sexta-feira, 13 de julho de 2012

INGMAR BERGMAN | O SÉTIMO SELO

A MORTE JOGA XADREZ

Um homem decide desvendar os mistérios da vida e morte e toda a complexidade da criação divina através de um complicado jogo de xadrez durante a peste negra.


Um dos maiores diretores de cinema
Nunca comentei sobre INGMAR BERGMAN (1918-2007) aqui no blogue. Falha minha. Como não falar sobre a figura? O cineasta mais contemplado em todos os tempos e votado pelos colegas de todo o mundo no Festival de Cannes como o maior diretor de cinema vivo do final do século XX. Pois é, Bergman, assim como Hitchcock, Fellini e Kubrick faz falta na sétima arte. Sua obra  me entorpece. Fascina-me. Fico sem palavras. Amo seus filmes, alguns eu confesso que são difíceis de absorver e assistir, porém nada mais do que geniais. Até mesmo sua obra mais duradoura FANNY ALEXANDER (Fanny och Alexander, 1982) é o meu predileto e meu primeiro contato com o universo do artista. Evidente que fitas como PERSONA (Idem, 1966), O OVO DA SERPENTE (The Serpent´s Egg, 1977 – com uma das mais brilhantes atuações de David Carradine) e MORANGOS SILVESTRES (sua outra obra-prima magistral, Smultronstället, 1957) tem momentos de gênio. Levaria horas e tabularia não sei quantos caracteres para tentar simplificar Bergman e sua obra cinematográfica. São tantos filmes e cada um mais interessante do que o outro.



Bergman, além de tudo, foi brilhante ao anunciar sua aposentadoria do Cinema quando sentiu que já não tinha aquele vigor ou forma (mesmo que na verdade tenha sido o cinema posterior que nunca teve o vigor de Bergman), o fato é que Bergman sempre foi fiel a si e continuou assim até os últimos dias de vida. Ele tinha os temas que almejava discutir e com o passar dos anos, passou a escrever scripts que foram filmados por amigos e até mesmo sua ex-esposa e amiga para o resto da vida, LIV ULLMANN, que inesperadamente surpreendeu em ser, além de uma talentosa e extraordinária atriz, uma sensível realizadora.


É impressionante o registro audiovisual de Bergman e sentir que seus filmes resistirão para sempre e nunca envelhecerão. Creio que até mesmo no ponto de vista literário, sua obra sabe resistir. Foi um cara que era autor completo de seus filmes e que já tinha sido descoberto no Brasil em 1954 pelos críticos paulistas pelo filme NOITES DO CIRCO (rodado em 1953), mas já tinha assinado relíquias como: PRISÃO (de 1949) e JUVENTUDE (de 1951). Enfim, o sueco tinha um dom único e sabia contar as suas histórias tornando-se rapidamente em um renovador do Cinema com C maiúsculo.


Não tem como negar a preferência genérica dos cinéfilos por O SÉTIMO SELO (Det Sjunde Inseglet, 1957) um dos mais importantes filmes da história. Estou exagerando? Alguém que realiza um filme como este deve ser chamado no mínimo de gênio. O que pensar quando presenciamos a imagem da morte em um celuloide belíssimo em preto e branco e ainda por cima jogando xadrez? Eis um filme extremamente pensador.


BENT EKEROT (1920-1971) que representa lindamente a morte, esteve presente em meus mais insanos pesadelos. O cenário enigmático, um fundo que mais parece uma pintura e em companhia da morte, está um homem questionador, Antonius Block (o ótimo MAX VON SYDOW em início de carreira). Ambas as personagens já estão no imaginário cinéfilo. “O Sétimo Selo” é um daqueles filmes que marcam simplesmente com uma imagem! A jogatina de xadrez resume a importância, o encanto e o impacto em um período em que a criatividade cinematográfica (digo dos americanos) estava questionável. Parecia que Hollywood não era capaz de produzir algo novo como o trabalho de Bergman em comparação e que merecidamente deu ao diretor o prêmio especial do júri em Cannes naquele ano, além de uma indicação a Palma de Ouro.


De certa forma, a morte representada no cinema começou com este filme. De um modo automático os artistas da posteridade passaram a ver esta representação de O Sétimo Selo como paródia. Até mesmo mestres como Woody Allen utiliza o “artifício” em filmes como “Love and Death” de 1975, sobre um soldado neurótico e sua esposa (Diane Keaton como Sonja) que tentam bolar um plano maligno para assassinar Napoleão! Ou seja, de certa forma esta cena da morte e Antonius serviu diversas vezes para ser saboreada pela comédia. Mas eu não sei se Bergman gostou desta recepção. Acredito que nunca foi intenção do diretor em não querer dirigir uma premissa séria até porque eu encaro o filme como um melodrama fantástico como diz a classificação de gênero. Nada mais. Tudo bem que ele tenha passado a representar o imaginário popular e isso é prova de que um filme vive para sempre, mesmo assim, acho que é injusto levar a obra de Bergman unicamente para este lado da moeda. Como diretor e roteirista (aliás, sabia escrever um roteiro como ninguém), Bergman foi enfático ao tentar realizar um filme que pudesse ser arquétipo de uma seriedade artística. Acho que a fita tem seus momentos tragicômicos. Há cenas que demonstram o auge de Bergman, mostrando suas raízes e pensamento político e anarquista, mas também, O Sétimo Selo sabe ser um filme divertido e ou/ uma “fábula medieval”. É um trabalho que registra a preocupação do diretor em celebrar os prazeres simples ao mesmo tempo em que se preocupa em sugerir tormentos complexos da alma humana. O diretor dizia ser um fã da obra do japonês AKIRA KUROSAWA (1910-1998) e é fato que este filme tem traços similares com os filmes de samurai de Akira, sobretudo A Fortaleza Escondida (Kakushi-toride no san-akunin, 1958), Rashomon (1950) e o célebre Os Sete Samurais (1954). Já que os filmes de Kurosawa traziam elementos e ideias que eliminava uma autoridade, Bergman com sua visão, procurou fazer o mesmo em seu cinema. Mas isso na fase mais juvenil, depois ele envelheceu seus conceitos, ainda que livremente, claro. 



O enredo se concentra neste homem vivido por Max Von Sydow, que regressa após sangrentos dez longos anos em uma cruzada que se iniciou por conta de um trapaceiro que leva a vida roubando corpos de pessoas e sente que sua fé divina é algo tão aviltante a ponto de ser comparado como uma doença, que acha que deveria ser exterminada da humanidade. Através de seu escudeiro, Jöns, vivido magistralmente por GUNNAR BJÖRNSTRAND (1909-1986) é que Antonius debate suas angústias e com ele se depara com a morte que é representada na forma cadavérica infestado pela peste antes de encontrá-la em pessoa (Ekerot). Por fim, o jogo de xadrez segue como uma partida alucinante entre a Morte e o Cavaleiro que além de evidenciar sua vida de cruzado, isto é, do homem responsável pela morte, deixa claro também seus ideais sombrios e suas opiniões sobre teologia e a humanidade. Bergman explicita neste personagem ideias sobre Deus e religião que certamente causou polêmicas entre os religiosos fervorosos.


O que este filme tem de sombrio e até divertido (se prestarmos muita atenção nas nuances), ele tem de esperançoso. Em meio à fotografia tão dark de GUNNAR FISCHER (1910-2011) e que até então a presença de Ekerot e Von Sydow tenham causado uma impressão negativa, é na forma de uma família sagrada que a fita ganha mais “cor”, refiro-me a um malabarista que é uma das melhores coisas do filme Jof, vivido por NILS POPPE (1908-2000), um talento desconhecido, sua mulher que esbanja uma sensualidade que chega a fazer sentir um aroma afrodisíaco, “a garota” (a ótima GUNNEL LINDBLOM) e por fim uma criança cheia de energia que Antonius salva da peste negra se juntando por vontade própria à dança da morte, que convoca figuras das mais impudicas, seres lascivos e corrompidos. E é claro, não poderia deixar de citar a participação frequente de BIBI ANDERSSON no universo Bergman (entre os 13 filmes que ela atuou para ele) no papel de Mia!


O Cavaleiro constantemente questiona suas curiosidades que o atormentam e chega ao cúmulo de se aproximar de uma bruxa (MAUD HANSSON) a ponto de se queimar para saber por ela o que o Diabo sabe sobre Deus. Tudo isso é fruto que representa um lado de Bergman, já que ele era filho de um pastor protestante (e também é clara a sua paixão pelo Teatro e a escolha de vários enquadramentos parecendo o ponto de vista da plateia para um palco).


O título do filme é uma citação bíblica da revelação de St. John the Devine, capítulo 8. Bergman baseou a icnografia completa do filme em pinturas de murais de uma igreja local onde seu pai costumava pregar a palavra do senhor.


O SÉTIMO SELO pode ser considerado um espetáculo grotesco na qual uma multidão de penitentes eram chicoteados e torturados, entre outras coisas. É, sem dúvida, um filme difícil e que precisaria de várias revisões, ainda assim, é um enredo dúbio que trafega pelo divertimento honesto em meio às dúvidas do homem sobre a vida perante a morte. Bergman era um homem do cinema, sempre indignado com o mundo e entristecido diante a prática do homem que sempre optou pelo lado mais fácil, o mal. É uma fantasia que representa esta crítica do artista, muito mais desgostoso ainda quando parte de sua vida é ter sido ratificado por uma religião que dizia ser a resposta para tudo. Em meio a essa amargura, Bergman realiza um filme que é de uma beleza natural nunca antes vista e que jamais será vista novamente, não por este toque particular. Este filme é um xeque-mate da expressão artística coletiva. Que Deus o tenha Bergman!




SUÉCIA – 1957
DRAMA
FULLSCREEN
96 min.
PRETO BRANCO
VERSÁTIL
14 ANOS
✩✩✩✩✩ EXCELENTE

UM FILME DE
INGMAR BERGMAN
DET
SJUNDE
INSEGLET
Estrelando: GUNNAR BJÖRNSTRAND
BENT EKEROT. MAX VON SYDOW
NILS POPPE. GUNNEL LINDBLOM. BIBI ANDERSSON
INGA LANGRÉ. BERTIL ANDERBERG. ANDRES EK
GUNNAR OLSSON. ERIK STRANDMARK. MAUD HANSSON
Música ERIK NORDGREN Fotografado por GUNNAR FISCHER
Montagem LENNART WALLÉN Figurinos MANNE LINDHOLM
Cenografia P. A. LUNDGREN
Produzido por ALLAN EKELUND
Escrito e Dirigido por
INGMAR BERGMAN
Baseado em sua peça Trämalning
Det Sjunde Inseglet ©1957 Svensk Filmindustri (SF)


9 comentários:

Luís disse...

Assisti a esse filme há três anos, quando houve um especial sobre Ingmar Bergman na universidade e análises de suas obras. Fiquei extasiado com os filmes, sobretudo com "Fanny e Alexander", que me entorpeceu.

Quanto a esse título, achei-o difícil de absover, difícil de "mastigá-lo" e "engoli-lo" - precisei revê-lo outras duas vezes para me sentir mais por dentro da obra e ainda assim não sei o quanto pude copreender dela. Logo farei uma maratona Bergman e e dedicarei a análise dos filmes, inclusive desse, o qual anseio por rever.

Rodrigo Mendes disse...

É realmente um filme difícil Luís, mas que obra-prima, não? Os filmes de Bergman não são fáceis, por isso surtem interesses na roda cinéfila. Nada mais do que magníficos. Também fiquei entorpecido com Fanny & Alexander e apesar de longo, é uma fita que prende a gente na poltrona. Tem formato de minissérie. Muito nem feito.

Abraço.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Um dos meus filmes favoritos. Sombrio e intenso. Puro talento.

O Falcão Maltês

J. BRUNO disse...

"O Sétimo Selo" representou um dos meus primeiros contatos com o cinema de arte, foi um dos maiores êxtases artísticos que já vivi. Acho brilhante a reflexão que o filme faz e é assustador perceber o quando há do próprio Bergman nele... A cena do xadrez é uma das mais icônicas da história do cinema, ao meu ver ela representa a constante batalha com nossa própria consciência, enquanto ela assume a posição de acusador nós tentamos buscar algo que nos deia um sentido maior para nossa existência e a propiciação para nossos erros... A partida de xadrez é a própria vida, este curto espaço de tempo que temos para encontrar algum sentido...

Júlio Pereira disse...

Não me lembro bem o meu primeiro Bergman, mas deve ter sido O Sétimo Selo. Demorou para eu digerir o filme. Na primeira vez, achei-o superestimado. Na segunda, permaneci com a esta ideia (assisti no cinema, com uma cópia digital). Revi recentemente (neste mês) em Brasília, numa cópia em película (aliás, excelente mostra e catálogo do Bergman), e finalmente comecei a considerá-lo uma obra-prima absoluta. Ainda assim, gosto mais de Persona e Morangos Silvestres.

Bergman é tão genial que Kubrick escreveu uma carta para ele elogiando-o. Já viu?

Só uma correção: em A Última Noite de Boris Grushenko, do Woody Allen: quem planeja a morte do Napoleão é o Boris e sua esposa!

Rodrigo Mendes disse...

Antonio: Sim concordo, é um dos mais sombrios. Acho "Prisão" também bastante tenso e até mais dark.

Bruno: Começou bem no gênero né?
É interessante como a cena de xadrez faz refletir... interessante o que diz.

Júlio: Superestimado? Poxa!
"Persona" também é um filmaço. São tantas fitas que é difícil escolher uma.

Eu nunca vi a carta do Kubrick, mas já soube desta história. Bergman era fodão mesmo!

E obrigado pela correção e atenção. Em "Love And Death" realmente é a Sonja que planeja matar o baixinho. Aliás, preciso rever este filme já faz tempo. Uma das comédias mais loucas de Woody Allen como também "Dorminhoco"" e Tudo o que vc Sempre Quis Saber Sobre Sexo..."

Abraços

Karla Hack dos Santos disse...

Acho difícil comentar sobre os filmes de Bergman... Vc conseguiu isto de forma magistral! Parabéns!
Como o J. BRUNO este foi um dos primeiros contatos que tive com o cinema arte... é maravilhoso, mas, me causou pesadelos por 1 semana. Sempre achei isto curioso, encanto e angústia lado a lado.

;D

Rodrigo Mendes disse...

Karla: É um desafio fazer críticas, comentários e até mesmo artigos sobre a obra e vida de Bergman. Obrigado querida!

Você e o Bruno começaram bem sendo apresentados a ele neste filme magistral do circuito arte e sim, é um pesadelo, também tive os meus...é tenso e anda paralelamente a este encanto. Uma fita que entorpece.

Beijos

Jefferson C. Vendrame disse...

Cara tenho vergonha em falar que ainda não assisti esse filme, preciso compra-lo urgentemente...
Grande abraço...

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