terça-feira, 14 de setembro de 2010

PHYLLIDA LLOYD | MAMMA MIA - O FILME

ABBA FEELINGS

I feeling ABBA again!Um filme delicioso, leve, o musical MAMMA MIA! O FILME. A premissa trata de uma moça que convida para o seu casamento em ilha grega os três homens que podem ser o seu pai.



Não é apenas um filme, é um fenômeno (ainda é como obra musical) pop, uma sacada que resultou num imenso sucesso no palco, primeiro na Inglaterra, depois na Broadway (onde recentemente passou a ser o décimo sexto show mais visto em toda a história). E também no cinema, onde rendeu 570 milhões de dólares em todo o mundo, um recorde para musical endereçado ao público feminino (e gay) adoradores do grupo ABBA.

A idéia foi fazer um filme usando o catálogo do tal grupo famoso e cultuado e que hoje, tem valor nostálgico, ou seja, o grupo sueco ABBA, que compôs durante sua tragetória (road history) nos anos 70 um numero grande de canções fáceis de cantar e de memorizar. Inventaram uma história nada original e a rechearam de música até cansar. Já haviam feito isso antes, mas a diferença é que pela primeira vez utilizaram os arranjos originais, ou seja, não importa quem esteja cantando no filme ou no palco (um tanto karaokê), vai soar sempre como a gravação que ficou famosa. Portanto,se torna irresistível. Eu assumo que tenho predilação. É Contagiante. Para completar a proposta, quando termina o show no palco, o elenco simplesmente vem para a frente e faz a platéia cantar junto de pé e mesmo dançando nas cadeiras, todas as canções mais famosas, que todos sabemos de cor e saltiado.




Coisa parecida já sucedida com Hairspray, mas funciona melhor aqui, também no filme. Quanto à história, a cara de pau da roteirista e autora Catherine Johnson foi simplesmente roubar literalmente a trama de um filme meio esquecido (coisa que Tarantino também faz) que é Noites de Amor, Dias de Confusão (Buona Sera Mrs. Campbell, 1968), com Gina Lollobrigida e Shelley Winters, que tinha exatamente a mesma situação na premissa. Uma mulher que transou com três homens e agora anos mais tarde não sabe quem é o pai verdadeiro de sua filha. Todavia, na comédia americana, ela explora os três homens fazendo com que eles enviem uma pensão e pensem que a garota é filha de cada um deles. Aqui, é a filha que resolve enviar um convite para o casamento dela, sem que eles desconfiem de nada. E como toque exótico, tudo acontece numa adorável ilha grega. Ou seja, a história é previsível -obviamente, em filmes assim, sempre ganha o astro e a estrela mais famosos do elenco- no que não passa de uma sucessão de videoclipes numa profusão avassaladora de canções. É estranho terem chamado uma diretora teatral famosa na direção, Phillida Lloyd, já que ela dirige como se fosse um garotão da MTV, sem aprofundar coisa alguma, sem explorar performances, ou desenvolver nada. Alguma coisa deve ter acertado pra eu gostar da fita, porque o filme vai ficar para sempre passando com legendas para as canções (de preferência na TV com a berrante cor amarela), para as pessoas também poderem cantar junto num sing-song. Logicamente, o filme é endereçado as mulheres pelo teor de comédia romântica, que o costumam adorar, não apenas os fãs de Meryl Streep (por isso o filme atingiu até os admiradores intelectuais quanto a atriz), mas também não somos todos? Mas ela está longe de seu melhor momento, ela apenas se diverte com muita descontração e até neste momento, tampouco longe de seu talento! E apesar
de ter sido indicada ao Globo de Ouro.


Além do que, o filme tem a talentosa menina central, Amanda Seyfrid ( da série Big Love)


















Todos cantam um pouco de forma meio desajeitada vencida pela performance corporal, mas isso pouco importa porque a voz deles é coberta pelo coro onipresente. As coadjuvantes são ótimas: Julie Walters ( de Billy Eliott) e Christine Baranski (de Chicago e a única que realmente canta bem), mas infelizmente estão horrivelmente caricatas. Isto é, embora a peça musical tenha esses elementos combinados e que no palco o caricato lhe caiba melhor, o filme é a prova de uma boa crítica generalizada. Tem seu público e ele deve curtí-lo. O DVD é um show de bola, apesar de extras intimistas, ao menos a edição traz cenas excluídas, erros de gravação, como bastidores: 'O Nascimento', as filmagens, entrevistas com elenco, número musical excluído como - The Name Lay all your Love on Me, há também o virando cantor: 'Por Dentro de Mamma Mia' um ótimo release em vídeo, o videoclipe Gimme Gimme! com participação especial de Bjorn Ulvaues e comentários da diretora.

É uma ótima sessão. Diverte e tem aquele sentimento ABBA.
Universal Pictures Apresenta:
MAMMA MIA! O FILME ( Mamma Mia! The Movie)
Baseado no livro musical de: Catherine Johnson
Uma co-produção: Playtone
Estrelando: Meryl Streep. Pierce Brosnan. Colin Firth
Stellan Skasgaard Apresentando: Amanda Seyfrid Com: Dominic Cooper
& Co Estrelando: Julie Walters . Christine Baranski
Música Original ABBA Elenco por: Priscilla John e Ellen Lewis
Cenografia por: Maria Djurkovic Figurinos por: Ann Roth
Montagem por: Lesley Walker Forografia de: Haris Zambarloukos
Produtores Executivos: Rita Wilson. Tom Hanks
Mark Huffam. Björn Ulvaeus & Benny Anderson
Produzido Por: Judy Craymer e Gary Goetzman
Escrito por: Catherine Johnson Dirigido Por: Phyllida Lloyd

EUA/ Inglaterra- 2008
Comédia Romântica/ Musical
Cor- 80'
✩✩✩ BOM

8 comentários:

pseudo-autor disse...

Realmente é encantador! Como já percebi que sua admiração por ABBA vai além de Mamma Mia, recomendo o documentário "ABBA: o filme", dirigido pelo Hasse Lasstrom (que fez Querido John recentemente). É simplesmente lúdico. E você não imagina a devoção dos fãs!

Clenio disse...

"Mamma mia" é um filme para divertir a plateia, sem elocubrações psicológicas ou dramáticas. É uma delícia ver Meryl Streep se divertindo, a fotografia é deslumbrante e a música realmente contagiante.
Como cinema é quase lixo hehe, mas como sessão da tarde entretém como poucos.

Abração
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com

Rodrigo Mendes disse...

PSEUDO: Obrigado. Vou conferir este Doc. Abraços!

CLENIO: E concordamos, rs!
Abraços.

chuck large disse...

Rodrigo, vi "Mamma Mia!" quando saiu em DVD, na época não gostei muito, achei longo e 'musical' demais, portanto na época minha grande admiração era Scooby Doo, ou seja, gostava de merda nenhuma :X HEHEHEHE
Vou rever Mamma Mia, com certeza, estou ansiando por um bom musical!

Cristiano Contreiras disse...

Um filme bastante delicioso de se ver, cantar e viajar nas canções...acho que por eu crescer com as musicas de ABBA nos discões de minha mãe que sempre tive uma relação nostálgica e sentimental com essa banda..marcou mesmo..quando vi Mamma no cine, cantava que nem louco doido, rs!

Meryl merecia uma indicaçao ao Oscar, eu pelo menos achei!

Ótimo post! abraço

Rodrigo Mendes disse...

ALAN: Scoooby Doby DOOOOO, rs! Abraços!

CRIS: Obrigado. O VMA deveria investir no ABBA. Rs! Odeio o que tem de bandas e músicas na atualidade. Salvos alguns artistas cult. Abraços.

Vitor Silos disse...

Não gostei muito não, achei a direção um pouco amadora, as músicas são muito boas e o elenco fenomenal, acho que o filme poderia ter caído em mãos mais competentes. Aí sim teríamos um filmão.

Vitor Silos
www.volverumfilme.blogspot.com

Rodrigo Mendes disse...

VITOR: Acho pertinente sua observação na direção Vitor. Eu também não entendi porque escalaram esta diretora de teatro que tem pouco senso cinematográfico.

Mas o sentimento ABBA cobre estas lacunas. Abraços!

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