Show musical gravado no Teatro Beacon em Nova York.
MARTIN SCORSESE tem um passado ilustre como diretor de linha de shows musicais, foi montador de WOODSTOCK, dirigiu o famoso O ÚLTIMO CONCERTO DE ROCK, realizou o clipe BAD, com Michael Jackson, NO DIRECTION HOME, com Bob Dylan e um episódio de THE BLUES, o que o qualifica para ser chamado para registrar este show dos ROLLING STONES (bonecos de cera), que foi o primeiro documentário cinematográfico a abrir um Festival de Berlim.

Gravado com 16 câmeras, em duas noites consecutivas no relativamente pequeno e íntimo teatro Beacon de Nova York, em benefício a uma caridade do ex-presidente Clinton – que aparece cumprimentando os roqueiros e fazendo uma pequena introdução ao show no palco.
Não se pode dizer que o filme tem alguma coisa de pessoal do cineasta, tanto que ele já começa falando que fez o set pensando que era isso que os Stones queriam (mas nenhum dos dois gostou), recebeu a lista e ordem das canções em cima da hora, ou seja, embora tenha tido muito pouco tempo para estudá-la o resultado é impecável. E o que faz de mais interessante, é uma longa caminhada ao final, com câmera subjetiva, quando saem do palco e vão para a rua, com uma virada para luminosos (acho que é o único tour de force do doc.).

Sem dúvida, a fotografia é esplendia (experimentem a sensação em Blue-disc) com os melhores do gênero e a ajuda do mestre Albert Maysles que fez o lendário GIMME SHELTER com os Stones. Fora disso, obviamente é preciso gostar do grupo para curtir o show (e, sobretudo gostar de documentários e shows) que traz seus maiores sucessos (até AS TEARS GO BY).
As câmeras de alta definição não perdem um instante, captam tudo com precisão e perfeição, sem se preocupar muito com a platéia eufórica (maravilhosa) que aparece de Background. Há poucos testemunhos (praxe do gênero jornalístico no documentário) e, ainda assim antigos, no começo e ao final,quando MICK JAGGER diz ser capaz de se imaginar fazendo shows aos 60 anos. E ele em cena é um demônio pazuzu, sem parar um milésimo de tempo, num show de vitalidade e garra, difícil de igualar.
É curioso como eles todos estão muito envelhecidos mesmo, principalmente de rosto, pagando o preço pela vida de sexo, drogas e rock´n´ roll, mais isso não interfere no resultado que não é bem um documentário na sua postura clássica, é mais um show filmado (muito bem) por um cineasta de primeira linha.

MARTIN SCORSESE tem um passado ilustre como diretor de linha de shows musicais, foi montador de WOODSTOCK, dirigiu o famoso O ÚLTIMO CONCERTO DE ROCK, realizou o clipe BAD, com Michael Jackson, NO DIRECTION HOME, com Bob Dylan e um episódio de THE BLUES, o que o qualifica para ser chamado para registrar este show dos ROLLING STONES (bonecos de cera), que foi o primeiro documentário cinematográfico a abrir um Festival de Berlim.

Gravado com 16 câmeras, em duas noites consecutivas no relativamente pequeno e íntimo teatro Beacon de Nova York, em benefício a uma caridade do ex-presidente Clinton – que aparece cumprimentando os roqueiros e fazendo uma pequena introdução ao show no palco.

Não se pode dizer que o filme tem alguma coisa de pessoal do cineasta, tanto que ele já começa falando que fez o set pensando que era isso que os Stones queriam (mas nenhum dos dois gostou), recebeu a lista e ordem das canções em cima da hora, ou seja, embora tenha tido muito pouco tempo para estudá-la o resultado é impecável. E o que faz de mais interessante, é uma longa caminhada ao final, com câmera subjetiva, quando saem do palco e vão para a rua, com uma virada para luminosos (acho que é o único tour de force do doc.).


Sem dúvida, a fotografia é esplendia (experimentem a sensação em Blue-disc) com os melhores do gênero e a ajuda do mestre Albert Maysles que fez o lendário GIMME SHELTER com os Stones. Fora disso, obviamente é preciso gostar do grupo para curtir o show (e, sobretudo gostar de documentários e shows) que traz seus maiores sucessos (até AS TEARS GO BY).

As câmeras de alta definição não perdem um instante, captam tudo com precisão e perfeição, sem se preocupar muito com a platéia eufórica (maravilhosa) que aparece de Background. Há poucos testemunhos (praxe do gênero jornalístico no documentário) e, ainda assim antigos, no começo e ao final,quando MICK JAGGER diz ser capaz de se imaginar fazendo shows aos 60 anos. E ele em cena é um demônio pazuzu, sem parar um milésimo de tempo, num show de vitalidade e garra, difícil de igualar.
É curioso como eles todos estão muito envelhecidos mesmo, principalmente de rosto, pagando o preço pela vida de sexo, drogas e rock´n´ roll, mais isso não interfere no resultado que não é bem um documentário na sua postura clássica, é mais um show filmado (muito bem) por um cineasta de primeira linha.

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EUA-2008
DOC/MUSICAL
WIDESCREEN
122min.
COR
IMAGEM FILMES (Brasil)
PARAMOUNT (EUA)
✩✩✩✩ ÓTIMO
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PARAMOUNT CLASSICS apresenta
Em associação com CONCERT PRODUCTIONS INTERNATIONAL/
SHANGRI-LA ENTERTAINMENT
Uma produção GRAND ENTERTAINMENT
UM FILME DE MARTIN SCORSESE
ROLLING STONES – SHINE A LIGHT
Estrelando OS ROLLING STONES:
Mick Jagger. Keith Richards. Charlie Watts. Ron Wood
Participações especiais: CRISTINA AGUILLERA. JACK WHITE.
HILARY CLINTON. BILL CLINTON. BUDDY GUY e MARTIN SCORSESE
Cenário por: STAR THEODOS música THE ROLLING STONES
Diretor de fotografia principal ROBERT RICHARDSON
edição DAVID TADESCHI versão em IMAX LORNE ORLEANS
produtores executivos MICK JAGGER. KEITH RICHARDS. CHARLIE WATTS
RONNIE WOOD co-produção EMMA TILINGER. JOSEPH REIDY
Co-produção executiva JANE ROSE produzido por STEVE BING
MICHAEL COHL. VICTORIA PEARMAN. ZANE WEINER
DIREÇÃO MARTIN SCORSESE

9 comentários:
Um ótimo show! A fotografia é magnífica, e não se intimida ao captar os rostos por vezes cansados, marcados pela idade, desses cantores. Gostar do grupo é quase fundamental para que se aprecie o filme.
Gostei muito da junção insana de Stones e Scorsese. Apreciei muito.
Para quem é fa da maior banda de todos os tempos, na minha opinião, indico também o livro VIDA, biografia de Keith Richards. Sensacional.
Outro filme que esqueci de ver! hehe
Um show e não um filme
hehe
...
E disse tudo. Um excelente doc, show ou reunion... como preferir!
Abs
E sua avaliação?
"Um show e não um filme".
é para quem gosta dos Stones. Não sou grande admirador, mas respeito sua importância na música. Cantarolei algumas, mas fiquei boiando na grande maioria das canções hehe. Tem que ver tbm que, poxa, desde que Scorsese é gente rs, ele músicas dos caras nas trilhas de seus filmes.
Foi um belo tributo, se formos pensar assim, mas não classifico como um "documentário". Tá mais pra fake documentary hehe.
abs!
MATEUS: Ver em BD Shine A Light vemos a idade dos Stones, rs! Ótimo mesmo!! Abs.
RENATO: Obrigado pela dica, veleu! Abs.
RICARDO: Então não deixe passar mais, vale a pena se gosta dos Stones. Abs.
MARCELO: Os Dois, rs! Abs.
REINALDO: É bem híbrido mesmo. Abs.
ELTON: Pois é...me esqueci da avaliação, rs!
**** ÓTIMO
E como disse ao Reinaldo, é tão híbrido que pode ser tudo, só sei te dizer que Scorsese faz um belo registro e sim, pode crer que ele usa mesmo os Stones em BG, principalmente em suas fitas policiais né?
Abs.
Rodrigo
O Scorsese é fera. Mais um belo trabalho de sua longa carreira.
Abraços
www.ofalcaomaltes.blogspot.com
ANTONIO: Scorsese é capaz de conduzir tudo no audiovisual.
Abs.
Rodrigo
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