domingo, 9 de outubro de 2011

MISERY – LOUCA OBSESSÃO

A FÃ NÚMERO UM

OUTUBRO DAS BRUXAS





Escritor famoso, autor de volumes literários de sucesso: “Misery”, sofre um acidente de carro durante uma nevasca e acaba sendo salvo por uma enfermeira, uma grande fã. Baseado na obra de STEPHEN KING ( O Iluminado) com direção de ROB REINER (Conta Comigo).







Se existe uma BRUXA malvada, louca, psicopata, ela é Annie Wilkes, interpretada pela vencedora do Oscar KATHY BATES (Tomates Verdes Fritos, Titanic), uma fã ardilosa que mostra seus dotes de enfermagem e “carinho”. É um dos grandes Thriller psicológicos, se não o único, dos anos 1990, inspirado no melhor suspense estilo gato e rato de Hitchcock


O filme foi escrito pelo vencedor do Oscar, o roteirista de “Todos Os Homens do Presidente” e Butch Cassidy”, WILLIAM GOLDMAN, que adaptou o livro genial do mestre do terror STEPHEN KING, neste que é a melhor fita do diretor ROB REINER (Questão de Honra, Tiros Na Broadway, Harry & Sally: Feitos Um Para o Outro e Conta Comigo).



A premissa é muito simples, que apenas se alimenta da tensão e do suspense aterrador. É sobre um escritor, Paul Sheldon – o ótimo JAMES CAAN (indicado ao Oscar por “O Poderoso Chefão”) – que acaba de terminar um novo livro que ainda não tem um título. Ele é conhecido por ser o autor de uma série de livros na qual a personagem Misery do título é uma espécie de Jane Austen nas páginas da ficção. Apesar de Sheldon ser um cara com vários Best-sellers, rico e adorado, ele é um homem simples e supersticioso. Tranca-se no hotel mais comum do Colorado e escreve somente um manuscrito completo antes de mandar para a sua editora (a lenda do cinema LAUREN BACALL em uma participação especial). Quando termina o livro, abre um champagne Dom Perignon e fuma apenas um cigarro. É assim, o mesmo ritual a cada término de um novo projeto literário. Ele dirige sozinho o mesmo carro de Nova York até o Colorado (e vice-versa), levando consigo a única cópia. Feliz e sem saber de uma terrível nevasca, Paul pega a estrada e sofre um grave acidente. O que ele não esperava é que estava sendo seguido (sempre quando voltava para as montanhas a fim de escrever era observado) por uma fã número um. Uma ex-enfermeira (Wilkes – Bates) que tem um passado assustador, acusada de vários crimes e chamada pelos jornais de “Mulher Dragão”. Bom, é esta mulher gorda, forte, um verdadeiro 'canhão' (mas Bates na verdade é bonita, só era a função da personagem), que resgata o escritor em meio à neve, inconsciente e quase morto.
Ela o carrega pessoalmente (é até surreal) durante a tempestade (depois o carro do escritor fica enterrado na neve pra ficar mais difícil para a polícia encontrar) e o leva para a sua casa. Lá o trata, inicialmente com carinho, como um paciente e instala uma espécie de hospital em um quartinho. Ela lhe dá comida, troca a roupa do cara, cuida das necessidades fisiológicas dele e sempre faz com que o moribundo tome pílulas diárias para dor. No começo ela faz tudo certo e trata muito bem da parte mais avariada do romancista, as suas pernas, totalmente feridas devido ao acidente. Muito bem, Sheldon vai conhecer Annie a medida do comportamento dela. A louca e solitária mulher das montanhas, numa casa sombria e sem linha telefônica, acaba lendo o manuscrito de Paul e começa a bancar a crítica. Quando não gosta dos diálogos das personagens, por exemplo, começa a ter os ataques – sintomas realmente assustadores – assim, ela avança, aos poucos, fisicamente violenta contra o escritor, que percebe o quanto Annie era uma fã sua.
LOUCA OBSESSÃO, ou melhor, MISERY (como é originalmente), é um filme sem igual. Uma proposta magistral de King, que é sem dúvida um grande autor. Porém, nada disso seria o suficiente se Reiner não tivesse uma grande atriz em cena. Apesar de James Caan ser ótimo, Kathy Bates devora o ator veterano durante toda a projeção. Quando fica brava com ele, devido as suas exigências ao fazê-la ir até a papelaria para trocar por outro papel, um tipo que não borra na máquina de escrever, ou quando fica irritada ao tagarelar um flashback da sua infância (novamente bancando a espectadora crítica), quando lembra que assistia um seriado antigo no cinema e não gostou do final do capítulo seguinte, porque não fazia coerência com o episódio anterior que a deixou aflita e ansiosa. Ou seja, não tem por onde, ela é mesmo uma mulher louca e que ficou obcecada por Paul e Misery. Bates é a maldade em “peso” nesta fita de arrepiar e a cena já antológica da marretada nos pés do mocinho, me faz tremer!
Cena de doer!
A história é bem típica de Stephen King, que tem uma paixão pela solidão, pelas montanhas e pela neve. Um cenário ideal em que muitas histórias suas já foram um sucesso espetacular. “Misery” é um filme mais interno, estilizado nas locações externas, é mesmo uma viagem na mente doentia de uma fã para com o seu ídolo. Aliás, o filme nos dá imagens através dos maravilhosos diálogos de Annie. Sua descrição meticulosa é a mais pura imaginação.

No filme tem alguns detalhes bacanas e curiosos. Os livros do personagem são publicados pela mesma editora de King na época, a ‘Viking’. Rob Reiner se inspirou totalmente em “O Iluminado” para conceber Misery. E, uma fita de vídeo do filme “Harry & Sally” pode ser vista na loja em que Annie compra seus livros. Jack Nicholson foi escalado para fazer o papel de Paul Sheldon, mas o mesmo recusou porque não estava no espírito de encarar outra escrita de King. É completamente compreensível a decisão de Nicholson, já que o mesmo declarou o quanto foi difícil as filmagens com Kubrick. Outras atrizes se mostraram interessadas no papel de Annie. Por coincidência ANGELICA HUSTON, casada com Nicholson na época e a também ótima BETTE MIDLER, mas por motivos de agendas ambas não puderam se comprometer com o projeto, assim o diretor teve uma sorte feliz com Bates. E mais uma das curiosidades que descubro: na história, a máquina de escrever de Paul tem o mesmo mau funcionamento de uma das primeiras máquinas datilógrafas de King. Tratava-se de um problema funcional na letra “N”. O roteirista Goldman disse o quanto foi difícil achar Paul Sheldon, poucos atores mostraram interesses justamente devido à força da personagem antagonista que praticamente ofusca a figura masculina. Com certeza, qualquer atriz faria a mesma coisa que Bates já que o perfil da personagem era naturalmente chamativo. Assim sendo, o homem é tido como um perdedor, impotente e incapaz de deter uma mulher, de ter novas idéias para pegar ela de jeito, ou mesmo de seduzi-la. O cara vive “mancando” e comete vários erros ao sair escondido de seu quarto e até quando leva uma faca de cozinha para se defender, como se Annie não fosse ao menos perceber, já que ela é capaz de notar que um pingüim de cerâmica que fica como decoração em sua sala esta sempre virado para o sul. Mas na verdade isso são obstáculos óbvios e que fazem da história uma boa trama de suspense repleta de fatos que nos deixam roendo as unhas. Paul tinha que ser o passivo durante todo o filme e Annie a líder da ocasião, senão tudo ficaria mamão com açúcar. O problema era um ator aceitar a invulnerabilidade. Preconceito machista para ser franco, creio eu.Tanto que até Paul Newman recusou o papel.
Tudo bem, ela esta sempre por cima, e acho complicado um cara até bonito enganar uma mulher gorda e nada atraente através de uma sedução. Suas tentativas são fracassadas em um jantar a luz de velas (brega). É, não dá! Ainda mais com uma mulher que vive em uma fazenda e cria uma porca que batizou de Misery, como um animal de estimação que ronda pela casa. Annie espanta qualquer homem, e sua obsessão por Paul o deixa preso literalmente numa cadeira de rodas, sem tempos para "ereção". Ele só evita mais contradições que a enfureçam. O que ele quer mesmo é escrever um novo romance (porque o outro ela odiou e ele foi obrigado a desfazer) para se manter vivo. De qualquer forma esta fraqueza acaba perto do clímax, quando Paul aguça a curiosidade de Annie, emocionada e excitada para ler “O Retorno de Misery” o maior livro já escrito e baseado na grande fã que o manteve prisioneiro. Será que ela terá alguma ideia de como a história terminará? 
RICHARD FARNSWORTH (1920-2000) que foi um grande ator, de filmes com UMA HISTÓRIA REAL (1999) de David Lynch, e RAÍZES DA AMBIÇÃO (1978) de Alan J. Pakula, na qual foi indicado ao Oscar de melhor ator, faz aqui um xerife local da pacata cidade que investiga o desaparecimento de Sheldon. O velho às vezes irrita quando é incapaz de solucionar o caso. O que nos deixa ainda mais atordoados na sessão. Faz parte do show de suspense! Mas, o que importa mesmo, e o que Rob Reiner pontua é a relação tempestiva dos protagonistas em um digno filme de terror e suspense sexual bizarro. É a relação homem e mulher mais “miserável” do cinema. Sim, eles adoravam viver nas suas pacatas vidinhas. 

Não é a toa que o escritor era um sujeito simples que romanceava histórias de pessoas bem vividas e vestidas na aristocracia do século XVIII e sua leitora fantasiava o mesmo. Por isso sua fã número um. O problema é que lhe faltava um juízo racional. O final deste filme é espetacular. Aliás, é um final louco e obsessivo.




EUA/1990
SUSPENSE/TERROR
WIDESCREEN
107 min.
COR
MGM
14 ANOS
✩✩✩✩✩ EXCELENTE






CASTLE ROCK ENTERTAINMENT
EM ASSOCIAÇÃO COM 
NELSON ENTERTAINMENT 
APRESENTAM
UM FILME DE ROB REINER
JAMES CAAN   KATHY BATES
M I S E R Y
COM: FRANCES STERNHAGEN 
E RICHARD FARNSWORTH
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE LAUREN BACALL
Co-produção: STEVE NICOLAIDES. JEFREY STOTT
Edição ROBERT LAIGHTON 
Desenhos de Arte NORMAN GARWOOD
MÚSICA DE MARC SHAIMAN
Diretor de Fotografia BARRY SONNENFELD
Produzido por 
ANDREW SCHEINMAN e ROB REINER
BASEADO NA OBRA “MISERY” 
DE STEPHEN KING
Escrito por WILLIAM GOLDMAN 
Dirigido por ROB REINER
Misery ©1990 Castle Rock Entertainment

9 comentários:

Alan Raspante disse...

O que é Bates neste filme? Espetacular!!! A cena em que ela bate com o martelo é de doer mesmo, terrível! rs

Ah, fiquei com muita vontade em rever... Tenho esse filme em VHS da Coleção da Folha, meio antiguinho já, rs

Abs.

! Marcelo Cândido ! disse...

Esse filme é sinistro !

renatocinema disse...

Belo filme que preciso rever......urgente.

Atuação espetacular.

Carla Marinho disse...

Opa, post indicado ao links da semana.
http://blogsdecinemaclassico.blogspot.com/2011/10/links-da-semana-3-9-de-outubro.html

Amanhã tem blogagem coletiva sobre a Julie Andrews. Caso tenha um texto, gentileza me passar o link!
beijos!

Unknown disse...

Um filme fantastico! Melhor atuação de Bates, tenso na medida certa, mas que não se refuta em fazer o terror surgir qd necessario. Obrigatorio. Esse mês o CINEMA RODRIGO tá demais. Só a nata do suspense e terror! Será q não tem um espacinho para um Giallo do bom não? Abração!

Sarah disse...

Este é um clássico inegável, nunca me canso de ver este filme. Kathy Bates está verdadeiramente espectacular, adoro a metamorfose que a personagem sofre! Muito bom filme mesmo. Excelente análise ;)

Sarah
http://depoisdocinema.blogspot.com

Rodrigo Mendes disse...

Opa já tem ingressos aqui? Rs!

ALAN: Que relíquia fantástica vc tem heim!? Abs.

MARCELO: Muito!

CARLA: Obrigado moça. Ando meio sumido do blog coletivo eu sei, mas tb ocupado no trabalho durante a semana. Não tive tempo para pesquisar as postagens sugeridas do seu blog. Este Mês das Bruxas já esta todo escrito...foi um trabalhão e ainda tenho que postar mais filmes que já escrevi para este especial. Por favor entenda. Beijos querida. ;)

CELO: Misery é o melhor do supense e do terror. Putz preciso rever a obra do Argento. Neste mês, infelizmente não terá nada dele. Quem sabe futuramente aqui no blog? Pretendo fazer mais uma edição deste especial ano que vem se o mundo não acabar, rs! Obrigado. Abs.

SARAH: Obrigado querida. Bem colocado aqui por vc quanto a metamoforse da personagem. espetacular.
Bjs;)

Rodrigo

Unknown disse...

Aquela cena das marretadas.. Pai eterno! Uma das que mais me arrepiou até hoje. A Bates está surreal.. perfeita no papel. A tensão nesta película é precisa... prende, sufoca, causa angústia... tudo na medida. Não dá para negar que além dos atores a adaptação do livro para roteiro ficou ótima.

Maravilha!

;D

Rodrigo Mendes disse...

KARLA: Nossa moça eu me sinto desconfortável com a cena das marretadas...esqueci de abrir este parêntese no texto, rs! Mas faço um adendo aqui. Uma cena que me perturba e que me faz querer fechar os olhos.

Misery é um filmaço e não poderia faltar no meu primeiro especial do terror. Tb acho o script sensacional.

Um grande beijo;)

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