OS NOSSOS SEMELHANTES
Uma equipe de astronautas liderados pelo comandante George Taylor (CHARLTON HESTON) vão parar acidentalmente em um planeta no futuro que muito lembra a Terra, onde macacos são seres inteligentes, que falam e são a espécie dominante que escravizam os humanos de forma cruel. Baseado no romance ‘La planète des Singes’ do romancista francês PIERRE BOULLE e produzido por ARTHUR P. JACOBS (ADEUS, MR. CHIPS).
Esta obra-prima é outro marco da ficção-científica (mesmo ano de 2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO) e mais um fruto lucrativo da Fox associando-se a outra Trademark [™] (mais tarde seria STAR WARS).
O enredo é simples, sobre este astronauta TAYLOR, vivido pelo lendário ator CHARLTON HESTON (Os DEZ MANDAMENTOS, BEN-HUR) que com o seu grupo (mais dois astronautas e uma tripulante mulher que morre na viagem) faz uma aterrissagem forçada (vista pelo ponto de vista da nave – um jeito criativo para economizar nos efeitos especiais e fazer algo com mais impacto) em um planeta aparentemente distante e que é dominado por uma raça inteligente de macacos (todos são atores maquiados). Eles obtêm uma força primitiva e obsoleta e usam os humanos como escravos seja para o esporte ou experiências científicas. É um mundo inverso, aqui os humanos não falam e vivem em jaulas enquanto os macacos se comportam como seres hostis e superiores, maltratando e caçando os homens. Logo, Taylor e seus amigos acabam entre os caçados e conhecem os humanos do lugar, entre eles a bela selvagem “Nova” interpretada de modo off pela bela modelo LINDA HARRISON (melhor que ESTELLA WARREN no pastiche de Tim Burton [vide abaixo]) em uma das sequências mais alucinantes e esquisitas que já assisti no cinema. Assim sendo, a vida de Taylor e dos outros acaba nas mãos de um simpático e inteligente (com bom senso) cientista chipanzé chamado Cornelius (RODDY McDOWALL de “A Hora Do Espanto” [1985]) e sua esposa, também cientista e psicóloga, Dra. Zira (KIM HUNTER a Stella de UM BONDE CHAMADO DESEJO [1951]).
Mas quando Taylor abre a boca e começa a insultar os macacos devido aos maus tratos, ele e seus companheiros acabam caindo nas mãos de políticos símios que são orangotangos, o ministro da ciência é um sujeito asqueroso, Dr. Zaius (MAURICE EVANS – papel que seria interpretado pelo lendário ator EDWARD G. ROBINSON). Ou seja, o humano da jaula, vai parar em uma Assembléia de macacos (com ótimas cenas e diálogos fascinantes), encara o próprio Presidente da Assembléia (JAMES WHITMORE) e acaba vivendo um pesadelo neste planeta hostil. O personagem de Heston até grita: “Isso é um manicômio!”.
Apesar de ser uma fita de ficção-científica e de ter o seu público alvo, Planeta Dos Macacos teve a oportunidade de discutir temas políticos, de racismo, preconceito e tudo o mais, de uma maneira um tanto estranha, mas que soube fazer de um modo original, com visual arrojado e roteiro muito bem articulado. Aliás, a obra de Boulle ‘La planète des Singes’ já era notória (apesar do autor nunca achar que era apropriada para o cinema dizendo que era um de seus trabalhos dos mais incompletos e pobre), mesmo assim, o lendário produtor independente de Hollywood ARTHUR P. JACOBS ficou fascinado com o material e comprou os direitos da obra. É aquela velha história, bateu na porta da Warner, Columbia, Paramount, Universal e todos diziam a mesma resposta: “Não”. Talvez pelo fato de acharem que o filme serviria apenas para matinês de domingo, isto é, astronautas e macacos falantes? Ninguém levava a sério como Jacobs, que enxergava na obra uma premissa séria e que teria de ser feita da maneira correta. Por fim, Jacobs bateu na porta dos estúdios da Twentieth Century Fox, que já era comandada pelo herdeiro do fundador ZANUCK, Richard D. Zanuck (também produtor de alguns filmes como Tubarão do Spielberg). Zanuck então majoritário da Fox na época aceitou o projeto, mas com a condição de testes com a câmera. Os atores estariam não apenas vestidos de macacos e sim maquiados. EDWARD G. ROBINSON assumiu o papel do Dr. Zaius nos testes com Heston e James Brolin (como outro macaco cientista), assim os produtores e o diretor FRANKLIN J. SHAFFNER (de ótimas fitas como PAPILLON [1973], O SENHOR DA GUERRA [1965] e o vencedor do Oscar PATTON – REBELDE OU HERÓI? [1970]) puderam observar o potencial da trama e como daria certo. Obviamente que a maquiagem era o fator principal e deveria ser extremamente bem executada. Foi contratado para a árdua tarefa JOHN CHAMBERS (que trabalhou como médico na Guerra e se sobressaiu na vida fazendo próteses humanas. Trabalhou em muitos filmes e até criou as orelhas pontudas de Spock em Star Trek). O magnífico trabalho de Chambers lhe rendeu um Oscar especial na categoria honorária ao filme no quesito Melhor Maquiagem. Sem dúvida, a maquiagem foi um instrumento importante para o filme, mesmo que os atores tivessem que sofrer horas no camarim com a execução da coisa, mas, no entanto, quando eles falavam tudo era bem mais crível. Só mesmo Hollywood para criar façanhas do tipo. Sim, macacos que falam e são atores com pedigree em cena!
Antes de a produção entrar em vigor é preciso saber que a mente principal por trás de tudo é mesmo o produtor Jacobs. Um cara que trabalhava em Hollywood e era muito parecido com David O. Selznick. Era um independente, além de muito criativo e com tutano na publicidade. Trabalhava com as estrelas mais requintadas da época como James Stewart, Judy Garland e Marilyn Monroe. Aliás, foi essa adorável loira que ajudou Jacobs a transitar na carreira. De publicitário para produtor de cinema na década de 1960. Monroe iria estrelar um dos filmes mais cults de Jacobs: A SENHORA E SEUS MARIDOS (WHAT A WAY TO GO!), mas com a morte de Monroe em 1962, ele adiou os planos do filme. Mesmo assim, Arthur continuou com o projeto que acabou sendo estrelado por Shirley MacLaine em 1964. Ou seja, o filme era assim, além de criativo e divertido (também intrigante) fez um enorme sucesso de bilheteria.
Este era Jacobs, um produtor astuto e que entendia muito bem o entretenimento e prazer do público cinéfilo. Não seria diferente com os macacos. Com este ótimo resultado, Zanuck resolveu mesmo financiar Jacobs e o primeiro filme foi a primeira versão de DR. DOLITTLE com Rex Harrison, uma produção enorme com canções inéditas, centenas de figurantes e animais treinados que falavam com o protagonista. Não demorou muito para Jacobs apresentar outra idéia que também consistia em falar com animais, obviamente de um jeito sério. Planeta Dos Macacos era algo inimaginável para Zanuck que ainda estava com certa dúvida quanto a um filme em que mostraria um planeta futurístico com tecnologia avançada e macacos falantes. Para evitar mais um não, mesmo antes dos testes, Jacobs, o diretor Shaffner e Heston resolveram mudar o conceito de "planeta do futuro" para uma "civilização primitiva", em que os macacos habitavam em um ambiente árido e cavernoso, como se a civilização dos peludos estivessem ainda na Roma antiga. Isso deu um toque ainda mais saboroso à obra e até melhorou o conceito criado por Boulle.
Na verdade o filme só funcionou (carregado por uma idéia fantasiosa demais) porque Jacobs esteve cercado por uma equipe de mestres no gênero. Além de Heston estrelando aquilo que sabia fazer como nenhum outro ator, um épico (o que deu maiores créditos quando o roteiro foi enviado à Fox), tinha um cineasta artesão como Franklin J. Shaffner que sabia fazer a máquina funcionar. É aquele tipo de diretor de cinema que sabe encarar qualquer projeto à mercê do produtor (que geralmente leva os maiores créditos) e que não é muito um diretor-autor e sim mais um “diretor de cena”. Também os roteiristas eram excepcionais. Primeiro ROD SERLING (criador da famosa série de TV TWLIGHT ZONE – ALÉM DA IMAGINAÇÃO) escreve uma adaptação que de tratamento em tratamento ganhou uma fantástica versão cinematográfica e depois MICHAEL WILSON (outro roteirista ótimo de filmes como UM LUGAR AO SOL [1951] e de outra adaptação do romancista Boulle: A PONTE DO RIO KWAI [1957]) lapidou ainda mais o scrip final do filme, adicionando os diálogos mais inteligentes na trama (principalmente os falados pelo Dr. Zaius).
O filme pode ser estéril e entediante para pessoas que não curtem muito o gênero. Ele demora a começar e os macacos a aparecer, mas a introdução da história que o diretor Shaffner realizou era muito importante.
Ela dava todo o sentido e o tom do filme que culminaria naquele famoso e aterrorizante final (não vou dizer senão perde a graça – para aqueles que ainda não viram o filme).
A obra teve muita repercussão. Antes de George Lucas lançar a sua galáxia muito distante, digamos que ele aprendeu o mundo dos negócios e do merchandising com Planeta Dos Macacos, já que não há como negar toda a publicidade que a história ganhou apelando para o público familiar (revistas, quadrinhos, caixinhas de cereais, canecas, bonecos, etc). Depois deste filme de 1968 houve continuações (todas estreladas por Roddy McDowall [exceto o segundo] como Cornelius e depois como o filho de seu personagem, César): DE VOLTA AO PLANETA DOS MACACOS (1970 – ainda com Heston), o divertido A FUGA DO PLANETA DOS MACACOS (1971 - onde os macacos vão parar no Planeta Terra, o inverso), o sombrio e violento A CONQUISTA DO PLANETA DOS MACACOS (1972) e A BATALHA DO PLANETA DOS MACACOS (1973 – dirigidos por outro artesão J. LEE THOMPSON). Também virou série de TV na década de 1970 após os filmes da série e desenho animado (produzida em 1975). Em 2001, TIM BURTON realiza uma decepcionante versão com Mark Wahlberg, Helena Bonhan Carter e Tim Roth. E, James Franco irá estrelar mais uma versão desta história em 2011: PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM. Mas certamente o original ninguém tira o posto. É um filme tão espetacular e notório, um clássico tão poderoso, que deve ser visto por todas as gerações.
Foi indicado ao Oscar (apesar do prêmio especial na maquiagem) por Melhor figurino e trilha musical original para JERRY GOLDSMITH que compõe a melhor obra de sua filmografia como compositor. O tema principal dos macacos é show de bola!
Quando eu olho para a estátua da liberdade lembro-me de apenas um filme. “Malditos! Eles conseguiram” – me lembra Heston.
O enredo é simples, sobre este astronauta TAYLOR, vivido pelo lendário ator CHARLTON HESTON (Os DEZ MANDAMENTOS, BEN-HUR) que com o seu grupo (mais dois astronautas e uma tripulante mulher que morre na viagem) faz uma aterrissagem forçada (vista pelo ponto de vista da nave – um jeito criativo para economizar nos efeitos especiais e fazer algo com mais impacto) em um planeta aparentemente distante e que é dominado por uma raça inteligente de macacos (todos são atores maquiados). Eles obtêm uma força primitiva e obsoleta e usam os humanos como escravos seja para o esporte ou experiências científicas. É um mundo inverso, aqui os humanos não falam e vivem em jaulas enquanto os macacos se comportam como seres hostis e superiores, maltratando e caçando os homens. Logo, Taylor e seus amigos acabam entre os caçados e conhecem os humanos do lugar, entre eles a bela selvagem “Nova” interpretada de modo off pela bela modelo LINDA HARRISON (melhor que ESTELLA WARREN no pastiche de Tim Burton [vide abaixo]) em uma das sequências mais alucinantes e esquisitas que já assisti no cinema. Assim sendo, a vida de Taylor e dos outros acaba nas mãos de um simpático e inteligente (com bom senso) cientista chipanzé chamado Cornelius (RODDY McDOWALL de “A Hora Do Espanto” [1985]) e sua esposa, também cientista e psicóloga, Dra. Zira (KIM HUNTER a Stella de UM BONDE CHAMADO DESEJO [1951]).
Mas quando Taylor abre a boca e começa a insultar os macacos devido aos maus tratos, ele e seus companheiros acabam caindo nas mãos de políticos símios que são orangotangos, o ministro da ciência é um sujeito asqueroso, Dr. Zaius (MAURICE EVANS – papel que seria interpretado pelo lendário ator EDWARD G. ROBINSON). Ou seja, o humano da jaula, vai parar em uma Assembléia de macacos (com ótimas cenas e diálogos fascinantes), encara o próprio Presidente da Assembléia (JAMES WHITMORE) e acaba vivendo um pesadelo neste planeta hostil. O personagem de Heston até grita: “Isso é um manicômio!”.
Apesar de ser uma fita de ficção-científica e de ter o seu público alvo, Planeta Dos Macacos teve a oportunidade de discutir temas políticos, de racismo, preconceito e tudo o mais, de uma maneira um tanto estranha, mas que soube fazer de um modo original, com visual arrojado e roteiro muito bem articulado. Aliás, a obra de Boulle ‘La planète des Singes’ já era notória (apesar do autor nunca achar que era apropriada para o cinema dizendo que era um de seus trabalhos dos mais incompletos e pobre), mesmo assim, o lendário produtor independente de Hollywood ARTHUR P. JACOBS ficou fascinado com o material e comprou os direitos da obra. É aquela velha história, bateu na porta da Warner, Columbia, Paramount, Universal e todos diziam a mesma resposta: “Não”. Talvez pelo fato de acharem que o filme serviria apenas para matinês de domingo, isto é, astronautas e macacos falantes? Ninguém levava a sério como Jacobs, que enxergava na obra uma premissa séria e que teria de ser feita da maneira correta. Por fim, Jacobs bateu na porta dos estúdios da Twentieth Century Fox, que já era comandada pelo herdeiro do fundador ZANUCK, Richard D. Zanuck (também produtor de alguns filmes como Tubarão do Spielberg). Zanuck então majoritário da Fox na época aceitou o projeto, mas com a condição de testes com a câmera. Os atores estariam não apenas vestidos de macacos e sim maquiados. EDWARD G. ROBINSON assumiu o papel do Dr. Zaius nos testes com Heston e James Brolin (como outro macaco cientista), assim os produtores e o diretor FRANKLIN J. SHAFFNER (de ótimas fitas como PAPILLON [1973], O SENHOR DA GUERRA [1965] e o vencedor do Oscar PATTON – REBELDE OU HERÓI? [1970]) puderam observar o potencial da trama e como daria certo. Obviamente que a maquiagem era o fator principal e deveria ser extremamente bem executada. Foi contratado para a árdua tarefa JOHN CHAMBERS (que trabalhou como médico na Guerra e se sobressaiu na vida fazendo próteses humanas. Trabalhou em muitos filmes e até criou as orelhas pontudas de Spock em Star Trek). O magnífico trabalho de Chambers lhe rendeu um Oscar especial na categoria honorária ao filme no quesito Melhor Maquiagem. Sem dúvida, a maquiagem foi um instrumento importante para o filme, mesmo que os atores tivessem que sofrer horas no camarim com a execução da coisa, mas, no entanto, quando eles falavam tudo era bem mais crível. Só mesmo Hollywood para criar façanhas do tipo. Sim, macacos que falam e são atores com pedigree em cena!
Antes de a produção entrar em vigor é preciso saber que a mente principal por trás de tudo é mesmo o produtor Jacobs. Um cara que trabalhava em Hollywood e era muito parecido com David O. Selznick. Era um independente, além de muito criativo e com tutano na publicidade. Trabalhava com as estrelas mais requintadas da época como James Stewart, Judy Garland e Marilyn Monroe. Aliás, foi essa adorável loira que ajudou Jacobs a transitar na carreira. De publicitário para produtor de cinema na década de 1960. Monroe iria estrelar um dos filmes mais cults de Jacobs: A SENHORA E SEUS MARIDOS (WHAT A WAY TO GO!), mas com a morte de Monroe em 1962, ele adiou os planos do filme. Mesmo assim, Arthur continuou com o projeto que acabou sendo estrelado por Shirley MacLaine em 1964. Ou seja, o filme era assim, além de criativo e divertido (também intrigante) fez um enorme sucesso de bilheteria.Este era Jacobs, um produtor astuto e que entendia muito bem o entretenimento e prazer do público cinéfilo. Não seria diferente com os macacos. Com este ótimo resultado, Zanuck resolveu mesmo financiar Jacobs e o primeiro filme foi a primeira versão de DR. DOLITTLE com Rex Harrison, uma produção enorme com canções inéditas, centenas de figurantes e animais treinados que falavam com o protagonista. Não demorou muito para Jacobs apresentar outra idéia que também consistia em falar com animais, obviamente de um jeito sério. Planeta Dos Macacos era algo inimaginável para Zanuck que ainda estava com certa dúvida quanto a um filme em que mostraria um planeta futurístico com tecnologia avançada e macacos falantes. Para evitar mais um não, mesmo antes dos testes, Jacobs, o diretor Shaffner e Heston resolveram mudar o conceito de "planeta do futuro" para uma "civilização primitiva", em que os macacos habitavam em um ambiente árido e cavernoso, como se a civilização dos peludos estivessem ainda na Roma antiga. Isso deu um toque ainda mais saboroso à obra e até melhorou o conceito criado por Boulle.
Na verdade o filme só funcionou (carregado por uma idéia fantasiosa demais) porque Jacobs esteve cercado por uma equipe de mestres no gênero. Além de Heston estrelando aquilo que sabia fazer como nenhum outro ator, um épico (o que deu maiores créditos quando o roteiro foi enviado à Fox), tinha um cineasta artesão como Franklin J. Shaffner que sabia fazer a máquina funcionar. É aquele tipo de diretor de cinema que sabe encarar qualquer projeto à mercê do produtor (que geralmente leva os maiores créditos) e que não é muito um diretor-autor e sim mais um “diretor de cena”. Também os roteiristas eram excepcionais. Primeiro ROD SERLING (criador da famosa série de TV TWLIGHT ZONE – ALÉM DA IMAGINAÇÃO) escreve uma adaptação que de tratamento em tratamento ganhou uma fantástica versão cinematográfica e depois MICHAEL WILSON (outro roteirista ótimo de filmes como UM LUGAR AO SOL [1951] e de outra adaptação do romancista Boulle: A PONTE DO RIO KWAI [1957]) lapidou ainda mais o scrip final do filme, adicionando os diálogos mais inteligentes na trama (principalmente os falados pelo Dr. Zaius).
O filme pode ser estéril e entediante para pessoas que não curtem muito o gênero. Ele demora a começar e os macacos a aparecer, mas a introdução da história que o diretor Shaffner realizou era muito importante.
Ela dava todo o sentido e o tom do filme que culminaria naquele famoso e aterrorizante final (não vou dizer senão perde a graça – para aqueles que ainda não viram o filme). A obra teve muita repercussão. Antes de George Lucas lançar a sua galáxia muito distante, digamos que ele aprendeu o mundo dos negócios e do merchandising com Planeta Dos Macacos, já que não há como negar toda a publicidade que a história ganhou apelando para o público familiar (revistas, quadrinhos, caixinhas de cereais, canecas, bonecos, etc). Depois deste filme de 1968 houve continuações (todas estreladas por Roddy McDowall [exceto o segundo] como Cornelius e depois como o filho de seu personagem, César): DE VOLTA AO PLANETA DOS MACACOS (1970 – ainda com Heston), o divertido A FUGA DO PLANETA DOS MACACOS (1971 - onde os macacos vão parar no Planeta Terra, o inverso), o sombrio e violento A CONQUISTA DO PLANETA DOS MACACOS (1972) e A BATALHA DO PLANETA DOS MACACOS (1973 – dirigidos por outro artesão J. LEE THOMPSON). Também virou série de TV na década de 1970 após os filmes da série e desenho animado (produzida em 1975). Em 2001, TIM BURTON realiza uma decepcionante versão com Mark Wahlberg, Helena Bonhan Carter e Tim Roth. E, James Franco irá estrelar mais uma versão desta história em 2011: PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM. Mas certamente o original ninguém tira o posto. É um filme tão espetacular e notório, um clássico tão poderoso, que deve ser visto por todas as gerações.
Foi indicado ao Oscar (apesar do prêmio especial na maquiagem) por Melhor figurino e trilha musical original para JERRY GOLDSMITH que compõe a melhor obra de sua filmografia como compositor. O tema principal dos macacos é show de bola!Quando eu olho para a estátua da liberdade lembro-me de apenas um filme. “Malditos! Eles conseguiram” – me lembra Heston.

EUA-1968
FICÇÃO-CIENTÍFICA/AVENTURA
112 min.
COR
WIDESCREEN
12 ANOS
FOX / DVD- EDIÇÃO ESPECIAL DUPLA 35º ANIVERSÁRIO -2004
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
TWENTIETH CENTURY FOX
APRESENTA
charlton
heston em
“Planet Of The Apes
COM: RODDY
MCDOWALL KIM HUNTER
MAURICE EVANS JAMES WHITMORE JAMES DALY
APRESENTANDO: LINDA HARRISON COMO “NOVA”
MAURICE EVANS JAMES WHITMORE JAMES DALY
APRESENTANDO: LINDA HARRISON COMO “NOVA”
CO-ESTRELANDO: LOU WAGNER ROBERT GUNNER JEFF BURTON
MÚSICA DE JERRY GOLDSMITH
MAQUIAGENS POR JOHN CHAMBERS
MONTAGEM HUGH S. FOWLER
FIGURINOS MORTON
HAACK
DIRETORES DE ARTE WILLIAM CREBER. JACK MARTIN SMITH
FOTOGRAFADO POR LEON SHAMROY
PRODUTOR ASSOCIADO MORT ABRAHAMS
ROTEIRO POR MICHAEL WILSON E ROD SERLING
BASEADO NA OBRA DE PIERRE BOULLE
PRODUZIDO POR ARTHUR P.
JACOBS
DIRIGIDO POR Franklin J.
Shaffner
PANAVISION/COLORIDO POR DeLUXE ® FOX
FILMS © 1968

4 comentários:
Você disse tudo: obra-prima.
Quando comprei esse filme em dvd e assisti no mesmo dia.......chorei de emoção.
Final marcante, tocante e apocalíptico.
Estou num momento Macacos. Comprei em dvd a série animada sobre a série e estou conseguindo baixar a série com personagens que passo na década de 70.
Prefiro a clássica. Mas, até a versão de Tim Burton me agradou....
Bela homenagem.
Pra mim esse filme só tem um defeito, meu na verdade, não dele. Queria ter assistido com o olhar ingênuo da época para a cena final ter maior impacto. Quando eu assisti, já sabia do que se tratava.
bjs
Um clássico inesquecível e poderoso. Até hoje me espanto com o brilhantismo do final, é chocante.
http://cinelupinha.blogspot.com/
RENATO: Valeu Renato! Tu é fã dos macacos, eu tbm gosto, e fico feliz que você tenha adquirido o DVD e esteja nesta fase macaco. Pretendo rever os outros filmes da série ainda na semana.
Abraços.
AMANDA> Ah! Sério? Quando eu assisti moleque com uns 7-8 anos não sabia do que se tratava nada do enredo. Mesmo com a capa reveladora com a Estátua, ainda foi impactante para mim.
Beijos.
RAFAEL: ESte filme tem tudo que o do Burton não teve. Obrigado.
Abraço.
Postar um comentário