domingo, 15 de julho de 2012

STEVEN SPIELBERG | INDIANA JONES e a Última Cruzada

PAIS E FILHOS


Quando o excêntrico Dr. Henry Jones (SEAN CONNERY) desaparece misteriosamente enquanto perseguia a maior relíquia de sua vida, o Santo Graal, seu filho, o aventureiro e arqueólogo Henry Jones Jr. AKA: “Indiana Jones” (HARRISON FORD) parte em uma perigosa aventura na tentativa de localizá-lo e seguindo os seus passos, ele vai descobrindo a verdade sobre o Cálice Sagrado de Jesus Cristo, item valioso que pode cair nas mãos de nazistas.


E A ÚLTIMA CRUZADA superou minhas expectativas quando assisti pela primeira vez em vídeo (pela extinta CIC Vídeo a distribuidora da Paramount e Universal no Brasil) ainda moleque. Já havia vibrado com OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (1981) e me divertido com o sombrio O TEMPLO DA PERDIÇÃO (1984), enquanto trilogia, este episódio de número 25 (contando na cronologia de vida as aventuras completas de Indy que inclui a série O JOVEM INDIANA JONES) The Last Cruzade (1989), é provavelmente o mais completo da série em um filme que tem de tudo: o chapéu, o chicote, o medo de cobras, os vilões nazistas, o clima matinê de caçadores e a revelação da herança e origem do nosso querido herói.


Este aqui recebeu o Oscar na categoria: Melhores Efeitos Sonoros e teve uma merecida indicação para Melhor Música (JOHN WILLIAMS) e Melhor Som. E teve outra indicação importante, a de Melhor Ator Coadjuvante no Globo de Ouro para Connery. O primeiro havia levado 4 Oscar, porém técnicos, o segundo também nesta linha (pelos Efeitos Especiais) e nada para o REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (2008 – a quarta aventura) que tem a fama de ser a mais distante, embora seja uma diversão saborosa e um parente do mesmo sangue, segundo Spielberg. Todavia, “A Última Cruzada”, além de ser o mais emocionante, é o meu favorito depois de “Caçadores” (que acho insuperável).


Harrison Ford esta mais a vontade como o aventureiro que se mete em perigos extremos para encontrar objetos antigos e de real valor, às vezes sobrenaturais, nas quais sua crença cética e estudiosa não consegue compreender. Neste capítulo GEORGE LUCAS resolve abordar um assunto mais delicado e religioso: O Santo Graal, um lugar misterioso em algum ponto da Terra Santa onde lá estaria localizado o Cálice de Jesus Cristo, utilizado por ele na última ceia e que seria um elixir da vida eterna. Ou seja, a busca pela imortalidade. 

Embora Lucas envolva Jesus e o cristianismo nesta premissa, a ideia vem dos alquimistas, que almejavam curar todas as doenças, prolongando a vida indefinidamente, só que o roteiro passeia por outros campos (até mesmo a representação do Graal é inventada), assim sendo, Indy, em 1938 onde se prossegue a trama no presente, viaja pelo mundo para decifrar as pistas que seu pai, Henry Jones (Connery) antes de desaparecer, deixou anotado em um diário que ele vem escrevendo há décadas. Lá ele descobre enigmas que o leva até Veneza (a cidade flutuante), na Itália, onde acaba encontrando parte de um mapa que esta no escudo de um cavalheiro (dois destes bravos guerreiros havia jurado honradamente proteger e manter em segredo o Graal). Bom, evidente que Indiana Jones nunca esta sozinho nestas aventuras. Depois que ele é contatado por um homem estranho Walter Donavan, o vilão do filme, interpretado por JULIAN GLOVER (de O Império Contra –Ataca, 1980) que é outro estudioso do assunto, para o herói fazer o trabalho de campo, Jones viaja desta vez com o curador do museu, seu mentor e amigo de seu pai e que tem prestígio na Universidade onde Indy leciona, sendo o reitor, Marcus Brody, o querido DENHOLM ELLIOTT (1922-1992) que esta de volta desde o primeiro filme onde teve uma breve participação, mas desta vez embarca fisicamente no perigo e é super engraçado. Além de Brody, esta de volta o espírito contagiante de JOHN RHYS-DAVIES no papel de Sallah! E como não poderia faltar uma mulher, desta vez é ALISON DOODY que se envolve com o herói, Doody é a mais fria das moças, percebemos que tem algo de podre nesta mulher, Dr. Elsa Schneider, que tem um jeito estranho e obcecado pelo assunto em questão. Não tem medo de nada e usa da sedução para conseguir o que deseja.

A mais fria das Indy girls!
Provavelmente a cena mais memorável deste episódio é a tumba dos cavalheiros sob o piso de uma biblioteca em Veneza que esta repleta de ratos! Uma verdadeira ninhada que sai de todos os lugares. Dá nos nervos. Pra quem tem fobia de roedores, não recomendo nem mesmo o filme. Mas o que seria de Indiana Jones sem um momento destes? Pois bem, lá eles encontram parte do quebra cabeça que Henry Jones havia descoberto (teoricamente). Depois a história tem um plot de virada, a mulher se apresenta uma vilã das mais vadias, que se uniu aos nazistas para ter maiores chances de encontrar o Cálice. Doody não faz o tipo heroína sexy e destemida como Karen Allen ou a donzela em perigo como Kate Capshaw, simplesmente ela destoa a figura feminina da série. Pode ser surpreendente descobrir a verdade sobre ela, mas ao mesmo tempo óbvio demais (e a piada que ela dormiu com pai e o filho é ainda mais óbvia e todo homem cai nessa). Elsa é bem parecida com o personagem de RAY WINSTONE, o ‘Mac’ do próximo filme, um sujeito de duas caras, um agente duplo que esta com Indy e depois contra ele, isto é, pessoas que mudaram de lado para conseguir suas ambições, mas que no fundo não são tão más. Ela é capaz de matar e seduzir o herói para encontrar o diário, mas é contra ao ritual nazista de queimar livros, fato verídico e lamentável quando a Alemanha Nazista liderava exércitos do mal espelhando o caos e começando com uma nova geração de jovens que não precisariam ler o que estava registrado na história.


A premissa é mais cativante e curiosa. Gosto do momento em que Indy vai para Berlin recuperar o diário de notas de seu pai e fica face a face com o próprio Hitler, por acidente, e o mesmo assina seu nome lhe dando um autógrafo. Piada bem inteligente. Ou mesmo na sequência em um Castelo com jeito de mal-assombrado (que era a intenção original de Lucas utilizar elementos fantasmagóricos na trama), na qual Indy encontra o seu pai – e o encontro é formidável - e ambos fogem amarrados de um incêndio para depois em mais algumas confusões, escaparem de uma perseguição de motocicletas!

As batalhas aéreas contra os pilotos nazistas também são hilárias e muito divertidas mostrando as dificuldades do pai de Indy em acertar direito o alvo, aliás, pai e filho são completamente diferentes. Na parte que o herói esta na linha de fogo de um tanque de guerra e a cavalo, é também de fazer perder o fôlego. Típico do personagem. Ele se machuca aviltantemente até ganhar forças e deter o bandido. Só que mais do que sequências de ação e gags engraçadas, o filme é capaz de encantar pelo lado família, já que “Os Jones” nunca foram tão próximos e se distanciaram pelas diferenças e falta de comunicação. Não preciso dizer da tamanha satisfação que é ver Sean Connery e Harrison Ford como pai e filho, outra piada dos realizadores, já que o protótipo de James Bond – 007 – foi o molde de criação para Indiana Jones (além do cachorro de Lucas). Portanto era natural a escalação do primeiro ator a viver Bond, Connery que diz ter se divertido como nunca antes.

O roteiro de JEFFREY BOAM (1946-2000), roteirista de outros blockbusters como OS GAROTOS PERDIDOS (The Lost Boys, 1987. Vide postagem abaixo), VIAGEM INSÓLITA (de Joe Dante) e os capítulos da série MAQUINA MORTÍFERA (II e III), traz ainda um prólogo sensacional do adolescente Indiana vivido por RIVER PHOENIX (1970-1993), que mostra a origem de seu pavor pelas rastejantes serpentes e de como ele se machucou gerando aquela famosa cicatriz verdadeira que Harrison tem no queixo (depois que ele sofreu um acidente automobilístico na Califórnia aos 20 anos), no filme, domando um leão e usando pela primeira vez o seu chicote. Detalhes que podem parecer inúteis para o público despreparado, mas curioso para os fãs do personagem. 

Phoenix como o intrépido jovem Indy
Phoenix, então com um futuro promissor, esta esplêndido no papel e parece muito com Ford. Ele já havia interpretado o seu filho no filme A COSTA DO MOSQUITO (The Mosquito Coast, 1987) fita de Peter Weir, sobre um inventor dogmático e estranho (Ford) que vende sua casa e leva a sua família para viver na América Central para construir uma fábrica de gelo no meio da selva. Um filme interessante que também recomendo. Com isso, foi insistência de Ford que convenceu Spielberg a fazer um teste com River que certamente tinha o perfil ideal. Se o papel adulto caiu como uma luva para Harrison que vestiu o personagem para o resto de sua vida, a mesma coisa aconteceu com Phoenix neste pequeno momento de diversão. Com ele, Lucas viu uma ótima oportunidade de produzir uma série de TV sobre o Jovem Indiana, mas que acabou sendo interpretado por SEAN PATRICK FLANERY no The Young Indiana Jones Chronicles (1992-93).


Spielberg alega que fez o filme por dois simples motivos: 1)- era este o acordo que ele fez com o Lucas, dirigir uma trilogia e 2)- para apagar as críticas ruins que ele recebeu no filme anterior. Mas ele da uma resposta mais genérica, dizendo que é o filme mais importante da série, por trazer de volta a graça da matinê de “Caçadores” e por trabalhar em uma história mais emocional que é a relação do herói com o seu pai onde o diretor deita e rola com o seu poder de manipulação e sensibilidade. Por isso que este capítulo evita discursar detalhes das descobertas históricas e prefere tecer com mais destaque a família Jones. 

Todas as explicações da Terra Santa, do Cálice Sagrado, dos cavalheiros, da imortalidade, as pistas, os nazistas, as três passagens mortais que Indiana tem que trilhar para chegar até o tesouro, é, em minha opinião, muito infantis, desenvolvidas deste modo na narrativa para não desviar muito a atenção nos Jones. As pedras de Sankara e A Arca Da Aliança tinham notas e descrições mais sábias dentro da mitologia e cultura retratadas. O que volta a acontecer em “A Caveira de Cristal” onde a trama é mais voltada para o mito dos seres que vivem entre os espaços, UFOS e toda aquela paranoia da Guerra Fria, mesmo que nesta ocasião, Harrison Ford troque de lugar com Connery e Shia LaBeouf faça o seu papel em “A Última Cruzada” repetindo as mesmas piadas familiares.

Se caso Connery recusasse o papel do pai do herói, a segunda escolha de Spielberg era GREGORY PECK (1916-2003). Conseguem imaginar?
O filme tem um dos piores climas, até mais sombrio do que o segundo filme inteiro, naquele fatídico momento em que Indy conhece Hitler. Nesta ocasião, foi utilizada uma adaptação musical de “Königgrätzer Marsch” do conhecido maestro da Prússia Johann Gottfried Piefk (1817-1884), um sujeito que fazia composições para marchas imperiais na qual Spielberg combinou com outra canção: “Hohen Friedsberg”. “Preubens Gloria” ficou mundialmente conhecida tornando-se o hino clássico das marchas militares alemãs, mas na verdade Piefk havia composto para as tropas prussianas em sua Guerra franco-prussiana, ocorrida por volta de 1871. Confesso que este é o momento mais dark de toda a série, uma legião de nazistas queimando livros, o que comprova a crítica de Henry Jones: “Se vocês alemães não fossem estúpidos para queimar os livros, saberiam da importância que eles têm.” Algo assim, quando um dos nazistas agride o velhinho com o seu poder estúpido lhe questionando o porquê de voltar só para buscar o seu diário.

Para conseguir o efeito do som dos ratos na cena das catatumbas, o designer de som, Ben Burtt (Star Wars), utilizou o som de milhares de frangos! Na cena foi necessário, em parte, usar ratos mecânicos e alguns reais, que eram tratados e não transmitiam doenças, mas eram RATOS!

Como era a intenção de Lucas usar uma trama em um castelo assombrado onde estão instalados os nazistas, Spielberg fez o amigo mudar os planos porque já havia trabalhado no tema em POLTERGEIST (1982). Assim surgiu a história do Santo Graal e do pai de Indiana como novas ideias.

O templo sagrado foi filmado na Jordânia e não em Alexandretta onde ocorre a ação. A Arca Da Aliança é tão especial que é mencionada em dois filmes da série: em Cruzada um desenho dela nas catatumbas de Veneza e em Caveira De Cristal, a própria em uma das caixas secretas militares da Área 51 no deserto de Nevada.

A cena de abertura é uma referência a própria infância de Spielberg que foi escoteiro.  Durante o Making Of é possível ver Harrison grampeando o chapéu na cabeça para que ele não voasse nas cenas de ação (aliás, uma piada curiosa do personagem que se mete em várias proezas). Na verdade era uma brincadeira de Harrison, já que o chapéu estava colado com fita e jornal para evitar o mesmo inconveniente durante a cena.

O diretor Chris Columbus (Harry Potter), também roteirista, havia escrito um enredo que acabou sendo rejeitado por Lucas. Indy viajaria para a África e duelava com um príncipe macaco! Enfim... este script foi rejeitado porque trazia estereótipos perigosos para com os africanos.

Lembram-se daquela cena em que um soldado nazista olha no periscópio do tanque e diz aos seus companheiros: “Os americanos lutam como meninas!” Era Nick Gillard que trabalharia como Stunt para Lucas e mestre das artes Jedi nas cenas de luta da nova trilogia de Star Wars. Os americanos tem um nome específico para esta função: stunt coordinator, mas ele é creditado como swordmaster!

O figurino de Indiana (chapéu, jaqueta, chicote) reside atualmente no Museu Smithsonian de História Americana e esses itens chegaram a permanecer em exposição durante os tempos de filmagens do quarto filme, em 2008.

Será que algum dia o herói irá voltar? A magia foi quebrada quando a nostalgia tocou mais forte em nossos corações e tivemos que ver Ford beirando aos 70 anos e a todo vapor (este ano ele completa tudo isso). Spielberg realiza uma emocionante sequência final com os personagens em direção ao sol, fato que encerraria com chave de ouro uma série de prestígio, deixando para trás aqueles bons tempos de aventura.

Steven tem razão ao afirmar que ele havia amadurecido e envelhecido para dirigir Indiana Jones novamente. De qualquer forma é uma delícia curtir as aventuras do arqueólogo. Melhor ainda é unir todas as gerações e desfrutar A Última Cruzada.



EUA- 1989
AVENTURA
WIDESCREEN
COR
126 min.
LIVRE
PARAMOUNT
✩✩✩✩ ÓTIMO



PARAMOUNT PICTURES Apresenta     
A LUCAS FILM LTD. Production
Um filme de STEVEN SPIELBERG
HARRISON FORD em:
DENHOLM ELLIOTT. ALISON DOODY. JOHN RHYS-DAVIES 
JULIAN GLOVER RIVER PHOENIX
& Estrelando: SEAN CONNERY  como Professor Henry Jones
Música JOHN WILLIAMS
Diretor De Fotografia DOUGLAS SLOCOMBE
Montagem MICHAEL KAHN A.C.E.
Figurinos ANTHONY POWELL. JOANNA JOHNSTON
cenografia ELLIOT SCOTT Designer de Som BEN BURTT
produtores executivos
GEORGE LUCAS E FRANK MARSHALL
Argumento GEORGE LUCAS. MENNO MEYJES
Roteiro JEFFREY BOAM 
Produzido por ROBERT WATTS
Dirigido por
STEVEN SPIELBERG
Indiana Jones And The Last Cruzade ™ & ©1989
Lucas Film LTD. UM FILME PARAMOUNT

6 comentários:

renatocinema disse...

Adoro a terceira parte dessa saga.

A inclusão de Connery foi um bela escolha.

Bom roteiro e me agradou muito, como diversão, de uma forma geral.

Amanda Aouad disse...

É um filme divertido, não restam dúvidas, a briga de pai e filho é o charme principal em minha opinião desse capítulo, mas diante dos outros dois, acho o mais fraco da trilogia, por mais que tenha todos os ingredientes. Mas, é sempre bom ver Sean Connery atuando, matar saudades de River Phoenix e, claro, curtir nosso charmoso herói em cena.

bjs

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Sou fã de carteirinha de Indiana Jones.

O Falcão Maltês

Karla Hack dos Santos disse...

Lindo do Phoenix!
Faz tanto tempo que vi este filme que seu post foi um revival dela na minha mente... Especialmente daquela cena dos ratos!! hehehehe
Vou incluir ele na lista dos para rever!

;D

Rodrigo Mendes disse...

Renato: Connery foi a cereja no bolo!

Amanda: Entendo você, até porque "Caçadores" tem aquela magia de matinê que ninguém repete (nem mesmo Lucas e Spielberg) e "O Templo Da Perdição", com tanta aventura e efeitos, já tinha exigido o dobro do próximo capítulo e mesmo sendo o mais criticado dos filmes do Indiana Jones por ser violento e sombrio demais. Eu já acho "A Última Cruzada" melhor que o segundo filme. Como plot e ambiente, sem dúvida.
Beijos

Antonio: Eu também sou! O filho do James Bond.

Karla: É tão gostoso rever e matar a saudade né? Lembrar das sessões de matinê no Domingo na Temperatura Máxima!! ;)
Assistir várias vezes é necessário, ainda mais ao lado da família.
Beijos

J. BRUNO disse...

Eu ainda prefiro o primeiro filme da franquia, mas este é realmente um filmaço também, depois de ler seus textos deu vontade de revisitar a trilogia clássica do Indiana! Ótimo texto cara!

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