‘Como diria Alexander Pope’
Um homem fica atordoado ao descobrir que sua namorada apagou da mente as lembranças de seu tumultuado relacionamento. Assim, decide fazer o mesmo tratamento e descobre que ainda a ama muito e não pode simplesmente apagá-la de sua memória.
É notável e até impressionante que um filme como BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS tenha se tornado tão Cult e apreciado pelo público.
Uma fita estranha do visionário roteirista CHARLIE KAUFMAN (de Quero Ser John Malkovich) e do diretor surrealista da modernidade: MICHEL GONDRY (de Rebobine, por favor e Sonhando Acordado). Ambos já haviam trabalhado antes no filme A NATUREZA QUASE HUMANA (2001) eminente fracasso de bilheteria. Aqui, eles conseguem criar uma história maluca mas que cativa o espectador, principalmente os apaixonados de plantão. Faço coro a crítica do The Wall Street Journal citada na capinha que diz: “ uma comédia romântica como nenhuma outra”.
Na verdade BRILHO ETERNO é um filme híbrido com vários elementos que mergulham no surreal. Um trabalho primoroso de Gondry vindo de Videoclipes, tendo dirigido mais de 73 music videos (alguns para Björk, The White Stripes, Daft Punk, Oui Oui, etc.). Gondry tem uma marca autoral na criação visual de seus trabalhos, onde cria cenários estilizados e sempre interessantes. Difícil até de resenhar sobre. Certamente o filme parte da idéia de que tudo desaparece. O interesse, o entendimento cultivado entre aqueles que pretendem se amar,o impulso capaz de mantê-los vivos em nome de alguma coisa comum, o ódio que ameaça e mesmo a lembrança que serve de guia, referência para o que cada um sabe de seu próprio trauma. Nas estritas regras estabelecidas pela história de um casal em busca da solução para o desvio e desgraça que compõe, toda mágoa sentimental, apenas uma exceção é permitida, e ela está na base do mais popular trabalho de Gondry: em Brilho Eterno, apenas o amor não tem fim.
E, graças ao bom senso, esta premissa é estrelada por astros que permitiram a atenção ao filme. JIM CARREY faz este sujeito, Joel, um cara tímido e misterioso. Um papel realmente diferente para o rótulo que assombra a carreira de Carrey. Visto que no filme, ele praticamente não faz nenhuma graça que é a sua marca registrada, há somente pequenos momentos à La Carrey (creio que na cena que ele regride como criança). A bela KATE WINSLET interpreta a namorada que sempre esta com a cor do cabelo diferente, Clementine. De todos os seus papéis no cinema, este é o mais estranho e difícil de classificar, mas obviamente ela merece qualquer ovação. O filme também é co-estrelado por KIRSTEN DUNST, MARK RUFFALO e ELIJAH WOOD, que trabalham na clínica que apaga as lembranças das pessoas, método maluco desenvolvido pelo Dr. Howard Mierzwiak, personificado pelo ótimo TOM WILKINSON.
O filme é uma imaginação sem fim do diretor Michel Gondry e do autor Charlie Kaufman. E sua classificação? Apesar de muitas críticas desencontradas seria mesmo uma comédia romântica? (acredito que sim pela leveza da trama), todavia revendo fico pensando: poderia ser também um drama irônico ou alguma coisa inteiramente nova? O filme é construído (em uma definição simples, a partir do elemento básico clássico), uma mesma história presente nas mais diferentes artes, contada das mais inusitadas e criativas das maneiras; um tema que já flertou com o frescor, a novidade, ou se confortou com a necessidade do público, que assim como a criança fascinada com o seu particular e imenso universo, deseja apenas se divertir ouvindo a mesma história ao infinito: o percurso de amantes em busca da redenção em nome da sobrevivência de um sentimento que parece estar morrendo. Uma guerra, o acaso, a infelicidade, um naufrágio, a religião, a doença e a loucura já serviram de obstáculo real e metafórico para o cinema no extremo jogo de manipulação sentimental com o público, transtornado ao assistir aqueles que, apesar do desejo intenso, parecem condenados à separação. Quando Joel desperta em sua cama em uma típica manhã outonal (um ótimo entrecho para a narrativa do filme) está rodeado pela melancólica luminosidade, um sutil e permanente fog, é neste território que penetramos, o de uma indefinível infelicidade. Mas, se o amor, cinematográfico ou não, espera sempre o impedimento logo à frente, na criação Kaufman-Gondry a paixão não está em perigo em razão dos atos feitos por aqueles que amam conspirar pelo afastamento. Aqui, a questão é de outra ordem: os próprios amantes destroem a afeição que viam como algo ilimitado.

Não suportam o choque de realidade de uma relação, são vitimados pelo tempo, pelas filas de espera nos restaurantes, pelas noites que se repetem e nas quais a possibilidade de diversão genuína está morta. São assassinos das próprias fantasias sentimentais, e a arma que escolhem é o próprio tédio.
Em seu espetacular filme, que propõe diferentes formas de espetáculo, Gondry promove o ilusionismo costumeiro desde os tempos de videoclipe. Ele se aproxima da história realizada por Kaufman, repleta de labirintos e verdadeiros truques feitos para manter a platéia interessada e alerta, dá a ela um choque emocional, a carrega com seu senso de humor e sua imaginação fantástica, e a isso certamente acrescenta uma de suas particularidades: Gondry é uma artista que sofre de autopiedade, e isso permeia toda sua obra, como se fosse um chantagista de suas necessidades emotivas em ação permanente.
O filme é o resultado de muitas idéias fixas de Gondry, que se recusa a ser o ilustrador propriamente dito do imaginário particular do roteirista Kaufman para assumir a autoria da história contada (ao contrário, por exemplo, do diretor Spike Jonze [Quero Ser J.M], que é mais um ventríloquo para as alucinações juvenis do roteirista). Na batalha mental entre esses dois autores , o escritor e o cineasta, o segundo vence neste caso. A criança dá a palavra final diante da pretensão college do adulto.
Diante de todo o trabalho de Gondry no território do clipe, Brilho Eterno é uma obra sem acabamento, um cinema que se comporta como algo mais inteligente do que é efetivamente um “instante de gênio cinematográfico”. Assim como seu filme, que aparenta estar ainda em construção, Gondry realiza a viagem pela técnica e pela arte, procura o caminho e a solução para o desaparecimento de um modo de pensar e produzir imagens. Enquanto seus vídeos são geniais, sua proposta cinematográfica se mantêm até o momento apenas interessante, mas Gondry é um inegável instante fulgurante de uma já longa história do homem com uma câmera, um artista que procura lidar com a nova e amnésica platéia, ansiosa em ter de volta uma sensação perdida: o amor incondicional pelas imagens em movimento.
E, a fita ilustra a citação famosa de Alexander Pope numa fala de Kirsten Dunst: “'Feliz é o inocente vestal; Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecido. Brilho Eterno de uma Mente sem lembranças; Toda prece é ouvida, toda graça se alcança”. De um modo mais surreal, lírico e apaixonante. Eis o sucesso e repercussão desta pequena obra-prima.
É notável e até impressionante que um filme como BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS tenha se tornado tão Cult e apreciado pelo público.Uma fita estranha do visionário roteirista CHARLIE KAUFMAN (de Quero Ser John Malkovich) e do diretor surrealista da modernidade: MICHEL GONDRY (de Rebobine, por favor e Sonhando Acordado). Ambos já haviam trabalhado antes no filme A NATUREZA QUASE HUMANA (2001) eminente fracasso de bilheteria. Aqui, eles conseguem criar uma história maluca mas que cativa o espectador, principalmente os apaixonados de plantão. Faço coro a crítica do The Wall Street Journal citada na capinha que diz: “ uma comédia romântica como nenhuma outra”.

Na verdade BRILHO ETERNO é um filme híbrido com vários elementos que mergulham no surreal. Um trabalho primoroso de Gondry vindo de Videoclipes, tendo dirigido mais de 73 music videos (alguns para Björk, The White Stripes, Daft Punk, Oui Oui, etc.). Gondry tem uma marca autoral na criação visual de seus trabalhos, onde cria cenários estilizados e sempre interessantes. Difícil até de resenhar sobre. Certamente o filme parte da idéia de que tudo desaparece. O interesse, o entendimento cultivado entre aqueles que pretendem se amar,o impulso capaz de mantê-los vivos em nome de alguma coisa comum, o ódio que ameaça e mesmo a lembrança que serve de guia, referência para o que cada um sabe de seu próprio trauma. Nas estritas regras estabelecidas pela história de um casal em busca da solução para o desvio e desgraça que compõe, toda mágoa sentimental, apenas uma exceção é permitida, e ela está na base do mais popular trabalho de Gondry: em Brilho Eterno, apenas o amor não tem fim.E, graças ao bom senso, esta premissa é estrelada por astros que permitiram a atenção ao filme. JIM CARREY faz este sujeito, Joel, um cara tímido e misterioso. Um papel realmente diferente para o rótulo que assombra a carreira de Carrey. Visto que no filme, ele praticamente não faz nenhuma graça que é a sua marca registrada, há somente pequenos momentos à La Carrey (creio que na cena que ele regride como criança). A bela KATE WINSLET interpreta a namorada que sempre esta com a cor do cabelo diferente, Clementine. De todos os seus papéis no cinema, este é o mais estranho e difícil de classificar, mas obviamente ela merece qualquer ovação. O filme também é co-estrelado por KIRSTEN DUNST, MARK RUFFALO e ELIJAH WOOD, que trabalham na clínica que apaga as lembranças das pessoas, método maluco desenvolvido pelo Dr. Howard Mierzwiak, personificado pelo ótimo TOM WILKINSON.
O filme é uma imaginação sem fim do diretor Michel Gondry e do autor Charlie Kaufman. E sua classificação? Apesar de muitas críticas desencontradas seria mesmo uma comédia romântica? (acredito que sim pela leveza da trama), todavia revendo fico pensando: poderia ser também um drama irônico ou alguma coisa inteiramente nova? O filme é construído (em uma definição simples, a partir do elemento básico clássico), uma mesma história presente nas mais diferentes artes, contada das mais inusitadas e criativas das maneiras; um tema que já flertou com o frescor, a novidade, ou se confortou com a necessidade do público, que assim como a criança fascinada com o seu particular e imenso universo, deseja apenas se divertir ouvindo a mesma história ao infinito: o percurso de amantes em busca da redenção em nome da sobrevivência de um sentimento que parece estar morrendo. Uma guerra, o acaso, a infelicidade, um naufrágio, a religião, a doença e a loucura já serviram de obstáculo real e metafórico para o cinema no extremo jogo de manipulação sentimental com o público, transtornado ao assistir aqueles que, apesar do desejo intenso, parecem condenados à separação. Quando Joel desperta em sua cama em uma típica manhã outonal (um ótimo entrecho para a narrativa do filme) está rodeado pela melancólica luminosidade, um sutil e permanente fog, é neste território que penetramos, o de uma indefinível infelicidade. Mas, se o amor, cinematográfico ou não, espera sempre o impedimento logo à frente, na criação Kaufman-Gondry a paixão não está em perigo em razão dos atos feitos por aqueles que amam conspirar pelo afastamento. Aqui, a questão é de outra ordem: os próprios amantes destroem a afeição que viam como algo ilimitado.

Não suportam o choque de realidade de uma relação, são vitimados pelo tempo, pelas filas de espera nos restaurantes, pelas noites que se repetem e nas quais a possibilidade de diversão genuína está morta. São assassinos das próprias fantasias sentimentais, e a arma que escolhem é o próprio tédio.Em seu espetacular filme, que propõe diferentes formas de espetáculo, Gondry promove o ilusionismo costumeiro desde os tempos de videoclipe. Ele se aproxima da história realizada por Kaufman, repleta de labirintos e verdadeiros truques feitos para manter a platéia interessada e alerta, dá a ela um choque emocional, a carrega com seu senso de humor e sua imaginação fantástica, e a isso certamente acrescenta uma de suas particularidades: Gondry é uma artista que sofre de autopiedade, e isso permeia toda sua obra, como se fosse um chantagista de suas necessidades emotivas em ação permanente.
O filme é o resultado de muitas idéias fixas de Gondry, que se recusa a ser o ilustrador propriamente dito do imaginário particular do roteirista Kaufman para assumir a autoria da história contada (ao contrário, por exemplo, do diretor Spike Jonze [Quero Ser J.M], que é mais um ventríloquo para as alucinações juvenis do roteirista). Na batalha mental entre esses dois autores , o escritor e o cineasta, o segundo vence neste caso. A criança dá a palavra final diante da pretensão college do adulto.
Diante de todo o trabalho de Gondry no território do clipe, Brilho Eterno é uma obra sem acabamento, um cinema que se comporta como algo mais inteligente do que é efetivamente um “instante de gênio cinematográfico”. Assim como seu filme, que aparenta estar ainda em construção, Gondry realiza a viagem pela técnica e pela arte, procura o caminho e a solução para o desaparecimento de um modo de pensar e produzir imagens. Enquanto seus vídeos são geniais, sua proposta cinematográfica se mantêm até o momento apenas interessante, mas Gondry é um inegável instante fulgurante de uma já longa história do homem com uma câmera, um artista que procura lidar com a nova e amnésica platéia, ansiosa em ter de volta uma sensação perdida: o amor incondicional pelas imagens em movimento.
E, a fita ilustra a citação famosa de Alexander Pope numa fala de Kirsten Dunst: “'Feliz é o inocente vestal; Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecido. Brilho Eterno de uma Mente sem lembranças; Toda prece é ouvida, toda graça se alcança”. De um modo mais surreal, lírico e apaixonante. Eis o sucesso e repercussão desta pequena obra-prima.
EUA- 2004
DRAMA
COR
WIDESCREEN
108 min.
DISTRIBUIÇÃO: UNIVERSAL
PRODUTORAS: ANONYMOUS/ THIS IS THAT✩✩✩✩✩ EXCELENTE
FOCUS FEATURES APRESENTA
UMA PRODUÇÃO ANONYMOUS
EM ASSOCIAÇÃO COM THIS IS THAT
UM FILME DE MICHEL GONDRY
JIM CARREY KATE WINSLET
ETERNAL SUNSHINE
OF THE
SPOTLESS MIND
com:
KIRSTEN DUNST MARK RUFFALO ELIJAH WOOD E TOM WILKINSON
ELENCO POR JENNE McCARTHY
MÚSICA DE JON BRION
FIGURINOS DE MELISSA TOTH
CENOGRAFIA DE: DAN LEIGH
EDITADO POR VALDIS OSKARSDOTTIR
DIRETOR DE FOTOGRAFIA ELLEN KURAS
PRODUTORES EXECUTIVOS
DAVID BUSHELL CHARLIE KAUFMAN
GLENN WILLIAMSON GEORGES BERMANN
PRODUZIDO POR
STEVE GOLIN E ANTHONY BREGMAN
HISTÓRIA DE
CHARLIE KAUFMAN MICHEL GONDRY PIERRE BISMUTH
ESCRITO POR CHARLIE KAUFMAN
DIRIGIDO POR MICHEL GONDRY
10 comentários:
Vi esse filme há uns dois meses!
Achei bastante perturbador mas uma perturbação boa!!!
hehe
...
Adoro!!!!
"Quão feliz é o destino de um inocente sem culpa. O mundo em esquecimento pelo mundo esquecido. Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Cada orador aceito e cada desejo renunciado."
É um verdadeiro clássico moderno. Vocês descreve bem as emoções que conduzem a história. Acho o filme apaixonante. A dor da perda, a vontade de esquecer e o desespero para não esquecer.
bjs
Belo texto argumentado de um grande pequeno filme! sim, uma pequena obra que emociona, cativa e tem um roteiro original! Interessante que, hoje revendo o filme, é estranho ele não ter sido premiado com o Oscar de Atriz pra Kate Winslet (que fez uma personificação diferente, perfeita)...mas, como você e todos nós sabemos, o Oscar é um mero detalhe. A obra está aí, definitiva, a ser sempre revisada e mais, REFLETIDA. E você soube muito bem observar o que de técnico e de emoção ela transparece. Parabéns!
Gosto bastante da atuação de Carrey, pois difere de todos os filmes que ele fez - ainda que, em certos momentos, o tom cômico seja evidente.
Abraço!
Filmaço......além desse filme apenas em "O Show de Truman" Jim Carrey me conquistou como ator de verdade.
Adoro as viagens desse roteirista criativo.
Não sei se é comédia romântica, drama ou o qual o gênero dessa produção. Eu sei que é um ótimo filme, clássico atual e que certamente entrará para os símbolos de uma geração.
Concordo que Gondry dê uma polida melhor no texto de Kaufman do que faz Jonze. Um ótimo insight desse texto bem reflexivo, como manda o figurino do blog e do filme em questão. Brilho eterno de uma mente sem lembranças é das mais belas histórias de amor dos últimos anos. É tão ressonante que não se limita a ser história de amor.
Agora vai uma perguntinha para o gerente do Cinema do Rodrigo: Quando vai ter filme mais ou menos resenhado aqui? rsrs
Aquele abraço!
Belíssimo! Esta sua análise está soberba! Um abração!
um dos poucos filmes que beirou a perfeição... roteiro brilhante, direção fantastica, atuações incríveis... inacreditavel ter ganho apenas 1 oscar e indicado só para mais 1
http://filme-do-dia.blogspot.com/
MARCELO: É sobretudo um filme que entorpece os cinéfilos. Rs! Abs.
JÚNIA: ADORO ² Rs! Beijos.
AMANDA: Obrigado querida. Resumiu bem no seu comentário. Bjs.
CRISTIANO: Obrigado meu caro!
De fato a Academia esnobou este filme. Desencanemos deles. Rs! Carrey e Winslet estão ótimos e apaixonantes de um jeito louco! Abs.
RENATO: É verdade, tbm em Truman Carrey arrasa! Abs.
REINALDO: Gondry se espelha melhor em Kaufman mesmo. Ambos se traduzem né?
Rs! Fico grato mais uma vez com os elogios. A gerência sempre procura deixar sua platéia a vontade Rs!
Abraços!!
EMMANUELA: É lindo mesmo! Obrigado moça. Beijos.
KAHLIL: Disse tudo tbm! O filme chegou a fazer ao máximo o uso e técnica do cinema. Gondry é fantástico. Abs.
Obrigado à todos!
Rodrigo
Quem vê, não esquece. "Brilho Eterno..." é fantástico, um dos maiores filmes da década passada. Charlie Kaufman é mesmo uma das mentes mais férteis que apareceram no cinema na última década. Eu me sinto burro tamanha genialidade rs.
Ótimo texto, Rodrigo. Mais uma vez!
grande abraço! o/
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