Segunda e última parte da saga da "Noiva" que busca vingar-se de seus ex-colegas assassinos do esquadrão de elite: 'Víboras Mortais' que a deixam em coma durante quatro anos quando quase a matam no dia de seu casamento.


Tarantino acaba com as expectativas com o lançamento desta fita. Na verdade ele leva o seu filme a outro nível. Segundo o diretor: "o primeiro é a pergunta e o segundo é a resposta". Aqui ele ja estabeleceu as personagens e agora vamos conhecê-las melhor, quer dizer, os protagonistas do filme: UMA THURMAN e DAVID CARRARINE (1936- 2009). Este filme é o mais diferente da obra de Tarantino, claro que tem aquelas sequências violentas Tarantinescas, mas ainda assim ele é lírico, mostrado quase todo o tempo em preto e branco e aqui a história é melhor dialogada do que nas falas ríspidas do primeiro. Ainda porque, o volume um era bem mais direto e tinha mais cenas de ação. Este é mais um romance entre a misteriosa noiva e seu antigo namorado, BILL.
Com dois nomes riscados em sua lista de morte, Uma volta com a mesma sede de vingança e pretende eliminar o número três: BUDD, o ótimo Michael Madsen ( de Cães de Aluguel) o personagem mais simpático do filme, mesmo depois de demonstrar machismo e toda a sua "podridão" e a asquerosa, vadia, traiçoeira ELLE DRIVER ( A cobra californiana - número 4) Daryl Hannah (de Splash - Uma Sereia Em Minha Vida). E, obviamente ao mandante da execução que culminou na matança em El Passo (Texas) - BILL( O número 5), que faz referências antológicas de seu personagem da série KUNG-FU.
Neste roteiro, Tarantino explora lindamente o cantonês (no primeiro era o Japonês) e recria ótimas sequências de luta no timing certo. Para muitos, o melhor momento do filme está contido no oitavo capítulo da saga: " O Treinamento Cruel De Pai-Mei" esta sequência do trailer aparece no do primeiro volume e ficamos esperando o tempo todo esta luta.

O personagem não é originado de Tarantino e sim de outros filmes do gênero. Ele praticamente consegue os diretos autorais deste personagem, o Pai-mei (ou Yoda do Kung-fu) da mesma forma que o Hatori Hanzo feito pelo Sonny Chiba no 1. Então o personagem usa a mesma roupa, estilo e tudo o mais como o original. E, para deixar mais interessante o ator GORDON LIU (que fazia o 'kato' Jonnhy Mo no primeiro) volta neste papel.

Este momento é puro Tarantino, com aquele ar de filme pop, a única coisa no filme que surpreende e que não é de praxe do cineasta é mesmo o romance da mulher traída e do homem com o coração partido. É mesmo uma história de amor que da a impressão de roupa suja, mas percebe-se que a noiva, agora revelada como BEATRIX KIDDO ainda sente um amor pelo seu BILL e ele o mesmo. Mas o seu objetivo é 'matar o Bill' e parece que nada pode detê-la, nem mesmo a revelação de ver sua filha dada como morta sob os cuidados do chefe e pai da guria.


O momento mais dirty do filme é a luta entre as loiras, que esperamos ansiosamente. Daryl personifica tão bem a ELLE caolha que temos ódio mortal dela e sim, ansiamos por vê-la sucumbir à espada Hanzo da heroína. A luta desce o nível nas pauladas e xingamentos e tudo num espaço minúsculo. Aliás, este é um ponto interessante na concepção das lutas ao decorrer da trama. Elas começam numa grandiosidade no confronto da casa da folhas azuis contra os 88 loucos e O-ren (Lucy Liu) uma sequência máxima e espetacular de Tarantino, até o combate contra BILL. Praticamente o combate físico diminui aumentando o suspense e o climax. O que o primeiro tinha de ação e cortes bruscos (picotados em cada milésimo de segundo), o segundo tem de lentidão com aquele toque lírico ao estilo dos faroestes de Sergio Leone. Na verdade a divisão dos filmes pode atrapalhar no entendimento de que a história é uma só. Começa exatamente no ponto que terminou o capítulo cinco (assim vemos na tela o início do segundo filme no sexto capítulo) depois de um prólogo separado de Uma Thurman indo matar o BILL. Em outras palavras, os filmes acabam sendo muito diferentes um do outro, mas é como se a história não parasse. Portanto não podemos esperar as mesmas cenas que assistimos na primeira fita. É embarcar neste universo antológico, cheio de citações de filmes e que flui naturalmente. Tarantino é capaz de entorpecer com muitas coisas, inclusive através de seus diálogos brilhantes e, principalmente em seus filmes tudo pode acontecer. E ele já provou esta façanha.
É emocionante ver os olhos lacrimejantes de Uma ao partir o coração de seu amado. Literalmente, até a porra do fim baby!
EUA-2004
Romance/Ação
COR/P&B
Widescreen
Anamórfico
137 min.
16 anos
Distribuição:
Imagem Filmes
Produtora: A
Band Apart
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
MIRAMAX FILMS
APRESENTA
A BAND
APART
UMA
THURMAN DAVID CARRADINE
Um Filme de
QUENTIN
TARANTINO
Como
O Grupo de Extermínio Víboras Mortais
DARYL HANNAH
(?)
Também Estrelando:
GORDON
LIU MICHAEL PARKS
Apresentando:
PERLA-HANEY
JARDINE
como
“B.B ”
Com:
SAMUEL L. JACKSON
BO SVENSON
VANESSIA VALENTINO
JEANNIE EPPER
HELEN KIM
SID HAIG
CHRIS NELSON
Trilha
Musical Original Composta por:
ROBERT
RODRIGUEZ . THE RZA
Consultor de Artes Marciais
YUEN WOO-PING
Montagem..... SALLY MENKE
Diretores de
Arte
DAVID WASCO. CAO JUI PING
Diretor de
Fotografia
ROBERT RICHARDSON A.S.C
Produtores
Executivos
BOB WEINSTEIN HARVEY WEINSTEIN
ERICA STEINBERG E. BENETT WALSH
Baseado no
personagem "A NOIVA"
Criado por
QUENTIN TARANTINO & UMA
THURMAN
(Q & U)
Produzido Por
LAWRENCE BENDER
Roteiro e Ditreção
QUENTIN TARANTINO




10 comentários:
Para mim, escrever sobre qualquer obra de Tarantino é um verdadeiro desafio. Suas aventuras cinematográficas são quase inefáveis. É genialidade em excesso!!
Parabéns pela postagem! Ótima!
PS: Rodrigo, como estou cansada!! Quem trabalha no comércio sofre em Dezembro!! hahaha
Ah, você sabe muito bem dissecar a obra de Tarantino - gosto do seu tom apaixonado pelo filme, ainda mais que as habituais "curiosidades" de produção são essenciais em seus textos.
Eu adoro o Vol.2, mas confesso que acho ele um pouco inferior ao dinâmico e saboroso Vol.1.
abraços!
Concordo com o Cristiano Contreiras......Sua visão sobre o mestre Tarantino é muito boa.
O segundo é bom. mas, o primeiro é ainda melhor.
Recomendo que você faça um texto sobre Cães de Aluguel, o melhor filme de Tarantino, na minha visão.
O 2 é mais suave e quem vai assistí-lo pensando no primeiro pode esquecer!!!
Tarantino é único. Tem seu estilo bem claro e nunca me decepciona. Kill Bill é um expoente da sua obra!
Sandro Azevedo
blog24fps.blogspot.com
Sensacional! Prefiro o Volume 2, que é Tarantino na veia!!!
Kill Bill é sensacional!
A cena de Uma matando Bill foi incrível, Tarantino conseguiu surpreender nos 2 filmes.
Estou só na expectativa para a 3ª parte, que será lançada em 2014.
Mais um post agradabilíssimo de ser lido. Realmente Leone é uma referência forte nesse segundo volume.Aliás, gosto mais de Volume II do que do primeiro Kill Bill. Aqui Tarantino se permite ser mais Tarantino e menos reverente. Enfim, cinema bruto, mas também lírico (como vc bem disse!).
Abs
EMMANUELA: OBRIGADO!
HAHHA! ENTENDO VOCÊ. FIM DE ANO NÃO É FÁCIL NÃO. BOA SORTE NO TRABALHO E FORÇA AE! RS. BJS.
CRISTIANO: THANKS!!
Tarantino soube deixar a segunda parte da história mais elegante à la Sergio Leone. Mas momentos do Vol. 1 tbm são clássicos. Abs.
RENATO: Já anotei sua recomendação. Rs! Obrigado. Abs.
MARCELO: É mesmo.Rs! Abs.
SANDRO: Exatamente, resumiu muito melhor que eu. Abs.
RICARDO: Muito na veia. O filme injeta o que ele tem de melhor!! Abs.
PELÍCULA: Ansioso. Não sabia da data. Rs! Abs.
REINALDO: Thanks dude, rs! Concordo contigo. Aqui Tarantino trabalha mais no texto para responder os enigmas e faz um timing certo nas cenas de luta. Fica mais a cara dele pelo fato da história sair do oriente um pouco. Abs.
na minha opião este foi o melhor filme de 2004 e o mais injustiçado na história do oscar... NENHUMA INDICAÇÃO!!!! kill bill vol. 2 é mais inteligente, mais ousado e mais divertido!
http://filme-do-dia.blogspot.com/
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