sábado, 10 de julho de 2010

RANDAL KLEISER | GREASE

NOS TEMPOS DO GUARANÁ COM ROLHA

Nos anos 50, numa escola secundária, um casal de namorados pertence a turmas diferentes nesta adaptação para o cinema de uma peça que chegou a ter recorde de apresentações (mais que Cats) na Broadway.
TRAVOLTA vinha do recente sucesso de 1977 Os Embalos de Sábado à Noite,e a fita marcou a estréia da cantora australiana OLIVIA NEWTON "linda" - JOHN. Os dois voltariam a trabalhar juntos no fracasso colossal de 1983Embalos a dois - Two of a Kind.

O filme traz participações especiais de vários astros do passado, inclusive FRANKIE VALLI cantando a música-tema. Em 1982, houve uma continuação desastrosa: GREASE 2 - OS TEMPOS DA BRILHANTINA CONTINUAM com MICHELE PFEIFFER e MAXWELL COUFIELD, dirigida por Patricia Birch, coreógrafa do primeiro GREASE.

Foi indicado ao Oscar de canção por HOPELESSY DEVOTED TO YOU.


Não quero estragar a alegria dos outros (sou adorador das músicas mas não sou alienado ao filme), pois apesar desta fita ter fãs devotos que tem saudade dos tempos de Travolta e Olivia, GREASE é mal dirigido, tem pouquíssima relação com o show original da Broadway e traz os adolescentes mais velhos do cinema, todos na faixa beirando aos 30 anos.

Quando o filme foi realizado, o show já estava sete anos em cartaz e foi produzido como veículo para a MODA TRAVOLTA - 70´s, ou seja, a nostalgia dos anos 50 ficou subordinada ao duvidoso talento do astro. Embora ele tenha melhorado muito nos anos 90, na época, cantava com voz esganiçada, até dançava mal e lembrava mais Jerry Lewis que um galã.



O filme também não tem um roteiro digno desse nome. É uma sucessão de Sketches satíricos, que não funciona muito bem na linguagem cinematográfica, mostrando os costumes da década sobre um enfoque moderno. O diretor RANDAL KLEISER é o mesmo que realizou o telefilme com Travolta, 'o rapaz na bolha de plástico'. Sua inexperiência é a desculpa para a falta de criatividade e imaginação nos números musicais, a inadequação dos atores e a falta de ritmo e vibração da história. Não há desenvolvimento de personagens ou aprofundamento do romance central.



GREASE é construído em sequências estanques em que nem sempre conseguem estragar as idéias. Há um prólogo divertido ao som de LOVE, IS A MANY SPLENDORED THING, os letreiros de apresentação com animação ,as participações nostálgicas de John Blondell (estrela dos anos 30) fazendo uma garçonete, a extraordinária Eve Arden, como diretora da escola dando uma aula de timing de comédia, e até do cantor Frankie Avalon, que parece ter sido conservado em formol. Travolta tem uma entrada de estrela, mas parece tão confuso quanto os outros na sucessão de cenas que imitam os filmes B da época: concursos de dança, namoro em lanchonetes, corridas de calhambeques e sexo em drive-ins. As melhores canções são satíricas, mas a coreografia deixa saudades do tempo em que os astros sabiam realmente dançar.

GREASE, NOS TEMPOS DA BRILHANTINA
'Grease'
de Randal Kleiser
EUA - 1978
Romance/ Musical
110 min.
✩✩ REGULAR
PARAMOUNT PICTURES APRESENTA
grease
Roteiro Brante Woodard 
Da Peça Musical de Jim JacobsWarren Casey
Produção Robert Stigwood e Alan Carr
Fotografia de Phil Jefries
Estrelando 
JOHN TRAVOLTA
OLIVIA NEWTON-JOHN
co estrelando: STOCKARD CHANNING 
EVE ARDEN 
FRANKIE AVALON 
JOAN BLONDELL
EDDIE BYRNES 
SID CAESAR 
ALICE GHOSTLEY
JEFF CONAWAY 
LORENZO LAMAS 
DIDI CONN 
e CHRISTOPHER MCDONALD
Dirigido por RANDAL KLEISER UM FILME PARAMOUNT

7 comentários:

Cristiane Costa disse...

Oi, meu garoto saudoso próximo a minha porta (e que que eu amo de montão, já não sem viver sem),rs!

Pois é, penso que Os Embalos de Sábado à noite é bem melhor, porém este filme traz mais aquela "aura 70", disco que todo mundo curte na trash 80 hehe...sempre tem um roteiro básico e, muitas vezes, errôneo, por isso resta a ele ganhar o expectador pela emoção, pela energia do romance da Olivia com o John. Eles representaram aquele romantismo ao embalo das canções da moda.

Eu sempre gostei mais do black soul , então não idolatro filmes como este e muito menos as músicas de Grease. Acho fun, mas como minha adolescência foi na década de 90, então os filmes que fazem diferença para mim são os pop da década de 80. E, prefiro John Travolta 'panela velha' porque ele dá uma comidinha bem melhor,rs!

Beijo meu lindo!

MaDAme

Alan Raspante disse...

Até hoje nunca vi Grease e nem pretendo, sei lá, Travolta não é meu ator preferido, só gostei dele em Pulp Fiction, rs

Cristiano Contreiras disse...

Que crítica mais azeda, infeliz, Rô! Credo! rs

Discordo, amplamente!

Tudo bem que é um roteiro bobo, infantil e meio inocente, até...mas, cativa, tem brilho e convence...e sim, até os "velhos" atores atuam bem e levamos numa boa...diverte, tem toda uma magia e, de fato, é um filme muito representativo...

As músicas são clássicas e isso é incontestável!

Sou fã assumido, já fiz até peça no colegial baseado no filme, rs

E sou mais ele que o chatinho Os Embalos de Sábado à Noite...

até!

Clenio disse...

Oi

Realmente não é uma obra-prima da sétima arte, mas também não chega a ser ofensivo como tua resenha dá a entender hehe
A trilha sonora é ótima, mas realmente o elenco soa inadequado com sua idade avançada, apesar de Stockard Chaning estar muito bem e Olivia Newton-John ser sempre encantadora.
Acho que é um filme que não se pretende ser mais do que é: uma simples diversão ligeira, e o fato de ser até hoje lembrado e de certa forma cultuado apenas mostra que isso ele consegue ser sem fazer muita força...

Abração
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com

Rodrigo Mendes disse...

MADAME: Minha Dietrich! Que saudades de você aqui em casa, rs!

A Trash 80 é uma balada ótima! E tbm prefiro Embalos de Sábado...pq pelo menos é um filme mais personificado (tbm longe de ser uma obra - prima).

vejo que GREASE foi o que CREPÚSCULO esta sendo: MODA!

Adoro tbm o black soul e as trilhas dos filmes black dos anos 70 (Pam Grier, por ex.)

Eu já curto as músicas de Grease. As vezes me da na telha de escutar. hahahaha! Mas o filme é mal feito. E cult. Tem o seu público.

Adorei o Travolta "panela velha"..rs Ele da uma comidinha bem melhor ou quase na Uma Thurman em PULP FICTION, rs!

Bjs!

ALAN: Travolta fez o melhor papel de sua nova carreira em PULP. Ele tem poucos filmes bons e uma penca de filmes ruins na careeira.
Abs!

CRIS: Que bom que discordamos amplamente, rs! Recomendo para você uma aula (só no sapatinho) com Busby Berkeley, Stanley Donen, Gene Kelly, Cukor e Bob Fosse.
E preste atenção na aula heim!
Abs!

CLENIO: A minha resenha não da entender que o filme é ofensivo. Ela aponta elementos que (ACHO) mal delineados, ou seja, todos os pontos que você mesmo disse no comentário, rs!

Eu AMO a OLIVIA "linda" e a Stockard é excelente atriz (vide Anything Else do Woody Allen) e muitos outros trabalhos seus em telefilmes, por exemplo, ela interpreta Klara Hitler no filme pra TV 'Hitler: The Rise of Evil'
Confira!
Abs!

Cristiano Contreiras disse...

Rodrigo, deixe de coisa, viu?
Não estou afim de ver nenhuma aulinha desses daí, rs!

Discordamos, discordamos e cada qual no seu quadrado, uai! rs

Não preciso ler tutoriais, manuais e observar GRANDES dançarinos pra deixar de apreciar o trabalho de Travolta em Grease. Eu gostei dele e acho um puro charme, da mesma maneira que tu achas Newton-John linda, eu a considero uma feinha encantadora, apenas isso...

Abraços!

Rodrigo Mendes disse...

CRIS: Opa isso virou um debate?

Tentei ser sarcástico e pegar leve na resposta ao seu comentário (deixar subscrito) mas não tem jeito. Você adora apimentar com uma ponta de egocentrismo.

E ainda diz que minha crítica é infeliz, azeda? Nem ia comentar isso publicamente mas...

Creio que um pouco de bom senso é o mínimo.

Todos temos o direito de dar as nossas opiniões com um pouco de educação não acha? Obrigado!

Discordamos sim e respeito a sua opinião quanto ao filme. Quando comentei recentemente sobre Pecado Original no Apimentário, falei da película e não da sua resenha crítica em si como negativa e ou infeliz!

Não precisa assistir aos clássicos de Busby Berkeley ou precisa? rs!

Contra ofensiva,
Rodrigo

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