domingo, 2 de outubro de 2011

DRÁCULA DE BRAM STOKER

BEBENDO SANGUE E CADA VEZ MAIS APAIXONADO

OUTUBRO DAS BRUXAS

O famoso vampiro da Transilvânia em sua jornada sombria viaja para Londres e tenta seduzir uma bela jovem que muito lembra sua antiga amada. Para isso, o monstro deixa uma trilha de sangue numa Inglaterra vitoriana e transforma em vampira outra moça, amiga de infância de sua caça principal.

Coppola nos brinda – não com vinho na qual é especialista – mas com esta extravagante e exuberante fita gótica. DRÁCULA, uma versão moderna do clássico livro de BRAM STOKER, é um filme enigmático, fabuloso, sensual, estilizado na estética dos cenários e encantadoramente irresistível – não há como não usar adjetivos mais do que elogiativos. 


Mesmo não sendo, em minha opinião, uma versão tão atemporal como a clássica de 1931 dirigida por Tod Browning com Bela Lugosi, que imortalizou o vampiro, ainda assim, esta adaptação de 1992 se mostra cada vez mais nova e é o último épico do poderoso chefão FRANCIS FORD COPPOLA, exímio cineasta que agora realiza obras menores como TETRO (igualmente fantástico). O que esperar do seu próximo filme “Twixt”? Não escondo minha ansiedade. 
Aqui, Coppola resolve beber da fonte original do autor Stoker para conceber suas inspirações e transformar o filme em uma sombria e romântica, também sexy, experiência. Foi importante frisar a gênese do vampiro e sua metamorfose. Como no livro, o Drácula de Coppola é o mesmo monstro idealizado por Stoker, e não um personagem de cabelos arrumadinhos e espirituosamente sedutor na beleza como o mostrado na fita com Lugosi e em muitas imitações. De fato ele era descrito como um homem velho, asqueroso e nojento (tem traços com o Nosferatu e o capeta em si) e que precisa de sangue humano quente para rejuvenescer. Assim, ele vai aos poucos se transformando e vemos um ótimo GARY OLDMAN, como o Conde, repleto de maquiagem gore e que de uma maneira impressionante, transforma-se em homem e fera. Ou mesmo em névoa, ratos, morcegos com toda a “beleza” nojenta das trucagens de cinema dos filmes baratos de terror. Este vampiro não é tradicional e “sem atrativos” que usa apenas uma capa preta e vira morcego – de longe ou nas sombras – Não! É realmente uma visão mais opulenta como nas escritas de Stoker.
O Nosferatu, além de ser uma fita expressionista alemã, foi a primeira adaptação que chegou mais próxima a visão original. Coppola usa isso e estende em cada página do livro, e também faz referência ao gracioso filme da Universal repetindo a famosa frase: “Ouçam as crianças da noite...”

O filme começa não com um Renfield indo até os Montes Cárpatos e depois enlouquecendo, mas sim com um jovem e atraente advogado chamado Jonathan Harker (KEANU REEEVES) que é atribuído para uma aldeia assustadora que teme o vampiro nas brumas do leste europeu. Ele foi lá concluir a tarefa de Reinfield, que era fechar negócios com o Conde “Dráculea” ou Drácula na compra de uma terra na Inglaterra. Este velho, isolado do mundo em seu castelo aterrador é membro de uma família chamada “Dracol” dos dragões e lutou em diversas guerras católicas, matando de forma brutal (e depois comendo) os soldados inimigos. Daí a lenda ganha uma digressão já no começo do filme (o que interessa é a história passada em Londres no início do século XX) contando como Drácula vendeu sua alma para o demônio quando fica louco e vira ateu no dia em que sua amada esposa morre tragicamente enquanto ele lutava. É realmente interessante saber sua origem e Coppola não poupa nem um pouco. Ver na tela o romeno Vlad Tepes virar o Drácula, mostrando de uma maneira bem estilizada o anti-herói defender a Igreja Cristã numa Romênia que mais parece uma pintura renascentista. Experimentar, nas sombras, o vilão cortando membros dos inimigos turcos e espetando-os como churrasquinho. A parte mais impressionante é quando ele renega a Deus falando o dialeto daqueles tempos e jurando beber sangue eternamente a partir daquele momento de ódio e tristeza vendo o corpo de sua Elisabetha (condenada ao inferno porque tirou a própria vida achando que o amado havia morrido na Guerra). Sendo assim, condenado à sede eterna, isto é, ao vampirismo, o monstro surge! 
Nessa hora a trilha musical de WOJCIECH KILAR invade os nossos ouvidos e já entorpece desde então. Particularmente acho a trilha sonora deste filme espetacular (até tenho o Álbum), a melhor trilha de todos os filmes do Coppola, mesmo o "Chefão".

Quando saciamos a transformação prima do vampiro voltamos para a Transilvânia onde o personagem de Reeves é mantido prisioneiro. Lá ele é seduzido e sugado por três mulheres demoníacas, as noivas de Drácula. Uma das vadias do inferno é a estonteante MONICA BELLUCCI (que já havia beijado Reeves no segundo “Matrix” – naquela calorosa cena do banheiro). Quando ele é mantido na cama e as três fazem até sexo oral no rapaz (claro que somente é sugerido) com aqueles dentes típicos, o filme oscila para o erótico e ao terror. Drácula o manteve lá depois de descobrir que o jovem é noivo de uma bela moça chamada Mina Murray (WINONA RYDER) que parece ser a reencarnação de Elisabetha.
Decidido, o Conde , depois de assinar a compra do lote de Terra em Londres, viaja para a nova Inglaterra de navio, só que para isso terá que matar toda a tripulação para se manter jovem e sedutor. Ele tem que levar as terras malditas de sua Transilvânia para poder ficar hibernando durante o dia (já que foi amaldiçoado a nunca abandonar suas terras). E o mais importante: aqui o monstro dispensa os tradicionais caixões bonitinhos como àqueles do Lugosi que pareciam ter saído de uma funerária de grife. Este Drácula fica escondido em caixotes velhos cheios de terra e quando a noite chega é hora de se alimentar, mas, não é apenas sugar o pescoço e sim trucidar os corpos das vítimas espalhando litros de sangue com pedaços de carne humana para tudo quanto é lado! Ele vira um lobo assustador (meio Lobisomem) e faz o seu banquete (vira mais lobo que morcego). Quando desembarca já tem o poder da beleza e se apresenta para a jovem Mina como um príncipe galanteador, Vlad

Ao mesmo tempo, a criatura morde e mata – transformando em vampira – a amiga de infância da mocinha: LUCY, interpretado pela novata SADIE FROST, ótima no papel, que vira a vítima e bode expiatório do morcego. Frost tem muitas cenas sexuais quando a infecção “vampirista” começa a surtir efeito em seu corpo. Portanto, entra no caso o famoso médico e especialista no assunto que se tornara um caçador de vampiros, o Dr. ABRAHAM VAN HELSING - personificado por ANTHONY HOPKINS pós-oscar “Silêncio Dos Inocentes”. 

Nesta produção Hopkins apresenta um médico-cientista um tanto lunático e com piadas nada sutis o tempo todo. O velho reúne um grupo de sobreviventes, entre eles três patetas, os prometidos de Lucy feito por: RICHARD E. GRANT como o Dr. Jack Seward, BILLY CAMPBELL como o texano Quincey Morris e CARY ELWES como o lorde Arthur Holmwood, que dos três, foi o que conseguiu a mão da princesa. Harker, que consegue fugir do Castelo volta para defender sua noiva que acaba sendo seduzida por Drácula. O mais importante é que a sedução não é física, mas um amor perdido no tempo. A jovem Mina sente um “deja-vu” quando esta perto do Conde e mal segura os seus ímpetos. Há toques eróticos na relação de ambos, mas o vampiro evita muitas vezes em morder sua amada. Prefere assim a condená-la para sempre como uma morta-viva.

TOM WAITS encarna do louco Renfield, personagem marcante na fábula do vampiro. Ele era o assistente escravo de seu mestre, mas no filme de Coppola ele permanece inteiramente no manicômio claustrofóbico comendo os seus insetos e suas cenas de mostram divertidas. Aliás, o que dizer deste elenco? Todos acertam, além de Oldman, Ryder (em seus bons tempos), Reeves (se tornando galã) e a presença experiente de Anthony Hopkins que melhora o clima da fita. E como Hopkins sabe fazer loucos não? O Seu Vam Helsing é mais obcecado que o próprio Drácula e um ateu ainda mais asqueroso (nada contra ateus, mas o Dr. aqui chega a ser nojento). No final, ao menos, ele dá um passo atrás e deixa a cena para Oldman como Drácula. Hopkins é tão filho da puta de bom que rouba mesmo o filme! Nas palavras do velho: Eu posso interpretar monstros bem. Eu entendo os monstros. Eu entendo os loucos.” Pois é, se ele trocasse o papel com Oldman não seria de todo mal. No entando, Oldman não faz feio e pode ser um ator tão Shakespereano como Hopkins. Ele faz direito o sotaque húngaro, não demonstra poses obsoletas quando se transforma no vampiro- alias Coppola evita ficar mostrando em tempo integral o vampiro fácil que só tem os dentes pontudos- Ele consegue fazer lindamente um romântico milenar, coisa que faltou a Lugosi numa adaptação inocente visto nos anos 30 para aquela época! Tudo neste novo Drácula é permitido.
Disgusting!


O final é deslumbrante com toda aquela sequência de ação à cavalo no meio da nevasca e as cenas sanguinolentas (em toda a exibição) nunca faz feio. É um filme para se experimentar e os prêmios Oscar de melhor: figurino, maquiagem e edição de efeitos sonoros não foram por menos.

O amor nunca morre e a fábula de Stoker também. Transcende as areias do tempo...
                                   

EUA- 1992
Terror/Romance
Widescreen (Versão de Colecionador) 
Fullscreen - Versão Simples
130 min.
Cor
14 Anos
Columbia/Sony
✩✩✩ Ótimo 

COLUMBIA PICTURES Apresenta
Uma Produção AMERICAN ZOETROPE/OSIRIS FILMS
Um filme de Francis Ford Coppola
Estrelando:  GARY OLDMAN. WINONA RYDER. ANTHONY HOPKINS
KEANU REEVES Apresentando SADIE FROST como “Lucy”
Também Estrelando: TOM WAITS. RICHARD E. GRANT
BILLY CAMPBELL E CARY ELWES
Co-estrelando “As Noivas de Drácula”:
Monica Bellucci. Michaela Bercu. Florina Kendrick
Diretor de Efeitos Visuais ROMAN COPPOLA
Música de WOJCIECH KILLAR Figurinos de EIKO ISHIOKA
Direção de Arte THOMAS SANDERS  Fotografado por MICHAEL BALLHAUS
Montagem
ANNE GOURSAUD. GLEN SCANTLEBURY. NICHOLAS C. SMITH
Produtores Executivos MICHAEL APTED. ROBERT O´CONNOR
Produzido por
FRANCIS FORD COPPOLA. FRED FUGHS e CHARLES MULVEHILL
Escrito por JAMES V. HART
Dirigido por FRANCIS FORD COPPOLA
Bram Stoker´s Dracula ©1992  American Zoetrope/Columbia Pictures

10 comentários:

renatocinema disse...

Filmaço que assisti na estréia no cinema.

Belo roteiro, direção de figurino e arte maravilhosos.

Obra-prima.

Rodrigo Mendes disse...

Ual Renato, eu gostaria de ter visto no cinema!

Reinaldo Glioche disse...

Mais um excelente texto Rodrigo. E o especial de Dia das bruxas vai ganhando uma forma para lá de sexy...
Agora, não me lembrava que Monica Bellucci dava o ar da graça aqui não. Mais um fato que me obriga a rever este filme tão logo possível...
Abs

Rodrigo Mendes disse...

Obrigado Reinaldo.

A Monica se destaca bastante como uma das noivas de Drácula, ela nem tem diálogo, mas suga e chupa que é uma beleza. Rs!
Reveja...adoro este filme é sempre ótimo. Abração

Unknown disse...

Texto muito bem feito mesmo, Rodrigo, um otimo resgate de um cineasta q parece q desistiu de super produções. Pena, pois tem a mão muito boa! Tb vi esse no cinema, duas sessões seguidas, qd ainda era permitido fazer isso...heheh... assim vejo q to ficando velho. Preciso fazer uma revisão urgente dele. Abração!

Alan Raspante disse...

Vixe Rodrigo, desde sempre eu sou louco para conferir este filme, mas sempre me esqueço. Vou tomar vergonha na cara e ver logo de uma vez!

Abs.

Unknown disse...

Com certeza entre na minha lista de favoritos... é um filme que prima por construir suas personagens de forma completa... sempre há um jogo de intenções x ações. A sensualidade é perfeita, na medida que o sombrio Bram Stoker visualizou.

Ótimo!


;D

Clenio disse...

Perdi a conta de quantas vezes já assisti a essa verdadeira obra-prima. Quase impecável (Keanu Reeves??? Sério, Coppola?), é uma obra gótica, sensual, opulenta, repleta de pompa e circunstância. Me lembro de ter saído do cinema absolutamente hipnotizado.

Abraços
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com

Amanda Aouad disse...

Ótimo texto. Preciso rever esse clássico, adoro, fiz um trabalho de literatura na época do colégio sobre romantismo usando ele. É impressionante como Coppola consegue fazer seduzir e horrorizar com tanta classe.

bjs

Rodrigo Mendes disse...

Obrigado CELO. Pois é, Coppola não faz mais super produções, mas Tetro um filme pequeno de orçamento, mas que é grande como filme evidencia o cinema brilhante de Coppola, quando o chefão quer.
Putz, imagina ver Drácula no cinema? Inveja da sua idade, rs!
Abração.

ALAN: Agora não esqueça mais!

KARLA: Eu tb acho que o filme contempla esse jogo de intensões x ações, ótimo adendo moça. Um filme inesquecível. Beijos.

CLENIO: E vc tb assistiu no cinema meu caro? Até mesmo o canastrão do Reeves apresenta uma atuação ótima, de fato. Abs.

AMANDA: Olha...interessante e bacana este seu trabalho Nanda. Ainda tem ele? Realmente tudo isso, a sedução e o horror, são conduzidos com tanta classe gótica que não tem como não entorpecer os cinéfilos.
Bjs.

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