A VINGANÇA DE LUCAS
A guerra dos clones contra o perverso império dróide continua e Anakin Skywalker cumpre o seu destino se voltando contra os Jedi tornando-se um ‘Padawan’ Sith.
Sem sombra de dúvidas este era o filme em que GEORGE LUCAS teria que concentrar os fatos mais esperados de toda a conclusão da saga, até então na imaginação dos fãs cinéfilos e apaixonados por STAR WARS. Queríamos ver como tudo aconteceu e a parte mais importante era saber como Anakin Skywalker (HAYDEN CHRISTENSEN – mais confiante aqui) ficou preso naquela armadura negra com a conhecida máscara que emitia aquele som inalante assustador. Finalmente vemos a ascensão do maior vilão de todos os tempos, DARTH VADER. Lucas depositou toda a tecnologia e sequências épicas de batalhas estelares e de sabre-de-luz criadas pela sua mega empresa de efeitos especiais: “Indústria de Luz e Magia”, neste terceiro episódio (sexto filme – que é o melhor), e que encerra uma das franquias independentes mais caras da história do cinema. Aqui o jovem Jedi está atormentado e confuso. Não sabe em quem depositar a sua lealdade( é incrível como “o escolhido” com tantos poderes nunca aprendeu a ser fiel a si mesmo e sempre dependente de um Lord Mestre), se ao seu mestre e mentor Obi-Wan Kenobi (o envelhecido EWAN McGREGOR), ao conselho Jedi liderados pelos mestres Yoda (FRANK OZ) e Mace Windu (SAMUEL L. JACKSON) ou ao amigo e conselheiro, o Chanceller supremo Palpatine (IAN McDIARMID) que se revela o verdadeiro vilão por trás dos complôs diabólicos há 13 anos e que culminou nas Guerras CLônicas. O próprio que se nomeia o futuro Imperador da Galáxia, colocando a coroa em sua própria cabeça e ganhando poder com a perda da democracia que se sucedeu em um estrondoso aplauso, como comenta Padmé. Ele, através de uma mentira, seduz o jovem Skywalker para o lado sombrio da força dizendo que o poder dos Sith é capaz de impedir que as pessoas queridas morram, fato que os Jedis consideravam como poderes não naturais.
Esta fantasia – até um tanto tola e ingênua- faz com que Anakin, atormentado por visões futuras que mostrava em seus pesadelos a morte de sua amada Padmé (NATALIE PORTMAN) grávida dos futuros líderes rebeldes: Luke e Léia. Assim sendo, ele se volta contra o bem e servindo-se fiel como escravo as ordens do maléfico Palpatine. Ou seja, o medo de perder alguém que ama o consome a alma e ele vira um servo da maldade. Tudo que O Imperador lhe ordena, automaticamente o rapaz cumpre e engana de um jeito cínico e mais ambicioso e sedento de poderes egoístas e de apego. De modo que, esta é a razão e força motriz, que de uma maneira um tanto óbvia (que nos cegou até aqui), o motivo principal da transformação de Anakin para Lorde Vader. O herói não se torna vilão no momento em que ganha a armadura preta, e sim quando sua personalidade é representada por uma face, a da corrupção.![]() |
| Au revoir Conselho JEDI |
Lucas não consegue realizar um filme com roteiro vitorioso (só conseguiu o feito no Star Wars de 77 que era novidade), mesmo equipado de um orçamento milionário, o último filme do criador das inovações THX, como diretor, se sai melhor nos efeitos especiais de proporções épicas. Também A VINGANÇA DOS SITH não cansa como ATAQUE DOS CLONES e A AMEAÇA FANTASMA, aqui a ligação para a trilogia clássica é mais evidente e muito bem realizada, e, é o único filme da saga que tem várias situações simultâneas acontecendo antes do clímax, sem mais aqueles atos separados que ligavam a conclusão do episódio.
Mais detalhes ficam evidentes em direção ao visual da trilogia clássica quando, por exemplo, vemos a nave do Senador Organa, a mesma no início do próximo episódio clássico com a Princesa Léia ou a vestimenta dos soldados clones. Algumas novidades é que as batalhas com espadas de luz não são mais dueladas de modo tradicional, Jedi contra um adversário do mal. Além de mostrar o exército Jedi em vários cantos da Galáxia combatendo as tropas dróide em terra e no espaço, é a vez do herói lutar contra um sabre da mesma cor e o mais esperado: a luta quase decisiva entre Anakin e Obi-wan. Dois amigos lutando um contra o outro até a morte. É de gelar o sangue quando ambos duelam naquele planeta vulcânico! E, acho que o tema musical que John Williams compôs para o Episódio I: Duel of the Fates, ficaria melhor aqui.
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| Anakin Skywalker AKA: Darth Vader |
O filme também conclui de maneira ligeira o papel de CHRISTOPHER LEE como o Conde Dookan (do inglês “Dooku” – modificado para não ter duplo sentido) exterminado de modo violento por Skywalker, já se preparando como um Sith movido a ódio e vingança. Há também a presença de um novo capanga espacial asqueroso e irritante, que parece uma barata gigante mecânica, o meio andróide e alienígena, o General Grievous (voz de MATTHEW WOOD) um monstro treinado nas artes Jedi por Dookan, com vários braços e que rouba os sabres dos Jedis que aniquila.
O capítulo é o mais sombrio de toda a saga que teve censura 13 anos nos Estados Unidos e 10 anos no Brasil. Todos os anteriores eram censura livre. Obviamente o filme mostra assassinatos em massa (principalmente a cena que sugere a morte de crianças), de toda a orla Jedi e a violência que é o modo como Anakin acaba sendo deformado, isto é, queimado vivo na lava, motivo na qual passou a usar a vestimenta solitária do Lorde sombrio. Lucas disse uma vez que não pretendia ganhar na bilheteria (e foi verdade) e que o filme acabaria sendo o mais cult da série, o mais complicado de se fazer, preso nas armadilhas que culminam nos episódios posteriores já visitados, e que o seu filme assemelhava-se com uma fita de Quentin Tarantino onde a vilania tomava o posto e os heróis tornavam-se anti-heróis. Certamente existe um critério na avaliação do autor, visto que, o mal está por toda a parte e não sabemos quem são os verdadeiros heróis já que as decisões de Obi-wan, Mace Windu e Yoda, eles os sábios e bons cavaleiros Jedi, acabam sendo pouco altruístas e violentas para combater o mal. Ou seja, todos agem com frieza e nenhuma piedade sem nenhum tipo de julgamento ou amizade, o que também ajudou a nascer Vader em Anakin, decepcionado com os ensinamentos. Ele se torna facilmente um homem fraco perante o vilão soberano.
Não há como negar o ótimo ritmo que o filme apresenta, Lucas consegue superar o andamento da trama de maneira mais eletrizante do que nos anteriores (sem mais a chatice dos tribunais do primeiro episódio e o romance de final de semana em Naboo do segundo) neste já começa com muita ação em uma espetacular batalha espacial que tinha que superar todas as outras da cinessérie e principalmente o encontro das forças supremas do bem e do mal que é a luta entre o Mestre Yoda e o Imperador em plena assembléia legislativa. É De tirar o fôlego (para os mais aficionados).
Porém, nada se compara com a batalha de Anakin e Obi-wan no planeta vulcânico em diversos pontos do local sobre plataformas e uma cascata de lava (cenas de ação sugeridas e dirigidas por Steven Spielberg. Ele também sugeriu ao amigo um close da nave caindo em Coruscant no começo do filme onde mostrava os heróis tentando um pouso de emergência e a câmera vai se aproximando através do vidro). Uma sequência montada à maneira habitual dos filmes de Lucas e que sem dúvida, é um dos momentos mais fantásticos da saga (provavelmente empata com a sequência de pods de corrida e com a de Luke nas trincheiras da Estrela Da Morte). Sim, o bom é que, apesar de tudo, Lucas guardou o melhor para o final. Embora o filme se perca na questão da gravidez de Padmé, que aparece na história dizendo que esta grávida (sem barriga) e os meses não se explicam e logo em seguida, em poucas cenas, ela esta “buchuda”. Ao menos o filme poderia já mostrar Natalie de barrigão logo no começo, já que ela obrigatoriamente não tem nada a fazer aqui, a não ser amar até as últimas consequências o seu atormentado Jedi, parir e depois morrer. Fora este incômodo ao redor de Portman, o filme é demais, espetacular e satisfatório. Coisa de fã xiita. Lucas também resolve mostrar apressadamente o personagem Chewbacca (PETER MAYHEW) o carpete ambulante e fiel amigo de Han Solo em uma ponta que também, incomoda. Seria mais prudente mostrar apenas os outros Wookies já que era um desejo dele em criar uma batalha no “planeta dos macacos”.
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AMOR: um sentimento controverso para um Jedi
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Superando todos os limites de um aspirante a cineasta que fica melhor de empresário, e, é um dos homens mais ricos do planeta terra, e que hoje é o diretor de cinema independente mais caro da indústria do entretenimento (o próprio estúdio de Hollywood), o último filme daquela galáxia muito distante é um prato que se come frio (aquilo que George sempre quis fazer e superar). É a vez dos Sith (ou a vingança de Lucas).
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| Agora os Clones trabalham para o Império! |
EUA– 2005
AVENTURA/FICÇÃO CIENTÍFICA
WIDESCREEN
140 min.
COR
FOX
10 ANOS
✩✩✩✩ ÓTIMO
STAR WARS
EPISODE III
REVENGE OF THE SITH
ESTRELANDO
EWAN McGREGOR NATALIE
PORTMAN HAYDEN CHRISTENSEN
IAN McDIARMID SAMUEL L.
JACKSON CHRISTOPHER LEE
Co-estrelando
Anthony Daniels. Kenny Baker. Peter Mayhew
Silas Carson. Temuera Morrison. Jimmy Smits. Matthew Wood
E FRANK OZ como YODA
Música de JOHN WILLIAMS Produtor Executivo GEORGE LUCAS
Produzido por RICK McCALLUM
Escrito e Dirigido por
GEORGE LUCAS
Efeitos Visuais Especiais por INDUSTRIAL LIGHT & MAGIC
LucasFilm Ltd. ©2005












13 comentários:
Ótima resenha... "It's over Anakin, I have the high ground."
Essa frase do Obi-Wan para Anakin mostra a redenção dele para com o amigo. Adoro, Eros!
Da nova trilogia, sem dúvidas é o melhor. A destruição dos Jedis é de uma melancolia ímpar e a transformação de Anakin Skywalker era mesmo o momento mais esperado.
Ótimo texto, Rodrigo.
bjs
Concordo em absolutamente todas suas pontuações aqui, caro Rodrigo. É o melhor dessa última safra - até pq não precisava de muito esforço pra isso, né? rs. Gosto bastante de "A Vingança dos Sith" e reparto a mesma visão que a sua quando diz que esse capítulo tem mais ligação com as 3 partes anteriores, o link é muito mais evidente, por isso, melhor que os demais.
Adoro Ian McDiarmid nesse filme, puta que pariu; pra mim, ele é o grande vilão do filme, pois Anakin até não vestir a máscara continua um hanson muito chato - ô atorzinho ruim esse Hayden Christensen, mas aqui está mais esforçado mesmo...
abraço! o/
AMANDA: Obrigado Nanda! É...quando os Jedis são mortos essa melancolia invade nossos corações, mas quando Yoda salta com o sabre sinto uma felicidade ímpar, rs! Beijos.
ELTON: Este é o filme do Ian McDiarmid e quando ele ganha as cicatrizes e se transforma no imperador penso no ótimo ator que ele é. Aliás, ele sempre foi bom e segura as pontas desde o episódio VI.
HAHAA Hayden Hanson foi boa, rs! Pelo menos aqui ele se esforça. Já pensou se o Leo DiCaprio realmente pegasse o papel de Anakin?
Abraços!
Rodrigo
Nunca fui fã de GUERRA NAS ESTRELAS, Rodrigo. Sou da turma que prefere ALIEN...
O Falcão Maltês
Eu pertenço as duas turmas Antônio,rs!
Aguarde... a série ALIEN estará toda por aqui em breve!
Abraço.
Fiquei até com inveja de sua resenha!! hehhehe
Tenho conhecimentos bem limitados sobre Guerra nas Estrelas, mas, consegui acompanhar bem e compreender dos deslizes aos acertos!
;D
Claro.. podemos fazer uma parceria sim...
Já incluí seu banner e seu link lá no blog!
;D
Obrigado KARLA por ter gostado da resenha e pela parceria. Beijos!
Bom cinema!
Aqui falou um fã xiita de SW! Rs!
Gostei do trocadilho com a desforra de Lucas. Agora vem cá, quando vc diz que esse é o melhor, vc se refere a toda a saga ou a nova trilogia? Concordo que este seja o melhor da nova trilogia, mas não considero o melhor da saga.Emfim, é uma questão de gosto. Não sou tão fã de Star Wars, mas gosto pacas da série. É inegável a influência da saga na cultura pop e ela vai ficando melhor com os anos...
Abs
Oi Reinaldo, é quando eu me refiro que é o melhor estou dizendo da nova trilogia, mas não fica lá atrás do "Império" e "Uma Nova esperança", pq nestes episódios, Lucas cria maior adrenalina.
Abraços!
Gosto, um fã assumido, mas os meus favoritos são: IV, V e III!
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