A primeira parte de uma infinita série
Instrutores de um acampamento chamado LAGO CRISTAL são perseguidos e mortos por um desconhecido lunático ao tentarem reabrir o local, onde morreu afogado um menino chamado JASON VOORHEES.
Para começar a resenha deste grande sucesso do cinema de terror, é preciso falar um pouco da carreira do primeiro diretor responsável por esse Cult de baixo orçamento. Seu nome hoje não é muito conhecido (nem na época – diferente de WES CRAVEN e JOHN CARPENTER), SEAN S. CUNNINGHAM só ficou mesmo louvado por seu trabalho neste primeiro filme da série SEXTA-FEIRA 13 iniciada em 1980. Já era o começo de uma nova moda que começou com MICHAEL MYERS na série HALLOWEEN de Carpenter, mas agora sendo mais explícito e gráfico. Cunningham dirigiu este filme, mas não se envolveu com as inúmeras continuações (apenas foi produtor artístico do JASON X em 2002, de Jason Isaac). O primeiro custou cerca de 500 mil dólares, rendeu mais de 70 milhões (foi massacrado a machadadas pela crítica, obviamente) e virou fórmula para dezenas de imitações.
O nome Sexta-Feira 13 realmente pegou. Virou série de TV e obteve mais 9 continuações oficiais, um sub-filme com FREDDY KRUEGER (outro psicopata monstro) e uma estúpida refilmagem produzida por Michael Bay em 2009.
Depois do original vieram: Sexta-Feira 13 Parte 2 (1981), Sexta-Feira 13 Parte III em 3D (1982), Sexta-Feira 13 – O Capítulo Final (mas não o último – 1984), Sexta-Feira 13 Parte V- Um Novo Começo (1985), Sexta-Feira 13 Parte VI – Jason Vive (depois que um raio atinge o seu túmulo – 1986), Sexta-Feira 13 Parte VII – A Matança Continua (1988), Sexta-Feira 13 Parte VIII – Jason Ataca Nova York (1989), Jason Vai Para O Inferno: A Última Sexta-Feira (1993) e JASON X (no espaço como UBER-Jason – 2002). Ainda o personagem apareceu em FREDDY VS. JASON (2003) e no remake.
Os outros filmes de Cunningham não tiveram nenhuma repercussão, nem mesmo a tentativa com uma fita chamada PRIMAVERA NA PELE (1983), de renovar filmes de praia, acrescentando mais nudez e sexo. O ponto alto de Sexta-Feira 13 é justamente ter introduzido esta idéia que sexo antes do casamento pode ser fatal, onde adolescentes imaturos planejam um final de semana longe dos pais, no meio do mato, e aprendem uma lição. Ninguém pode ouvi-los gritar, aliás, nem da tempo das vítimas reagirem, e sempre fica uma última garota que derrota o monstro e, esta sim grita sem parar. Não há muitos mistérios ou genialidade neste tipo de história. Simplesmente fala de um acampamento de verão, o CRYSTAL LAKE, onde um grupo de jovens que irão receber as crianças tem que arrumar tudo. Certamente eles escolhem para fazer isso em um final de semana, onde podem trabalhar e se divertir simultaneamente. Mas o lugar tem uma série de acontecimentos terríveis que rotulou o recanto campista de “Acampamento Sangrento”. Tudo começou em 1957 quando um menino anormal e deformado “morreu” afogado no lago. Os instrutores estavam fazendo sexo e não prestaram nenhuma atenção e ou/ socorro. Mais tarde começa a onda de crimes: um casal de adolescente são mortos no começo da fita e daí o filme começa, da um salto para o presente (1980) e vemos uma garota passeando numa pacata cidade do interior à la campista. Ela é assassinada por esta figura que não mostra o rosto e, logo em seguida toda a turma é brutalmente esquartejada, enforcada etc.
Sexta-Feira 13, diferente dos filmes do gênero que se apresentavam, é uma contagem de corpos, um por um eles vão sendo caçados (como anunciava o trailer promocional). O que salva um filmes destes é a trilha musical. HARRY MANFREDINI compôs algo que se tornou conhecido por qualquer leigo. Se John Williams escreveu o tema do Tubarão, ele certamente escreveu o tema-hino da série, e sempre remete a figura grotesca do Jason, mas na verdade, o primeiro filme tem a figura da mãe, A Sra. PAMELA VOORHEES, interpretado pela rainha do slacher BETSY PALMER (que aceitou fazer o filme porque queria comprar um carro e sempre afirmou que o roteiro era uma merda).
Esta senhora é veterana no cinema em clássicos como MISTER ROBERTS (1955) com Henry Fonda, Jack Lemmon e grande elenco, além de ter sido dirigido por John Ford. Palmer estava esquecida, até que recebeu o convite do produtor/diretor Cunningham para participar do filme. Ela é revelada a serial killer e aparece apenas na sequência final com a mocinha sobrevivente. Portanto, a trilha musical famosa o Tchê..tchê..ah ah ah (em inglês Chi chi chi há há há) é na verdade “KILL HER...Mommy. Ou seja, quando a Senhora Voorhees estava ouvindo a voz de Jason (completamente louca) e sussurrava o “Mate-a mamãe, mate-a”, Manfredini teve a idéia de usar esta sonoridade, assim sendo: KILL KILL KILL HER HER HER! Isto deixa o filme bem mais atraente e assustador, caso contrário não teria uma dimensão. A saída do roteiro é tola e a direção de cenas e atores é medíocre.
Outro ponto alto é certamente o sangue, feito com muita anarquia e dedicação pelo ótimo TOM SAVINI. Sem truques por computador ou algo do tipo. Uma mão de obra que deixa o resultado mais atraente. Savini dirigiu a versão de A NOITE DOS MORTOS-VIVOS em 1990 (seu melhor trabalho como diretor) e como ator nos filmes de ROBERT RODRIGUEZ (Um Drink No Inferno [1996] como o cara com a pistola de pinto prateado e PLANETA TERROR [2007] como o policial atrapalhado. Enfim, tenho simpatia pela figura.
A mocinha é feita aqui por ADRIENNE KING, adorada pelos fãs do gênero e ovacionada como a favorita entre todas as garotas que sobreviveu (até a segunda parte) na série e, ainda, a responsável por ter decapitado a mãe de Jason. O filme de certa forma abriu portas para muita gente, inclusive KEVIN BACON, mas o que para alguns foi um bom resultado, para Adrienne foi um verdadeiro pesadelo.
A atriz confessa no especial apresentado no DVD DUPLO (alias os extras são caprichados) que sofreu abuso de um maluco fanático pelo filme. O cara deixava cartas, flores, ligava para a residência da atriz etc, ameaçando-a de morte e tudo. O caso foi levado as autoridades e King viveu um real filme de terror. Assim sua carreira não decolou por motivos pessoais. Ela tem mais alguns filmes: não é creditada em QUASE FAMOSOS de Cameron Crowe (2000) e no clássico com John Travolta, OS EMBALOS DE SÁBADO À NOITE (1977- fazia uma dançarina) e pontas em filmes como: ENQUANTO VOCÊ DORMIA comédia romântica com Sandra Bullock (1995) e no drama GILBERT GRAPE – Aprendiz de Sonhador (1993). No terror ela só continuou mesmo numa ponta, a introdução da segunda parte de Sexta-Feira 13 e mais nada logo depois.
Quanto a mim, eu gosto desta série, até o oitavo filme com toda aquela engenharia dos anos 1980. De terror virou comédia ao apresentar o personagem Jason em situações impossíveis, ora no inferno e na terra ora no espaço sideral e ora num ringue mortal com o chato do Freddy Krueger. Até o quarto capítulo, a série tinha uma linha de raciocínio que posteriormente se perdeu em ressuscitar de todas as formas o personagem. Além deste primeiro, o segundo é famoso por introduzir Jason e o terceiro por apresentá-lo pela primeira vez com a máscara de Hóquei.
Sim, não há nada de brilhante, exceto pela música e efeitos de maquiagem, o filme é apenas uma dica para se ver com a namorada (o) numa sexta feira à noite. Olha a faca!
EUA-1980
TERROR
FULLSCREEN
COR
95 min.
PARAMOUNT (EUA)
WARNER BROS. (BRASIL)
18 ANOS
✩✩✩ BOM
Depois do original vieram: Sexta-Feira 13 Parte 2 (1981), Sexta-Feira 13 Parte III em 3D (1982), Sexta-Feira 13 – O Capítulo Final (mas não o último – 1984), Sexta-Feira 13 Parte V- Um Novo Começo (1985), Sexta-Feira 13 Parte VI – Jason Vive (depois que um raio atinge o seu túmulo – 1986), Sexta-Feira 13 Parte VII – A Matança Continua (1988), Sexta-Feira 13 Parte VIII – Jason Ataca Nova York (1989), Jason Vai Para O Inferno: A Última Sexta-Feira (1993) e JASON X (no espaço como UBER-Jason – 2002). Ainda o personagem apareceu em FREDDY VS. JASON (2003) e no remake.
Os outros filmes de Cunningham não tiveram nenhuma repercussão, nem mesmo a tentativa com uma fita chamada PRIMAVERA NA PELE (1983), de renovar filmes de praia, acrescentando mais nudez e sexo. O ponto alto de Sexta-Feira 13 é justamente ter introduzido esta idéia que sexo antes do casamento pode ser fatal, onde adolescentes imaturos planejam um final de semana longe dos pais, no meio do mato, e aprendem uma lição. Ninguém pode ouvi-los gritar, aliás, nem da tempo das vítimas reagirem, e sempre fica uma última garota que derrota o monstro e, esta sim grita sem parar. Não há muitos mistérios ou genialidade neste tipo de história. Simplesmente fala de um acampamento de verão, o CRYSTAL LAKE, onde um grupo de jovens que irão receber as crianças tem que arrumar tudo. Certamente eles escolhem para fazer isso em um final de semana, onde podem trabalhar e se divertir simultaneamente. Mas o lugar tem uma série de acontecimentos terríveis que rotulou o recanto campista de “Acampamento Sangrento”. Tudo começou em 1957 quando um menino anormal e deformado “morreu” afogado no lago. Os instrutores estavam fazendo sexo e não prestaram nenhuma atenção e ou/ socorro. Mais tarde começa a onda de crimes: um casal de adolescente são mortos no começo da fita e daí o filme começa, da um salto para o presente (1980) e vemos uma garota passeando numa pacata cidade do interior à la campista. Ela é assassinada por esta figura que não mostra o rosto e, logo em seguida toda a turma é brutalmente esquartejada, enforcada etc.
Sexta-Feira 13, diferente dos filmes do gênero que se apresentavam, é uma contagem de corpos, um por um eles vão sendo caçados (como anunciava o trailer promocional). O que salva um filmes destes é a trilha musical. HARRY MANFREDINI compôs algo que se tornou conhecido por qualquer leigo. Se John Williams escreveu o tema do Tubarão, ele certamente escreveu o tema-hino da série, e sempre remete a figura grotesca do Jason, mas na verdade, o primeiro filme tem a figura da mãe, A Sra. PAMELA VOORHEES, interpretado pela rainha do slacher BETSY PALMER (que aceitou fazer o filme porque queria comprar um carro e sempre afirmou que o roteiro era uma merda).
Esta senhora é veterana no cinema em clássicos como MISTER ROBERTS (1955) com Henry Fonda, Jack Lemmon e grande elenco, além de ter sido dirigido por John Ford. Palmer estava esquecida, até que recebeu o convite do produtor/diretor Cunningham para participar do filme. Ela é revelada a serial killer e aparece apenas na sequência final com a mocinha sobrevivente. Portanto, a trilha musical famosa o Tchê..tchê..ah ah ah (em inglês Chi chi chi há há há) é na verdade “KILL HER...Mommy. Ou seja, quando a Senhora Voorhees estava ouvindo a voz de Jason (completamente louca) e sussurrava o “Mate-a mamãe, mate-a”, Manfredini teve a idéia de usar esta sonoridade, assim sendo: KILL KILL KILL HER HER HER! Isto deixa o filme bem mais atraente e assustador, caso contrário não teria uma dimensão. A saída do roteiro é tola e a direção de cenas e atores é medíocre.
Outro ponto alto é certamente o sangue, feito com muita anarquia e dedicação pelo ótimo TOM SAVINI. Sem truques por computador ou algo do tipo. Uma mão de obra que deixa o resultado mais atraente. Savini dirigiu a versão de A NOITE DOS MORTOS-VIVOS em 1990 (seu melhor trabalho como diretor) e como ator nos filmes de ROBERT RODRIGUEZ (Um Drink No Inferno [1996] como o cara com a pistola de pinto prateado e PLANETA TERROR [2007] como o policial atrapalhado. Enfim, tenho simpatia pela figura.
A mocinha é feita aqui por ADRIENNE KING, adorada pelos fãs do gênero e ovacionada como a favorita entre todas as garotas que sobreviveu (até a segunda parte) na série e, ainda, a responsável por ter decapitado a mãe de Jason. O filme de certa forma abriu portas para muita gente, inclusive KEVIN BACON, mas o que para alguns foi um bom resultado, para Adrienne foi um verdadeiro pesadelo.
A atriz confessa no especial apresentado no DVD DUPLO (alias os extras são caprichados) que sofreu abuso de um maluco fanático pelo filme. O cara deixava cartas, flores, ligava para a residência da atriz etc, ameaçando-a de morte e tudo. O caso foi levado as autoridades e King viveu um real filme de terror. Assim sua carreira não decolou por motivos pessoais. Ela tem mais alguns filmes: não é creditada em QUASE FAMOSOS de Cameron Crowe (2000) e no clássico com John Travolta, OS EMBALOS DE SÁBADO À NOITE (1977- fazia uma dançarina) e pontas em filmes como: ENQUANTO VOCÊ DORMIA comédia romântica com Sandra Bullock (1995) e no drama GILBERT GRAPE – Aprendiz de Sonhador (1993). No terror ela só continuou mesmo numa ponta, a introdução da segunda parte de Sexta-Feira 13 e mais nada logo depois.
Quanto a mim, eu gosto desta série, até o oitavo filme com toda aquela engenharia dos anos 1980. De terror virou comédia ao apresentar o personagem Jason em situações impossíveis, ora no inferno e na terra ora no espaço sideral e ora num ringue mortal com o chato do Freddy Krueger. Até o quarto capítulo, a série tinha uma linha de raciocínio que posteriormente se perdeu em ressuscitar de todas as formas o personagem. Além deste primeiro, o segundo é famoso por introduzir Jason e o terceiro por apresentá-lo pela primeira vez com a máscara de Hóquei.
Sim, não há nada de brilhante, exceto pela música e efeitos de maquiagem, o filme é apenas uma dica para se ver com a namorada (o) numa sexta feira à noite. Olha a faca!
EUA-1980
TERROR
FULLSCREEN
COR
95 min.
PARAMOUNT (EUA)
WARNER BROS. (BRASIL)
18 ANOS
✩✩✩ BOM

PARAMOUNT PICTURES
APRESENTA
Uma produção GEORGETOWN PRODUCTIONS, INC.
UM FILME DE SEAN S. CUNNINGHAM
FRIDAY
THE 13TH ™Uma produção GEORGETOWN PRODUCTIONS, INC.
UM FILME DE SEAN S. CUNNINGHAM
Estrelando BETSY PALMER.
ADRIENNE KING. HARRY CROSBY
LAURIE BARTRAM. MARK NELSON. JEANNEINE TAYLOR
ROBBI MORGAN E KEVIN BACON
Música de HARRY MANFREDINI efeitos especiais TOM SAVINI
LAURIE BARTRAM. MARK NELSON. JEANNEINE TAYLOR
ROBBI MORGAN E KEVIN BACON
Música de HARRY MANFREDINI efeitos especiais TOM SAVINI
Assistente de direção STEVE MINER
Escrito por VICTOR MILLER
Escrito por VICTOR MILLER
Produzido e dirigido por
SEAN S. CUNNINGHAM
© 1980 Um filme PARAMOUNT
4 comentários:
Não havia assistido ainda nenhum dos filmes... Mas agora fiquei curiossímo, até por saber um pouco do final, rs
Enfim, não preciso ver só este e sim, inúmeros filmes de terror. Gênero que quase nunca dou atenção...
[]s
Nunca gostei de Jason, esse eu passo.
Esperando a próxima sessão anunciada: Bastardos Inglórios. hehe.
bjs
naum gosto de Jason tbm.
Da hora teu blog,Rodrigo.
seguindo,seguidor 100 ai parceiro.
segue ai tbm?
http://hiphopactivistface.blogspot.com/
ALAN: É um experiência slacher e ver Kavin Bacon novinho já vale a pena! Mas no fim todo o elenco juvenil acaba no espeto. Rs! Abs.
AMANDA: UAHAUHAUAHAUHAUAH! Saindo Bastardos agora...ta na fila com o ingresso na mão? Rs Bjokas!
ATIVISTA: Bem vindo cara! Já conferi o seu blog sobre Hip Hop. Muito bom mesmo! Tbm te sigo. E obrigado meu 100º espectador. Rs!
Abs.
RODRIGO
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