segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

RICHARD MARQUAND | O RETORNO DE JEDI

"Eu sou um Jedi, assim como o meu pai antes de mim"


      EPISÓDIO VI 
Na última parte da saga galática de George Lucas, Luke Skywalker e a Princesa Leia viajam para o planeta hostil e deserto de Tatooine para libertar Han Solo, Congelado no carbonita e para isso travam uma batalha contra o perverso Jabba, um Hut asqueroso e o mais velho gangster da galáxia. Depois desta premissa, os Rebeldes aliam-se às tribos dos Ewoks para combater as forças imperiais numa lua florestal chamada: Endor. Enquanto isso, o malígno Sith Darth Sidius, o Imperador e seu fiel servo, Darth Vader conspiram sobre como atrair o Jovem e único Jedi para o lado negro da força, mas Skywalker, mais poderoso, está disposto a reviver o espírito Jedi em seu pai e lembrá-lo de que ele já foi Anakin Skywalker. É a última batalha deste universo futurista e arrojado, uma segunda e aparentemente inativa estação bélica e mais temida que a primeira ESTRELA DA MORTE também é o cenário da última aventura proposta por Lucas.

Não há dúvida, e mesmo como fã devo admitir que O RETORNO DE JEDI foi o mais fraco da primeira trilogia e porque não dizer de toda a cinessérie?  Estreou no Brasil apenas em 1985. O problema é que não havia muita história a relatar, quer dizer poderia ter um enredo melhor como no capítulo anterior e até melhor.

O filme diverte, sim, todavia é precário dramaticamente, tirando um pouco os diálogos entre Vader e Luke, mas mesmo o romance de Leia e Han fica batido aqui. Os robôs nem fazem tanta graça como nos anteriores, de fato é quase mesmo um apêndice do segundo capítulo. Limita-se a solucionar as questões, sem sempre de forma mais convincente e eletrizante como Irvin Kershner o fez. Na verdade não há um plot de virada como a reveleção da paternidade do herói ou qualquer outro elemento no roteiro que deixasse mais interessante.




A pergunta mais crucial já havia sido indicada no filme anterior: Luke é mesmo filho do vilão Darth Vader (okay, o herói ser filho do bandido já foi um choque). Daí não é difícil esperar pela conclusão. É evidente que eles terão um confronto (mesmo as cenas de sabres-de-luz poderiam ser mais elaboradas). Basta dizer que nessa sequência, o clímax da trilogia original é resolvida da forma mais simplista possível.

O roteiro escolheu a solução mais fácil e melodramática. A outra novidade, ou não, do filme é a resolução do triângulo amoroso entre Luke ( Hamill, melhor ator que de hábito), a princesa Leia
(Carrie, extraordinariamente feia) e Han Solo ( Harrison já mundialmente famoso como Indiana Jones e que, literalmente, nada tem a fazer). Ficou esquisito aquela cena do beijo entre Leia e Luke no Império e quando descobrimos que Leia é sua irmã, fica uma impressão estranha. A saída deste roteiro foi uma armadilha crucial para Lucas trabalhar no prólogo da saga e acaba mesmo sendo insatisfatório.




Não se pode falar em direção num filme desses. Aqui Lucas confiou a mão-de-obra (deveria ter entregue novamente a Kershner) mais pesada a um executor, no caso o diretor inglês Richard Marquand. Todas as opções criativas são de Lucas. Os efeitos especiais eram excepcionais para a época, não apenas a batalha galáctica, mas principalmente as corridas de foguetes pelas árvores , que pareciam video game. Por outro lado, abusa-se de monstros babões e figuras grotescas e o filme mais parece um episódio de "Muppets No Espaço". Há bichos demais e nenhum deles impressiona como os Jawas de Uma Nova Esperança e Yoda de Império. Outro erro foi diminuir o personagem neste capítulo, ao menos ele tem uma bela cena de morte e se continua a impressão de que Lucas tentou se superar, realizando aqui o que não conseguiu no primeiro Star Wars, é só assistir Jedi com mais atenção.



Outro fator foi o exagero dos novos personagens, os EWOKS, que aprecem bichinhos de pelúcia fofinhos ( Os Ursinhos Carinhosos em live action), cuja a única intenção é atrair crianças e fazer com que o espectador mais velho exclame: "Que gracinha"! - Os dois telefilmes que ele realizou com os Ewoks [Caravana Da Coragem] lembram? é melhor ignorarmos.


Na verdade assiste-se O Retorno De Jedi com facilidade e até com certo prazer, tendo a aparição do ótimo e o ator favorito de Lucas, Ian McDiarmid pela primeira vez como o Imperador, mas é uma emoção mais superficial que passageira visto essas falhas, mais ainda indicada para crianças que adultos.


EUA- 1983
AVENTURA
COR
LIVRE
WIDESCREEN
131 min.
DISTRIBUIÇÃO: FOX
PRODUTORA: LUCASFILM LTD.
NOTA: ✩✩✩ BOM


STAR WARS
EPISODE VI
RETURN OF THE JEDI

Estrelando 
MARK HAMILL  HARRISON FORD  CARRIE FISHER
IAN McDIARMID   BILLY DEE WILLIAMS   ANTHONY DANIELS como C3PO
Co-estrelando 
ALEC GUINNESS como Obi-Wan Kenobi
Peter Mayhew  David Prowse  James Earl Jones  Kenny Baker
E FRANK OZ como Yoda
Música de JOHN WILLIAMS    Efeitos Especiais INDUSTRIAL LIGHT & MAGIC
Produtor Executivo GEORGE LUCAS 
Produzido por HOWARD KAZANJIAN
Escrito por LAWRENCE KASDAN  GEORGE LUCAS 
Argumento de GEORGE LUCAS
Diretor De Fotografia ALAN HUME   Direção De Arte NORMAN REYNOLDS
Dirigido por 
RICHARD MARQUAND

9 comentários:

renatocinema disse...

Dos três "originais", sem dúvida, é o mais fraco.

Mas, dentro dos seis filmes, acho menos ruim que os feitos recentemente.

Apesar de uma ou outra boa cena, existem alguns personagens fracos, sem sentido no contexto da saga.

MAs, como fã da série, perdoei a família Skywalker. kkk

Anônimo disse...

da trilogia original, é o mais fraco... mas ainda assim é um baita filme... com cenas de ação incríveis e um tom de humor fantástico

http://filme-do-dia.blogspot.com/

Lucas IPI disse...

Sem duvida o mais fraco da trilogia original,mas é claro é exagerar quando se fala que esse éo pior da saga star wars,quando se analisarmos o pior foi ameaça fantasma!

E sem duvida que Irvin fez um bom trabalho,"O Imperio Contra-Ataca"
é o melhor filme da Trilogia Original.

Hugo disse...

Mesmo sendo inferior as dois primeiros, ainda considero que está no nível da segunda trilogia.

Como curiosidade, o diretor Richard Marquand faleceu cedo, ainda nos anos oitenta e deixou o bom suspense "O Fio da Suspeita" com Jeff Bridges e Glenn Close.

Abraço

Rodrigo Mendes disse...

RENATO: Faço coro a você, digo o mesmo. Rs! somos fãs né. Abs.

KAHLIL: Sim, o humor é algo favorável em Jedi até mesmo na cena que o Ewok voa no foguete. Rs! Abs.

LUCAS: Olá! Nunca que Jedi é o pior da série e de fato é superior ao episódio UM em alguns aspectos. O plástico, estético por exemplo. Mas tbm gosto da nova trilogia, apesar do hiato provocativo e enredo político. Em Ameaça fantasma, acho que Lucas exagerou na Rainha de Naboo e nas cenas no congresso. Abs.

HUGO: Pois é cara, ele morreu num acidente bizarro num hospital não é? Ainda muito jovem, em 1987. Até falei sobre isso no primeiro post do Star Wars - que pega um pouco a hexalogia, creio.
Ele tbm fez o filme "O Buraco da Agulha" com o Donald Sutherland e a Kate Nellingan em 81. O fio da Suspeita é ótimo, mas foi o Buraco...que fez com que George Lucas o convidasse na direção de Jedi. Abs.

Rodrigo

pseudo-autor disse...

Provavelmente sou o único, mas é o meu preferido de toda a saga. Pela luta final entre Luke e Darth Vader, os ewoks, e a nostalgia que ele me causa até hoje. Imperdível!

Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com

Rodrigo Mendes disse...

PSEUDO: Entendo a sua nostalgia. O filme é divertido mesmo, claro. Mas há falhas precisamente neste capítulo que eu como fã digo mais, nem ligo. Rs!

Abs.
Rodrigo

Reinaldo Glioche disse...

rsrs. Ótimos devaneios aqui. Há de se consiedrar em uma corte marcial o seguinte: Como fazer algo relevante depois de O império Contra ataca? Daí, talvez, sua afirmação de que este seja quicá o pior filme de toda a saga. Reforço que compactuo contigo nessa impressão. O retorno de Jedi, no entanto, tem o desgosto d eser o sucessor do melhor filme da saga. Logo veio embalado na melhor das expectativas.

Um outro ponto interessante que vc abordou foi sobre as (más) escolhas de Lucas para esse terceiro filme. É óbvio que foi daí que ele tirou a necessidade de revistar Star Wars (se descontarmos as razões financeiras é claro srsrs)
Abs

Rodrigo Mendes disse...

REINALDO: Isso mesmo e compactuamos desta impressão sobre Jedi. É um filme fivertido apesar dos pesares e sou um fã incondicional de Star Wars, rs!

Pode até ser que por questões financeiras Lucas resolver não dividir o bolo e buscar o sucesso de Star wars que não aconteceu. O primeiro e segundo filme da saga foi mesmo coisa de bruxos, e não foi possível continuar com tanto êxito.

Mas é naquelas, ele já tinha anunciado a ordem dos episódios na época, quando lançou O Império contra-ataca. Iria ser em 9 episódios, mas ele resolveu fazer em seis. De qualquer forma a saga nesta nova trilogia era inevitável, o problema foi alguns exageros. Mas nada que atrapalha os fãs e até os fãs xiitas. Rs!

Abs.
Rodrigo

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