sábado, 1 de outubro de 2011

UNIVERSAL MONSTERS COLLECTION: CAPÍTULO 6

DE GEORGE WAGGNER
O LOBISOMEM™



ENTRA EM CARTAZ A MARATONA
OUTUBRO DAS BRUXAS



Um playboy retorna para o castelo de seu pai em uma pacata cidade do interior, após a morte do irmão, onde é atacado por um homem lobo (criatura do folclore) que o infecta com uma maldição que vem a cada lua cheia.





Recentemente refilmado por JOE JOHNSTON com BENICIO DEL TORO no papel central, e que até recebeu o Oscar de melhor maquiagem (Rick Baker – o novo Jack Pierce). No entanto é esta fita, o filme original de fábrica direto dos estúdios dos monstros o maior filme de lobisomem de todos os tempos. E, apesar de ser inspirado no folclore europeu, o filme é um conto de terror original que apresentou um dos mais famosos monstros do cinema. O novo mestre da caracterização, filho do ator LON CHANEY “O Homem Das MIL Faces” (de O FANTASMA DA ÓPERA, 1925 – também filme do estúdio) é o Lobisomem do título. LON CHANEY JR. (aqui creditado como o pai) é Larry Talbot, um playboy que retorna ao castelo do pai (CLAUDE RAINS – O HOMEM INVISÍVEL) no País de Gales. Lá ele acaba se apaixonando por uma moça local, a bela EVELYN ANKERS como Gwen Conliffe e a convida para dar um passeio em uma fatídica noite até uma quermesse cigana que se instalou na cidade interiorana. Quando uma amiga do casal vai com eles no passeio e resolve ler o seu destino com Bela (o próprio BELA LUGOSI) um cigano misterioso, o tom da história muda. O cigano não gosta do que vê na mão da moça, uma marca da morte (estrela de cinco pontas). Assim dizia que ela seria morta por uma criatura monstrenga meio lobo e homem. Ótimo, porque na mesma hora, acontece exatamente o previsto, e o homem lobo era o próprio Bela, o cigano que ataca a jovem.

Mas o ataque é interceptado por Talbot que consegue matar a fera, mas acaba sendo mordido e não consegue salvar a moça. Amanhece o dia e obviamente que a marca da maldição da besta fica no rapaz, que antes não acreditando em crendices se vê transformando-se em um Lobisomem quando a lua cheia aparece nítida no céu escuro da noite macabra de Gales. E a transformação, apesar de inocente, é uma divertida trucagem na montagem, mostrando os pêlos crescendo, o mesmo com as patas e caninos.
O filme apresenta uma atmosfera de sonhos e realidade com elaborados cenários medievais e modernos, que combinam com uma assustadora trilha musical e que transformam O LOBISOMEM em uma obra de arte inesquecível. Provavelmente a melhor versão de filmes de lobisomens, perto de outro clássico do estúdio: (WEREWOLF OF LONDON, 1935) e LON CHANEY Jr. Abraça o papel de sua vida e tem o privilégio de ser, da trupe de atores que interpretaram os monstros originais, de ser o único ator a ser fiel a Larry Talbot/Wolf Man e fazê-lo em praticamente todos os filmes vindouros.


JACK PIERCE pode ser elogiado novamente pela maquiagem do personagem, e O Lobisomem é o seu último trabalho na Universal que o dispensou depois que surgiram equipes maiores e mais equipadas, com materiais mais modernos. Mas Pierce foi quem criou os monstros, e graças a ele essas imagens clássicas ficam na memória. O que seria de Drácula, Frankenstein, a Múmia e O Lobisomem sem ele?

A fita é recheada de diálogos crentes a lenda folclórica: “Mesmo um homem de coração puro que reza à noite pode virar um lobo quando a mata-lobos desabrocha e a lua de outono brilha”. CURT SIODMAK, o roteirista cria uma história tão clássica como a torta de maçã, o que serviu de base para inúmeras versões americanas e européias sobre o lobisomem. Provavelmente a mais cult é a do diretor JOHN LANDIS em 1981 com: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES (em breve neste especial) que faz sátira e menciona ao longo da trama o enredo do longa metragem de 1941 que vos falo.

Certamente o lobisomem é o que tem de mais atraente nesta série de filmes, pelo fato de as histórias antigas sobre o limite entre o mundo animal e humano serem a prova do fascínio dos homens em contar diferentes histórias e lendas (até urbanas) que caíram no gosto popular em todo o mundo, de diferentes maneiras. Ou seja, não há no planeta terra quem não conhece a lenda do lobisomem. Europeu ou nordestino, a fera-homem é uma figura notória no conhecimento das pessoas, de intelectuais ao homem simples que tem uma história para contar. GEORGE WAGGNER, o diretor e produtor (primeira fita de monstro não produzida por Carl Leammle filho) que faz a sua estréia como realizador deste gênero, consegue explorar fielmente o script de Siodmak. Ambos fazem um filme que passeia por duas classes sociais que recebem a história do lobisomem à sua maneira. O rico com o seu ceticismo e inteligência literária, científica (até psicológica) sobre o assunto. Assim encarava Claude Rains no filme. Por outro lado o homem simples, representado pela figura do cigano, aqui magistralmente por MARIA OUPENSKAYA uma senhora cigana, mãe de Bela, e que aborda o assunto com fé e seriedade, sem deboche algum, apesar de sua simplicidade e religiosidade. Obviamente que o público fica com o grupo dos ciganos, já que esperam por um filme de terror, e é este tipo de premissa que definiu o gênero em acreditar nos menos afortunados.
Bela Lugosi faz a sua notável participação em O LOBISOMEM

O fascínio maior é mergulhar no intelecto e perceber que a história de um homem que vira lobo esta embutida até no conto infantil como o da “Chapeuzinho Vermelho”, o que culminou na era vitoriana, uma série de esquisitices humanas verdadeiras que traziam pessoas com pêlo corporal incomum. O grotesco estava em voga naquele tempo, onde essas pessoas eram vistas como aberrações e apresentadas em shows e atrações circenses ao estilo do filme de TOD BROWNING: MONSTROS “FREAKS”
Até certos anos do século XX a lenda do Lobisomem tinha um apelo comercial e interesse nas pessoas, que acreditavam com mais ferocidade. Hoje em dia, é claro que qualquer coisa relacionada fora do âmbito ficcional midiático é puro sensacionalismo.

Primeiramente o filme seria mais um veículo para BORIS KARLOFF, e o roteiro que seria filmado era uma versão escrita por ROBERT FLOREY na qual se baseou o enredo de WEREWOLF of LONDON e que também é uma versão boa do estúdio. Quando entrou Siodmak, o novo projeto do lobisomem tomou outras proporções e Curt resolveu dar mais verossimilhança na trama baseada ora em embasamento científico ora no folclore, o que torna o Lobisomem de 41 o filme mais definitivo de qualquer outra fita antecessora e sucessora. Mas com tantas mudanças de planejamento Karloff resolveu não se maquiar como o homem-lobo, dando oportunidade a Lon Chaney Jr. que melhor se adéqua ao personagem.

As continuações foram decorrentes na época e assim estreou ‘FRANKENSTEIN ENCONTRA COM O LOBISOMEM (Frankenstein Meets The Wolf Man – 1943), a primeira vez que o estúdio reuniu dois monstros clássicos no mesmo filme (obviamente Karloff não faz o monstro) – é a continuação mais notável e ouve mais quatro continuações sempre estreladas por Chaney.

É isso, lindamente o lobisomem de Lon Chaney Jr. foi o monstro que mais voltou do túmulo (como o Jason) e o que mais resistiu ao limite da imaginação em todas as noites de lua cheia.



EUA–1941
TERROR
70 min.
PRETO E BRANCO
FULLSCREEN/LIVRE
UNIVERSAL
✩✩✩✩ ÓTIMO






·  Comentários de JOHN LANDIS e TOM WEAVER
·  “MONSTRO À LUZ DO LUAR”
·  ARQUIVOS DO LOBISOMEM
·  TRAILER





UNIVERSAL PICTURES 
APRESENTA
 The
WOLF MAN
    ESTRELANDO: 
CLAUDE RAINS
WARREN WILLIAM
   RALPH BELLAMY  
  PATRIC KNOWLES.
   COM:
     BELA LUGOSI 
MARIA OUSPENSKAYA  e  EVELYN ANKERS
E apresentando O Novo Mestre Da Caracterização:  
LON CHANEY JR. como “O Lobisomem”
 Música de
CHARLES PREVIN
HANS J. SALTER
 FRANK SKINNER
Diretor de Fotografia JOSEPH VALENTINE
Montagem TED KENT
Direção de Arte JACK OTTERSON    R.A. GAUSMAN
Figurinos VERA WEST Maquiagem por JACK P. PIERCE
ESCRITO POR CURT SIODMAK
PRODUZIDO E DIRIGIDO POR
GEORGE WAGGNER
The Wolf Man  UM FILME UNIVERSAL ©1941

5 comentários:

renatocinema disse...

Seu site em outubro promete....bela homenagem a esses clássicos.

Aprecio todos.

Abraços

Alan Raspante disse...

Outro que ainda não vi, maaaaaas tbm quero muito ver :)

Ah, até hoje não vi nenhum filme com Bela Lugosi. Pois é...

Rodrigo Mendes disse...

Valeu Renato!

Unknown disse...

Este eu assisti! Realmente é complicada a comparação com as películas atuais... Nenhuma chegou a esta visão original, pelo menos eu acho.

Ahh.. este é o monstro da infância da minha tia.

;D

Rodrigo Mendes disse...

HAHA da sua tia? Que bacana Karla. Este é um dos monstros mais trágicos e duradouros da Universal.

Beijos e obrigado pela presençpa aqui, mesmo!

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