terça-feira, 26 de julho de 2011

HITCHCOCK EM DOSE DUPLA

OS PÁSSAROS | LIFEBOAT

Em “Os Pássaros” (The Birds – 1963) uma série de ataques de corvos, gaivotas e de outras espécies aladas começam a acontecer inexplicavelmente numa cidade litorânea depois da chegada de uma misteriosa forasteira.

Em “Lifeboat – Um Barco e Nove Destinos” (Lifeboat, 1944) sobreviventes de um ataque alemão (U-boat) ficam a mercê em um bote salva-vidas depois de naufragarem e um dos sobreviventes entre os nove e o próprio capitão alemão que ordenou o ataque.



Quando falamos em suspense, imediatamente pensamos em ALFRED HITCHCOCK que deixou no mundo do entretenimento inúmeras obras primas da sétima arte. Duas delas são excelentes passatempos e as apresento aqui neste Double Hitch!






OS PÁSSAROS é um filme inigualável e de puro terror quando Hitchcock liberta os seus terríveis bichos voadores das gaiolas, em um dos filmes mais intrigantes e horripilantes do cinema.

Tudo começa quando uma loira chamada Melanie Daniels (TIPPI HEDREN) riquinha, socialite e mimada chega numa cidade litorânea (Bodega Bay) a fim de pregar uma peça em um solteirão bonitão, Mitch Brenner (ROD TAYLOR) que ela conheceu em um pet-shop (Hitchcock faz sua aparição habitual aqui saindo da loja com dois cachorros) na cidade de São Francisco. Logo, ela é atacada por uma gaivota sem saber o motivo, algo incomum e totalmente estranho. Depois, milhares de outras espécies de pássaros aparecem na cidade e começam a bicar as pessoas alimentando-se das vítimas (o que elas adoram comer são os globos oculares), perseguem criancinhas e todos os residentes numa terrível série de ataques. De um jeito estranho, como não é possível combater as criaturas aparentemente inofensivas, Melanie e Mitch lutam por suas vidas neste cerco litoral e pacato.
É incrível como Hitchcock soube lidar com os efeitos especiais e toda a técnica do filme em uma época que não existia computação gráfica e tampouco efeito ótico. E a fita foi mesmo um projeto audacioso já que o público esperava o máximo do diretor. Depois de alcançar o sucesso mundial com Psicose em 1960, Hitch demorou muito para achar outra história e só depois de um tempo que ele viu potencial na clássica estória de DAPHNE DU MAURIER (autora de ‘REBECCA’, primeiro filme de Hitchcock em Hollywood [1940]) para o cinema, depois de ter lido em notícias reais sobre alguns casos de ataques de pássaros a seres humanos.

Primeiramente Hitchcock planejava adaptar o conto de Du Marier para um de seus episódios de sua série de TV ALFRED HITCHCOCK PRESENTS, mas com vestígios de realidade misturados com a fantasia ele foi esperto, e teve tino comercial, em resolver explorar a trama para a tela grande. Aliás, somente Hitchcock para defender a idéia de que todos os seus filmes são puramente fantasia só que passados em um lugar verossímil, o que torna a premissa mais atraente. Quando questionavam Hitch pelo fato dele nunca ter feito um filme de época ou uma fita de faroeste ele sempre dizia: “Não vejo as pessoas irem ao banheiro em um filme de época. Não consigo acreditar nisso.” Ou: “Eu também nunca vi um vaqueiro comprar um chapéu no Velho Oeste.” Portanto fazer com que pássaros saem por aí bicando as pessoas numa cidadezinha litorânea tipicamente americana (grande parte filmada nos estúdios da Universal) é muito mais plausível, cronicamente viável na visão do mestre. O elenco foi muito bem escalado. A ótima JESSICA TANDY (Vencedora do Oscar por “Conduzindo Miss Daisy” [1989] e outros sucessos como “Tomates Verdes Fritos” [1991]) interpreta a mãe do herói com elegância, sofisticação e conservadorismo, só que uma matriarca bem diferente de uma "Sra. Bates". SUZANNE PLESHETTE faz uma professora, apaixonada pelo mocinho e que esta presa nesta cidade pouco atrativa. Fica sempre a impressão de que ela quer roubar o papel da mocinha. A garotinha, irmã de Brenner, é a estreante VERONICA CARTWRIGHT conhecida também pelo seu papel em “Alien: O 8º Passageiro” de Ridley Scott (vide abaixo). Os protagonistas tem uma química bacana. ROD TAYLOR (hoje velinho e conhecido pela ponta no filme de Tarantino “Bastardos Inglórios” como Churchill) faz Mitch com um “Q” de rebeldia e o típico macho tradicional que consegue encantar uma garota fútil e rica da cidade, a nova loira de Hitch, TIPPI HEDREN, que por acaso é a mãe de MELANIE GRIFFITH. Ela substituiu bem Grace Kelly na nova fase do diretor como a loira que desponta na premissa e é sempre o bode expiatório. Seria mesmo um fetiche do mestre? Hedren faz sua estréia no cinema nesta fita (havia estrelado apenas uma série de TV em 1951- “A Família Aldrich” e fazia trabalhos como modelo). Hedren voltou a atuar para Hitch, seu verdadeiro coach dramático, no filme seguinte: MARNIE: CONFISSÕES DE UMA LADRA (1964), filme que infelizmente foi um fracasso comercial (também co-estrelado por Sean Connery). Ela faz essa moça que não tem o que fazer, a não ser correr atrás de homens solteiros e vai parar nessa cidade pequena com aqueles maneirismos da época.

Mas como realizar cenas com passarinhos atacando os atores? Bom, antes de tudo Hitchcock sempre dizia que o diretor, para fazer um grande filme tem que ter três coisas: o roteiro, o roteiro e o roteiro! Assim, ele apenas manteve o título da autora, isto é, “Os Pássaros” e a idéia de que esses animais atacam as pessoas e resolveu começar do zero com o roteirista EVAN HUNTER, que havia escrito algumas histórias de suspense no seriado de Hitchcock para televisão. Feito o texto, Hitchcock precisava resolver o problema físico/técnico da fita. Os pássaros eram na maioria de verdade e treinados para cenas específicas. Algumas gaivotas voavam em direção a câmera quando a equipe lhe jogava comida, os corvos eram mais obedientes e inteligentes (de fato, cientificamente falando, corvos podem ser domesticados como cães e gatos) e faziam as cenas com adestradores presentes no set. Mas, em algumas cenas usavam pássaros falsos. No ataque a mocinha uma gaivota descia em cima de uma viga em direção a atriz e para fazer o sangue, simplesmente um trabalho genial de mão de obra que consistia um aderecista e uma cabeleireira que escondiam um tubo onde saia o sangue falso por um êmbolo escondido na cabeleira loira cheia de laquê de Tippi.

A cena em que as crianças saem correndo da escola fugindo de uma legião de corvos que estavam a espreita no parquinho é um dos momentos mais inesquecíveis e empolgantes da fita. Feito obviamente por um fundo separado em que os bichos voavam numa outra parte da película (só se podia fazer isso com a técnica do Chroma matte painting que consistia em separar os atores dos pássaros alargando os cenários existentes com tinta). Ou seja, eles montavam cada parte filmada da película como num quebra-cabeça para deixar no quadro todas as sequências de ataques, utilizado em 90% do filme. Esse era o efeito especial de antigamente que hoje seria resolvido facilmente por CGI. No estúdio, as crianças corriam em uma passadeira e alguns corvos fantoches eram colocados nelas para os closes e todo o fundo com milhares de pássaros eram neste esquema do Chroma. Um efeito que ainda resiste ao tempo. Na verdade todo o trabalho técnico foi levado por Hitchcock aos estúdios de Walt Disney e supervisionado por Ub Iwerks que atuou como “conselheiro fotográfico.”


A cena em que Tippi fica presa na cabine telefônica e o momento em que os moradores estão em uma lanchonete tentando explicar os ataques, são os meus momentos prediletos.

Hitchcock nunca explica o motivo do fenômeno e aguça a imaginação do espectador com diversas explicações, ora científicas, ora divinas com um bêbado caixeiro viajante exclamando: “É o fim do mundo!”. Adoro quando uma velinha fica lá explicando a existência dos milhares de pássaros que povoam o planeta Terra. Essa senhora feita por ETHEL GRIFFITS com um ótimo pensamento cético e racional, e que sempre terminava dizendo: "Isso é ridículo!" O filme consegue manter o suspense com momentos quase mudos e outros gritantes apresentando um exímio trabalho na arte do som. Aqui Hitchcock não usa trilha musical em todo o filme, e BERNARD HERRMANN não chegou a escrever uma composição sequer para esta obra. Hermann acaba trabalhando como designer de som e consultor sonoro quando ele e Hitchcock viajam para a Alemanha em 1962 e conhecem uma invenção chamada de “Tratonium” criada por Remi Gassman. Basicamente um mecanismo, precursor de muitos dos instrumentos modernos de teclas que captava sons vulgares, comuns que tocado no aparelho, era possível manipular os sons de uma maneira que poderia ter um efeito musical. Ou seja, era música eletrônica com um efeito sonoro inserido.

“Os pássaros” ultrapassa a técnica do filme, sobretudo quando se diz respeito ao olhar único de Hitchcock que usa 371 trucagens em todo a fita e cria 32 pedaços de filmes na polêmica cena final em que mostra uma legião de pássaros na varanda da casa até o horizonte. De fato, hoje um final com um efeito hipnótico e que soube evitar os clichês, já que o final original, além de caro para se fazer na época, revelava de maneira óbvia a destruição e o caos cometido pelas aves: postos de gasolina em chamas, vidros de janelas quebrados, corpos mutilados e pássaros bicando os olhos, sangue, penas para todos os lados, etc. O que torna Hitchcock especial é que ele simplesmente trabalha com a nossa imaginação e sabe como ninguém lidar com a magia do cinema, por exemplo, quando Rod Taylor finge que abre uma porta que não existe pouco antes do final e a luz do dia ilumina a casa. Isso! Esse é o efeito que a platéia não percebe e realmente acredita e que se mostra um detalhe interessante.Ele pode ter se repetido na cena em que Tippi é atacada no sótão. A coitada teve um ataque de nervos ao fazer a cena com pássaros reais, tanto que na cena seguinte em que ela é carregada e colocada no sofá depois de ser atacada, é feita por uma dublê de corpo. Tippi estava exausta! Uma sequência montada de um jeito gore igualmente à cena do chuveiro, um artifício que mostra os limites narrativos do mestre que evita cometer os mesmos erros, mas como já havia dirigido, preferiu manter a cena. Em compensação Hitchcock sabe terminar um filme, afinal não seria ridículo “o carro com os protagonistas escapando de Bodega Bay passando pela ponte Golden Gate à São Francisco e a ponte coberta de pássaros?” Hitchcock uma vez rindo com essa idéia, que inclusive chegou a ser concebida por ele.Pessoalmente, nunca um piar, bater de asas e grasnar teve um efeito tão hipnótico nesta obra de arte do mestre. Só faltou mesmo o ‘twitter’(melro azul) para compor o elenco tuitando e amedrontando os litorâneos.

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EUA -1963
SUSPENSE
WIDESCREEN
120 min.
COR
UNIVERSAL – COLEÇÃO HITCHCOCK
16 ANOS
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
_____

ALFRED HITCHCOCK´S
THE BIRDS
BASEADO NO CONTO DE
DAPHNE DU MAURIER
ESTRELANDO:   
ROD TAYLOR   SUZANNE PLESHETTE
JESSICA TANDY
E APRESENTANDO: ‘TIPPI’ HEDREN
Apresentando VERONICA CARTWRIGHT
E com:  ETHEL GRIFFITS
Co-estrelando:
Ruth McDevitt. Doreen Lang. Joe Mantell. Charles McGraw
Diretor de Fotografia ROBERT BURKS
Montagem GEORGE TOMASINI
Direção de Arte ROBERT DOYLE Efeitos Especiais UB IWERKS
Figurinos de Tippi Hedren EDITH HEAD. RITA RIGGS
Produção de som eletrônico e composição por
REMI GASSMANN. OSKAR SALA
Consultor e Designer de Som BERNARD HERRMANN
Escrito por EVAN HUNTER
Dirigido por 
ALFRED HITCHCOCK
UM FILME UNIVERSAL/ Alfred Hitchcock´s Production © 1963

Recém chegado na América, Hitchcock vivia momentos difíceis com a Segunda Guerra Mundial. Por isso fez filmes como CORRESPONDENTE ESTRANGEIRO (1940) e UM BARCO E NOVE DESTINOS, ou melhor, LIFEBOAT (1944). Esta fita foi a realização do mestre a procura de um desafio criativo após realizar diversos melodramas elaborados em sua fase britânica e no filme Rebecca, sua primeira fita americana. Em “Lifeboat” Hitchcock concentrou toda ação, e foi ousado ao fazer um filme inteiramente dentro de um barco com nove atores (o barco tinha várias réplicas no estúdio que era cortado ao meio para colocar a câmera). O projeto foi a sua única experiência nos estúdios da FOX de Zanuck, chefe do estúdio, uma espécie de David O. Selznick que adorava mexer no material artístico interferindo com o trabalho do diretor. Assim, Hitchcock prometeu nunca mais voltar à Fox depois de vários desentendimentos desagradáveis com Zanuck. Enfim, voltando ao que interessa, essa trama extraordinária sobre este bote salva vidas à deriva no Atlântico Norte foi escrita pelo novelista JOHN STEINBECK autor de VINHAS DA IRA (1940) e VIDAS AMARGAS (1955) que Hitchcock fez questão de dividir os créditos em destaque. Steinbeck foi convidado para escrever o script, mas como escrever imagens? Como romancista e não dramaturgo ele recusa-se a elaborar um texto em que personagens falam o tempo inteiro dentro de um bote salva vidas, assim sendo, para dar andamento ao trabalho, o roteirista JO SWERLING foi contratado e elaborou com Hitch todas as sequências que o diretor já havia desenhado. Na verdade Hitchcock já tinha em mente todo o filme e o elaborou com diversos esboços em storyboard.

O filme é uma obra mais cult do diretor e permanece com soberba sobre a dissecação do espírito humano e do estudo de personalidades mostrando como os indivíduos, a despeito de suas opiniões políticas e até de sobrevivência, se comportam quando tem que enfrentar circunstâncias de vida ou morte. Neste barco estão as mais diferentes figuras, uma jornalista internacional, um empresário, um operador de rádio, uma enfermeira, um mordomo, um marinheiro e um engenheiro com tendências comunistas. O problema começa quando eles puxam da água o inimigo de guerra. Um alemão que é o capitão e mandante do ataque (U-Boat), mas eles não sabem quando o resgata somente suspeitam e com o tempo vão descobrindo quem ele realmente é e a platéia fica neste suspense ao longo da fita quando acontecimentos sinistros ficam envoltos deste alemão. Um por um vai morrendo, o que ele quer é sobreviver e não importa o feito humanitário dos oito náufragos de terem permitido a sua presença a bordo. É uma façanha de Hitch, que joga uma gama variada de pessoas sob grande estresse. Um filme tenso.


O elenco é supimpa. TALLULAH BANKHEAD um talento perdido no tempo, faz a jornalista chique que despreza o herói por quem se apaixona. Tallulah ficou conhecida por fazer isso dentro e fora das filmagens parecia que nenhum ator estava a sua altura. Reza a lenda de um incidente com ela onde, durante as filmagens, diversos membros da equipe de produção notaram que Tallulah não estava usando roupas de baixo. Quando informado da situação, Hitchcock ironizou dizendo que não sabia se este problema era algo para ser resolvido pelo pessoal de figurinos, de maquiagem ou cabeleireiros. Aliás, em matéria de frases feitas, Hitch respondeu com ironia para a jovem estrela da Fox MARY ANDERSON (a única do elenco com contrato no estúdio) que sempre procurava um elogio e perguntou ao diretor: “Qual é o meu melhor lado?” E Hitch respondeu: “Querida você está sentada nele!”


O elenco continua impecável: HUME CRONYN, HENRY HULL, WILLIAM BENDIX e principalmente WALTER SLEZAK como o Alemão que de um jeito cínico, desperta pena até mesmo da platéia. JOHN HODIAK faz o galã que tem o desprazer de beijar Tallulah.



Infelizmente Darryl F. Zanuck deixou o filme de Hitchcock morrer levando em consideração as péssimas e ridículas críticas sem cabimentos (em dias tempestivos de guerra) que diziam que o filme era um panfleto nazista. Além dele interferir na pós -produção, fato que chateou Hitch, ele não fez mais publicidade da fita e este é um filme de Alfred Hitchcock dos mais cultuados e pouco conhecidos. Na verdade ele só tem certa fama devido a carreira famosa do cineasta, senão estaria no limbo há muito tempo.


De qualquer forma LIFEBOAT é uma experiência molhada e satisfatória. Cheia de suspense, com um roteiro esplêndido e uma direção para não botar defeito. Como dizia Hitchcock: “Cinema é uma fotografia com pessoas falando.” Nada como assistir nove pessoas falando em um cubículo flutuante à beira mar.


Curiosidade: a aparição de Hitchcock nesta fita é engraçada. Já que era impossível dele aparecer em um filme que se passa somente em um barco, e como ele não queria se molhar (sugeriram que ele fizesse um corpo barrigudo flutuando) o mestre aparece em um anúncio de jornal que um dos personagens lê na embarcação. O anúncio era uma dieta de emagrecimento mostrando o perfil de Hitch antes e depois. Genial!


Dois celuloides inesquecíveis. Hitchcock é um dos poucos cineastas datados que resiste ao tempo dando sempre aquela aula de cinema.

_____
EUA – 1944
SUSPENSE/DRAMA
FULLSCREEN
96 min.
P & B
FOX
12 ANOS
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
_____



TWENTIETH CENTURY FOX APRESENTA
ALFRED HITCHCOCK´S 
Production of
L I F E B O A T
DE JOHN STEINBECK
ESTRELANDO: TALLULAH BANKHEAD
 WILLIAM BENDIX   WALTER SLEAK
MARY ANDERSON   JOHN HODIAK  HENRY HULL
HEATHER ANGEL  HUME CRONYN  CANADA LEE
Diretor de Fotografia GLEN MACWILLIAMS 
Cenografia JAMES BASEVI
Direção de arte    MAURICE RANSFORD   THOMAS LITTLE
Montagem DOROTHY SPENCER 
Figurinos ...... RENE HUBERT
Maquiagem.......  GUY PEARCE
Efeitos especiais de Fotografia por FRED SERVEN
Consultoria técnica THOMAS FITZSIMMONS
Música de....... HUGO W. FRIEDHOFER
Direção Musical EMIL NEWMAN
Produzido por KENNETH MACGOWAN
Escrito por JO SWERLING 
Dirigido por 
ALFRED HITCHCOCK
Twentieth Century Fox ©1944

8 comentários:

Emmanuela disse...

"Os pássaros" é realmente magnífico! Vi este filme sozinha em casa, eletrizante!!

"Lifeboat" que ainda não tive a oportunidade de ver.

Um grande beijo!

renatocinema disse...

"Os Pássaros" é uma aula de cinema. O mestre mostrou como fazer suspense antes dos efeitos especiais.

Várias são as cenas que merecem destaque. Filme rico em detalhes e mágico.

Até hoje tenho dúvida de qual o filme dele que mais me agradou: Psicose ou Os Pássaros. Dúvida boa.

Alan Raspante disse...

Excelente texto sobre "Os Pássaros" eu sempre me perguntava como foram feitas essas cenas com os pássaros. Afinal, é muito bem feito e naquela época era tudo a base de um bom truque, não é? Rs. Demais!

Eu já tinha visto o filme, e mesmo adorando aquele final, eu queria algo plausível. Queria uma resposta!! Mas concordo que este final é super original. Hitch sabe o que faz.

"Lifeboat" eu ainda não vi...

Amanda Aouad disse...

"Lifeboat" ainda não vi, parece mesmo excelente. Já Os Pássaros é mesmo um clássico, em vários aspectos, mesmo não estando entre meus favoritos do diretor. Adorei sua análise.

bjs

Gabriel Neves disse...

Os Pássaros é mágico, a atmosfera de terror que Hitchcock cria é excelente e envolve o espectador. Onde, hoje em dia, um filme com essa premissa teria o mesmo efeito? Foi feito no momento certo e se tornou, de vez, um clássico. Ainda não pude conferir Lifeboat, mas como resistir ao seu ótimo texto? Já entrou na minha lista!
Abraços.

Rodrigo Mendes disse...

EMMANUELA: Os pássaros é mesmo eletrizante e Lifeboat não faz feio. Assista. Beijos!

RENATO: Dúvida excelente, rs! Eu tenho dúvida quanto a: Vertigo, Dial "M" To Murder, Ladrão de Casaca, Intriga Internacional, Frenezi, Trama Macabra, Psicose, Os Pássaros,Janela Indiscreta, LIfeboat, O Homem Errado, Interlúdio, Pavor Nos Bastidores, Rope, e a lista continua na dúvida de qual é o melhor....pode ser o Pensionista sobre um inquilino de uma pensão que pode ser o Jack estripador, rs! Mestre!
Abs.

Obrigado ALAN,lembro de ter lido no seu twitter que vc sentiu um pouco de frustração com o filme por causa do final, mas nada como um revisão não é mesmo? recomendo Lifeboat como digo no texto. Vale a pena!
Abs.

AMANDA: Qual é o seu favorito?
Obrigado, queria escrever sobre Os Pássaros já faz tempo. Beijos!

GABRIEL: Concordo com vc e acho que Os Pássaros não teria o mesmo efeito hoje. Tudo tbm é uma inocência da época sendo muito bem datado. Raros os cineastas que conseguem imprimir o efeito de Hitch.
Obrigado e assista Lifeboat...
Abs.

Rodrigo

ANTONIO NAHUD disse...

OS PÁSSAROS é um dos meus filmes favoritos de Hitch. UM BARCO E NOVE DESTINOS, que ninguém gosta, também acho muito bom.

O Falcão Maltês

Rodrigo Mendes disse...

ANTONIO: Acho Lifeboat incrível!
Amo os Pássaros tbm!
Abs.

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