segunda-feira, 9 de novembro de 2009

UMA ÓTIMA SESSÃO DUPLA


Caros leitores,

neste último sábado faleceu o ator e diretor

ANSELMO DUARTE (1920-2009), o maior galã do Cinema Brasileiro de seu tempo e depois diretor do único filme nacional vencedor da Palma de Ouro em Cannes.

Anselmo participou do filme INCONFIDÊNCIA MINEIRA de Carmem Santos e ficou conhecido no filme QUERIDA SUZANA. Na Atlântida CariocaVera Cruz - anos 1950 em: TICO TICO NO FUBÁ, APASSIONATA e VENENO. Começou como co-produtor no filme em que também atuou DEPOIS EU CONTO de José Carlos Burle. Realizou o seu sonho de ser cineasta e aprendeu o ofício com Watson Macedo e teve grande destaque em um sucesso com Dercy Gonçalves, a comédia ABSOLUTAMENTE CERTO(em que atuou e dirigiu, seu 1º longa) em 1957. Antes tinha dirigido o curta-documentário FAZENDO CINEMA E com a obra de Dias Gomes O PAGADOR DE PROMESSAS (que vos falo em seguida), ganhou a Palme de Ouro em 1962.

Também atuou em: AVISO AOS NAVEGANTES e CARNAVAL NO FOGO.


"O Pagador" conta a história de Zé do Burro, um sujeito pobre do interior, que faz uma promessa à Iansã: carregar uma cruz até a igreja de Santa Bárbara, em Salvador (Bahia), caso ela salve a vida de seu estimado burrinho. Quando isso acontece, vai com a esposa até lá, mas o vigário não quer deixá-lo entrar e provoca um tumulto no local. Esta obra de Dias Gomes (também notório nas telenovelas) ganha o tal cobiçado prêmio em Cannes - um mérito para o nosso cinema. Fora indicado entre os cinco finalistas ao Oscar de filmes estrangeiro (com o título internacional de The Given World) e de vários outros importantes prêmios internacionais. Merecido. É uma obra prima e que merece ser mais contemplada por nós.


O filme foi rodado em duas versões, uma com atores portugueses, já que os mesmos, eram co-produtores da fita e outra, nacional. Teve problemas (como de praxe em qualquer produção cinematográfica boa) com Maria Helena Dias que faria o papel da esposa de Zé, que ficou doente, sendo substituída as pressas por Glória Meneses,ótima! A prostituta foi feita por Norma Bengell(que faria mesmo Os Cafajestes de Rui Guerra). Foi ele quem melhor aproveitou o sucesso internacional em Cannes, estabelecendo-se em Roma e iniciando assim uma longa e bem sucedida carreira no cinema exterior, chegando até a casar-se com o ator italiano Gabriele Tinti. Hoje Norma é vista como a engraçada sapatona, esteriotipada na sitcom Toma Lá Da cá da Rede Globo.


A censura cortou, à época, uma cena de chuveiro em que o gigolô seduzia a esposa, Glorinha, de zé do burro. Contam também , que foi o crítico e já diretor de cinema François truffaut quem puxou o aplauso que garantiu o inesperado prêmio para o filme brasileiro, algo que li - "ninguém esperava e até agora não conseguiu bisar" , é o que sempre leio nas críticas. O fato é que este filme foi ovacionado e é fácil entender o porquê. Ele é realmente empolgante e emocionante e tem uma conclusão inesquecível e politicamente correta: " O povo unido consegue vencer qualquer coisa" Ressalto: "Não é apenas a união que faz o açucar"! 


O pagador surgiu no auge do movimento Cinema Novo , ironicamente, Anselmo Duarte não fazia parte do movimento, já que fora mesmo galã popular do Brasil em toda a década de 50. O filme foi esnobado pela crítica brasileira, não sei porque. Injusto! Ele merecia muito mais, até hoje, popular mesmo este filme não é. Quem aqui já assistiu? Ou viu inúmeras vezes? É o filme de cabeceira de algum leitor do meu blogue? De fato, na minha visão, e muitos devem concordar, este filme até que resistiu bem ao tempo. Assistí-lo não tem a impressão de envelhecido, o texto de Dias Gomes resiste e paga até hoje a sua promessa.
Tecnicamente é um filme perfeito, muito bem fotografado, por exemplo,inclusive em; controle de figurantes, movimentos de câmera, papéis secundários, coisa rara no nosso cinema até hoje (talvez Cidade De Deus de Fernando Meirelles e Kátia Lund, tenha conseguido o mérito no quesito) e em seu tema universal;o conflito entre a religião organizada "panelinha católica" e a crendice popular. O padre (o vilão , de fato) não deixa o pobre herói entrar, porque ele fez a promessa para um santo que não bate ao seu - Iansã, que seria o equivalente á santa Bárbara só que no Candomblé (religião de influência africana). Aproveitando de forma extraordinária, não apenas a paisagem bahiana (deve ser um Estado lindo pessoalmente), mas, também, os talentosos atores locais, que viraram astros como: Geraldo D´el Rey, Othon Bastos e Pitanga, e seguindo a estrutura da peça teatral (portanto com conflitos bem amarrados que vão crescendo), grande parte da qualidade do filme deve-se ao trabalho nunca devidamente reconhecido, também, de Leonardo Villar (o Zé do Burro); um ator de estirpe e que mergulha profundamente na alma do personagem muito simples e brasileiro. O mesmo pode-se dizer de Glória Meneses, estreando no cinema e já demonstrando óbvias qualidades de grande atriz e estrela que sempre foi e será. Um filme que deve orgulhar a todos os envolvidos e a nós brasileiros cinéfilos.

_____
' O Pagador de Promessas'
de Anselmo Duarte
Brasil - 1962
Drama- Preto e Branco
110'
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
_____

UM FILME DE ANSELMO DUARTE
O PAGADOR DE PROMESSAS
Estrelando:
Leonardo Vilar.Glória Meneses. Norma Bengell
Dionizio Azevedo. Geraldo D´El Rey
Antonio Sampaio "Pitanga". Othon Bastos
Jurema Pena e Roberto Ferreira
Produzido por
Oswaldo Massaini
Escrito por: Dias Gomes
Fotografia: Chick Fowle Música: Gabriel Migliore
Montagem: Carlos Coimbra
Direção
ANSELMO DUARTE



E dando um plot point, outro clássico na onda Spielberg que venho escrevendo: A estória fantástica do Extraterrestre que faz novos amigos na terra e quer voltar para a casa. todo filme magnífico (como o Pagador de Promessas) tem um enredo simples. O fato é que E.T graças a deus nunca tenha tido uma continuação mesmo tendo rendido mais de 700 milhões de dólares. Rodado em segredo e modestamente, Spielberg ingenuamente pensava que fazia um filme pessoal e até experimental naquela altura de sua carreira. Acabou sendo consagrado como o filme de encerramento no Festival de Cannes, onde foi aplaudido de pé e abriu caminho para uma carreira espetacular e explêndido sucesso mundial (até em 2002 o filme foi senssação e senti no cinema algo que não pude prestigiar em 1982 - em comemoração aos seus 20 anos, E.T emociona). Todo o elenco juvenil, por exemplo, aproveitou bem o sucesso. A menina Drew Barrymore (neta de John Barrymore e de toda a estirpe de atores Barrymore´s Family) era apenas uma guria de 6 aninhos e seu grito ao descobrir o E.T. no armário ficou famoso. Dali em diante teve uma carreira atormentada pelas drogas, mas bem sucedida que, na virada do século, a mantém como estrela e hoje, produtora de cinema.


O garoto Henry Thomas (atualmente só vi ele na super-produção Gangues De Nova York, de Scorsese) tinha 10 anos na época e fora escolhido num teste onde fez Spielberg chorar ao contar sobre o dia em que seu cachorro morreu. Depois cresceu e nunca deixou de trabalhar, mesmo em poucos filmes em destaque - também ressalto aqui o filme All The Pretty Horses, em 2000 e na adolescência no telefilme Psicose IV : A Revelação, como Norman Bates.
Bom, do grupo de amiguinhos, um deles C. Thomas Howell fez boa carreira como galã, inclusive em Vidas Sem Rumo, o filme Blue Jeans anos 80 de Coppola e no ótimo A Morte Pede Carona ao lado de Rutger Hauer. Erika Eleniak, que interpretou a garota que Elliot beija na escola (na cena dos sapinhos), depois posaria nua na Playboy; assim como Drew. Seria atriz em filmes como A Força Em Alerta e a comédia sessão da tarde A Família Buscapé (como a filha fortona).


Por incrível que pareça , virou astro o já ótimo e talentoso ator Peter Coyote que faz o cientista que parece ser mau. Um curiosidade no extra do DVD - Edição Especial de 20 anos, Harrison Ford fazia um ponta como o professor de Elliot (nunca os adultos mostarvam o rosto - apenas a mãe feita por Dee Wallace e depois Coyote), mas a cena com Ford foi deletada.


A sequência de fuga de bicicletas, quando elas voam, serviu de inspiração para o logotipo da firma fundada na época, de Spielberg, a Amblin Entertainment (Amblin era o nome de um curta rodado por Spielberg nos anos 60) - e quase não dá para notar nesta sequência, dublês adultos nas bikes!


O filme foi rodado sempre em câmera baixa (genial idéia), como se sempre fosse mostrada pelo ponto de vista das crianças. E a famosa frase: " E.T. phone..home.." ninguém esquece!
A atriz Debra Winger foi uma das pessoas que contribuiu para dublar a voz de E.T. Esta aventura foi indicada a vários Oscars ( Filme, diretor, roteiro, efeitos especiais); ganhou apenas o de: som, trilha musical (John Williams), efeitos visuais e sonoros. O filme que rapou os prêmios da academia em 1983 fora Ghandhi do diretor e ator Richard Attenborogh (que sem recentimentos, faria para Spielberg o dono do Jurassic Park).


O rosto de E.T. foi moldado por Carlo Rambaldi& Stuart Freeborn (se não me engano) se inspirando nos rostos de Carl Sandburg e Einstein.Quando estreou nos cinemas brasileiros, E.T. tinha um nome mais comprido: " E.T. ou Um Extraterrestre em sua Missão Na Terra", que pelo bom senso foi convenientemente esquecido.


O mundo inteiro se apaixonou pelo alienígena de Spielberg. Uma criaturazinah feia. Spielberg criou e inventou, o que foi, por uns anos, a maior bilheteria de todos os tempos. Mais que um filme, tornou-se um fenômeno.


O que era originalmente uma produção modesta, onde o produtor procurava ser fiel a suas fantasias, acabou atingindo toda a massa terrestre. E. T. seria, de uma certa maneira, o que teria acontecido se uma das criaturas de Contatos Imediatos do 3º Grau tivesse sido deixada na terra por engano. É assumidamente "um conto de fadas da era espacial" (mesmo mostrando muito mais o subúrbio americano - Spielberg ainda não esta preparado para um ficção científica passada somente em outro mundo). Há inspirações a obra de James Matthew Barrie, Peter Pan,que é citado em um diálogo, embora existam outras definições como: " O pequeno príncipe revisitado". Para mim é o MÁGICO DE OZ ao avesso.



De qualquer forma, é inegável a competência de Spielberg como diretor de cinema, capaz de envolver o espectador em qualquer circinstância. Escrito em parceria com Melissa Matheson (embora Spielberg não receba os créditos) o roteiro tem origem na própria infãncia de Spielberg, em um subúrbio semelhante ao filme, em que ele próprio sonhava um dia encontrar um amigo como aquele. Spielberg afirma que a fala do cientista é autobiográfica ao dizer: "Que a vida inteira sonhou em encontrar alguém assim".


E.T. (na claquete) foi rodado como " A Boy´s Life, para que não lhe roubassem a idéia, com umorçamento pequeno, o filme se passa quase inteiramente em uma casa de subúrbio de uma família de pais divorciados, como a de Spielberg. Pela primeira vez ele trabalhou sem antes planejar as cenas em Story-boards, e deixou fluir naturalmente. É principalmente um filme sobre o universo das crianças, o herói é apenas um menino de 10 anos, o ótimo Henry Thomas como Elliot, que encontra o E.T. e é ajudado pelo irmão mais velho, pela irmã caçula e toda a sua turma.


Todos os achados do roteiros são felizes. A bebedeira de E.T. e o contra ponto à Elliot na escola(uma cena que foi cortada da versão em vídeo por ser 'mau exemplo', rs); ele assistindo ao clássico " Depois do Vendaval" n aTV - e o mais legal, passando todas as sensações ao Elliot e a saída para a festa de Halloween com aquela rápida citação de Yoda. Há um doloroso arrependimento de Spielberg, por ter cortado a cena da banheira (que depois seria salva na edição de 20 anos)


Mestre de filmes de aventuras, não é nehuma surpreza ver a eficácia do diretor, em realizar a cena de perseguição e suspense. Na verdade, é um filme para ninguém botar defeito. Claro que a melhor criação é o próprio monstrinho, uma maravilha de concepção artística, que conquistou não apenas o coração de uma mãe que seria capaz de amar, todavia de crianças e adultos.

EUA - 1982
Fantasia/Aventura
115 min.
121 min. Versão de Aniverssário
UNIVERSAL

✩✩✩✩✩ EXCELENTE


UNIVERSAL APRESENTA UM FILME DE STEVEN SPIELBERG
E.T
Estrelando: 
HENRY THOMAS. DREW BARRYMORE. DEE WALLACE
ROBERT MacNAUGHTON E PETER COYOTE
CO-ESTRELANDO:
C. THOMAS HOWELL. ERIKA ELENIAK
Música de JOHN WILLIAMS
História de Steven Spielberg
Roteiro de Mellissa Mathison
Desenho De Arte James D. Bissell Efeitos do E.T Carlo Rambaldi
Produzido por
STEVEN SPIELBERG. KATHELEEN KENNEDY
Dirigido Por
STEVEN SPIELBERG

6 comentários:

Amanda Aouad disse...

hehehe, ainda bem mesmo que ET nunca teve continuação. Foi feito em uma época em que isso não era exigido de grandes bilheterias...

Quanto a Anselmo Duarte, fiz uma homenagem parecida. O cineasta merece todas as lembranças, a despeito do preconceito que sofreu. Seu feito e seu filme são maiores que isso e a Palma de Ouro só confirmou.

Marcelo Augusto disse...

Pagador de Promessas, como havia dito só conferi nos teatros e no livro. O filme deve mostrar algumas cenas cortadas do teatro, o que me deixou curioso a ver. Queria ver as cenas do gigolo com a mulher do Pagador, para entender melhor como a 'traição' se desenrolou.

ET, resenhei mês passado, e começei falando também o quanto Spielberg estava descrente quando fez o filme: ele achava que era uma obra muito mais pessoal e tapador de buracos, mas o carinho que ministrou o guardou uma enorme surpresa, não é?

Muito bom as resenhas, mesmo se tratando de dois filmes TOTALMENTE fora de um contexto, rs!Poucas pessoas conseguem fazer isso, falar de dois filmes diferentes em um post!

Ficou muito bom, abraços!

Cristiano Contreiras disse...

Rodrigo é único mesmo, ele não é convencional, Marcelo - por isso, só ele, somente ele, tem o poder de escrever dois posts de contextos diferentes e, mesmo assim, conseguir cativar. Por que? pelo embasamento na escrita, a profundidade e domínio sobre o assunto.

Pena do Anselmo, vai fazer falta. Vi apenas uma vez Pagador de Promessas, preciso rever, pois era bem pequeno e praticamente não me recordo sequer de uma cena toda...tanto que, ao ler sua análise, foi como saber de um filme ainda não lançado. rs

Ótima resenha!

Quanto à ET? Nem preciso dizer: filme que marcou minha infância e é, sem sombra de dúvida, o melhor filme de Spielberg, o mais sentimental. O mais poético. Fundamental. E tenho dito!

Abraço!

Rodrigo Mendes disse...

Amanda: Ainda bem mesmo que ficou no 1º. Vou ler sua escrita sobre o Anselmo. Não entendo esses preconceitos no Brasil. Será que não podemos fazer sucesso lá fora?
Igual Carmem Miranda ou Fernando meirelles, Walter salles!
Bjos!

Marcelo: Confira o Pagador..o filme, genial, antológico! li sua resenha de E.T. ótima e foi ela que me despertou em falar mais de spielberg.
Obrigado amigo,os filmes são díspares mesmo , mas nem ligo pra isso, rs! Abs!

Cris:Anselmo se foi, levei um baque!

Obrigado os elegios e o carinho amigo. Faço o melhor de mim para passar informações e curiosidades do cinema. Tbm eu amo!Adoro E.T. e O Pagador de Promessas, são obras consagradas.
Forte abs!

Gema disse...

Como já te tinha dito anteriormente, não conheço muito o cinema brasileiro, o que espero vir a mudar no futuro ;)
Em relação a ET, é simplesmente um dos filmes que mais sinto carinho, desde muito pequena. É bonito, esta bem feito, e aquele ET é super fofo LOL Se existirem extraterrestres, espero que sejam bacanas como este ;)
Não é necessário dizer, mas volto a frisar, que os teus textos são sempre muito bons e este não foi excepção - adoro ler o teu blog ;)
Bjks

Gabriel Von Borell disse...

Pois é , uma morte a se lamentar ! Há muito tempo eu sou doido pra ver O Pagador de Promessas , mas ainda não consegui .

Abraços .

🚪 Acervo de Películas

00's 007 10's 20's 30's 3D 40's 50's 60's 70's 80's 90's ALIEN ANG LEE ARNOLD SCHWARZENEGGER Adoro Cinema Akira Kurosawa Al Pacino Alec Guinness Alfonso Cuarón Almodóvar Angelina Jolie Animação Arthur P. Jacobs Audrey Hepburn Aventura Ação Batman Bela Lugosi Bernardo Bertolucci Bette Davis Billy Wilder Blake Edwards Blaxploitation Bob Fosse Boris Karloff Brian De Palma Bryan Singer Buster Keaton CINE TRASH CINEASTAS CINEMA PRETO & BRANCO CULTS Carl Laemmle Carol Reed Carrie Fisher Cary Grant Cecil B. DeMile Chaplin Charlton Heston Christopher Nolan Cine-Doc Cinebiografia Cinema Asiático Cinema Europeu Cinema LGBT Cinema MUDO Cinema Marginal Cinema Rodrigo Clark Gable Claude Rains Clint Eastwood Clássicos Colin Trevorrow Comédia Coppola Crepúsculo Curt Siodmak Curta-metragem Curtis Hanson DANNY BOYLE DAVID LYNCH DC Comics Daniel Craig Danny DeVito Dario Argento Darren Aronofsky David Bowie David Cronenberg David Fincher David Lean David O. Selznick Denzel Washington Disney Documentário Drama Drogas ESPECIAIS Eduardo Coutinho Eisenstein Elia Kazan Elvis Presley Erotismo Errol Flynn FERNANDO MEIRELLES FILMES IRREGULARES FOX FRANK CAPRA FRANÇOIS TRUFFAUT Fantasia Fatos Reais Fellini Filmes Natalinos Frank Darabont Frank Oz Fritz Lang GUEST SERIES Gangsters Gene Wilder George A. Romero George Cukor George Lucas George Miller George Stevens George Waggner Georges Méliès. Giallo Gillo Pontercorvo Grace Kelly Greta Garbo Guerra Guillermo del Toro Gus Van Sant Gérard Depardieu HARRY POTTER HQ Halloween Harold Lloyd Harrison Ford Henri-Georges Clouzot Henry Selick Hitchcock Home Video Homem-Aranha Howard Hawks Humphrey Bogart INDIANA JONES Infantil Ingmar Bergman Ingrid Bergman Irmãos COEN Isabelle Huppert Ivan Reitman J.J. Abrams JAMES WHALE JEAN-LUC GODARD JOHN HUGHES Jack Arnold Jack Nicholson Jacques Tourneur James Cameron James Ivory James Stewart Janet Leigh Japão Jason Jim Henson Joan Crawford Joel Schumacher John Carpenter John Ford John Huston John Landis John Waters Jonathan Demme Joon Ho Bong Joseph L. Mankiwicz José Mojica Marins Judy Garland KING KONG KRZYSZTOF KIESLOWSKI Kate Winslet Katharine Hepburn Kevin Spacey Kirk Douglas Lars Von Trier Lawrence Kasdan Leonardo DiCpario Liza Minnelli Lon Chaney Jr Luc Besson Luca Guadagnino Luis Buñuel M.Night Shyamalan MARVEL MONSTERS COLLECTION Marilyn Monroe Mark Hamill Marlene Dietrich Marlon Brando Martin Scorsese Matinê Mel Brooks Melhores do Ano Michael Curtiz Michael Douglas Michael Haneke Michael Jackson Michael Powell Michel Gondry Michelangelo Antonioni Milos Forman Monstros Musicais Mário Peixoto NOUVELLE VAGUE Nacional Noir O Senhor Dos Anéis Oliver Stone Olivia de Havilland Orson Welles Oscar Outubro Das Bruxas P.T. ANDERSON PERFIL PETER JACKSON PIXAR Pam Grier Paramount Park Chan-wook Paul Verhoeven Peter Bogdanovich Philip K. Dick Pier Paolo Pasolini Pierce Brosnan Piores do Ano Pipoca Planeta Dos Macacos Policial Pânico Quentin Tarantino RIDLEY SCOTT RKO Rian Johnson Richard Donner Road-Movie Robert De Niro Robert Rodriguez Robert Wise Robert Zemeckis Roger Moore Rogério Sganzerla Roman Polanski Romance SAM RAIMI SESSÃO TRAILER SEXTA-FEIRA 13 SUPER HERÓIS Sam Mendes Sam Peckinpah Sangue Scarlett Johansson Sci-Fic Sean Connery Sean Penn Sergio Leone Sessão DUPLEX Cinema MUDO Sessão Da Tarde Sessão Dinossauro Sessão Surpresa Sexo Sharon Stone Sidney Lumet Sigourney Weaver Sofia Coppola Spielberg Stan Lee Stanley Donen Stanley Kubrick Star Trek Star Wars Stephen King Suspense TOD BROWNING TV Terror Thriller Tim Burton Timothy Dalton Tom Cruise Tom Hanks Tom Tykwer Trash UNIVERSAL STUDIOS Uma Thurman Universo Jurassic Park Victor Fleming Violência Vivien Leigh Wachowski Walter Hugo Khouri Walter Salles Warner Wes Craven Western William Castle William Friedkin Wolfgang Petersen Wong Kar Wai Woody Allen Zé do Caixão Épico Época