henson é que tudo é físico. Ele desenvolve maquetes, cenários em escala (que são estilizados) e contrata uma grande equipe de mágicos (um deles é um ótimo mágico que faz malabarismo com bolas de cristal, e o cara fica atrás de Bowie nas cenas), atores circenses (geralmente anões) e mímicos para vestir os personagens. Um deles é o seu filho BRIAN HENSON, que além de dublador e ator, é diretor, roteirista e desenhista. Outra figura importante na equipe é FRANK OZ, especialista neste tipo de atuação e o cineasta e produtor GEORGE LUCAS , que aposta no projeto e usou a equipe de Henson na elaboração de O IMPÉRIO CONTRA-ATACA e O RETORNO DE JEDI na criação e design de personagens fantásticos que começou com a incrível aparição de YODA pela primeira vez!
Uma das melhores cenas do filme é quando Sarah entra na floresta escura e se depara com a “THE GANG FIRE”, umas criaturas do fogo, grotescas e malucas que arrancam as cabeças, jogam basquete com elas e cantam sem parar. Sequência esta que fora realizada num fundo preto que é substituído por projeção e atores com vestes negras que movimentam os monstros.
Outra cena, que é linda, é quando Sarah sonha em estar em um baile de máscaras, quando se imagina entrando no mundo adulto. A cena é composta pela canção de Bowie “As The World Falls Down”, uma de minhas favoritas de seu repertório, e por um cenário de baile veneziano do século XVIII no melhor estilo. É a única sequência sem bonecos.
A princípio, Henson cogitou outros nomes para o personagem Jareth: STING e MICHAEL JACKSON,por exemplo, foram cotados. Mas Bowie deu uma presença melhor e mais madura ao vilão apaixonado.
Aliás, todas as canções da fita são obras de Bowie,outra música muito legal e alto astral é “Dance Magic”. Pode-se dizer que Bowie saísse melhor nas cenas cantadas que parecem mais habituais ao artista que já participou de muitos videoclipes naquela altura de sua carreira. Todavia ele é profissional como ator idem, e se esforça em acompanhar Jennifer nas cenas antagonistas e mais dramáticas. Afinal, Connelly já era uma atriz madura, mesmo com pouca idade. Bonita, atraente e sempre ótima.
O filme é mágico. Muitos momentos de efeitos especiais, criados fisicamente, hoje poderiam ser resolvidos por Motion Capture e tudo mais. Mas a fita, produzida em 1986, tem aquela aura que ultrapassa os chamados “limites da imaginação”. Jim Henson foi um gênio naquilo que fazia (por mais estranho que fosse), tanto na televisão quanto no cinema. Trabalhos formidáveis, e esta magia do tempo, é uma verdadeira inspiração. Acredito que TIM BURTON é um dos nomes que segue este legado de Henson.
O que o subtítulo brasileiro “A MAGIA DO TEMPO” se refere é o fato da inocência não morrer e continuar nos corações jovens, afinal Sarah representa muito bem isso. Uma jovem que mesmo grandinha adora brincar com seus brinquedos e bichinhos de pelúcia e, no final, não esteve disposta a perder esta magia que transcende o tempo de sua vida. Sim, ela precisa deles.
Um filme familiar para adultos e principalmente crianças. Ou adultos que desejam ser crianças novamente.

Henson havia co-dirigido com FRANK OZ (ator e diretor, fez participações nos trabalhos de Henson e criou a performance de YODA) o mágico O CRISTAL ENCANTADO ( The Dark Crystal, 1982) assim, Labirinto surgiu como um longa metragem na mesma época.É a história de uma adolescente mimada e egoísta que esta passando aquela fase de deixar a infância e se tornar adulta. A jovem JENNIFER CONNELLY (REQUIEM PARA UM SONHO) que havia estreado no clássico ERA UMA VEZ NA AMÉRICA. Na época tinha 14 anos e interpreta Sarah, que tem que ficar de babá para o irmão caçula, um bebê chamado Toby (TOBY FROUD – filho do cenógrafo do filme e parceiro de longa data do diretor Henson, BRIAN FROUD). Mas o bebê não para de chorar e irrita a garota que clama um desejo ao poderoso Rei Dos Duendes, desejando que ele leve o garotinho para o Reino Duende! Ela usa o enredo de uma história que estava lendo intitulada:‘Labirinto’, fantasia literária que adorava encenar, mas sempre esquecia uma fala da personagem. Sendo assim, o filme mescla esta fantasia da garota e os personagens deste livro saltam para a realidade e tudo começa realmente a acontecer. Ou não? O Rei Jareth aparece como uma coruja e transforma-se em um astro do Rock; DAVID BOWIE. Ele atende ao pedido de Sarah e prende o bebê em seu Castelo, um lugar asqueroso e repleto de criaturas, os duendes como são chamados. Este Castelo fica depois de um longo e perigoso Labirinto, que a moça tem que atravessar em 13 horas, ou então, seu irmãozinho será transformado num duende para sempre. Ela aceita o desafio de passar pelo Labirinto e desconhecidos perigos à frente ( como o poço do Fedor Eterno), mas não esta sozinha. No caminho fica amiga de habitantes locais , um pouco meio O MÁGICO DE OZ, que a ajudam a encontrar o caminho até o Castelo do mágico.
O filme é uma fantasia assumida do visionário Henson, que infelizmente morreu cedo, mas deixou uma obra cult e interessante. A fita é arrojada e bebe um pouco da fonte de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, misturando-se com as fantásticas criaturas desenvolvidas pela equipe de Henson, A Creature Shop, que com muita imaginação, ousam, sendo originais, e criam personagens carismáticos por controle de rádio, robótica e expressão corporal humana, que ficam atrás das fantasias de bonecos. Um show de efeitos especiais que não utilizam os recursos digitais de hoje.Uma característica dos filmes de Jim Henson é que tudo é físico. Ele desenvolve maquetes, cenários em escala (que são estilizados) e contrata uma grande equipe de mágicos (um deles é um ótimo mágico que faz malabarismo com bolas de cristal, e o cara fica atrás de Bowie nas cenas), atores circenses (geralmente anões) e mímicos para vestir os personagens. Um deles é o seu filho BRIAN HENSON, que além de dublador e ator, é diretor, roteirista e desenhista. Outra figura importante na equipe é FRANK OZ, especialista neste tipo de atuação e o cineasta e produtor GEORGE LUCAS , que aposta no projeto e usou a equipe de Henson na elaboração de O IMPÉRIO CONTRA-ATACA e O RETORNO DE JEDI na criação e design de personagens fantásticos que começou com a incrível aparição de YODA pela primeira vez!
Uma das melhores cenas do filme é quando Sarah entra na floresta escura e se depara com a “THE GANG FIRE”, umas criaturas do fogo, grotescas e malucas que arrancam as cabeças, jogam basquete com elas e cantam sem parar. Sequência esta que fora realizada num fundo preto que é substituído por projeção e atores com vestes negras que movimentam os monstros.
Outra cena, que é linda, é quando Sarah sonha em estar em um baile de máscaras, quando se imagina entrando no mundo adulto. A cena é composta pela canção de Bowie “As The World Falls Down”, uma de minhas favoritas de seu repertório, e por um cenário de baile veneziano do século XVIII no melhor estilo. É a única sequência sem bonecos.A princípio, Henson cogitou outros nomes para o personagem Jareth: STING e MICHAEL JACKSON,por exemplo, foram cotados. Mas Bowie deu uma presença melhor e mais madura ao vilão apaixonado.

Aliás, todas as canções da fita são obras de Bowie,outra música muito legal e alto astral é “Dance Magic”. Pode-se dizer que Bowie saísse melhor nas cenas cantadas que parecem mais habituais ao artista que já participou de muitos videoclipes naquela altura de sua carreira. Todavia ele é profissional como ator idem, e se esforça em acompanhar Jennifer nas cenas antagonistas e mais dramáticas. Afinal, Connelly já era uma atriz madura, mesmo com pouca idade. Bonita, atraente e sempre ótima.
O filme é mágico. Muitos momentos de efeitos especiais, criados fisicamente, hoje poderiam ser resolvidos por Motion Capture e tudo mais. Mas a fita, produzida em 1986, tem aquela aura que ultrapassa os chamados “limites da imaginação”. Jim Henson foi um gênio naquilo que fazia (por mais estranho que fosse), tanto na televisão quanto no cinema. Trabalhos formidáveis, e esta magia do tempo, é uma verdadeira inspiração. Acredito que TIM BURTON é um dos nomes que segue este legado de Henson.O que o subtítulo brasileiro “A MAGIA DO TEMPO” se refere é o fato da inocência não morrer e continuar nos corações jovens, afinal Sarah representa muito bem isso. Uma jovem que mesmo grandinha adora brincar com seus brinquedos e bichinhos de pelúcia e, no final, não esteve disposta a perder esta magia que transcende o tempo de sua vida. Sim, ela precisa deles.
Um filme familiar para adultos e principalmente crianças. Ou adultos que desejam ser crianças novamente.

INGLATERRA/EUA – 1986
AVENTURA
FULLSCREEN
101 min.
COR
SONY
LIVRE
✩✩✩✩ ÓTIMO
THE JIM HENSON COMPANY E LUCAS FILM LTD. APRESENTAM
JIM HENSON´S
LABYRINTH™
ESTRELANDO DAVID BOWIE
JENNIFER CONNELLY
TAMBÉM ESTRELANDO AS
PERFORMANCES DAS CRIATURAS POR:
DAVID
GOELZ STEVE WHITMIRE KAREN PRELL
RON MUECK KEVIN
CLASH
SHARI WEISER ANTHONY
ASBURY BRIAN HENSON e FRANK OZ
Canções compostas e cantadas por
DAVID BOWIE
Música de TREVOR JONES
Diretor de Fotografia ALEX
THOMPSON
Produtor de desenho ELLIOT SCOTT
Supervisor de Efeitos Especiais
GEORGE GIBBS
Edição JOHN GROVER
Design e cenografia por BRIAN
FROUD
Roteiro de TERRY JONES
História de
DENNIS LEE e JIM HENSON
Produzido por ERIC RATTRAY
Produtor Supervisor Executivo
DAVID LAZER
Produtor Executivo GEORGE LUCAS DIRIGIDO POR JIM HENSON


11 comentários:
Uma colega já tinha me indicado, mas ainda não tive a chance de conferi-lo. Gosto de Connely e não sabia que ela estrelava o longa. Vou procurar ver [como sempre, rs].
abs :D
Vou procurar ver também, o enredo é bem interessante, confesso que tenho queda por filmes com "lições infantis" pq há mto mais neles dos que as palavras podem expressar. Bjss
Acho legal LABIRINTO. Também lembro da minha infância. E a Connelly sempre vale a pena.
Abração,
www.ofalcaomaltes.blogspot.com
Esse Filme é Maravilhoso !!
Um Clássico ...
Parabéns pelo post ...
Gostei!!
Tinha um colega de trabalho que me falava muito desse filme, negativamente, ele é fã do David Bowie, eu tambem gosto de alguns albuns dele, mas esse meu colega não gostou da participação dele no filme, falou que ficou meio trash, não sei, me interessou pois sua opinião foi contraria a dele, eu conferi pra ver com quem concordo...!
Adorei o texto, Rodrigo, até uma surpresa ver este filme por aqui - jamais imaginaria que voce apreciava, rs.
É, ao lado de "Os Goonies" e "Conta Comigo", um dos meus filmes de infancia, lembro que toda semana locava o filme...era um vicio...eu queria estar nesse universo magico de Connelly e Bowie...e os dois estão muito bem no filme, as musicas são instigantes e a produção ainda é mágica...mil vezes melhor que o "CHATICE do país das maravilhas" e, acredite, sou mais esse filme que o "O Mágico de Oz".
abs e adorei mesmo seu post!
Olá Rodrigo,
houve um pequena mudança no meu blog...uma troca de endereço, gostaria que você excluisse o antigo link que era O Irlandês e adicionasse o novo..
http://cinemaatemporal.blogspot.com/
já providencei um novo link do seu blog ao novo enderenço..agradeço desde já
abraços!
ALAN/MIRELLA: O filme não é mesmo da geração de vcs, mas é tão legal quanto Harry Potter. É lindo mesmo e uma aventura muito divertida. Vale muito a pena.
Abs.
ANTONIO: Não canso de rever. Ótima época para Connelly.
Abs.
MARRY: Olá!
Obrigado
Beijos!
KLEBER: Já assistiu? Adoro!
Abs.
DIEGO: Assista! Eu tbm sou fã de Bowie e descordo desde já com o seu amigo, rs!
Pode deixar que visitarei e vou adicionar o seu novo blog.
Abs.
CRIS: Melhor que Alice sem dúvidas (digo a versão de Burton). Foi o Mágico de Oz da nossa geração. Mais cult do que nunca.
Abs.
RODRIGO
Sem dúvidas, nostálgico ao extremo, hehe. Uma das primeiras VHS que ganhei, não cansava de re-assistir. Boas lembranças.
bjs
Esse é sem dúvidas o filme mais mágico e lindo que eu já vi na minha vida. O trabalho, a elaboração das cenas e a execução de todas elas é simplesmente maravilhoso. Assisti a esse filme pela primeira vez quando tinha 13 anos. Aluguei e assisti 7 vezes seguidas. Entreguei folhetos na rua e comprei o video. Anos depois consegui o Dvd e agora acabei de compra-lo em Blu Ray... Elogios são poucos para descrever esse clássico. Amooooo demais esse filme!!!
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