DE
JAMES WHALE
FRANKENSTEIN ™
Cientista maluco obcecado em criar um ser humano, acaba criando um monstro a partir de várias partes de corpos exumados. Baseado no romance de MARY SHELLEY.O Cinema Rodrigo irá exibir uma série de filmes da Coleção de Rodrigo Mendes nas sessões ‘Universal Monsters’ os primeiros, originais e clássicos monstros do estúdio de CARL LAEMMLE, a UNIVERSAL STUDIOS. O estúdio foi e sempre será o lar destas famosas criaturas que ensinaram a cartilha de como fazer filmes do gênero. Apesar de inocentes, à época era extremamente chocante ver estrelas como BORIS KARLOFF (Frankenstein/ A múmia), BELA LUGOSI (Drácula) e LON CHANEY JR ( O Lobisomem) caracterizados como horrendas figuras de um fantástico e aterrador conto e ou/ romance poético. O estúdio estava no auge, era produzido filmes baratíssimos comparados com os que eram feitos em uma METRO, por exemplo. A Universal praticamente surgiu com esses monstros famosos e a idéia de fazê-los veio do produtor, filho do dono do estúdio Laemmle, CARL LAEMMLE JR.
FRANKENSTEIN foi produzido e lançado no mesmo ano de DRÁCULA e trazia a futura estrela, KARLOFF como o mais memorável monstro do cinema de todos os tempos. O filme é considerado o primeiro terror e o maior já realizado. Na premissa o Dr. Frankenstein (COLIN CLIVE) ousa mexer com a vida e a morte ao criar um monstro humano com partes de corpos sem vida. Ele é obcecado em descobrir a criação da vida e viola as leis naturais e a de Deus! É somente isto que move este belo e aterrador filme adaptado do clássico de Mary Shelley transposta para a sétima arte, aqui pelo famoso diretor inglês JAMES WHALE.
Hoje em dia a platéia não se assusta e este tipo de fita é visto como pura inocência. O que existe de pieguice também não está escrito, mas a julgar as condições e o período, tudo é perdoado. É um filme adorável e super imitado. As marcações dos atores na época é algo que não existe mais atualmente no cinema, e o grito das mocinhas ao verem um monstro mexia com toda a sua linguagem corporal. É engraçado ver MAE CLARKE gritando assustada, mas ao mesmo tempo é deslumbrante ver que mesmo em um filme barato e de terror, existia um glamour em Hollywood que não se faz mais com tanta ressonância artística (e muito menos em um filme de terror. O que Pânico tem de tão chique?). É um cuidado e uma elegância vista nos figurinos e cenários. Karloff é o único e magistral monstro nomeado de Frankesntein, como seu criador. Uma criatura solitária, sem amigos, trágica que não sabe o que faz e acaba virando um cão vira-lata sem dono.
Há momentos clássicos do ator DWIGHT FRYE que interpreta o Fritz, o assistente, tanto neste filme como em Drácula (ele interpretou o louco Renfield que visita o conde na Transilvânia) Frye era o mais cotado e participa dos principais filmes do estúdio.
O filme foi lançado em 21 de Novembro de 1931, enquanto Drácula em 14 de fevereiro do mesmo ano.
Karloff não é creditado nas titulagens de abertura, somente quando o filme acaba e apresenta novamente os “The Players”. O papel do monstro para sempre marcou a carreira do ator que posteriormente sempre quis mudar de tipo. Ele apenas voltou na continuação em 1935 (A NOIVA DE FRANKENSTEIN – brevemente aqui) e, em: O FILHO DE FRANKENSTEIN (1939). Depois por achar que a linha dramática já tinha sido exaurida partiu para outros projetos, mas sem nunca deixar de fazer algum outro monstro (interpretou também IMHOTEP no clássico A MÚMIA, 1932- também desta coleção). Este ator que ficou caricato, um ícone, assim como os colegas Lugosi, Lon Chaney e Vincent Price, para sempre um mestre dos filmes de terror.
Legítimo ator britânico nasceu em 1887 e foi educado na Universidade de Londres (tinha pedigree) na expectativa de que iria seguir uma carreira diplomática, mas migrou-se para o Canadá em 1909 e se juntou em uma empresa de turismo sediada em Ontário. Mais tarde adotou o nome de Boris Karloff, e precisando de dinheiro, se envolveu por acaso na indústria do cinema sendo ator ocasional como figurante em silêncio em alguns filmes mudos: “The Deadlier Sex” (1920) e “Tarzan e o Leão de Ouro” (1927). Mas sua chance mudou quando a Universal o escalou para viver o monstro em um filme de terror que seria dirigido por um cineasta autor como Whale. Aliás, James Whale foi o responsável pelo sucesso e fama de karloff, graças a sua genial visão cinematográfica, um dos únicos diretores a ter livre arbítrio no estúdio numa época regida pelo produtor e chefe de estúdio.
James teve também uma vida interessante e contada no filme de Bill Condon; “DEUSES E MONSTROS” (1998) em que o ator IAN McKELLEN o interpretou. Whale foi o primeiro a ter fama, de uma vida em aberta numa Hollywood dos anos de ouro, e desde já assumindo a sua homossexualidade. Seus filmes de monstros são os melhores. Além de A Noiva de Frankenstein, ele realizou o meu predileto, O HOMEM INVISÍVEL (1933 – com Claude Rains [da coleção]). Este diretor teve até uma morte digna como se fosse em alguns de seus filmes: morreu afogado na piscina de sua casa (uma nota de suicídio apareceu tempos depois). Sua biografia romanceada no filme de Condon, que levou o Oscar de Roteiro Adaptado, é uma inspiração que veio do livro de Christopher Bram: “FATHER OF FRANKENSTEIN”. E o título deste livro não poderia estar mais correto. Whale foi realmente o pai do querido monstro, ele praticamente reinventou o personagem de Shelley, que no livro tinha outra descrição e no filme uma versão mais alegórica.
Apesar de ser lançado meses depois de Drácula, Frank também ajudou a estabelecer as regras do gênero que anos a fio culminou numa série de versões inspiradas neste primeiro monstro legítimo de Hollywood, em parte Karloff, em parte Whale.Outro filme que se iguala é a versão de 1994 da obra de Shelley, dirigida e interpretada por Kenneth Branagh – e co estrelado por Robert De Niro como o monstro e Helena Bonhan Carter como a Noiva).

TERROR
70min.
PRETO E BRANCO
FULLSCREEN
12 ANOS
UNIVERSAL
✩ ✩ ✩ ✩ ✩ EXCELENTE

• O filme foi restaurado em 1959.
• Nos extras há um comentário de RUDY BEHLMER (crítico e historiador)
• Arquivos de Frankenstein (Galeria de Fotos)
• Como Hollywood Fez um Monstro
• O especial BOO!
• E o Trailer original
• Nos extras há um comentário de RUDY BEHLMER (crítico e historiador)
• Arquivos de Frankenstein (Galeria de Fotos)
• Como Hollywood Fez um Monstro
• O especial BOO!
• E o Trailer original
UNIVERSAL
PICTURES/CARL LAEMMLE APRESENTAM
Frankenstein
Frankenstein
ESTRELANDO:
COLIN CLIVE
MAE CLARKE JOHN BOLES
EDWARD VAN SLOAN DWIGHT
FRYE
E APRESENTANDO BORIS KARLOFF (?) como
‘O Monstro’
Música de BERNHARD KAUN Montagem CLARENCE KOLSTER
Fotografado por ARTHUR EDESON. PAUL IVANO
Direção de Arte CHARLES D. HALL Maquiagem JACK P.PIERCE
Produtor Associado EM ASHER Produzido por CARL LAEMMLE JR.
BASEADO NO ROMANCE
DE
MRS.
MARY PERCY B. SHELLEY
Roteiro de GARRETT FORT. FRANCIS EDWARDS FARAGOH
Adaptada por JOHN L. BALDERSTON
De Uma Peça de PEGGY WEBLING
DIRIGIDO POR
JAMES
WHALE

7 comentários:
Adoro esses clássicos. Lembro que quando trabalhei em vídeo locadora foi lançada uma caixa com formato de caixão com essas obras.
Obra-prima do marketing da distribuidora.
RENATO: ORRAS! Que legal, rs!
Abs!
RODRIGO
Só no Cine Rodrigo temos contato com essas preciosidades. Já vi o filme, mas faz tanto tempo... E o DVD me parece interessante. O material extra é um chamariz a parte.
Não preciso nem citar a riqueza da contxtualização né?
Aquele abraço!
Ainda pretendo assistir alguns clássicos da Universal.
Já vi este "Frankestein" e "Drácula", que considero um melhor filme.
Mesmo James Whale tendo acertado na direção de "Frankenstein", "Drácula" era um trabalho do grande Tod Browning que fez outros clássicos como "A Marca do Vampiro" e Monstros - Freaks".
Abraço
REINALDO: Obrigado meu caro amigo! Tenho uma paixão inesplicável por esses filmes. Estou baixando outros 44 títulos do estúdios pq não encontro em DVD ou BD. Rs!
Abs.
HUGO: Browning é outro grande realizador do gênero mesmo Hugo. Já postei dois filmes dele aqui no blog, inclusive FREAKS e o ótimo A Boneca Do Demônio. A Marca Do vampiro é um filme que ainda não conferi. Drácula será o próximo capítulo da série.
Abs.
RODRIGO
Excelente texto e olha, só agora me ocorreu que ainda não vi nenhum filme deste segmento :(
abs :D
É muito legal ALAN....por ser antigo é diferente do cinema de hoje!
Abs.
Postar um comentário