sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O EXORCISTA


FILME DE TERROR PARA MEDROSOS
OUTUBRO DAS BRUXAS

Uma garota é possuída por um demônio (Pazuzu) e um padre experiente tenta exorcizá-la. 

O que fazer quando uma adolescente é possuída por uma entidade misteriosa? Uma mãe desesperada, mesmo com sua fé questionada, procura a ajuda de dois padres para salvar sua filha, mas apenas um deles é O EXORCISTA. Um clássico arrepiante, esta fita de 73 ainda deve apavorar muita gente nos dias de hoje onde alguns filmes de terror sempre tendem a envelhecer (a maioria até mal), mas se tratando deste exemplar, acho difícil. Okay. É correto afirmar que filmes de possessão já deu no saco, mas é este primeiro filme, o avô de todos eles (inclusive das paródias). A fita é baseada em um livro polêmico que citava a Igreja Católica e causou frisson por seu tão explícito e acusado de anti-semita. O autor é WILLIAM PETER BLATTY, também o produtor do filme e roteirista. Este capítulo gira em torno de uma atriz de cinema Chris MacNeil (papel que alavancou a carreira de ELLEN BURSTYN) que esta em Washington rodando um filme. Ela vive temporariamente em uma mansão na cidade de Georgetown com a filha adolescente, inicialmente uma garota meiga e inocente que deseja ter um pônei, Regan (LINDA BLAIR – marcada para sempre). Tudo vai bem até que a menina começa a sofrer algumas mudanças psicológicas que atingem o seu estado físico (a cena em que ela urina no carpete da sala é um dos momentos mais tristes da fita. Sério). Logo em seguida, a garota começa a ficar possuída e não é malcriação, ela fica realmente assustadora. E, uma voz demoníaca começa a sair de dentro dela. Ela pragueja se debate e tudo o mais. Chris começa a crer que nenhum médico ou psicólogo é capaz de curar Regan, assim sendo ela busca ajuda de um jovem padre, e que também possui  pensamentos além da batina, Karras (JASON MILLER), mas o mesmo, depois de examinar a guria e levar um vômito verde na cara (feito com abacate, só pode ser), indica outro padre à mãe. Um homem bem mais velho e experiente no campo do exorcismo, e que esta vivendo no oriente médio. Este senhor é a estrela da história: MAX VON SYDOW, como o Padre-exorcista Merrin (alguma referência com o mago Merlin?). Enfim, este homem já havia feito outro exorcismo e encontrado o demo Pazuzu cara a cara anos antes, quando ainda era um jovem missionário. Era mais do que uma ajuda caridosa, este trabalho era quase que um acerto de contas com o dito cujo. A premissa é trágica e aterradora do início ao fim, e este universo de fantasia é testado com nossa fé, diante um âmbito tão real, com pessoas comuns, por isso a fama, e o que o filme quer passar, é esta consciência mediúnica que o ser humano tem com religião e ceticismo. Mas tinha que ser em um filme de terror? 

O medo é tanto que as pessoas não perdem tempo pensando em um debate falacioso no que acreditam ou não. É o mais puro medo que certamente é testado.O EXORCISTA é um ótimo exemplar de terror. Um divisor de águas e o melhor trabalho do diretor WILLIAM FRIEDKIN. Indicado aos Oscar de Melhor Filme, Edição, Diretor, Fotografia, Direção De Arte, Atriz Coadjuvante (Linda), atriz (Ellen) e ator coadjuvante (Jason Miller). Ganhou o de Melhor Roteiro Adaptado (Blatty) e Som (alias muito bom mesmo). Friedkin teve altos e baixos na carreira. Realizou outro clássico absoluto OPERAÇÃO FRANÇA (1971 com Gene Hackman. Vencedor do Oscar) e agora volta com um filme bem elogiado “KILLER JOE”. Mas, de fato, é “O Exorcista” o filme mais famoso de sua, podemos chamar de obra? Acho que Friedkin foi um exímio artesão ao conceber uma direção correta de tão exigente e fora do comum, mas a fita e livro é obra absoluta do outro William. 
Ellen Burstyn só aceitou fazer o filme se os produtores tirassem uma linha de diálogo na qual sua personagem dizia: “Eu acredito no Diabo.” Mexe com os sentidos de qualquer pessoa, eis tanta polêmica. Antes de Friedkin entrar para o projeto era o diretor JOHN BOORMAN que obteve a oferta para dirigir o filme. Boorman dirigiu a segunda parte que teve uma péssima recepção com direito a tomates atirados na tela em uma projeção-teste. 

Na versão original a atriz MERCEDES McCAMBRIDGE chegou a processar o estúdio por não darem créditos ao seu trabalho. Ela fez a voz do Diabo. Apenas na versão do diretor que vemos o seu nome nos créditos. Aliás, a versão do diretor foi lançada anos mais tarde com 11 minutos de cenas inéditas. Este retorno do Exorcista nos cinemas virou moda com a chamada “Versão do Diretor”, mas na verdade eles apresentavam como: “A Versão que Você Nunca Viu” (Nossa 11 minutos!). De todas as novas cenas, a da Regan descendo as escadas estilo aranha (bem assustador) foi a mais comentada. Porém, de qualquer cena nojenta que há na fita, o momento em que a menina se machuca e não “se masturba” (porque se aquilo for masturbação ninguém mais “se toca”) com o crucifixo é provavelmente a mais lembrada. Isso “cutucou” ainda mais as onças de batina com a vara curta ou com o crucifixo longo. O filme às vezes parece querer desmerecer com momentos até desnecessários e nem tão assustadores como deve ser um legítimo terror. Na verdade é um horror a cena, o que dá medo é quando a moça vira o pescoço e olha para a mãe e diz: “Viu o que ela fez? A Vadia da sua filha!?” Outro ponto alto é o pescoço 180 graus! Marca registrada do filme. 


Nada disso foi fácil para Linda Blair, se sujeitando a fazer cenas terríveis, mas ela sempre declarou que na época apenas fazia o seu trabalho e que não entendia muito bem o que significava uma cruz sendo introduzida com violência na sua vagina. Creio que depois que ela fez a cena, compreendeu o significado. As filmagens não foram nada agradáveis também para Burstyn, que machucou a coluna vertebral, sofrendo uma lesão grave e permanente durante as gravações. Aconteceu justamente naquela cena do crucifixo, em que ela é jogada pela filha com violência no chão. Ela cai sobre o cóccix e o seu grito de dor é real. Demorou um tempo para fazerem os closes na atriz, ensangüentada e se arrastando até a porta. 

Algumas estrelas se livraram do papel da mãe. Foram cotadas, JANE FONDA, SHIRLEY MAcCLAINE, ANNE BANCROFT e até mesmo AUDREY HEPBURN, que só faria o filme se ele fosse rodado em Roma. Acreditem, reza a lenda que STANLEY KUBRICK queria muito dirigir o filme, mas o estúdio teve a gentileza de recusar a oferta do cineasta que queria produzir a seu modo. Foi William Peter Blatty que insistiu a escalação de Friedkin quando o roteiro estava finalizado.

Os atores revelaram, 25 anos depois, algumas desnecessidades que o diretor Friedkin fez durante sua direção. Jason Miller disse que levou um tapa na cara de verdade do diretor para fazer a cena em que ele treme de medo quando faz a bênção na menina. A tremedeira era devido ao tapa, no fim uma reação verdadeira. Até mesmo Linda Blair na cena em que grita: “Para! Faz ele parar mamãe, por favor” quando sua personagem tem que ficar saltitando na cama na primeira possessão.A menina sofreu realmente alguns abusos extremos e o seu choro e socorro à mãe naquela cena era real. O mesmo aconteceu com a Ellen Burstyn, que gritou de dor na cena que comento acima. Friedkin continuou rodando e demorou para dizer “corta!” Ou seja, um tipo de direção muito exagerado e pesado, assim muitas das reações de pavor dos atores não são representações clichês.
A química de mãe e filha e a sinceridade das atrizes é o ponto alto do filme.

Com tudo isso, as polêmicas contra a Igreja Católica, os maltratos nas filmagens, as condições da equipe ao trabalhar com um orçamento reduzido e tudo o mais, fazem deste filme um resultado único. Todos os envolvidos saíram daquele êxtase de se fazer cinema e passaram a levar a energia negativa da fita para as suas vidas. No entanto, muitas das lendas que envolvem o filme, como a morte do ator Jason Miller – na verdade ele morreu anos depois em 2001 aos 62 anos de um ataque do coração -, os boatos que envolviam um incêndio misterioso nos sets de filmagem (experimentem deixar um filme altamente inflamável dando sopra por aí...) ou mesmo com relação à carreira da atriz Linda Blair posteriormente, são infundadas. Ela vive muito bem, não esta possuída e só aparece naquele joguinho do labirinto, dando sustos da porra nos nerds que aprontam nos computadores. Aliás, Blair até fez uma divertida paródia de O Exorcista se sujeitando a uma nova e complicada maquiagem, na fita: A REPOSSUÍDA (Repossessed, 1990) um cult do diretor Bob Logan, com Leslie Nielsen e Ned Beatty. Todas as lendas urbanas só comprovam o fanatismo em torno do filme.

Além das inúmeras versões que já exauriram o tema, O Exorcista se tornou uma série irregular. O EXORCISTA II – O HEREGE (1977 – aquele do diretor John Boorman com um elenco de estrelas e pouco brilho), O EXORCISTA III (1990 – Dirigido pelo próprio William Peter Blatty. Estrelando Jason Miller fazendo outro papel em uma participação e George C. Scott) e finalmente, o pior de todos em minha opinião, O EXORCISTA: O INÍCIO (2004, do diretor de bombas espetaculares, Renny Harlin). Apesar de o filme ter no elenco os ótimos STELLAN SKARSGARD, como o jovem Padre Merrin, o que explica o seu primeiro contato com o monstro e IZABELLA SCORUPCO, fazendo uma moça que acaba sendo possuída. De todos os filmes do gênero demo, o único que é o filme de exorcismo mais eficiente – o que prova a frieza de Friedkin para conseguir bons resultados – é este clássico. O exorcista é o filme de terror para medrosos e não adianta copiá-lo, é como ensinar o padre a rezar a missa.



EUA- 1973
TERROR
132 min. Versão Do Diretor
COR
WARNER
18 ANOS 
✩✩✩✩✩ EXCELENTE






  WARNER BROS. APRESENTA

WILLIAM PETER BLATTY´S
 THE 
EXORCIST
Dirigido por 
WILLIAM FRIEDKIN

ESTRELANDO:      ELLEN BURSTYN   MAX VON SYDOW      
 LEE J. COBB    KITTY WINN        JACK MacGOWRAN
JASON MILLER COMO PADRE KARRAS         LINDA BLAIR COMO REGAN

Produzido por WILLIAM PETER BLATTY
Produtor Executivo NOEL MARSHALL
Música STEVE BOEDDEKER         Fotografia OWEN ROIZMAN
Montagem EVAN LOTTMAN. NORMA GAY
Cenografia BILL MALLEY         Figurinos JOE FRETWELL
Maquiagem por DICK SMITH
Escrito por WILLIAM PETER BLATTY BASEADO EM SEU LIVRO


The Exorcist ©1973 Warner Bros. Pictures



11 comentários:

Mirella Machado disse...

Nossa Rodrigo eu não sabia sobre todas essas curiosidades em O Exorcista. Acredita que esse é o único filme que até hoje ainda fico horrorizada com várias cenas?! hehe Talvez seja a trilha sonora e o clima realmente demoníaco (ou seja lá o que for) que predomina no filme inteiro, por isso ele é um dos meus favoritos de terror e um clássico com certeza, quem nunca viu esse filme jamais entenderá os milhares de filmes sobre exorcismo por aí rs ou pelo menos jamais saberá como é um filme de exorcismo realmente assustador. Abraços Rodrigo e eu realmente adorei sua resenha muito bem informativa.

renatocinema disse...

Citar essa obra como Avô foi genial. kkk.

Adoro esse clássico do gênero.

Outro detalhe que concordo muito com você é sobre esse ser o melhor trabalho do diretor......certeza absoluta.


Belo texto, cheio de curiosidades relevantes.

Alan Raspante disse...

nossa, quanta curiosidade bacana! não sabia da maioria. vira e mexe o filme ainda é exibido na televisão, só uma vez me ocorreu a ver (trechos), mas nem achei o filme tudo isso. tenho que pegar pra ver realmente!

abs.

ANTONIO NAHUD disse...

Já revi O EXORCISTA umas três vezes e sempre me assusto. Um clássico!

O Falcão Maltês

Amanda Aouad disse...

Clássico que me assusta ainda hoje, hehe. Ótimo texto.

bjs

Marcos Rosa disse...

Da primeira vez que vi este filme foi terrível, muito assustador, hoje já é mais tranquilo, ainda assim põe medo em muita gente experiente. Filmão!

___
algunsfilmes.blogspot.com

Rodrigo Mendes disse...

MIRELLA: Obrigado por gostar do post. Realmente é um filme que marca o nosso inconsciente para sempre. Mesmo hoje ele sendo datado, em minha opinião, mas é uma obra do horror que marca para sempre. Beijos!

RENATO: Se não fosse pelo filme, hoje não teríamos até o regular O Exorcismo de Emily Rose e tantas outras fitas, não apenas do gênero, mas classificadas como terror ultimate e polêmico. O Exorcista tb foi o passo para nascer outra obra chamada "A Profecia", que em breve estará aqui!

Parece que o último filme do Friedkin agradou público e crítica, eu ainda não assisti, mas certeza que sua carreira logo após esta fita foi um tanto irregular. Até na fita policial, o thriller JADE ele foi medíocre.
Abraços.

ALAN: Tudo isso em qual sentido Alan? Não muito assustador ou a premissa mesmo? Eu não achei ultra mega assustador quando o vi pela primeira vez. Acredite que Psicose me assustou mais! Veja na íntegra e me diga o que achou. Abs.

ANTONIO: Bom meu caro....eu já perdi a conta de quantas vezes já assisti, mas vc tem razão de ter visto apenas três vezes, tantas revisões pode não ser muito bom.
Abs.

AMANDA: É um imenso "boo" Nanda. Rs! Obrigado. Beijos!

MARCOS: É um filme que foi feito para assustar mesmo, de todas as maneiras. Obrigado. Abraços.

Unknown disse...

O Exorcista foi um filme incrivelmente bem pensado e audacioso. Não tenho reclamações sobre nada.. acho que tudo se acerta e surpreende. Modificar o foco do terror, usar efeitos acima da média para a época e ainda implicar com preceitos da igreja católica... Sucesso e Polêmica na certa!

adorei as curiosidades!


;D

Rodrigo Mendes disse...

Sim Karla, o filme tem tudo isso que vc aponta, e o faz muito bem. Uma obra única e precursora.

Bjs:)

Reinaldo Glioche disse...

Adorei o texto. Um juice moment no outubro das bruxas.
Mas com tanta referência ao pavor que O exorcista provoca, me vejo na incumbência de expor uma opinião, até certo ponto, controversa.
Não acho que este filme seja aterrorizante. Ou que mesmo provoque sustos ou frio na espinha como congêneres contemporâneos ou posteriores. Acho que ele é mais chocante do que aterrorizante. "Deixe jesus penetrar vc" é algo que incomoda até mesmo ouvidos não cristãos. Ainda mais na década de 70, quando a igreja católica ainda reinava como grande potência religiosa.
Enfim, é um aparte que não diminui nenhum dos grandes méritos dessa obra prima do terror.
Abs

Rodrigo Mendes disse...

REINALDO:Entendo você meu caro. O filme esteve como "chocante" mesmo. Datado, ele não me assusta tanto, mas já me assustou!
Abs.

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