“Um anel para todos governar..."
A saga do menor vilão do cinema

A irmandade do anel embarca em uma perigosa jornada para destruir o Um Anel e acabar com o reinado do Senhor Das Trevas Sauron sobre a Terra Média.
Tudo começa com uma lenda antiga, milenar em que um anel mágico do poderoso Lorde Das Trevas Sauron, é perdido após a sua derrota e o fracasso de um homem que é traído e morto pelo pequeno objeto que carregava no dedo. E através de uma estranha reviravolta ele é encontrado por seres nomeados de Os Hobbits, primeiro por um que se transformou numa criatura horrenda chamada Gollum, e mais tarde por um senhor aventureiro chamado Bilbo Bolseiro. Mas quando este “jovem senhor” parte para a última jornada de sua vida, e mesmo apegado ao anel, deixa-o para o sobrinho, o pequeno Hobbit, Frodo Baggins. Quando um velho amigo dos Bolseiros, o sábio mago Gandalf descobre que este anel é de fato o Um Anel perdido de Sauron, envia Frodo para uma jornada épica através das Fendas Da Perdição, a fim de destruir o anel. No entanto, ele não vai sozinho, é acompanhado por Gandalf, um Elfo chamado Legolas, um Anão valente chamado Gimli, um bravo Homem Guerreiro, Boromir e o futuro Rei de um reino distante, Gondor, o leal Aragorn, também conhecido como “Passo Largo”. Além, é claro, de seus três amigos Hobbits: Samwise, Merry e Pippin. Os nove formam a SOCIEDADE DO ANEL. Em meio a montanhas, neve, escuridão, florestas, rios e planícies, enfrentando o mal que espreita e todo tipo de perigo em cada esquina da Terra Média, a Irmandade deve ir a diante. A missão é destruir o Um Anel, que é a única esperança para o fim do reinado do Senhor Das Trevas que é ajudado por um mago muito poderoso - que lidera e cria um imenso exército de ex-Elfos, Orcs - chamado Sauruman que reside em uma das DUAS TORRES.
Mas, infelizmente, o caminho até as fendas da perdição acaba fazendo com que a Sociedade se desfaça. Cada membro vai para um caminho diferente, enquanto Frodo e Sam, juntos, continuam o caminho até Mordor.
Apesar de seus amigos fazerem novos aliados e travarem uma batalha no Reino de Isengard. Neste ínterim a força de Sauron aumenta através de Sauruman. Os espectros do anel, servos do Senhor Das Trevas, retornam com mais força e numa caçada ainda mais violenta. O exército do mal de Uruk Hai está pronto para lançar um ataque contra Aragorn e o pacífico povo da cidade de Rohan. No entanto, A Irmandade está desfeita e Boromir morto e supostamente Gandalf, que depois retorna como Gandalf, O Branco. Para a pouca esperança que resta, Frodo e Sam marcham para Mordor desprotegidos e ajudados pela maléfica presença do trágico e maldito Gollum, que planeja roubar o Um Anel de Frodo. Mas quando Gandalf regressa mais poderoso, Aragorn lidera mais esperançoso a primeira grande batalha em Rohan, mas as tropas de Sauron esta em massa indo em direção à cidade de Gondor, para a Guerra do Anel que está prestes a começar.
Longe destas batalhas, Frodo e Sam se aproximam cada vez mais da Montanha Da perdição sem saber o plano de Gollum que esta os levando para um caminho perigoso. Prontos para a última grande Guerra, o clube de auxílio Rohan agradecidos e em dívida por sobreviverem na última batalha, vão com os heróis até a Cidade de Gondor para ajudar na batalha contra o império de exércitos Orcs e demais aliados de Sauron, não mais liderados pelo derrotado Sauruman, preso em uma de suas Torres. Agora a batalha é nos campos de Pelennor, Minas Tirith e finalmente frente aos portões negros de Sauron para a decisão entre o bem e o mal na Terra Média, pronta para começar uma nova era: a dos homens e do RETORNO DO REI, Aragorn.
Esta é a grande premissa da obra do lendário escritor J.R.R TOLKIEN, uma extraordinária obra literária, cheia de gravuras e linguagem própria deste mundo mítico. É a adaptação cinematográfica mais maravilhosa dos grandes espetáculos nos últimos anos. O projeto da vida de um cineasta neozelandês PETER JACKSON, vencedor de vários prêmios e 17 Oscars no total, incluindo Melhor Filme, Direção (No Terceiro filme) e efeitos especiais (nos três). Impossível fazer em um mega filme e procurar mostrar fielmente o âmbito imaginativo de Tolkien. Assim, o projeto foi concebido como uma trilogia, realizado simultaneamente e lançado em três anos consecutivos. A primeira parte, o Ato I, ‘A Sociedade Do Anel’ ganhou somente 4 prêmios da Academia, entre as 13 Indicações. Venceu Melhor Fotografia, Efeitos Visuais, Maquiagem e Trilha Sonora. O filme é apresentando no idioma Sindarin, que é misturada nos diálogos em inglês. A Frase “Um anel para todos governar,Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los” se tornou tão famosa quanto “ Que a força esteja com você”. É incrível que este primeiro filme já irá fazer 10 anos de vida. Um projeto audacioso e grandioso, com efeitos visuais de primeira linha realizados pela mais nova guia da indústria cinematográfica no ramo da ilusão e magia, a WETA LTD, NZ. E, sem dúvida que O Senhor Dos Anéis promoveu de uma vez por todas o cinema da Nova Zelândia, além de ter sido o responsável pela moda “filme medieval fantástico” que culminou em várias imitações até exaurir a idéia. E quem diria que seria feita por um cineasta cult que nasceu do cinema trash, Peter Jackson? E é isso mesmo, como na história “Mesmo a menor pessoa pode mudar o rumo do futuro”. Jackson o fez e deu muito certo.

Ele não tinha filmes consagrados, apenas no meio cult. Fitas gore e nojentas como “Meet The Feebles”, “Fome Animal” e “Os Espíritos”(produzido por Robert Zemeckis), sua primeira tarefa em Hollywood, eram diversões macabras. Provou antes que sabia fazer algo mais emocional como no encantador ALMAS GÊMEAS (1994), que foi também um grande primeiro momento de Kate Winslet. Mas nada que justifique a grandeza de O Senhor Dos Anéis. Realmente esta mega produção, dirigida, co-escrita e co-produzida por ele, era algo inimaginável e, meu Deus, um trabalho magnífico!
Os três filmes já foram lançados em versões estendidas, ou seja, tem muito mais horas de puro entretenimento do que foi primeiramente apresentado, o que somando tudo são exatamente 558 minutos!
É uma co-produção entre a New Line Cinema que distribui nos EUA (aqui é pela Warner) a independente produtora, hoje a gigante de Jackson e da esposa FRAN WALSH, a WINGNUT FILMS, da Nova Zelândia e a THE SAUL ZAENTZ COMPANY não creditada em destaque, licenciada da Tolkien Enterprises, os direitos autorais de Trade Mark (™) do livro. Todos uniram forças, e o dinheiro gasto é visto na tela.

O elenco não é composto por figuras muito famosas (antes do sucesso), apenas alguns rostos familiares como ELIJAH WOOD no papel de Frodo, que encena desde moleque, e o quase irreconhecível e gordinho SEAN ASTIN como Sam (de OS GOONIES). Claro que há atores de pedigree como SIR. IAN McKELLEN como Gandalf e o ótimo para fazer vilões ,CHRISTOPHER LEE como Sauruman (simultaneamente atuou para George Lucas em STAR WARS II e III no que sabe fazer de melhor). IAN HOLM que faz o Bolseiro tem um importante papel no primeiro ato, provavelmente o ator foi reconhecido pelo leigo público que assistiram uma vez na vida ALIEN, O Oitavo Passageiro (Ridley Scott, 1979). Enfim, a escolha é bacana e descobrimos presenças femininas ilustres como a da adorável CATE BLANCHETT (mesmo numa ponta e como narradora) e LIV TYLER (linda) ambas como Elfas. Sem contar a simpatia do alto JOHN RHYS-DAVIES (de Os CAÇADORES DA ARCA PERDIDA) enganado como um Anão e com uma voz poderosa, além de HUGO WEAVING, vindo do sucesso MATRIX como o Agente Smith, agora acertando como um Elfo herói.

O filme também foi uma grande oportunidade para novos atores. O galã ORLANDO BLOOM e os comediantes Hobbits DOMINIC MONAGHAN (da série LOST) e BILLY BOYD, fazendo o público gargalhar como crianças. Mas, certamente os holofotes voltaram-se para a figura heróica de Aragorn feito por VIGGO MORTENSEN, que no passado passou por várias fitas medíocres (até no remake de Psicose e num filme de ação com Stalonne) para finalmente encontrar-se no Olímpio e acertar uma futura parceria com o cineasta David Cronenberg. Mas também a presença do ator performático ANDY SERKIS como Gollum é algo novo e impressionante. Não apenas na voz e quando diz: “Meu Precioso” com tanta sagacidade, mas por ter exercido um trabalho patenteado na captura de movimentos por computador, o Motion Capture.

O filme tem lá suas curiosidades, uma delas é que DANIEL DAY-LEWIS recusou o papel de Aragorn. Ian Holm que faz o Bilbo fez a voz do personagem Frodo numa adaptação radiofônica da obra na BBC Radio em 1981. Uma versão em desenho animado THE LORD OF THE RINGS foi lançada em 1978 e resumia em um único filme de animação toda a saga do anel. Esta versão foi descartada por Peter Jackson que seguiu mesmo o livro, todavia acabou virando Cult pelas mãos do diretor RALPH BAKSHI que trazia JOHN HURT como a voz de Aragorn e ANTHONY DANIELS (o C3PO de Star Wars) como a voz de Legolas. 
Cada ator da Sociedade Do Anel tem uma tatuagem real com a palavra “NOVE” escrita em élfico. É possível enxergar numa cena em que Orlando está em ação no primeiro PIRATAS DO CARIBE (2003) e Viggo quando aparece nu no filme SENHORES DO CRIME (2007).
E o que dizer da fantástica ‘Score’ de HOWARD SHORE? Que disse que usou a música de RICHARD WAGNER como sua principal influência para os filmes. A obra musical criada por Shore é vibrante, emocionante e encantadora. Faz jus ao ambiente, personagens e momentos de maior tensão dramática e assustadora.
Originalmente Frodo e Gandalf falariam na narração da história, que dava uma introdução na saga. Apesar dos testes, Jackson percebeu que as personagens não tinham uma influência na transmissão da idéia de “Era Uma Vez...”, assim a personagem de Cate, Galadriel, foi escalada, porque enfatizava melhor a intemporaliedade dos Elfos.
No ato II apesar das seis nomeações ao Oscar, faturou a de Melhor Edição de Som e efeitos. Também foi indicado a Melhor Filme, como O PODEROSO CHEFÃO PARTE II uma rara continuação com tanta ovação da Academia. No entanto, As Duas Torres é apenas vista deste modo, só que na verdade não passa do mesmo filme, caminhando para novos rumos e intercalando o começo ao fim. Para gosto de todos, uma figura feita no computador é a força motriz deste ato. Gollum tem um destaque exorbitante no filme. Alguns flashbacks são necessários para pontuar a trama que, se assistido na íntegra, é um artifício desnecessário. Mesmo começando lindamente nas montanhas da Nova Zelândia e um back ground das vozes dos heróis nas minas assombradas, o filme já começa com muita ação e mostra que Gandalf sobreviveu ao ataque do ser maligno das Sombras, lutando bravamente. A sequência é espetacular e de tirar o fôlego!
Quando Gollum come um peixe inteiro, é realmente o ator Andy Serkis que mastigava um pirulito em forma de peixe. Cate aparece em apenas três cenas nesta parte da saga, mesmo na versão do diretor.
Eu considero este momento da história com cenas mais lentas que demoram a acontecer, como quando os Hobbits estão protegidos pelas enormes Árvores falantes até culminar na sequência espetacular em que elas travam uma guerra contra Sauruman e os Orcs. Mas o ponto esperado do filme em termos de ação é mesmo na batalha de Rohan. Edição de som e efeitos primorosos, além é claro, de uma montagem eficiente que não deixa escapar cada momento decisivo dos heróis lutando contra um exército do mal em malabarismos espetaculares. Talvez a vantagem de As Duas Torres seja de instigar o espectador a receber o último ato com mais curiosidade e torcida, que é mais emocionante ainda.
E não tenho mais palavras, porque quando começa a batalha final pela Terra Média em seus originais 201 minutos, o filme passa de encantador e emocionante para excelente em todos os sentidos. O Retorno Do Rei, o Ato III da obra do Anel, é o primeiro filme de uma série a faturar o Oscar de Melhor Filme do Ano, além de receber mais 10 importantes premiações. Agora entendemos o motivo de todo o trabalho de Peter Jackson e equipe, a fim de conceber um épico histórico cinematográfico. Embora o mais importante seja a história e as lições de vida que ela transmite como o amor, devoção e amizade, para isso, Jackson nos leva a lugares fantásticos e da os devidos detalhes físicos deste mundo imaginativo e original extraído do genial Tolkien.
Não é a toa que ele constrói uma imensa maquete que mostrava as nuances da Cidade de Gondor. Não poupa imaginação e o uso dos efeitos especiais, aqui triplicados. O mais interessante é que o último ato começa mostrando como foi que Gollum, antes Smèagol descobre o Um Anel. Somos apresentados ao verdadeiro Andy Serkis como um Hobbit que vai se transformando na criatura grotesca – a cena da transformação é fantástica mostrando os dentes podres saboreando um peixe cru. O curioso é que toda esta introdução foi dirigida por Fran Walsh.
100.000 pessoas foram às ruas de Wellington (N.Z) para a estréia mundial do filme. Isso segundo dados é aproximadamente um quarto da população da cidade. O filme teve um lucro colossal para a New Line, antes um estúdio quase de segunda linha.
Enquanto JOHN GILBERT estava editando A Sociedade Do Anel e MICHAEL HORTON As Duas Torres, o antigo colaborador de Jackson, JAMIE SELKIRK montava o capítulo final. Isso porque Jackson desde o início acreditava que Selkirk daria o clímax pretendido de toda a saga.
Tudo neste ultimo Senhor Dos Anéis é tão grande que as cenas de batalha, que supostamente contém mais de 200.000 participantes digitais, são tão em excesso que uma sala extra teve que ser construída para a instalação da Weta Digital, para compor todo o equipamento informático necessário para renderizar o filme.
Enfim, é muita ousadia. E saber que tudo foi feito em um período de 11 meses aproximadamente, não há dúvidas de que o melhor estava sendo guardado para o final.
Certamente quando Aragorn retorna como o Rei De Gondor, Tolkien deixa as surpresas emocionantes para o desfecho que esperamos ansiosamente. O começo era um passeio onde descobríamos a Terra Média, o meio é onde a trama se condensa com novos personagens e um apetitoso aguardo para o final, quando finalmente, depois de tudo, o Um Anel é destruído, e como diria Bolseiro pensando no final de seu livro: “Eles viveram felizes para todo o sempre”. É um bom final, não?
Jackson procurou ser fiel ao livro e realiza em um trabalho conjunto, o melhor épico fantástico da Sétima Arte. Goste ou não a saga do Anel encanta qualquer espectador da Terra.
(E que venha o aguardado O HOBBIT).

Mas, infelizmente, o caminho até as fendas da perdição acaba fazendo com que a Sociedade se desfaça. Cada membro vai para um caminho diferente, enquanto Frodo e Sam, juntos, continuam o caminho até Mordor. Apesar de seus amigos fazerem novos aliados e travarem uma batalha no Reino de Isengard. Neste ínterim a força de Sauron aumenta através de Sauruman. Os espectros do anel, servos do Senhor Das Trevas, retornam com mais força e numa caçada ainda mais violenta. O exército do mal de Uruk Hai está pronto para lançar um ataque contra Aragorn e o pacífico povo da cidade de Rohan. No entanto, A Irmandade está desfeita e Boromir morto e supostamente Gandalf, que depois retorna como Gandalf, O Branco. Para a pouca esperança que resta, Frodo e Sam marcham para Mordor desprotegidos e ajudados pela maléfica presença do trágico e maldito Gollum, que planeja roubar o Um Anel de Frodo. Mas quando Gandalf regressa mais poderoso, Aragorn lidera mais esperançoso a primeira grande batalha em Rohan, mas as tropas de Sauron esta em massa indo em direção à cidade de Gondor, para a Guerra do Anel que está prestes a começar.
Longe destas batalhas, Frodo e Sam se aproximam cada vez mais da Montanha Da perdição sem saber o plano de Gollum que esta os levando para um caminho perigoso. Prontos para a última grande Guerra, o clube de auxílio Rohan agradecidos e em dívida por sobreviverem na última batalha, vão com os heróis até a Cidade de Gondor para ajudar na batalha contra o império de exércitos Orcs e demais aliados de Sauron, não mais liderados pelo derrotado Sauruman, preso em uma de suas Torres. Agora a batalha é nos campos de Pelennor, Minas Tirith e finalmente frente aos portões negros de Sauron para a decisão entre o bem e o mal na Terra Média, pronta para começar uma nova era: a dos homens e do RETORNO DO REI, Aragorn.
Esta é a grande premissa da obra do lendário escritor J.R.R TOLKIEN, uma extraordinária obra literária, cheia de gravuras e linguagem própria deste mundo mítico. É a adaptação cinematográfica mais maravilhosa dos grandes espetáculos nos últimos anos. O projeto da vida de um cineasta neozelandês PETER JACKSON, vencedor de vários prêmios e 17 Oscars no total, incluindo Melhor Filme, Direção (No Terceiro filme) e efeitos especiais (nos três). Impossível fazer em um mega filme e procurar mostrar fielmente o âmbito imaginativo de Tolkien. Assim, o projeto foi concebido como uma trilogia, realizado simultaneamente e lançado em três anos consecutivos. A primeira parte, o Ato I, ‘A Sociedade Do Anel’ ganhou somente 4 prêmios da Academia, entre as 13 Indicações. Venceu Melhor Fotografia, Efeitos Visuais, Maquiagem e Trilha Sonora. O filme é apresentando no idioma Sindarin, que é misturada nos diálogos em inglês. A Frase “Um anel para todos governar,Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los” se tornou tão famosa quanto “ Que a força esteja com você”. É incrível que este primeiro filme já irá fazer 10 anos de vida. Um projeto audacioso e grandioso, com efeitos visuais de primeira linha realizados pela mais nova guia da indústria cinematográfica no ramo da ilusão e magia, a WETA LTD, NZ. E, sem dúvida que O Senhor Dos Anéis promoveu de uma vez por todas o cinema da Nova Zelândia, além de ter sido o responsável pela moda “filme medieval fantástico” que culminou em várias imitações até exaurir a idéia. E quem diria que seria feita por um cineasta cult que nasceu do cinema trash, Peter Jackson? E é isso mesmo, como na história “Mesmo a menor pessoa pode mudar o rumo do futuro”. Jackson o fez e deu muito certo.
Ele não tinha filmes consagrados, apenas no meio cult. Fitas gore e nojentas como “Meet The Feebles”, “Fome Animal” e “Os Espíritos”(produzido por Robert Zemeckis), sua primeira tarefa em Hollywood, eram diversões macabras. Provou antes que sabia fazer algo mais emocional como no encantador ALMAS GÊMEAS (1994), que foi também um grande primeiro momento de Kate Winslet. Mas nada que justifique a grandeza de O Senhor Dos Anéis. Realmente esta mega produção, dirigida, co-escrita e co-produzida por ele, era algo inimaginável e, meu Deus, um trabalho magnífico!
Os três filmes já foram lançados em versões estendidas, ou seja, tem muito mais horas de puro entretenimento do que foi primeiramente apresentado, o que somando tudo são exatamente 558 minutos!É uma co-produção entre a New Line Cinema que distribui nos EUA (aqui é pela Warner) a independente produtora, hoje a gigante de Jackson e da esposa FRAN WALSH, a WINGNUT FILMS, da Nova Zelândia e a THE SAUL ZAENTZ COMPANY não creditada em destaque, licenciada da Tolkien Enterprises, os direitos autorais de Trade Mark (™) do livro. Todos uniram forças, e o dinheiro gasto é visto na tela.

O elenco não é composto por figuras muito famosas (antes do sucesso), apenas alguns rostos familiares como ELIJAH WOOD no papel de Frodo, que encena desde moleque, e o quase irreconhecível e gordinho SEAN ASTIN como Sam (de OS GOONIES). Claro que há atores de pedigree como SIR. IAN McKELLEN como Gandalf e o ótimo para fazer vilões ,CHRISTOPHER LEE como Sauruman (simultaneamente atuou para George Lucas em STAR WARS II e III no que sabe fazer de melhor). IAN HOLM que faz o Bolseiro tem um importante papel no primeiro ato, provavelmente o ator foi reconhecido pelo leigo público que assistiram uma vez na vida ALIEN, O Oitavo Passageiro (Ridley Scott, 1979). Enfim, a escolha é bacana e descobrimos presenças femininas ilustres como a da adorável CATE BLANCHETT (mesmo numa ponta e como narradora) e LIV TYLER (linda) ambas como Elfas. Sem contar a simpatia do alto JOHN RHYS-DAVIES (de Os CAÇADORES DA ARCA PERDIDA) enganado como um Anão e com uma voz poderosa, além de HUGO WEAVING, vindo do sucesso MATRIX como o Agente Smith, agora acertando como um Elfo herói.
O filme também foi uma grande oportunidade para novos atores. O galã ORLANDO BLOOM e os comediantes Hobbits DOMINIC MONAGHAN (da série LOST) e BILLY BOYD, fazendo o público gargalhar como crianças. Mas, certamente os holofotes voltaram-se para a figura heróica de Aragorn feito por VIGGO MORTENSEN, que no passado passou por várias fitas medíocres (até no remake de Psicose e num filme de ação com Stalonne) para finalmente encontrar-se no Olímpio e acertar uma futura parceria com o cineasta David Cronenberg. Mas também a presença do ator performático ANDY SERKIS como Gollum é algo novo e impressionante. Não apenas na voz e quando diz: “Meu Precioso” com tanta sagacidade, mas por ter exercido um trabalho patenteado na captura de movimentos por computador, o Motion Capture.
O filme tem lá suas curiosidades, uma delas é que DANIEL DAY-LEWIS recusou o papel de Aragorn. Ian Holm que faz o Bilbo fez a voz do personagem Frodo numa adaptação radiofônica da obra na BBC Radio em 1981. Uma versão em desenho animado THE LORD OF THE RINGS foi lançada em 1978 e resumia em um único filme de animação toda a saga do anel. Esta versão foi descartada por Peter Jackson que seguiu mesmo o livro, todavia acabou virando Cult pelas mãos do diretor RALPH BAKSHI que trazia JOHN HURT como a voz de Aragorn e ANTHONY DANIELS (o C3PO de Star Wars) como a voz de Legolas. 
Cada ator da Sociedade Do Anel tem uma tatuagem real com a palavra “NOVE” escrita em élfico. É possível enxergar numa cena em que Orlando está em ação no primeiro PIRATAS DO CARIBE (2003) e Viggo quando aparece nu no filme SENHORES DO CRIME (2007). E o que dizer da fantástica ‘Score’ de HOWARD SHORE? Que disse que usou a música de RICHARD WAGNER como sua principal influência para os filmes. A obra musical criada por Shore é vibrante, emocionante e encantadora. Faz jus ao ambiente, personagens e momentos de maior tensão dramática e assustadora.
Originalmente Frodo e Gandalf falariam na narração da história, que dava uma introdução na saga. Apesar dos testes, Jackson percebeu que as personagens não tinham uma influência na transmissão da idéia de “Era Uma Vez...”, assim a personagem de Cate, Galadriel, foi escalada, porque enfatizava melhor a intemporaliedade dos Elfos.
No ato II apesar das seis nomeações ao Oscar, faturou a de Melhor Edição de Som e efeitos. Também foi indicado a Melhor Filme, como O PODEROSO CHEFÃO PARTE II uma rara continuação com tanta ovação da Academia. No entanto, As Duas Torres é apenas vista deste modo, só que na verdade não passa do mesmo filme, caminhando para novos rumos e intercalando o começo ao fim. Para gosto de todos, uma figura feita no computador é a força motriz deste ato. Gollum tem um destaque exorbitante no filme. Alguns flashbacks são necessários para pontuar a trama que, se assistido na íntegra, é um artifício desnecessário. Mesmo começando lindamente nas montanhas da Nova Zelândia e um back ground das vozes dos heróis nas minas assombradas, o filme já começa com muita ação e mostra que Gandalf sobreviveu ao ataque do ser maligno das Sombras, lutando bravamente. A sequência é espetacular e de tirar o fôlego!
Quando Gollum come um peixe inteiro, é realmente o ator Andy Serkis que mastigava um pirulito em forma de peixe. Cate aparece em apenas três cenas nesta parte da saga, mesmo na versão do diretor.Eu considero este momento da história com cenas mais lentas que demoram a acontecer, como quando os Hobbits estão protegidos pelas enormes Árvores falantes até culminar na sequência espetacular em que elas travam uma guerra contra Sauruman e os Orcs. Mas o ponto esperado do filme em termos de ação é mesmo na batalha de Rohan. Edição de som e efeitos primorosos, além é claro, de uma montagem eficiente que não deixa escapar cada momento decisivo dos heróis lutando contra um exército do mal em malabarismos espetaculares. Talvez a vantagem de As Duas Torres seja de instigar o espectador a receber o último ato com mais curiosidade e torcida, que é mais emocionante ainda.
E não tenho mais palavras, porque quando começa a batalha final pela Terra Média em seus originais 201 minutos, o filme passa de encantador e emocionante para excelente em todos os sentidos. O Retorno Do Rei, o Ato III da obra do Anel, é o primeiro filme de uma série a faturar o Oscar de Melhor Filme do Ano, além de receber mais 10 importantes premiações. Agora entendemos o motivo de todo o trabalho de Peter Jackson e equipe, a fim de conceber um épico histórico cinematográfico. Embora o mais importante seja a história e as lições de vida que ela transmite como o amor, devoção e amizade, para isso, Jackson nos leva a lugares fantásticos e da os devidos detalhes físicos deste mundo imaginativo e original extraído do genial Tolkien.
Não é a toa que ele constrói uma imensa maquete que mostrava as nuances da Cidade de Gondor. Não poupa imaginação e o uso dos efeitos especiais, aqui triplicados. O mais interessante é que o último ato começa mostrando como foi que Gollum, antes Smèagol descobre o Um Anel. Somos apresentados ao verdadeiro Andy Serkis como um Hobbit que vai se transformando na criatura grotesca – a cena da transformação é fantástica mostrando os dentes podres saboreando um peixe cru. O curioso é que toda esta introdução foi dirigida por Fran Walsh.100.000 pessoas foram às ruas de Wellington (N.Z) para a estréia mundial do filme. Isso segundo dados é aproximadamente um quarto da população da cidade. O filme teve um lucro colossal para a New Line, antes um estúdio quase de segunda linha.
Enquanto JOHN GILBERT estava editando A Sociedade Do Anel e MICHAEL HORTON As Duas Torres, o antigo colaborador de Jackson, JAMIE SELKIRK montava o capítulo final. Isso porque Jackson desde o início acreditava que Selkirk daria o clímax pretendido de toda a saga.Tudo neste ultimo Senhor Dos Anéis é tão grande que as cenas de batalha, que supostamente contém mais de 200.000 participantes digitais, são tão em excesso que uma sala extra teve que ser construída para a instalação da Weta Digital, para compor todo o equipamento informático necessário para renderizar o filme.
Enfim, é muita ousadia. E saber que tudo foi feito em um período de 11 meses aproximadamente, não há dúvidas de que o melhor estava sendo guardado para o final.
Certamente quando Aragorn retorna como o Rei De Gondor, Tolkien deixa as surpresas emocionantes para o desfecho que esperamos ansiosamente. O começo era um passeio onde descobríamos a Terra Média, o meio é onde a trama se condensa com novos personagens e um apetitoso aguardo para o final, quando finalmente, depois de tudo, o Um Anel é destruído, e como diria Bolseiro pensando no final de seu livro: “Eles viveram felizes para todo o sempre”. É um bom final, não?Jackson procurou ser fiel ao livro e realiza em um trabalho conjunto, o melhor épico fantástico da Sétima Arte. Goste ou não a saga do Anel encanta qualquer espectador da Terra.
(E que venha o aguardado O HOBBIT).

T
H E
E
N D
NOVA ZELÂNDIA/EUA
2001/2002/2003
FANTASIA
558 min.
COR
WIDESCREEN ANAMÓRFICO
12 ANOS/12ANOS/14 ANOS
WARNER
✩✩✩✩✩ EXCELENTE

NEW LINE CINEMA
Apresenta
Uma produção
WINGNUT FILMS
The Lord of the Rings
Trilogy
The fellowship
of the Ring
The
Two Towers
The return
of the King
ELENCO
PRINCIPAL
ELIJAH WOOD
IAN
McKELLEN
LIV
TYLER
VIGGO
MORTENSEN
SEAN ASTIN
CATE
BLANCHETT
JOHN RHYS
DAVIES
BILLY BOYD
DOMINIC
MONAGHAN
ORLANDO
BLOOM
HUGO WEAVING
SEAN BEAN
IAN HOLM
CHRISTOPHER
LEE
BRAD DOURIF
BERNARD HILL
MIRANDA OTTO
DAVID WENHAM
KARL URBAN
JOHN NOBLE
E
ANDY SERKIS
como Gollum
ELENCO POR
JOHN HUBBARD
AMY MacLEAN
VICTORIA
BURROWS
FIGURINOS
por
NIGILA
DICKSON
RICHARD
TAYLOR
MAQUIAGEM
CRIATURAS MINIATURAS E EFEITOS ESPECIAIS
DE
WETA LTD. NZ
SUPERVISOR
DE EFEITOS VISUAIS
JIM RYGIEL
TRILHA
MUSICAL COMPOSTA E CONDUZIDA POR
HOWARD SHORE
TEMAS
MUSICAIS
‘MAY IT BE’ e ‘ANIRON’ POR
ENYA
‘GOLLUM´S SONG’ POR
EMILIANA TORRINI
‘INTO THE
WEST’ POR
ANNIE LENNOX
MONTAGEM
JOHN GILBERT
MICHAEL
HORTON
JAMIE
SELKIRK
CENOGRAFIA
GRANT MAJOR
DIRETOR DE
FOTOGRAFIA
ANDREW
LESNIE
PRODUTORA
ASSOCIADA
ELLEN M.
SOMMERS
CO-PRODUTORES
RICK PORRAS
. JAMIE SELKIRK
PRODUTORES
EXECUTIVOS
MARK
ORDESKY
BOB
WEINSTEIN
HERVEY
WEINSTEIN
ROBERT SHAYE
MICHAEL
LYNNE
PRODUZIDO
POR
BARRIE M.
OSBORNE
PETER
JACKSON
FRAN WALSH
TIM SANDERS
ROTEIRO POR
FRAN WALSH
PETER
JACKSON
PHILLIPPA
BOYENs
e STEPHEN SINCLAIR
BASEADO NO
LIVRO DE
J.R.R
TOLKIEN
DIRIGIDO POR
PETER
JACKSON
The Lord of the Rings TRILOGY ©2001/2002/2003
New Line Cinema/Wingnut Films

12 comentários:
Análise bem completa, Rodrigo. Eu gosto muito da trilogia Senhor dos Anéis, acho uma boa adaptação e uma excelente produção. Agora, os fãs mais ferenhos de Tolkien tem várias ressalvas quando algumas mudança. Acho bobagem já que adaptações precisam mesmo de mudanças, só acho que escorrega um pouco a mudar o carater de Faramir ao fazê-lo levar Frodo de volta a Gondor. Mas, são detalhes diante de uma produção tão grandiosa.
Estou ansiosa pelo Hobbit também.
bjs
e que venha o hobbit MESMO
Bela análise! Uma grande trilogia!
Seu blogue está bem bacana, Rodrigo. Estou te presenteando com um selinho, assim como você fez comigo. Passe lá no blogue e pegue o seu presente.
Abraços e até a próxima.
Texto muito bom, Rodrigo. Parabéns!
www.ofalcaomaltes.blogspot.com
Grande Rodrigo! Uma vez vc tweetou que estava preparando um texto de fôlego sobre a saga do anel ou "o menor vilão da história do cinema" rsrs. Estava sendo sincero. Mas o que mais impressiona nesse belo texto sobre a trilogia de Tolkien e Jackson é a vocação analítica do mesmo. Você contextualizou muito bem a trama, dentro do escopo dos livros e filmes, as carreiras dos envolvidos (antes e depois) e o significado do filme para o cinema. Excelent job, diria M.
Realmente, já vai fazer dez anos que A sociedade do anel arrebatou platéias. O tempo passa, mas o encanto continua...
Aquele abraço!
Rodrigo, tem um selo para você lá no blog,
Abraço
Esse filme (toda a trilogia) é perfeito! Nada mais a dizer.
Preciso tomar vergonha na cara e assistir logo...
O que mais curto nesse filme são os recursos visuais e os respectivos efeitos especiais!
AMANDA: Obrigado! Acho que Peter Jackson foi criterioso no quesito adaptação, visto que, mídia visual e impressa são muito diferentes. Mas ele e a equipe da Weta fizeram algo além do imaginável. Já viu a versão extendida? Bjs.
2T: Vamos aguardar HAHA, Abs.
CINE 31: Obrigado. Tbm concordo: grande trilogia! Abs.
MARCIA e HUGO: Obrigado por mais um selo amigos. Mesmo! beijos e abraços.
ANTONIO: Obrigado meu caro. Adoro o Falcão Maltes tbm. Grande clássico lá e textos estimulantes.
Abs.
EDSON: Faço coro ríspido a você Grande abç.
REINALDO: Obrigado meu caro! valeu!! E olha que eu reduzi o texto, rs! Senão o leitor iria ficar horas lendo (25 páginas)Rs!
Mas um dia ainda irei lançar a minha versão extendida HA!
Grande abraço!
ALAN: Não existe apenas os filmes da Audrey Hepburn para videar. RS!
Abs.
M: Eu tbm Magda, e o tom emocional da história. Bjs!
RODRIGO
Admito que já vi as versão originais, e as extendidas (sendo que tenho ambas em casa). Concordo que o segundo é o mais frquinho, e as cenas com o Barbárvore poderiam ser facilmente cortadas. Mas amo tudo relacionado. Considero o terceiro, inclusive, o melhor filme da década passada. Um marco que dificilmente será esquecido. Abraços.
PS: adicionei seu blog ao meu, espero que não se incomode, e quem sabe faça o mesmo.
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