sábado, 14 de janeiro de 2012

RICHARD ATTENBOROUGH | CHAPLIN


O ETERNO VAGABUNDO CONTA A SUA HISTÓRIA

A cinebiografia do comediante e humorista mestre da sétima arte que fez o mundo rir e chorar sem dizer muitas palavras. Os amores, casamentos, filmes e toda a polêmica e controversa vida do eterno Carlitos/Chaplin, o vagabundo dirigido com alegria pelo ator e diretor Richard Attenborough (Jurassic Park/GHANDI) e baseado nos livros: “Minha Autobiografia” de Chaplin e “Chaplin Sua Vida e Arte” escrito por David Robinson. Indicado a 3 Oscar (Ator/Direção de Arte e Música Original).


ROBERT DOWNEY JR. antes de se tornar o “Homem De Ferro” entrega uma emocionante, verdadeira, sincera e brilhante interpretação (indicado ao Oscar) como o grande cineasta, roteirista, músico-compositor, produtor, ator (astro de Vaudeville), amante, homem de família, filho e irmão: CHARLES “Charlie” SPENCER CHAPLIN (1899-1977), o maior gênio cômico do cinema, o rei da pantomima. Mas sua vida não foi um mar de rosas mesmo Chaplin sendo considerado um Deus e importante figura do século. Teve seus altos e baixos, mas ninguém fala mal ou usa o santo nome impunemente, a mão que afaga é a mesma que bate. O filme é uma correta cinebiografia e sabe contar com graça e seriedade a vida deste grande mito, que é provavelmente a figura mais discutida e querida da história do cinema.

Marisa Tomei como Mabel Normand e
Downey Jr. como Chaplin (O vagabundo)
no primeiro filme em que apareceu o personagem.
 Dirigido por Mack Sennett
A premissa faz uma mescla e conta pontos importantes de sua vida desde sua infância pobre, a mãe doente, o irmão mais velho que passou a cuidar de seus interesses artísticos, sua vida em orfanatos, escorraçado pela polícia e suas primeiras oportunidades. Neste nicho mostra lindamente seus relacionamentos com as mulheres, a maioria ninfetas, algumas estrelas do cinema e casamentos infelizes e felizes e tudo isso com mudanças de tom e metalinguagem com as famosas gags do performático mímico, especialista do riso e da emoção.

O filme chega até certo ponto de sua vida quando aceita o Oscar especial em 1971 numa bela e tocante sequência final em clipes que exibe seus filmes mais famosos (quando passa O GAROTO na tela Downey Jr. chora e eu também). Attenborough que foi premiado com o Oscar e outros tantos prêmios quando mostrou ao mundo a vida de outra figura lendária: Ghandi (1982) certamente se tornou um especialista em filmes biográficos. Ele realiza a fita deixando o filme atraente e interessante, principalmente para o público leigo em matéria de Chaplin, mas para a orla cinéfila, é um brinde! Sobretudo porque o Sir. Richard Attenborough sabe começar, contar sem muitos rodeios e terminar o seu filme com proeza. Ou seja, não era necessário mostrar o término da vida deste gênio e transformar o filme em um mar de lágrimas beirando ao clichê. Já sabemos, por exemplo, que morrer num dia de natal é uma saída de cena digna mesmo de um grande mito. Em outras palavras: como só mesmo Chaplin poderia imaginar. Foi o que sucedeu com este artista extraordinário e perseguido, acusado de comunista. 
O filme mostra como ele foi acolhido na América e apadrinhado por intelectuais que viram qualidades insuspeitadas no seu personagem Carlitos, o vagabundo, mas nem todos pensavam desta maneira. Concordo que quando Chaplin chegou para trabalhar na indústria cinematográfica, ele, jovem, astuto, talentoso e ambicioso, o cinema que era apenas uma diversão de feira sem algum status e reconhecimento artístico, acabou adquirindo o título de sétima arte e tudo isso graças a ele. A fita mostra perfeitamente em um time perfeito como Chaplin trabalhava em seus primeiros anos como ator nos filmes de Mack Sennett (o ótimo DAN AYKROYD), em 1913 para a Cia. Keystone e como ele assume o controle artístico e passa a dirigir. A premissa sabe chamar a atenção do espectador ávido por uma sessão de cinema (já que este tipo de abordagem, a vida de alguém, pode ser chato) e mostrar com graça e rapidez as peripécias, os bastidores criativos e a vida pessoal do astro que parecia uma novela, durante o seu apogeu. Attenborough parece se identificar com ele quando cria um filme que tem uma atmosfera cinéfila e política, com a moralidade e boa fé dos que foram muito pobres e também miseráveis na infância, a dor e o sofrimento causado por uma loucura que atinge quem amamos e uma infância e vida adulta complicada. O pano de fundo e o vilão do filme são as críticas que Chaplin recebia e principalmente a perseguição feita pela figura de J. Edgar Hoover interpretado por KEVIN DUNN que persiste em difamar Chaplin e consegue expulsá-lo dos Estados Unidos com uma apunhalada inimiga. Fato triste para ele e grande derrota, como um castigo injusto e exilá-lo do país que lhe acolheu e que justamente ele sempre teve motivos para criticar (Em Busca Do Ouro, Luzes Da Cidade, Tempos Modernos, e depois envolvendo o país em O Grande Ditador, o mais polêmico e discursivo de todos os filmes). Na verdade Chaplin sempre esteve apoiando as causas liberais, por vezes mesmo comunistas, inclusive para ser coerente com o seu alter-ego, o personagem que não possuía nenhum bem ou fortuna, um vagabundo de rua que se mete em confusões fugindo da polícia como bem mostrava sua realidade dos primeiros anos antes da fama. Evidente que quando a roda da fortuna virou e entrou a Guerra Fria, ele, que nunca se tinha naturalizado americano e que para seus inimigos, motivo de pecado bárbaro com a seguinte questão: “Como podia ter ousado isso?” e que para Hoover prova maior de traição não existia. Assim sendo, foi proibido de retornar à América. O resto todo mundo já sabe e o bom deste filme é que ele não mastiga as informações o que poderia se tornar insosso. 


Outro ponto alto é Attenborough ter evitado mostrar certas amarguras, como o erro dele de tentar fazer “A Condessa De Hong Kong” seu último filme (nem é mencionado) e que deixa claro  que Chaplin nunca foi um grande técnico, o que sabia mesmo era ser Carlitos, (“maquiado de cara lavada”), o herói verdadeiro daqueles que são chamados de inferiores e marginalizados pela alta sociedade do nariz empinado. Além do mais, o filme também evita uma lembrança da sociedade cinéfila para com Chaplin e não avança muito nos anos e no seu legado já que é tudo muito óbvio quando estamos falando de Charles Chaplin e explico: a trama não mostra uma geração que já duvidou de sua genialidade, isso quando os seus filmes foram restaurados e relançados, deixando claro que Chaplin era mesmo um sentimental, por vezes até piegas, me perdoem. Menos engraçado do que se pensava (ele deveria saber disso lá no fundo), só que mais corajoso do que se imaginava quando um garoto de óculos (eu) assiste pela primeira vez, depois de anos, a uma fita que parodiava Hitler em um período em que isso ainda era temerário e impopular e que propunha o isolacionismo. 
Penso que Chaplin era frequentemente brilhante e sem dúvida, genial. Ele só foi fiel a si mesmo e implicava com o cinema falado e soube resistir lindamente, mas que numa revisão crítica-analítica 50 anos depois, nota-se as falhas de uma pessoa que cresceu com o cinema, mas que não progrediu tanto com a tecnologia (até mesmo sua crítica em Tempos Modernos mostra tudo isso de maneira simbólica apertando os mesmos parafusos cada vez mais bitolado).

Palmas e mais palmas, aplausos verdadeiros para o subestimado Downey Jr. um homem que também teve uma vida conturbada e seu lado pessoal estampado na mídia. Um cara que quando bem intencionado e dirigido simplesmente detona com todas as letras em um papel. Merecia o Oscar aqui. Só foi indicado outra vez na fita “Trovão Tropical” em 2008. Ele encarna Chaplin com unhas e dentes, chapéu coco, calças largas, bengala e botas de palhaço. Perfeito. A maquiagem pode deixar tudo um pouco falso e complica quando Downey tem que passar-se por um idoso de 80 e tantos anos. Aliás, por muito tempo a maquiagem mal aplicada (hoje recursos por computador) tende a tirar pontos de um filme biográfico. Mas na maioria do tempo ele é o jovem Chaplin, apenas oscila nas digressões do roteiro quando conversa com o personagem fictício George Hayden feito por ANTHONY HOPKINS, que faz o seu editor literário de sua autobiografia e que parece distante na história. Também conhecemos o talento de Sir. Hopkins e mesmo assim, fazendo um personagem meio peça de decoração, o velho impressiona como o ouvinte importante da história do artista. Hopkins sabe que seu papel no filme é de passar a idéia de uma pessoa que está diante ao maior gênio que o cinema já produziu, comparável a Shakespeare e Molière e que, no entanto, torna-se um repórter astuto extraindo informações muito pessoais e delicadas de Chaplin, com frieza e paciência, questionando coisas e ao mesmo tempo fazendo o público situar-se na história (mesmo para com os cinéfilos que já sabem de tudo). Isto é, tudo fica mais atraente e mano a mano por isso seria incoerente mostrar um ator e personagem jovem conversando com Chaplin sobre sua vida e sem uma bagagem de vida e conhecimento. É louvável a dicção da voz de Downey Jr. como o Chaplin velho e como ele consegue captar com perfeição o jeito do tão britânico personagem.

O ator JIM CARREY foi considerado para o papel de Chaplin e John Goodman (como Sennett) e Winona Ryder (como Mabel Normand).

O elenco é composto por atores e atrizes bastante conhecidos, além dos já citados, a excelente GERALDINE CHAPLIN (Fale Com Ela/ Doutor Jivago), filha de Chaplin, interpreta a sua própria avó Hannah, que foi atriz de Music-hall e que acaba ficando louca depois que fica na miséria e tem que criar os filhos sozinha. O cuidado de Geraldine neste papel é bárbaro de se ver e tocante. O inglês PAUL RHYS deixa uma ótima impressão como o irmão de Chaplin, Sydney, que era seu empresário e conselheiro até o fim de sua vida em 1965 deixando o astro meio-irmão aos 80 anos. Ele também foi ator, mas passou a trabalhar ativamente nos negócios (Business Manager) começando a apresentar Chaplin para Fred Karno, o famoso empresário interpretado por JOHN THAW que lhe deu a primeira oportunidade no Teatro. O elenco segue com MOIRA KELLY (das séries One Tree Hill e The West Wing) em papel duplo como o primeiro amor da vida de Chaplin, Hetty Kelly e também como sua última esposa Oona, filha do escritor Eugene O´Neill. MARISA TOMEI (Entre Quatro Paredes) faz a irritante Mabel Normand, DAVID DUCHOVNY (Arquivo X) faz o diretor de fotografia oficial dos filmes de Chaplin: Rollie Totheroh que o conheceu enquanto trabalhava nos estúdios da Essanay fazendo as fitas de Western de ‘Bronco Billy’: Gilbert M. Anderson. PENELOPE ANN MILLER (O Pagamento Final/ O Artista) vive a famosa Edna Purviance, a atriz que mais atuou nos filmes de Chaplin e fiel parceira (nunca existiu uma relação amorosa entre eles), KEVIN KLINE (Um peixe Chamado Wanda) - também como Downey Jr. - faz de corpo e alma o adorável Douglas Fairbanks o herói de capa e espada do cinema mudo e grande amigo de Chaplin. Adoro a versão de 1921 de “Os Três Mosqueteiros” e ninguém como Fairbanks fazia com tanta elegância as acrobacias do espadachim.

A queridinha da América, Mary Pickford, que ao lado de Chaplin, Fairbanks e Griffith, fundou a UA (United Artists), é interpretada esteticamente bem por MARIA PITILLO, atriz regularzinha e que aparece pouco. Mildred Harris de apenas 17 anos foi a primeira esposa de Chaplin (na época com 29), também atriz e que acabou como alcoólatra, deu o primeiro filho à Chaplin: Norman Spencer, nascido em 07 de julho de 1919, que nasceu deficiente e viveu apenas três dias, no filme ela é interpretada por MILLA JOVOVICH de maneira frágil. Milla faz uma singela participação e esta em início de carreira. Harris foi o primeiro escândalo na vida de Chaplin, mas polêmica maior foi seu casamento com Lita Grey com acusações de paternidade. Grey é aqui vivida pela desconhecida DEBORAH MARIA MOORE (favor não confundi-la com Lorraine Bracco como eu). A ótima DIANE LANE (Infidelidade – uma atriz que aprecio de tantos outros filmes) faz o papel da estrela-esposa PAULETTE GODDARD, a companheira mais amiga de Chaplin mesmo depois da separação. Diane consegue mostrar o lado bom de Paulette e sua química irresistível com Chaplin e também funciona com Downet Jr. Ela foi a profissional do cinema, mulher e amante de Chaplin. Assim, Lane, com sua maneira habitual que lhe é notável em fitas como Sob o Sol Da Toscana ou O Selvagem Da Motocicleta, acerta no filme. E finalmente JAMES WOODS (Era Uma Vez Na América) faz o promotor Joseph Scott que acusa Chaplin de ser o pai da filha de Lita Grey (foi provado que ele não era através de exames sanguíneos, mas Hoover fez com que levassem o caso para o tribunal. Chaplin teve que sustentar a menina até os 21 anos. Woods faz apenas uma cena que dura apenas um dia de filmagem).
Chaplin afortunado caminha em seu primeiro e próprio estúdio

A gente fica imaginando e idolatrando nossos ídolos sem nos darmos conta de que eles são seres humanos e que não estão imunes aos erros. Chaplin era realmente um homem genial e que aprendeu os macetes do cinema com trabalho duro. Era também um homem de carne e osso, verdadeiro, por trás do enigmático Carlitos, perseguido por um terrível sentimento de culpa e perda. Não tem como negar e avaliar a sua comovente história sem se emocionar. O filme atinge o espectador e mostra um muro que faz a divisão do personagem hilariante e do sério homem por trás dos filmes que temia ser louco.

Dos sacrifícios ao sucesso e as circunstâncias da vida que o fez um exilado na Suíça, são os ingredientes principais do filme.

O melhor ficou para o “The End” nesta envolvente película. O verdadeiro Charles Chaplin, o sincero Carlitos, o eterno vagabundo que conta a sua história.





EUA/JAPÃO/FRANÇA/ITÁLIA -1992
DRAMA
WIDESCREEN
148 min.
COR
LIVRE
UNIVERSAL
✩✩✩✩✩ EXCELENTE



MARIO KASSAR APRESENTA
UMA CO-PRODUÇÃO CAROLCO/LE STUDIO CANAL +/RCS VIDEO
UM FILME DE RICHARD ATTENBOROUGH
ESTRELANDO: ROBERT DOWNEY JR.
C h a p l i n
DAN AYKROYD. GERALDINE CHAPLIN. KEVIN DUNN
ANTHONY HOPKINS. MILLA JOVOVICH. MOIRA KELLY. KEVIN KLINE
DIANE LANE. PENELOPE ANN MILLER. PAUL RHYS
JOHN THAW. MARISA TOMEI. DAVID DUCHOVNY
NANCY TRAVIS. DEBORAH MARIA MOORE. JAMES WOODS
Figurinos de JOHN MOLLO e ELLEN MIROJNICK
Música original por JOHN BARRY Edição ANNE V. COATES
Cenografia STUART CRAIG Fotografado por SVEN NYKVIST
Produção Associada DIANA HAWKINS Co-produtor TERENCE CLEGG
Baseado em “My Autobiography” de CHARLES CHAPLIN
& “Chaplin, His Life, His Art” de DAVID ROBINSON
Argumento de DIANA HAWKINS
Escrito por WILLIAM BOYD. BRIAN FORBES e WILLIAM GOLDMAN
Produzido por RICHARD ATTENBOROUGH e MARIO KASSAR
DIREÇÃO
RICHARD ATTENBOROUGH
Chaplin ©1992 StudioCanal Image

10 comentários:

Paulo Telles disse...

Esta cinebiografia é espetacular, Rodrigo. Embora não seja um fã de Chaplin, podemos conhecê-lo um pouco mais sobre sua vida e seu gênio.

Robert Downey Jr sempre foi um brilhante ator, e depois deste filme ele enfrentou fases muitos difíceis na carreira (se envolveu com drogas e foi preso, mas conseguiu se reabilitar), e hoje ele é um dos nomes mais em evidência no cinema, como podemos ver nos recentes IRON MAN e agora no segundo filme de Sherlock Holmes.

Abraços

Paulo Néry

Hugo disse...

Atuação fantástica de Robert Downey Jr.

O filme é uma grande e merecida homenagem a vida e a carreira de Chaplin.

Abraço

Emmanuela disse...

Seu blog está perfeito! Beijos!

ANTONIO NAHUD disse...

É um belo filme. Grande atuação de Downey Jr. No entanto, o mais tocante é ver Geraldine fazendo sua sofrida avó.

O Falcão Maltês

Unknown disse...

Uma das melhores cinebiografias, sem dúvida!! Um trabalho para ser revisto e adorado! A vida fascinante e de incontestável talento de Chaplin é muito bem retratada nas mãos desta equipe. Também acho o Downey completamente subestimado!

Também me emocionei ao ver O garoto.

;D

Dilberto L. Rosa disse...

Rapaz, há quanto tempo...!

Apesar da costumeira mão pesada do Attemborough, o esforço pessoal de Downey é digno de Oscar - sou fã de Chaplin desde a infância e sei ver quando alguém, além de imitar os trejeitos, vive o personagem!

Bela lembrança, meu caro sumido! Aparece nos Morcegos, que tem cinema por lá!

P.S.: manda pra mim o 'link' dos trabalhos em 'cartoon' dos artistas 'hollywoodianos' presentes aí na tua lateral, ok?

Júlio Pereira disse...

Belíssimo texto, Rodrigo. Repleto de curiosidades e informações que, até então, eu desconhecia. Imagina quando ver o filme... Sim, ainda não assisti. Sabe o que seria muito interessante? Uma produção que fala sobre a rivalidade entre Keaton e Chaplin na época. Isso é, aliás, mencionado?

Rodrigo Mendes disse...

DILBERTO: Acho que o Sir Attenborough faz uma justa e magnífica direção sobre a vida DE Chaplin. Infelizmente Downey Jr.perdeu este Oscar.

Peguei em vários lugares, alguns cartoons eu ja tinha salvo há muito tempo. É só procurar pelo nome Justin Reed, o artista que pintou esses personagens.

Abs.

JÚLIO: Obrigado meu caro. Chaplin é um filme interessante, um prato cheio para os amantes do cinema, não só de Chaplin.
Não é mencionado neste filme Buster Keaton, aliás, nunca acreditei muito nesta rivalidade. Já assistiu Luzes Da Ribalta (Limelight, 1952)? Fase final de Chaplin. No filme tem Keaton em um papel importante fazendo o parceiro do personagem de Chaplin (não mais Carlitos). Química soberba! Tb recomendo esse filme.
Abs.

Rodrigo Mendes disse...

PAULO NÉRY: É verdade, sei da história de Robert Downey Jr e que inclusive daria um bom filme.

Chaplin é feito com maestria!
Abs.

HUGO: Espetacular!
Abs.

EMMANUELA: Obrigado querida, gentileza sua. Super beijo!

ANTONIO: Tb me emociono com a Geraldine.
Abs.

KARLA: Isso mesmo! Downey se entrega completamente aqui, um de seus melhores papéis sem dúvida alguma, além de ser uma responsabilidade e tanto. Ele tirou de letra.

A cena final dos clipes e quando exibem 'O Garoto' é demais para os olhos e coração. O filme em si já é lindo, um dos melhores de Chaplin.

Beijos:)

Rogério Marques disse...

Olá!

Estou te seguindo!
Aqui vai o link do meu.

http://jollyroger80s.blogspot.com/

Escrevo textos sobre História focando em Indústria cultural e cinema principalmente. O espaço também engloba ilustrações, fotografia, montagens, humor e cultura pop em geral.

🚪 Acervo de Películas

00's 007 10's 20's 30's 3D 40's 50's 60's 70's 80's 90's ALIEN ANG LEE ARNOLD SCHWARZENEGGER Adoro Cinema Akira Kurosawa Al Pacino Alec Guinness Alfonso Cuarón Almodóvar Angelina Jolie Animação Arthur P. Jacobs Audrey Hepburn Aventura Ação Batman Bela Lugosi Bernardo Bertolucci Bette Davis Billy Wilder Blake Edwards Blaxploitation Bob Fosse Boris Karloff Brian De Palma Bryan Singer Buster Keaton CINE TRASH CINEASTAS CINEMA PRETO & BRANCO CULTS Carl Laemmle Carol Reed Carrie Fisher Cary Grant Cecil B. DeMile Chaplin Charlton Heston Christopher Nolan Cine-Doc Cinebiografia Cinema Asiático Cinema Europeu Cinema LGBT Cinema MUDO Cinema Marginal Cinema Rodrigo Clark Gable Claude Rains Clint Eastwood Clássicos Colin Trevorrow Comédia Coppola Crepúsculo Curt Siodmak Curta-metragem Curtis Hanson DANNY BOYLE DAVID LYNCH DC Comics Daniel Craig Danny DeVito Dario Argento Darren Aronofsky David Bowie David Cronenberg David Fincher David Lean David O. Selznick Denzel Washington Disney Documentário Drama Drogas ESPECIAIS Eduardo Coutinho Eisenstein Elia Kazan Elvis Presley Erotismo Errol Flynn FERNANDO MEIRELLES FILMES IRREGULARES FOX FRANK CAPRA FRANÇOIS TRUFFAUT Fantasia Fatos Reais Fellini Filmes Natalinos Frank Darabont Frank Oz Fritz Lang GUEST SERIES Gangsters Gene Wilder George A. Romero George Cukor George Lucas George Miller George Stevens George Waggner Georges Méliès. Giallo Gillo Pontercorvo Grace Kelly Greta Garbo Guerra Guillermo del Toro Gus Van Sant Gérard Depardieu HARRY POTTER HQ Halloween Harold Lloyd Harrison Ford Henri-Georges Clouzot Henry Selick Hitchcock Home Video Homem-Aranha Howard Hawks Humphrey Bogart INDIANA JONES Infantil Ingmar Bergman Ingrid Bergman Irmãos COEN Isabelle Huppert Ivan Reitman J.J. Abrams JAMES WHALE JEAN-LUC GODARD JOHN HUGHES Jack Arnold Jack Nicholson Jacques Tourneur James Cameron James Ivory James Stewart Janet Leigh Japão Jason Jim Henson Joan Crawford Joel Schumacher John Carpenter John Ford John Huston John Landis John Waters Jonathan Demme Joon Ho Bong Joseph L. Mankiwicz José Mojica Marins Judy Garland KING KONG KRZYSZTOF KIESLOWSKI Kate Winslet Katharine Hepburn Kevin Spacey Kirk Douglas Lars Von Trier Lawrence Kasdan Leonardo DiCpario Liza Minnelli Lon Chaney Jr Luc Besson Luca Guadagnino Luis Buñuel M.Night Shyamalan MARVEL MONSTERS COLLECTION Marilyn Monroe Mark Hamill Marlene Dietrich Marlon Brando Martin Scorsese Matinê Mel Brooks Melhores do Ano Michael Curtiz Michael Douglas Michael Haneke Michael Jackson Michael Powell Michel Gondry Michelangelo Antonioni Milos Forman Monstros Musicais Mário Peixoto NOUVELLE VAGUE Nacional Noir O Senhor Dos Anéis Oliver Stone Olivia de Havilland Orson Welles Oscar Outubro Das Bruxas P.T. ANDERSON PERFIL PETER JACKSON PIXAR Pam Grier Paramount Park Chan-wook Paul Verhoeven Peter Bogdanovich Philip K. Dick Pier Paolo Pasolini Pierce Brosnan Piores do Ano Pipoca Planeta Dos Macacos Policial Pânico Quentin Tarantino RIDLEY SCOTT RKO Rian Johnson Richard Donner Road-Movie Robert De Niro Robert Rodriguez Robert Wise Robert Zemeckis Roger Moore Rogério Sganzerla Roman Polanski Romance SAM RAIMI SESSÃO TRAILER SEXTA-FEIRA 13 SUPER HERÓIS Sam Mendes Sam Peckinpah Sangue Scarlett Johansson Sci-Fic Sean Connery Sean Penn Sergio Leone Sessão DUPLEX Cinema MUDO Sessão Da Tarde Sessão Dinossauro Sessão Surpresa Sexo Sharon Stone Sidney Lumet Sigourney Weaver Sofia Coppola Spielberg Stan Lee Stanley Donen Stanley Kubrick Star Trek Star Wars Stephen King Suspense TOD BROWNING TV Terror Thriller Tim Burton Timothy Dalton Tom Cruise Tom Hanks Tom Tykwer Trash UNIVERSAL STUDIOS Uma Thurman Universo Jurassic Park Victor Fleming Violência Vivien Leigh Wachowski Walter Hugo Khouri Walter Salles Warner Wes Craven Western William Castle William Friedkin Wolfgang Petersen Wong Kar Wai Woody Allen Zé do Caixão Épico Época