GRITOS
DE TERROR
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| ‘A geração noventa cresceu e Pânico ainda não envelheceu’ |
Um assassino fantasiado de GHOSTFACE (Cara de Fantasma) espalha pânico e mata garotinhas virgens usando referências de filmes de terror fazendo perguntas cinéfilas pelo telefone.

“A morte está lá fora. Não abra a porta, não atenda ao telefone e tente não entrar em... PÂNICO”. “Nova década. Novas Regras”.
Entre estes dois slogans muita coisa mudou, e foi o tempo. A minha geração envelheceu e 11 anos depois do término de uma trilogia de terror que causou Pânico e diversão, é muito engraçado olhar para o lado de sua poltrona numa sessão lotada e ver uma nova geração de adolescentes no cinema conhecendo um filme que ressuscitou o gênero em meados de 1996. Tudo bem que sua terceira continuação em um quarto filme é algo assumidamente clichê, mas o conceito que faz uso de uma divertida metalinguagem ainda prevalece.
O telefone toca e uma linda e “virgem” (quem sabe?) DREW BARRYMORE atende. Diz: “alô”...e o pânico começa. Ela tem que acertar algumas perguntas sobre filmes de terror a fim de manter o namorado e ela própria, vivos de um aterrador assassino que pode estar em qualquer lugar. Obviamente o local é no meio do nada, em uma mansão de campo, numa cidade chamada Woodsboro. Tudo estabelece o óbvio, do perfeito cenário do gênero de um jeito até aquela apresentação, inovador. Ela prepara uma pipoca, começa a falar no telefone sem preocupação, arruma umas fitas VHS para assistir e fala com o assassino sobre o seu filme de terror favorito. Banca a crítica, a garota acha que sequências são uma porcaria e menciona, por exemplo, A HORA DO PESADELO do próprio WES CRAVEN (dizendo aqui o seu repudio as continuações). Fala que HALLOWEEN de John Carpenter (sobre um cara de máscara branca que fica por aí assustando as babás) é o filme mais assustador (e o seu favorito). Quando percebe um trote fica nervosa e desliga. A voz masculina vai alterando o seu humor para um tom maníaco e ameaçador. Inicia-se o jogo mortal. Ela começa a responder as perguntas do assassino e erra uma questão tola sobre quem era o serial killer de SEXTA-FEIRA 13. Disse: “Jason”, quando na verdade, era a sua mãe, Pamela Voorhes. É tudo uma brincadeira sádica de cinéfilos (até para o cinéfilo fitando o filme na poltrona). O problema de Pânico é o perigo (não de sua metalinguagem), mas do universo hiper-realista com a ficção. A brincadeira na premissa é levada a sério e vira um filme de terror em um mundo real mesmo de mentirinha. Porém, a possibilidade de realmente acontecer é garantida. 
O motivo desta onda de sangue seria por causa da mãe da heroína (Sidney Prescott), um ano após a sua morte. Ela começa a suspeitar da relação da mãe com os eventos e vai montando as peças depois de muitos ataques e de ver os seus amigos de colégio mortos brutalmente. No meio disso tudo uma jornalista sem escrúpulos aparece, a ótima Gale Weathers- COURTENEY COX (da famosa sitcom FRIENDS), que de uma vadia oportunista, que só pensa na mídia, acaba ajudando e ficando amiga da mocinha e enamorada do herói, o atrapalhado Dewey (DAVID ARQUETTE) que entre uma facada e outra, sai vivo para contar a história. Mas no fim, nunca é ele (um policial) que soluciona o caso. A primeira parte da saga é um filme original em sua concepção. Com um final sanguinolento e extremamente sádico (gay e clichê). O assassino era na verdade duas pessoas que dava cobertura para o outro. O namorado da heroína, vingativo, perturbado e com motivos estúpidos, é o namorado do outro assassino (nas entrelinas) de um palhaço da turma que azarava as gatinhas e também digno de pena. Os atores são os ótimos que não vingaram muito a carreira – SKEET ULRICH e MATTHEW LILLARD. No desfecho eles torturam a vítima e se esfaqueiam para provarem sua inocência e incriminar Sidney. Assim sendo, assistimos a um show de horrores de punhaladas doentias. Ou seja, depois de certo suspense na cena de abertura (uma sequência tão boa quanto a cena do chuveiro – pelo menos vem com o conceito de matar a personagem loira que parecia ser a estrela principal), a fita culmina em um filme teenager ou “terror-teen” com adolescentes desafiando os adultos, dizendo bobagens e se divertindo (se drogando e fazendo sexo inseguro). Depois de algumas mortes, mesmo assim eles querem festa. Certamente o maior de todos os clichês de filmes de terror é uma festinha longe de responsáveis. O filme brinca com mais clichês do universo terror, com frases espertas do tipo: “Eu vou voltar já” e os próprios personagens explicam que isso é uma sentença de morte nos filmes, porque se você for buscar uma cerveja para a galera, nunca mais irá voltar (pode morrer preso em um portão de garagem). O personagem mais chato é o tonto JAMIE KENNEDY (como Randy), mas é ele quem explica as regras básicas de um filme de terror e o conceito de suas continuações. 
A segunda fita continua com uma adaptação cinematográfica dos acontecimentos da parte prima. Uma fita barata dirigida por Robert Rodriguez chamada “STAB” (Punhalada/e ou Facada) que vai se tornar uma franquia trash como “Jogos Mortais”. Esta introdução mostra um jovem casal negro na fila para a sessão do filme no cinema. JADA PINKETT e OMAR EPPS são as primeiras novas vítimas de um novo assassino (ou dois). Claro que os protagonistas estão bem, tentando viver as suas vidas, a mocinha agora na Faculdade, um pouco mais mulher e segura de si mesma. Esta nova Sidney se vê na tela, interpretada por uma estrela de Hollywood (no caso a péssima TORI SPELLING) fazendo o seu papel do primeiro filme. Drew é feita pela bela HEATHER GRAHAM e LUKE WILSON faz o namorado assassino Billy.
PÂNICO 2 foi onde realmente começou a brincadeira de se auto-referir em um filme fake dentro do filme. O segundo ainda traz um ótimo fôlego e “elaboradas-clichês” cenas de mortes (alias nenhuma morte da série impressiona propositalmente – mesmo a cena de morte de ROSE McGOWAN no primeiro). A cena que mais demonstra isso é quando SARAH MICHELLE GELLAR (Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado – outra franquia criada pelo mesmo autor)
é simplesmente atirada da janela pelo Ghostface. Todavia, a segunda parte tem um assassino mais insano, revelando o ótimo TIMOTHY OLYPHANT e a comparsa (mão de Billy) LAURIE METCALF, tão boa quando uma BETSY PALMER. Neve está mais esperta e continua com os amigos Cox e David para desvendar o mistério. O chato do Randy sai de cena para deixar um vídeo magnífico que irá explicar o conceito de uma verdadeira trilogia. Pânico se torna uma espécie de “JEDI” ou “DE VOLTA PARA O FUTURO” ou mesmo um “INDIANA JONES”, quando chega no terceiro ato. É aqui que a trama se explica e se condensa (o que não foi bem o caso) e tudo parece não haver necessidade para uma continuação. 
Na terceira história estão rodando um terceiro STAB (ainda em processo de produção) e neste cenário hollywoodiano, o temido Ghostface volta para atormentar Sidney e seus amigos. O maníaco mascarado é agora somente um. Sem cúmplices, e o responsável pelo passado familiar de Sidney, onde envolveu a morte de sua mãe e toda a orla de pessoas vingativas e loucas que usaram a fantasia do fantasma da afiada faca. O Ghost Acaba se revelando o seu próprio irmão, feito pelo fraquinho SCOTT FOLEY (da série FELICITY). Foi este louco o responsável e “chefão” da onda de crimes iniciadas por Billy e Stu. E, mais um motivo estúpido que envolve abandono e ciúmes, que culminou na série de crimes. Ele era o diretor de STAB 3 e o público nunca iria suspeitar dele. Ou sim? O terceiro ato é um pouco irregular (como O RETORNO DE JEDI) que tenta se sustentar como filme depois de grandes sucessos, e deixa expectativas exarcebadas no fã. Craven disse uma vez que fazer o terceiro filme era como trabalhar para a CIA, com um script a sete chaves.
Ao menos tem lá uma ou outra cena bacana de morte e o mesmo requinte para a comédia, com a entrada da “nova Gale Weathers” PARKER POSEY e momentos de galantismo com o esquecido PATRICK DEMPSEY, como um detetive particular que se envolve no novo caso criminal do típico assassino e é claro, envolve-se com a protagonista.
O filme tem participações especiais de CARRIE FISHER (a princesa Léia) e o famoso produtor de filmes baratos ROGER CORMAN (fazendo um dos produtores executivos de STAB). Quase não nota-se a evolução da atriz EMILY MORTIMER (de filmes como Math Point de Woody Allen) fazendo “Sidney em Stab” com um tipo de “songa-monga” (essa vai morrer depressa).
A introdução de PÂNICO 3 não chega a ser tão excitante como nos dois primeiros. Aqui o personagem de LIEV SCHREIBER (como COTTON WEARY) é tirado rapidamente de cena, quando sua namorada loira é atacada pelo killer. Liev faz um personagem com fortes ligações nos anteriores, mas acho que sempre algum coadjuvante importante tem que morrer. Não? Fato é que Craven não consegue expandir este filme o que me leva a crer na necessidade de revisitar a série 11 anos depois.
Eis PÂNICO 4. Título original não? Um belo e divertido filme que se apresenta como uma obra clichê, assumidamente. Com certo vigor, Craven apresenta para uma nova audiência o filme que fez história nos anos 90. Na história são 10 anos que se passaram, e Sidney esta de volta a sua cidade natal para lançar o seu livro de auto-ajuda. Sua presença marca a volta de um novo Ghostface que começa a espalhar o medo novamente através de filmes de horror e questionando a posição dos remakes. Seria mesmo o caso de Pânico 4 ser uma quase refilmagem do original. Na verdade é o remake e o filme número um, que se bicam na metalinguagem. A primeira década do século XXI mostrou a falta de criatividade de Hollywood quando refez uma avalanche de filmes clássicos para novos tempos de aparelhos celulares, Ipod e Internet, como os do FREDDY KRUEGER, JASON e MICHAEL MYERS. E outras obras como O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA e, em 3D (de maneira imbecil), PIRANHA e O DIA DOS NAMORADOS MACABRO, só para exemplificar. Portanto seria arriscado, em pleno ano 2011, trazer um filme que é a cara da década em que o tape se transformava em disc digital.
KEVIN WILLIAMSON se mostrou nostálgico neste roteiro. Um cara que experimentou os sucessos na TV com séries como DAWSON´S CREEK e até o cult THE VAMPIRE DIARIES, volta em boa forma, ao lado de Craven na direção, e consegue experimentar a saga de Sidney e Ghostface abrindo caminho para uma nova trilogia. Afinal segundo o slogan é certamente óbvio.

O filme tem uma super introdução de filme no filme, se perdendo na ficção e realidade, lindamente. Sempre há uma dupla de garotas que questionam os filmes de terror e conseguem subir escada acima quando deveriam estar correndo pela porta da frente. Enfim. Com isso, STAB chega a seu sétimo capítulo (onde até viagem no tempo já rolou - segundo uma das personagens). As risadas estão rolando nos primeiros minutos de metragem. Nenhum grito ou susto, daqueles que faziam jus o título original “Scream” e mesmo o nacional, aconteceram. Não vou ficar aqui soltando spoilers da recente fita da série, mas tudo não passa de um divertimento cinéfilo da nova geração. Até para o espectador leigo, tudo é mais exigente e conseqüentemente, mais tolo nos atuais filmes de terror. E, somente Pânico consegue ser tão cara-de-pau em assumir isso.
NEVE CAMPBELL, uma atriz já muito além do tipo papel que a tornou estrela, faz desta vez uma heroína diferente. No começo ela enfrentava o Ghostface como uma garota, agora como uma mulher. Não mexa com “a original”, Sidney nunca desiste ou morre. Neve esta para Sidney como SIGOURNEY WEAVER esta para RIPLEY. Foi ela, com seu jeito atordoado quem também se responsabilizou por um novo tipo de garota, a última garota sobrevivente de fitas de terror. Copiando Neve, muitas atrizes tentaram ser como Sidney Prescott. Mas, ela, somente ela, consegue surpreender o assassino quando o mesmo quer levantar do túmulo para um último susto. Já é a quarta vez que ela passa por isso, isto é, é como ensinar o padre a rezar a missa.
Não acho que a série Pânico (espelhada neste quarto filme) envelheceu mal. Muito pelo contrário, foi a minha geração de “aborrescentes” que envelheceram. Agora estamos mais críticos, velhos etc. Assistimos Pânico, ou qualquer outro filme de terror com muito ceticismo. No entanto, é a série de Craven e Williamson que me faz varrer para debaixo do tapete este adulto crítico. Penso em me divertir e tentar levar poucos sustos. Scream/Pânico é o tour de force do filme de terror metalingüístico. E ponto.
Entre estes dois slogans muita coisa mudou, e foi o tempo. A minha geração envelheceu e 11 anos depois do término de uma trilogia de terror que causou Pânico e diversão, é muito engraçado olhar para o lado de sua poltrona numa sessão lotada e ver uma nova geração de adolescentes no cinema conhecendo um filme que ressuscitou o gênero em meados de 1996. Tudo bem que sua terceira continuação em um quarto filme é algo assumidamente clichê, mas o conceito que faz uso de uma divertida metalinguagem ainda prevalece.
O telefone toca e uma linda e “virgem” (quem sabe?) DREW BARRYMORE atende. Diz: “alô”...e o pânico começa. Ela tem que acertar algumas perguntas sobre filmes de terror a fim de manter o namorado e ela própria, vivos de um aterrador assassino que pode estar em qualquer lugar. Obviamente o local é no meio do nada, em uma mansão de campo, numa cidade chamada Woodsboro. Tudo estabelece o óbvio, do perfeito cenário do gênero de um jeito até aquela apresentação, inovador. Ela prepara uma pipoca, começa a falar no telefone sem preocupação, arruma umas fitas VHS para assistir e fala com o assassino sobre o seu filme de terror favorito. Banca a crítica, a garota acha que sequências são uma porcaria e menciona, por exemplo, A HORA DO PESADELO do próprio WES CRAVEN (dizendo aqui o seu repudio as continuações). Fala que HALLOWEEN de John Carpenter (sobre um cara de máscara branca que fica por aí assustando as babás) é o filme mais assustador (e o seu favorito). Quando percebe um trote fica nervosa e desliga. A voz masculina vai alterando o seu humor para um tom maníaco e ameaçador. Inicia-se o jogo mortal. Ela começa a responder as perguntas do assassino e erra uma questão tola sobre quem era o serial killer de SEXTA-FEIRA 13. Disse: “Jason”, quando na verdade, era a sua mãe, Pamela Voorhes. É tudo uma brincadeira sádica de cinéfilos (até para o cinéfilo fitando o filme na poltrona). O problema de Pânico é o perigo (não de sua metalinguagem), mas do universo hiper-realista com a ficção. A brincadeira na premissa é levada a sério e vira um filme de terror em um mundo real mesmo de mentirinha. Porém, a possibilidade de realmente acontecer é garantida. 
O motivo desta onda de sangue seria por causa da mãe da heroína (Sidney Prescott), um ano após a sua morte. Ela começa a suspeitar da relação da mãe com os eventos e vai montando as peças depois de muitos ataques e de ver os seus amigos de colégio mortos brutalmente. No meio disso tudo uma jornalista sem escrúpulos aparece, a ótima Gale Weathers- COURTENEY COX (da famosa sitcom FRIENDS), que de uma vadia oportunista, que só pensa na mídia, acaba ajudando e ficando amiga da mocinha e enamorada do herói, o atrapalhado Dewey (DAVID ARQUETTE) que entre uma facada e outra, sai vivo para contar a história. Mas no fim, nunca é ele (um policial) que soluciona o caso. A primeira parte da saga é um filme original em sua concepção. Com um final sanguinolento e extremamente sádico (gay e clichê). O assassino era na verdade duas pessoas que dava cobertura para o outro. O namorado da heroína, vingativo, perturbado e com motivos estúpidos, é o namorado do outro assassino (nas entrelinas) de um palhaço da turma que azarava as gatinhas e também digno de pena. Os atores são os ótimos que não vingaram muito a carreira – SKEET ULRICH e MATTHEW LILLARD. No desfecho eles torturam a vítima e se esfaqueiam para provarem sua inocência e incriminar Sidney. Assim sendo, assistimos a um show de horrores de punhaladas doentias. Ou seja, depois de certo suspense na cena de abertura (uma sequência tão boa quanto a cena do chuveiro – pelo menos vem com o conceito de matar a personagem loira que parecia ser a estrela principal), a fita culmina em um filme teenager ou “terror-teen” com adolescentes desafiando os adultos, dizendo bobagens e se divertindo (se drogando e fazendo sexo inseguro). Depois de algumas mortes, mesmo assim eles querem festa. Certamente o maior de todos os clichês de filmes de terror é uma festinha longe de responsáveis. O filme brinca com mais clichês do universo terror, com frases espertas do tipo: “Eu vou voltar já” e os próprios personagens explicam que isso é uma sentença de morte nos filmes, porque se você for buscar uma cerveja para a galera, nunca mais irá voltar (pode morrer preso em um portão de garagem). O personagem mais chato é o tonto JAMIE KENNEDY (como Randy), mas é ele quem explica as regras básicas de um filme de terror e o conceito de suas continuações. 
A segunda fita continua com uma adaptação cinematográfica dos acontecimentos da parte prima. Uma fita barata dirigida por Robert Rodriguez chamada “STAB” (Punhalada/e ou Facada) que vai se tornar uma franquia trash como “Jogos Mortais”. Esta introdução mostra um jovem casal negro na fila para a sessão do filme no cinema. JADA PINKETT e OMAR EPPS são as primeiras novas vítimas de um novo assassino (ou dois). Claro que os protagonistas estão bem, tentando viver as suas vidas, a mocinha agora na Faculdade, um pouco mais mulher e segura de si mesma. Esta nova Sidney se vê na tela, interpretada por uma estrela de Hollywood (no caso a péssima TORI SPELLING) fazendo o seu papel do primeiro filme. Drew é feita pela bela HEATHER GRAHAM e LUKE WILSON faz o namorado assassino Billy.
PÂNICO 2 foi onde realmente começou a brincadeira de se auto-referir em um filme fake dentro do filme. O segundo ainda traz um ótimo fôlego e “elaboradas-clichês” cenas de mortes (alias nenhuma morte da série impressiona propositalmente – mesmo a cena de morte de ROSE McGOWAN no primeiro). A cena que mais demonstra isso é quando SARAH MICHELLE GELLAR (Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado – outra franquia criada pelo mesmo autor)
é simplesmente atirada da janela pelo Ghostface. Todavia, a segunda parte tem um assassino mais insano, revelando o ótimo TIMOTHY OLYPHANT e a comparsa (mão de Billy) LAURIE METCALF, tão boa quando uma BETSY PALMER. Neve está mais esperta e continua com os amigos Cox e David para desvendar o mistério. O chato do Randy sai de cena para deixar um vídeo magnífico que irá explicar o conceito de uma verdadeira trilogia. Pânico se torna uma espécie de “JEDI” ou “DE VOLTA PARA O FUTURO” ou mesmo um “INDIANA JONES”, quando chega no terceiro ato. É aqui que a trama se explica e se condensa (o que não foi bem o caso) e tudo parece não haver necessidade para uma continuação. 
Na terceira história estão rodando um terceiro STAB (ainda em processo de produção) e neste cenário hollywoodiano, o temido Ghostface volta para atormentar Sidney e seus amigos. O maníaco mascarado é agora somente um. Sem cúmplices, e o responsável pelo passado familiar de Sidney, onde envolveu a morte de sua mãe e toda a orla de pessoas vingativas e loucas que usaram a fantasia do fantasma da afiada faca. O Ghost Acaba se revelando o seu próprio irmão, feito pelo fraquinho SCOTT FOLEY (da série FELICITY). Foi este louco o responsável e “chefão” da onda de crimes iniciadas por Billy e Stu. E, mais um motivo estúpido que envolve abandono e ciúmes, que culminou na série de crimes. Ele era o diretor de STAB 3 e o público nunca iria suspeitar dele. Ou sim? O terceiro ato é um pouco irregular (como O RETORNO DE JEDI) que tenta se sustentar como filme depois de grandes sucessos, e deixa expectativas exarcebadas no fã. Craven disse uma vez que fazer o terceiro filme era como trabalhar para a CIA, com um script a sete chaves.
Ao menos tem lá uma ou outra cena bacana de morte e o mesmo requinte para a comédia, com a entrada da “nova Gale Weathers” PARKER POSEY e momentos de galantismo com o esquecido PATRICK DEMPSEY, como um detetive particular que se envolve no novo caso criminal do típico assassino e é claro, envolve-se com a protagonista.
O filme tem participações especiais de CARRIE FISHER (a princesa Léia) e o famoso produtor de filmes baratos ROGER CORMAN (fazendo um dos produtores executivos de STAB). Quase não nota-se a evolução da atriz EMILY MORTIMER (de filmes como Math Point de Woody Allen) fazendo “Sidney em Stab” com um tipo de “songa-monga” (essa vai morrer depressa). A introdução de PÂNICO 3 não chega a ser tão excitante como nos dois primeiros. Aqui o personagem de LIEV SCHREIBER (como COTTON WEARY) é tirado rapidamente de cena, quando sua namorada loira é atacada pelo killer. Liev faz um personagem com fortes ligações nos anteriores, mas acho que sempre algum coadjuvante importante tem que morrer. Não? Fato é que Craven não consegue expandir este filme o que me leva a crer na necessidade de revisitar a série 11 anos depois.
Eis PÂNICO 4. Título original não? Um belo e divertido filme que se apresenta como uma obra clichê, assumidamente. Com certo vigor, Craven apresenta para uma nova audiência o filme que fez história nos anos 90. Na história são 10 anos que se passaram, e Sidney esta de volta a sua cidade natal para lançar o seu livro de auto-ajuda. Sua presença marca a volta de um novo Ghostface que começa a espalhar o medo novamente através de filmes de horror e questionando a posição dos remakes. Seria mesmo o caso de Pânico 4 ser uma quase refilmagem do original. Na verdade é o remake e o filme número um, que se bicam na metalinguagem. A primeira década do século XXI mostrou a falta de criatividade de Hollywood quando refez uma avalanche de filmes clássicos para novos tempos de aparelhos celulares, Ipod e Internet, como os do FREDDY KRUEGER, JASON e MICHAEL MYERS. E outras obras como O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA e, em 3D (de maneira imbecil), PIRANHA e O DIA DOS NAMORADOS MACABRO, só para exemplificar. Portanto seria arriscado, em pleno ano 2011, trazer um filme que é a cara da década em que o tape se transformava em disc digital.
KEVIN WILLIAMSON se mostrou nostálgico neste roteiro. Um cara que experimentou os sucessos na TV com séries como DAWSON´S CREEK e até o cult THE VAMPIRE DIARIES, volta em boa forma, ao lado de Craven na direção, e consegue experimentar a saga de Sidney e Ghostface abrindo caminho para uma nova trilogia. Afinal segundo o slogan é certamente óbvio.
O filme tem uma super introdução de filme no filme, se perdendo na ficção e realidade, lindamente. Sempre há uma dupla de garotas que questionam os filmes de terror e conseguem subir escada acima quando deveriam estar correndo pela porta da frente. Enfim. Com isso, STAB chega a seu sétimo capítulo (onde até viagem no tempo já rolou - segundo uma das personagens). As risadas estão rolando nos primeiros minutos de metragem. Nenhum grito ou susto, daqueles que faziam jus o título original “Scream” e mesmo o nacional, aconteceram. Não vou ficar aqui soltando spoilers da recente fita da série, mas tudo não passa de um divertimento cinéfilo da nova geração. Até para o espectador leigo, tudo é mais exigente e conseqüentemente, mais tolo nos atuais filmes de terror. E, somente Pânico consegue ser tão cara-de-pau em assumir isso.
NEVE CAMPBELL, uma atriz já muito além do tipo papel que a tornou estrela, faz desta vez uma heroína diferente. No começo ela enfrentava o Ghostface como uma garota, agora como uma mulher. Não mexa com “a original”, Sidney nunca desiste ou morre. Neve esta para Sidney como SIGOURNEY WEAVER esta para RIPLEY. Foi ela, com seu jeito atordoado quem também se responsabilizou por um novo tipo de garota, a última garota sobrevivente de fitas de terror. Copiando Neve, muitas atrizes tentaram ser como Sidney Prescott. Mas, ela, somente ela, consegue surpreender o assassino quando o mesmo quer levantar do túmulo para um último susto. Já é a quarta vez que ela passa por isso, isto é, é como ensinar o padre a rezar a missa.
Não acho que a série Pânico (espelhada neste quarto filme) envelheceu mal. Muito pelo contrário, foi a minha geração de “aborrescentes” que envelheceram. Agora estamos mais críticos, velhos etc. Assistimos Pânico, ou qualquer outro filme de terror com muito ceticismo. No entanto, é a série de Craven e Williamson que me faz varrer para debaixo do tapete este adulto crítico. Penso em me divertir e tentar levar poucos sustos. Scream/Pânico é o tour de force do filme de terror metalingüístico. E ponto.
EUA- 1996/1997/2000/2011
TERROR
FULLSCREEN/CINEMA
111 min.
120 min.
116 min.
111 min.
COR
DIMENSION FILMS
18 ANOS
PÂNICO ✩✩✩✩✩ EXCELENTE
PÂNICO 2 ✩✩✩✩ ÓTIMO
PÂNICO 3 ✩✩✩ BOM
PÂNICO 4 ✩✩✩✩ ÓTIMO
TERROR
FULLSCREEN/CINEMA
111 min.
120 min.
116 min.
111 min.
COR
DIMENSION FILMS
18 ANOS
PÂNICO ✩✩✩✩✩ EXCELENTE
PÂNICO 2 ✩✩✩✩ ÓTIMO
PÂNICO 3 ✩✩✩ BOM
PÂNICO 4 ✩✩✩✩ ÓTIMO

DIMENSION FILMS
APRESENTA
WES CRAVEN´S
SCREAM
Criado por KEVIN WILLIAMSON
Estrelando:
DAVID
ARQUETTE NEVE CAMPBELL COURTENEY COX
Também Estrelando:
DREW
BARRYMORE SKEET ULRICH ROSE McGOWAN
MATTHEW
LILLARD JAMIE KENNEDY LIEV SCHREIBER
JADA PINKETT OMAR EPPS HEATHER GRAHAM
PETER DEMING ELISE NEAL SARAH MICHELLE GELLAR
JOSHUA JACKSON TIMOTHY OLYPHANT JERRY O´CONNELL
DUANE MARTIN LAURIE METCALF REBECCA GAYHEART
PORTIA DE
ROSSI TORI SPELLING
LUKE WILSON
DAVID WARNER
KELLY RUTHERFORD JULIE JANNEY
PATRICK
DEMPSEY LYNN McREE
SCOTT FOLEY LANCE HENRIKSEN
DEON RICHMOND MATT KEESLAR
JENNY
McCARTHY EMILY MORTIMER PARKER
POSEY
PATRICK WARBURTON
HEATHER MATARAZZO
LUCY HALE SHENAE GRIMES
ANNA PAQUIN
KRISTEN BELL AIMEE TEEGARDEN
BRITTANY ROBERTSON ALISON BRIE
HAYDEN
PANETTIERE EMMA ROBERTS
MARIELLE JAFFE MARLEY SHELTON
NANCY O´DELL ERIK KNUDSEN
JUSTIN BRANDT RORY CULKIN
NICO TORTORELLA ADAM BRODY
ANTHONY ANDERSON MARY McDONNELL
E ROGER JACKSON Como: “A VOZ DE
GHOSTFACE”
Música de
MARCO BELTRAMI
Direção de
Fotografia:
MARK IRWIN PETER
DEMING
Montagem
PATRICK LUSSIER PETER
McNULTY
Cenografia por
BRUCE ALAN MILLER
BOB ZIEMBICKI ADAM STOCKHAUSEN
Figurinos por
CYNTHIA
BERGSTROM KATHLEEN DETORO
ABIGAIL MURRAY DEBRA McGUIRE
Produtores
Executivos
MARIANNE
MADDALENA BOB WEINSTEIN
HARVEY
WEINSTEIN KEVIN WILLIAMSON RON SCHMIDT
Produzido por
WES CRAVEN
CATHY KONRAD CARY WOODS MARIANNE MADDALENA
KEVIN WILLIAMSON IYA LABUNKA
Escrito por
KEVIN WILLIAMSON
Pânico 3 escrito
por EHREN
KRUGER
Baseado nos
Personagens criados por KEVIN WILLIAMSON
DIREÇÃO
WES CRAVEN
DIMENSION
FILMS ©1996/1997/2000/2011



13 comentários:
Até hoje não entendo como nunca vi Pânico, que foi uma saga da infância da galera... Eu era muito medroso, portanto, devia fugir desses filmes... Mas semana passada pude conferir os quatro e minha surpresa foi ótimo, porque como você citou, o filme não envelheceu... ainda é muito bom, ainda que o segundo e o terceiro sejam inferiores ao primeiro e quarto!
Seu último parágrafo é irretocável, Rodrigo. TOUCHÉ! Delícia de texto! Perfeito! Gostei muito da viagem e dos pitacos que vc deu na série. Excelente trabalho!
mas tenho que destacar umas coisinhas:
1) ahhhh, a morte de Rose McGowan é das piores coisas que eu já vi em um FILME. E olha q já assisti muuuuita coisa dessas barbaridades por aí rs. "Pior" no sentido de sentir pena da personagem mesmo. Qdo pequeno, já ficava boquiaberto e nem chegava perto da porta da garagem da minha casa qdo subia rs, hoje eu ainda fico pasmo quando, em momento de solidão na madrugada, coloco a morte de Tatum no YouTube rsrsrs. Cruzes, aquilo é terrível, enfim.
2) Será que o Billy Loomis era gay? Randy indica isso no 2, será q ele e o Stu faziam troca-troca? HAHAHAHAA, tipo, é de se desconfiar, né?
Enfim... o original deixa os outros da série comendo poeira não porque os posteriores sao ruins, mas é que o 1 é ímpar. Eu adoro e tô pra rever qualquer dia desses =D
abração!
"Até para o espectador leigo, tudo é mais exigente e conseqüentemente, mais tolo nos atuais filmes de terror. E, somente Pânico consegue ser tão cara-de-pau em assumir isso"
Perfeito, Rodrigo, é isso que torna Pânico especial, ele usa os clichês e regras tolas a seu favor. E a sequência inicial do primeiro pânico é mesmo muito bem feita, assustadora e inteligente. Já a sequência inicial de Pânico 4 é deliciosamente hilária.
bjs
Sou grande fã da saga e é sempre bom ler textos e opiniões sobre a série. Adoro o primeiro filme, mas acho 'Pânico 2' muito mais eficaz e certamente o melhor da trilogia. O filme construiu sua própria identidade, já que em nenhum momento ele tenta ser parecido ou usar a mesma fórmula do 1º. Claro, as primeiras mortes são clássicas, o assassino é o grande mistério do filme, as referências estão lá (desta vez não apenas com filmes de terro, mas com sequências como Star Wars, O Poderoso Chefão, Terminator 2), mas desta vez os personagens são desenvolvidos com maestria. Mostrando a Sidney tentando se livrar do passado, querendo deixar de lado a desconfiança pelo namorado ao mesmo tempo que quer protegê-lo. A relação complicada de Gale e Dewey. Acho 'Pânico 2' um grande filme. Já o terceiro se transformou no tipo que os outros 2 tiravam sarro. Agora com 'Pânico 4' a história é diferente! Amei o filme do início ao fim! Veja no meu blog a crítica!
http://filme-do-dia.blogspot.com/
Acho a primeira cena do primeiro Pânico antológica...
ADOREI o post, muitos parabéns pelo fantástico trabalho, está um texto magnifico mesmo. Gosto imenso da saga, infelizmente ainda não tive tempo para conferir o Scream 4, mas decerto que não me desiludirei. Continua o excelente trabalho ;)
Sarah
http://depoisdocinema.blogspot.com
Não tem jeito, toda vez que vejo esse filme só lembro daquela paródia que fizeram dele: na cena em que esse mascarado enfia a faca no silicone da loira.
Um abraço e Feliz Páscoa!
Mas que Blog "danadinho", hein? Gostei - e voltarei!!!! Obrigado pleo prestígio e palavras legais! Oba, sempre é gostoso ganhar novos amigos!!!
Ricardo
delicioso texto Rodrigo. Desde já referencial em termos de Pânico. Gostei dos devaneios, da nostalgia e da conclusão aventada. Pânico tem essa coisa mesmo de nos despertar o cinéfilo de matinê. É o melhor matinês com espírito dos anos 90.
Abs
Ótima resenha sobre a saga de Wes Craven. Os filmes no fundo são uma grande brincadeira com o gênero, recheada de sangue e violência, marcas de toda a carreira de Craven.
Ainda preciso conferir esta quarta parte.
Abraço
Oi,
Gostei muito da postagem!!
Abraços...
Kleber
ROBSON: Concordo que o primeiro e o quarto filmes são a "primas" da saga.
Abs.
ELTON: Obrigado meu caro Elton. Adorei seu comentário fã de Pânico. Qualquer dia desses vamos trocar idéias tomando umas breja, rs! Abs.
AMANDA: Isso mesmo querida Amanda, a introdução de pânico começa assustadora e recíproca e culmina, já no quarto capítulo, hilária! Bjs.
KAHLIL:Eu li seu post cara! Ótimo, e concordo com vc quanto ao segundo filme. Quando vi STAB pela primeira vez... enfim...fiquei fascinado!
Abs.
MARCELO: Tbm! Descobri uma nova Drew Barrymore tbm. Abs!
SARAH: Obrigado pelo carinho querida! Um super beijo!
M: kkkkkk Scary Movie tbm marcou época troiana! Bjs querida! Obrigado e pra vc tbm!
RICARDO: Adorei "As Tertúlias". Prazer tê-lo aqui! Obrigado pelo danadinho, rs! Abs.
REINALDO: Obrigado amigo! Adoro essas "matinês noturas". Rs!
Abs.
HUGO: Obrigado Hugo. Craven usou muita criatividade para despertar o interesse e cult às fitas. Grande abraço!
KLEBER: Obrigado Kleber. Abraços!
Volte para mais sessões!
RODRIGO
Xará. Também encontrei seu blog! Bom, como bem comentei no meu post, adoro a série Pânico. A metalinguagem é essencial e um ponto muito bom nos filmes, e seu post relaciona todos de forma brilhante, parabéns. Abraços.
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