‘PISTOLEIRO COM NOME....e é RANGO’!
Rango (JOHNNY DEPP) é um azarado camaleão que acidentalmente acaba numa cidade chamada Dirty, um posto no oeste selvagem que tem problema com a água. Depois de muita confusão, ele acaba se destacando como o xerife local.É hilário as paródias e referências que este ousado filme de animação do diretor da trilogia PIRATAS DO CARIBE, Gore Verbinski (e também diretor de uma fracassada comédia meio à la Oeste, porém muito divertida- ‘A MEXICANA’ [com Brad Pitt e Julia Roberts], faz a fitas como o clássico DJANGO (1966) com FRANCO NERO, que arrastava um misterioso caixão pelo oeste afora.
Estava aguardando as surpresas deliciosas deste filme, mesmo porque, ele é uma brincadeira original do clássico Django e até filmes de Leone com Eastwood com a trilogia dos dólares e a aparição do “Homem sem nome”, tudo isso já é suficientemente interessante para qualquer fã de western. Admiro muito aqui o trabalho do diretor Verbinski com mais liberdade para exercer o seu timing criativo para ação, ainda preso nos filmes dos Piratas Do Caribe, obra mais do produtor Jerry Bruckheimer do que dele. Verbinski já demonstrava criatividade em filmes de sucesso como UM RATINHO ENCRENQUEIRO e o terror O CHAMADO ambos da DreamWorks, mas sem dúvida ele faz o seu melhor trabalho em RANGO como diretor e roteirista.
Na trilogia dos Piratas ele seguia regras mais estritas de Bruckheimer (que além de homem de negócios é produtor artístico assíduo) ao menos aqui, pode contar mais uma vez com o talento de JOHNNY DEPP
para compor este personagem simpático e trapalhão, o camaleão DURANGO que começa o filme com ambições de agir e procurar um conflito na sua historinha de ficção que acaba realmente acontecendo e mudando completamente a sua vida de largato. Ele anseia por uma interação social fora de seu ambiente solitário, um aquário na qual estava preso. Seus desejos acontecem depressa quando um acidente na estrada faz com que ele seja jogado para fora do veículo até a estrada de asfalto de uma rodovia deserta. Assim, ele vai parar na cidade “Dirty” que fica no oeste americano perdido, e lá, assume o papel de xerife local. A trama é envolvida por um abastecimento de água que esta em falta na pacata cidade, mas aos poucos, Rango vai procurando respostas (depois de muita confusão), ao lado de personagens répteis, aves e roedores da cidade, os quais acreditam que Rango é o seu salvador. A melhor parte do filme é o momento em que umas corujas Mariachi aparecem na tela e começam a cantar lindamente músicas do universo mexicano.

Certamente, além da fita Django, Verbinski faz uma linda homenagem aos clássicos “Faroeste Spaguetti” de Leone com o herói sem nome interpretado por Clint Eastwood que faz uma nostálgica e lírica aparição, como animação, no filme estrelando a voz de TIMOTHY OLYPHANT. Obviamente que o vilão, a cascavel Jake (voz de BILL NIGHY) foi inspirado no ator LEE VAN CLEEF que atuou nas obras de Leone como POR UNS DÓLARES À MAIS (1965) e o mais eletrizante da trilogia dos dólares com o sem nome Eastwood; O BOM, O FEIO E O MAL e ou/ TRÊS HOMENS EM CONFLITO (1966) onde neste episódio, Cleef fazia o Mal que de “cascavel venenosa” tinha tudo!
RANGO é também o primeiro filme de longa metragem de animação em que a empresa INDUSTRIAL LIGHT & MAGIC consegue criar um universo do velho oeste inspirado nestes filmes clássicos em que um ícone inspirador de uma geração, como o personagem caricato de Eastwood que fazia o tipo de forasteiro, caçador astuto e com olhar aguçado, e que sempre seguia uma trilha sangrenta em terra de índio e habitantes do solo desértico americano. E, como sempre, há um antagonista malvado e seu bando que ameaçam o povo sofrido e indefeso.
A diferença é que por RANGO ser uma animação, a imaginação cria asas e voa para outros ares. Assim sendo, o herói não passa de um camaleão engraçado e a mocinha uma lagarta estranha que para sua auto-defesa, fica imóvel. Sem contar que os amigos são roedores e aves das mais diferentes espécies, vestidos a caráter como seres humanos que bebericavam e jogavam em ‘Sallons’ e mastigavam para depois cuspir no solo quente.
O filme também faz uma referência a ótima trama de CHINATOWN (1974 de Polanski) com a história da água e até onde o personagem de NED BEATTY como o Prefeito Tartaruga, se inspira em JOHN HUSTON que tinha papel importante no filme estrelado por Jack Nicholson.
RANGO é também um filme insano, e não para um segundo. Mas não apenas nas cenas de ação e correria, bang bang e tal, e sim pelo fato de apresentar um roteiro repleto de entusiasmo, diálogos ágeis. É realmente inteligente, sutil, bem humorado e extremamente criativo, que além de ótimos momentos de aventura, carrega nostálgicos momentos de suspense na sequência de duelos típicos do gênero.O elenco de vozes está muito bem afiado: ISLA FISHER, RAY WINSTONE, ALFRED MOLINA, HARRY DEAN STANTON e ABIGAIL BRESLIN, contribuem para o filme. Mas Depp, além da voz, parece o único do elenco que empresta o seu físico. O camaleão tem seu tracejo, o seu jeito meio Jack Sparrow de se locomover e aquele estilo ferino como é de costume quando faz papéis cômicos.
A trilha de HANS ZIMMER é um brinde! Zimmer é um dos poucos “camaleões” de todos os compositores para filmes em atividade. De sucessos como A ORIGEM, ele consegue mudar totalmente seu repertório musical para mesclar músicas de mariachi com Ennio Morricone, do jeito autoral dos filmes de Leone e da maneira que Tarantino aprecia.RANGO é melhor do que aparenta. Não é um filme culinário. É uma aventura híbrida com animais divertidos no coração do Oeste Americano. Se não competir muito com CARROS 2 (Pixar), RIO (Carlos Saldanha – Blue Sky) e com TINTIM (Spielberg/Jackson) será o melhor filme de animação do ano disparado!
Somente uma bala é preciso para acertar em cheio esta divertida sessão. BANG!
___EUA- 2011
AVENTURA/AÇÃO
COMÉDIA/FAROESTE
CINEMA/ANIMAÇÃO
107 min.
COR
PARAMOUNT
LIVRE
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
___
PARAMOUNT PICTURES E NICKELODEON MOVIES APRESENTAM
Uma produção BLIND WINK/GK FILMS
UM FILME DE GORE VERBINSKI
JOHNNY DEPP
RANGO
ISLA FISHER. ABIGAIL BRESLIN. ALFRED MOLINA
NED BEATTY. BILL NIGHY. HARRY DEAN STANTON
TIMOTHY OLYPHANT. RAY WINSTONE. STEPHEN ROOT
Música de HANS ZIMMER Edição CRAIG WOOD
Direção de Arte JOHN BELL. MARK ‘CRASH McCREERY
Efeito especial e animação
Uma produção BLIND WINK/GK FILMS
UM FILME DE GORE VERBINSKI
JOHNNY DEPP
RANGO
ISLA FISHER. ABIGAIL BRESLIN. ALFRED MOLINA
NED BEATTY. BILL NIGHY. HARRY DEAN STANTON
TIMOTHY OLYPHANT. RAY WINSTONE. STEPHEN ROOT
Música de HANS ZIMMER Edição CRAIG WOOD
Direção de Arte JOHN BELL. MARK ‘CRASH McCREERY
Efeito especial e animação
INDUSTRIAL LIGHT & MAGIC Uma Divisão da Lucas Film Ltd.
Co-produção ADAM CRAMER. SHARI HANSON. DAVID SHANNON
Produção Executiva TIM HEADINGTON Produtor Consultor MARK BAKSHI
Produzido por GORE VERBINSKI. GRAHAM KING. JOHN B. CARLS
Escrito por JOHN LOGAN
História de GORE VERBINSKI. JOHN LOGAN & JAMES WARD BYRKIT
Dirigido por GORE VERBINSKI
Co-produção ADAM CRAMER. SHARI HANSON. DAVID SHANNON
Produção Executiva TIM HEADINGTON Produtor Consultor MARK BAKSHI
Produzido por GORE VERBINSKI. GRAHAM KING. JOHN B. CARLS
Escrito por JOHN LOGAN
História de GORE VERBINSKI. JOHN LOGAN & JAMES WARD BYRKIT
Dirigido por GORE VERBINSKI
8 comentários:
Se Depp confiou na história e participou quem sou eu para ignorar....Vou correndo ao cinema.
Olha, gostou mesmo hein? Mas já era de se esperar, sei que adora um faroeste... E, de fato, "Rango" cumpre o que promete: é uma boa animação com várias referências de grandes filmes do gênero faroeste.
Pois bem Rô, não curti tanto o filme assim... da metade pro final achei um tanto entediante (mesmo com as cenas de perseguição e etc), minha bunda ficou quadradinha sem contar na dor de cabeça que sai após a sessão. Enfim, de um modo geral, não me agradou muito. Mas tem uma parte técnica indiscutível. Mas ao meu ver, só isso.
abs.
Um western Spaghetti de ainimação... Estou ansioso por o ir ver ao cinema xD
Parabéns pelo blog
Achei bem legal, essa semana tem uma crítica dele no Cinema Detalhado. AS referências são ótimas mesmo, várias homenagens não só aos faroestes.
Também adorei Rango. As referências são a melhor parte do filme.
bjs
Sua crítica me deixou ainda mais curioso pelo filme. Se posso discordar de algo é de sua afirmação sobre A mexicana ser divertido... rsrs. Para mim é o grande equívoco da filmografia de Verbinski (apesar do ótimo personagem de Gandolfini).
Bem, no mais irei me deliciar pescando as referências...
Aquele abraço!
Gostei demais de Rango. Me diverti bastante no cinema.
RENATO: Depp acertou neste projeto e errou em O Turista. Rs!
Abs.
ALAN: Tecnicamente ele cumpre mesmo! Obrigado pelo comentário, seu gênero é mais romance mesmo né?
Abs.
LUIS: Obrigado e bem vindo! RANGO é muito divertido.
Abs.
SILVANO: Irei visitar o Cinema Detalhado.
Abs.
AMANDA: Idem!
Bjs.
REINALDO: Ah, entendo. Mas A Mexicana, para mim, cumpre o papel de entreter, mas depois esquecemos o plot. Rs!
Abs.
CINE MOSAICO: Eu tbm. RS! Bem vindo ao blogue.
Abs.
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