sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

STEVEN SPIELBERG EM DOSE DUPLA – PARTE II | AS AVENTURAS DE TINTIM


A AVENTURA GANHA UM NOME EM BELGA
TINTIM, seu fiel cachorro Milu e um capitão bêbado, Haddock, partem para uma grande aventura repleta de mistérios quando descobrem a importância das réplicas de um navio lendário: o Licorne, comandado pelo ancestral do capitão, que naufragou em uma intensa batalha contra Rackham, o terrível. Baseado nos personagens de HERGÉ.

Tudo bem! Ele pode não ser tão famoso como o Mickey Mouse e ter uma fama apenas cult, adorado por uma seleta legião de fãs ao redor do mundo, mas TINTIM é um dos heróis mais interessantes do século XX. Nunca é o pivô da história, e esta sempre procurando um furo de reportagem onde acaba se envolvendo em perigos extremos e com altruísmo (nunca mata um adversário para escapar), consegue fazer justiça e desvendar mistérios. Evidente que para concluir tudo isso, o herói embarca nas mais fantásticas aventuras ao redor do mundo, e sempre na companhia de seu fiel bichinho, o cachorrinho MILU (Snowy chamado na língua inglesa e Milou em francês), um Fox Terrier que é uma graça, do pelinho fofinho, engraçadinho e branquinho, tão corajoso quanto o dono. Uma lealdade que até emociona, mas não tão em evidência nesta divertida adaptação de STEVEN SPIELBERG e PETER JACKSON que dispensam apresentações. 

Os lendários cineastas criam nesta versão uma ligeira, romântica (para os mais fãs) e intrigante trama de mistérios com ótimos momentos de antecipação (suspense no nível até de Hitchcock misturado com Conan Doyle), que depois culmina em uma eletrizante e bárbara montanha-russa, experiência agradável que não sentia assim no cinema já tem algum tempo. Este “As Aventuras de TINTIM” (Tintin na escrita correta e ‘tantan’ na pronúncia em francês) tem a marca Steven Spielberg em todos os sentidos, fazendo referências notáveis a obras suas: Indiana Jones (espírito de aventura), Tubarão (uma piada que não posso dizer, mas tem tudo a ver com o topete do mocinho) e tecnicamente um luxo em Terceira Dimensão e ousadia (efeito que de certa forma e ele realizou em 1993 com Jurassic Park. Spielberg já falou sua intenção de reapresentar este clássico pipoca dino nos cinemas novamente no 3D). Bom, mas vamos falar um pouco mais da origem do personagem e depois voltamos a Spielberg. Estou tão empolgado que nem sei por onde começar...tantas coisas pra dizer...e não vou dizer tudo...
"Papagaio louro! Que aventura!"
Essa aventura toda é na verdade um nome antigo, Tintin (originalmente com dois ‘Ns’) é a criação de um talentoso artista: desenhista, escritor (história em quadrinhos) belga chamado GEORGES PROSPER REMI, o Hergé (1907-1983), um verdadeiro gênio, consagrado no mundo inteiro por ter apresentado o Tintin pela primeira vez em 1929. Ele é nascido em Bruxelas, Bélgica, assim como o seu personagem de topete loiro (no filme quase ruivo ou eu estou daltônico?), um repórter jovem e incansável que vive incríveis aventuras cercadas de perigos e segredos além da imaginação, ao redor do planeta em busca da verdade e da justiça. O fascinante na obra de Hergé é saborear as intrigantes conspirações, que sempre montam divertidos quebra-cabeças, e que na verdade são tramas criminosas, envolvendo figuras da vilania nem um pouco ao nível tão inocente assim de histórias infantis, e que curiosamente faz uma mistura muito bacana com o melhor do pastelão, isto é, na presença dos detetives estúpidos, também uma referência a Laurel e Hardy, os Thompson e Thomson (Dupont e Dupond no Brasil) e outros personagens como O surdo Professor Girassol (no próximo filme, creio) e mesmo com o cãozinho Milu, que, além disso, faz o público exclamar: “Que gracinha!”. Mesmo assim, Tintin tem grande influência e apelo ao gênero suspense policial e pelos filmes noir dos anos 1930, o que me surpreende cada vez mais.


Hergé foi capaz de criar um universo (produto com um reconhecido traço) que envolve perfeitamente os adultos e as crianças em nível subconsciente. Eu, e como a maioria da minha geração, conheceu o personagem na televisão, ou melhor, pela Rede Cultura, nos anos 1990 com a série clássica co-produzida pelo Canadá e França nos estúdios de animação NELVANA (o mesmo estúdio de Babar, O Pequeno Urso, Nossa Turma, Ursinhos Carinhosos, etc) entre 1991-92 em ótimas três temporadas (no Brasil distribuída pela Logon em DVD). Dublado em versão brasileira pelo excelente Oberdan Junior, que graças ao bom senso, volta a dublar no filme a voz deste intrépido herói e que fez parte da minha juventude, dos meus tempos de menino que chegava da escola, fazia a lição de casa, às vezes jogava vídeo-game, ligava sempre na Cultura, e além de não perder o Rá-Tim-Bum, Glub Glub, Mundo Da Lua, Castelo Rá-Tim-Bum, por nada no mundo iria perder As Aventuras de Tintim em versão brasileira pela Herbert Richards. Ficava fitado na telinha, sonhando e vibrando! Foi o Tintim que me abriu os olhos para um mundo de sonhos, além de me fazer enxergar que neste mundo também existia coisas que envolvia tráfico de drogas e assassinatos. Vou dizer mais, foi Tintim que me apresentou, de uma maneira engraçada, ao mestre Alfred Hitchcock que tanto admiro, quando fui pesquisar o que era suspense. Enfim, este rapaz de topete (loiro, ruivo ou castanho? Tenho a impressão que a cor varia nos desenhos), blusa azul e culote bege, seu traje mais habitual, me fez acreditar em muitas coisas, me fez amadurecer. O menino que cresce e entende que no mundo existem conspirações políticas e que bons homens de coragem investigam os criminosos. São nestes assuntos que o perspicaz e nobre repórter/jornalista envolve-se constantemente.
Sempre ao seu lado. O cãozinho Milu não desiste do dono. 
O filme jamais poderia sugerir uma adaptação ipsis literis dos álbuns do belga, alguns inesquecíveis como: Rumo à Lua, Tintin na América, A Estrela Misteriosa (um dos meus prediletos), O Ídolo Roubado (talvez este vire um filme, gostaria), Os Charutos do Faraó, O Lótus Azul, A Ilha Negra, Tintin no Tibete (um dos mais emocionais), As Sete Bolas de Cristal (que aparece nos créditos de abertura) e O Templo Do Sol (segundo fontes, o próximo episódio da Trilogia), citando apenas alguns. Um deles é mais intrigante: Tintin No País Dos Sovietes, o primeiro álbum,  na qual Hergé se inspirou no livro de Joseph Douillet que foi cônsul da Bélgica na Rússia. Mas, o mais polêmico dentre os volumes do herói está no episódio Tintin No Congo que nem chegou a ser produzido pela Nelvana, publicado em 1931, esta obra foi muito criticada pelo fato de retratar os negros de forma aviltante. Assim sendo, esta aventura acabou sendo refeita (resumida, redesenhada) e toda uma ideologia retratada, alterada. Lançando assim em cores no ano de 1946. Nem este e o dos Sovietes têm na série.

Certamente o filme de Jackson e Spielberg é parte híbrida de O CARANGUEJO DAS TENAZES DE OURO, a primeira aventura do herói conhecendo Haddock, originalmente de 1941, nono álbum do autor e primeiro episódio da série. Também tem um pouco de O TESOURO DE RACKMAN, O TERRÍVEL (décimo segundo livro, 1944) e quinto episódio da série (fica um gancho no final, algumas partes no clímax e que sugere uma mescla no segundo filme que pode fazer união com ‘O Templo Do Sol’). Evidente que é a história de O SEGREDO DO LICORNE de 1943, o décimo primeiro volume e terceiro episódio da série (a maioria das histórias eram retratadas em duas partes cada), que é o enredo principal. Alguns reclamam do batedor de carteiras como um nada na trama, mas ele é parte intrigante da premissa, que faz Tintim perder a carteira que continha o mapa, levando a história para vários caminhos durante a investigação (oportunidade para mostrar os detetives atrapalhados em missão).
 Eu assisti ao ‘O Segredo Do Licorne’ em outro ponto de vista. Na verdade Tintin comprava para o amigo Haddock (que conheceu no Karaboudjan em ‘O caranguejo Das tenazes...’)  o modelo perfeito de um galeão antigo muito raro numa feira, que, por coincidência, era a réplica do navio de um ancestral do velho capitão, o cavaleiro de Hadoque, Sir. Francis. O modelo acaba sendo roubado, e logo depois a casa de Tintin é revirada. Ficava aquela dúvida: O que os bandidos procuravam? Então, Haddock achava no sótão de sua casa as memórias do cavaleiro. O velho vai narrando e encenando o confronto que aconteceu no mar do Caribe (totalmente embriagado para se lembrar) entre seu antepassado e o pirata Rackham. No filme as peças vão se encaixando de outra maneira e o capitão conta a história em um momento de surto no deserto em uma das digressões líricas mais fantasticamente episódicas que já vi na vida. Por isso não achei errado as fortes mudanças. Muito pelo contrário, o filme já é recheado de referências ao Hergé (a que Spielberg faz no início apresentando Tintim é de tirar o chapéu), desde as titulagens até em inúmeros detalhes que mostram as atividades de Tintin em manchetes, etc.
Não tem como não se deliciar com a maravilhosa trilha musical do mestre JOHN WILLIAMS, que remete musicalmente semelhanças a outras obras do diretor como Prenda-me se For Capaz e Os Caçadores Da Arca Perdida. Além da incrível montagem do veterano braço direito de Spielberg MICHAEL KAHN, que faz fusões e passagens de tempo fantásticas (fez também em War Horse) este ano o cara se superou. Adorei, por exemplo, os heróis ficando pequenos no barco e um pé gigante pisando numa poça, dentre outras coisas que não vou falar para evitar que, para quem ainda não assistiu, perca o impacto e a surpresa. No entanto, nada é comparável, vibrante e notável, como o plano sequência de perseguição. Aquele momento meio ‘Indiana Jones e o Templo Da Perdição’ - a cena da mina- Tintin, Haddock e Milu perseguindo o vilão, SAKHARINE (mudado pela adaptação), em meio ao território marroquino. Tanta coisa acontece: Haddock atira estupidamente em uma represa e litros e mais litros de água acompanham os personagens nesta montanha russa que não para, Milu tenta agarrar um gavião (bicho de estimação do vilão) que leva consigo os pergaminhos (peças importantes da história), todos se separam e Tintin escapa com vida depois de realizar uma acrobacia fantasticamente impossível. Nada me fez mal, perdi o fôlego com certeza, mas tamanha emoção e sentimento de satisfação no mais sincero entretenimento. Não achei que o filme não relaxa, aliás, ele antecipa muito bem e segue a tradição de Hergé de começar de uma vez e sabendo explicar uma premissa que começa misteriosa para terminar na mais louca aventura, é lindo!
O visual é para saborear em 3D, as cores são vivas e o colorido do filme é o ponto alto porque assim Spielberg mantêm a essência visual concebida pelo criador. Até mesmo nas partes escuras do filme, como por exemplo a neblina, a atmosfera esta maravilhosa. O mar, o deserto, o céu e as ruas, são extremamente perfeitas. Sem mais. Outra coisa é a expressão humana, um brinde com todas as letras e várias salvas de palmas para a equipe da Weta, criadores do melhor filme em captura de movimentos que já vi até agora, ainda mais quando se pode fazer isso lindamente em animação. Além do mais, Spielberg é fiel a Hergé, em seus traços: cabelo, corpo, olhos, nariz, etc... Mas também é um pouco dos atores nos respectivos papéis ficando bastante híbrido: parte humano e parte desenho.


JAMIE BELL (Billy Elliot) como Tintin, DANIEL CRAIG no duplo papel de vilão, CARY ELWES como o piloto, os ótimos NICK FROST e SIMON PEGG (simpatizando recentemente em Missão: Impossível – Protocolo Fantasma) como os detetives, além de emprestarem suas vozes, emprestam seus corpos e diferentes expressões para compor na captura dos movimentos, resultados coerentes. No entanto, o professor desta turma é mesmo o já lendário ANDY SERKIS, amigo de Jackson e que em outros filmes como: Gollum, Kong e no recente Planeta dos Macacos: A Origem, no papel do macaco Cesar, que dá um show! Praticamente foi Serkis quem patenteou a arte da performance técnica e sobretudo artística no uso desta tecnologia desde os tempos de ‘O senhor Dos Anéis’. Não seria exagero uma indicação ao Oscar ou mesmo criar uma categoria para o Motion Capture (não há dúvida que surgirão mais produções neste formato). O Haddock de Serkis é mesmo fora de série, até quando se assiste ao filme dublado, não perde a mágica que esta registrada nas expressões e movimentos corporais do ator que são notáveis. 
KIM STENGEL, uma cantora de ópera de verdade nunca havia feito cinema. A moça tem a voz estrondosa da Madame Castafiore que faz uma destacada participação (a personagem não aparecia nessas histórias).
Dava para sentir o hálito da pipoca na sessão. Obrigado Spielberg!
Seria THOMAS SANGSTER, o garoto inglês do filme “Nanny McPhee – A Babá Encantada” que faria o papel titular, mas por conflitos de agenda não pode fazer o papel. Spielberg confiou no trabalho do ótimo Jamie Bell, que, aliás, tem uma semelhança engraçada com o personagem e parece que ficou ainda mais evidente depois que o filme decolou na publicidade.
Como sendo o primeiro filme animado de Steven, teria que ser realmente uma divertida aventura, mas o desejo de realizar Tintin não foi uma tarefa fácil. Sabemos da relação e primeiro encontro do diretor com o material. Spielberg não conhecia absolutamente nada a respeito de Hergé e Tintim até a época que rodava “Caçadores” em 1981 (ao contrário de Peter Jackson que conhecia há mais tempo). Steven virou um fã incondicional dos quadrinhos do belga depois de comparações ao Indiana Jones. No mesmo período a roteirista de E.T., Melissa Mathison, a pedido de Spielberg, escreveu um rascunho que incluía uma batalha na África entre Tintin e caçadores ilegais de marfim, primeira cogitação para o filme. Em um telefonema, Hergé afirmou para Steven que achava que ele era o único diretor capaz de adaptar Tintin para as telas. Inúmeras e frustradas tentativas, porém cuidadosas, ocorreram ao longo dos anos na qual Spielberg tinha o desejo de filmar nos anos 1980 em live-action. Até mesmo anos mais tarde quando procurou Jackson para trabalhar nos efeitos especiais do filme, em particular na criação dos movimentos em CGI do Milu (único personagem que é movimentado por CGI), mas Jackson aconselhou o colega a trabalhar inteiramente com animação, o que faria justiça a obra.
 Spielberg tem os direitos desde 1983 e desde então, em meio a tantos projetos, planejou este filme. Resolveu unir forças ao novo diretor das aventuras épicas, o neozelandês Jackson, outro grande fã e expert em matéria de Tintin e Hergé, para conceber definitivamente o filme. Ironicamente lançado 30 anos depois de Os Caçadores Da Arca Perdida!

O cineasta Roman Polanski elogiou bastante o trabalho de Spielberg e revelou que tinha interesse em dirigir Tintin há vários anos. Em 1984, Spielberg queria fazer o filme com Jack Nicholson, personificando o capitão Haddock. O fotógrafo JANUSZ KAMINSKI entra apenas como um consultor (ao lado de Spielberg) de iluminação do filme que é 100% captado com câmeras virtuais gravado em apenas 32 dias. Michael Kahn também teve pela primeira vez uma nova experiência com Steven. Nestes 30 anos com o cineasta, sempre montou seus filmes tradicionalmente (Moviola), aqui faz seu primeiro trabalho com Avid, claro que em um filme de Spielberg, pois já havia trabalhado no sistema em filmes como Twister.

TINTIM resultou em um grande espetáculo audiovisual e meu coração até que agüentou bem a emoção. Há tempos que desejo ver na tela o destemido aventureiro de Bruxelas. Lindo trabalho de roteiro, os mesmos caras de "Sherlock", "Doctor Who" (STEVEN  MOFFAT), "Todo Mundo Quase Morto", "Scoltt Pilgrim Contra O Mundo" (EDGAR WRIGHT) e "Ataque Ao Prédio" ( JOE CORNISH). 


O próximo episódio terá a direção de Jackson e produção de Spielberg. O terceiro ainda não se sabe. Talvez eles tirem no cara ou coroa.


EUA/ new zealand/ belgium - 2011
AVENTURA
107 min.
COR
EXCELENTE ✩✩✩✩✩







COLUMBIA PICTURES
E
PARAMOUNT PICTURES 
Apresentam

AN 
AMBLIN ENTERTAINMENT
WINGNUT FILMS 
KENNEDY/MARSHALL
Production

UM FILME DE STEVEN SPIELBERG
Estrelando:
JAMIE BELL  ANDY SERKIS  DANIEL CRAIG
NICK FROST  SIMON PEGG   DANIEL MAYS

Co-estrelando:
CARY ELWES  JOE STARR  TOBY JONES
GAD ELMALEH  ENN REITEL  MACKENZIE CROOK
TONY CURRAN  SONJE FORTAG  PHILLIP RHYS   KIM STENGEL

Música de JOHN WILLIAMS          Montagem MICHAEL KAHN

Efeitos Visuais por
 WETA DIGITAL LTD

Supervisão de efeitos visuais JOE LETTERI

Direção de Arte
ANDREW L. JONES
 JEFF WISNIEWSKI

Figurinos VFX por LESLEY BURKES-HARDING

Produção Executiva
KEN KAMINS 
NICK RODWELL  
STEPHANE SPERRY

Produtor Associado ADAM SOMMER

Produzido Por
STEVEN SPIELBERG
PETER JACKSON 
KATHLEEN KENNEDY

Baseado em "As Aventuras de Tintin" de HERGÉ

Escrito por
STEVEN MOFFAT
EDGAR WRIGHT
JOE CORNISH

Dirigido por STEVEN SPIELBERG
The Adventures of Tintin ©2011 Paramount Pictures/Columbia
Amblin Entertainment/Wingnut Films
Nickelodeon movies/Hemisphere Media Capital

14 comentários:

Tiago Britto disse...

Tintim é sem sombra de dúvidas um dos melhores filmes do diretor nos últimos anos. Gostei demais e estou até agora chateado por não ser nem indicado para melhor animação. Ainda mais depois de ter visto Um Gato em Paris

Britto disse...

Ufa! Um longo e merecido texto!
Tintim marcou gerações e com certeza vai seduzir mais algumas com esta nova franquia. Bom saber que também gostou do filme! =D

Unknown disse...

Tintim por si só é uma personagem interessante - sempre que voltava da escola, dava um jeito de conferir os episódios dele -, pelo qual tenho tremendo carinho.... Esta adaptação ficou sensacional! Com todo o clima que pedia!

Ótima indicação e resenha!

;D

Alyson Santos disse...

Embora não compartilhe do mesmo entusiasmo tenho que confessar que o texto está muito bom, me trazendo conhecimento interessantes quanto a obra e quanto ao personagem.

Esteticamente é um filme admirável incontestavelmente, porém não vi muita consistência no roteiro, coisa que Spilberg sempre conseguiu fazer por mais 'pipoca' que seus filmes possam chegar a ser, ele ainda assim nos entregava algo sem problemas nesse quesito.

Abraço!

Paulo Telles disse...

Rodrigo, parabéns pelo brilhante texto com tom de nostalgia.

TINTIN é um personagem clássico, mas que era mais notório para o público francês. Para nós, brasileiros, só tivemos conhecimento na década de 1990, graças aos programas como Rá-Tim-Bum e outros que vc tão bem citou.

Para leitores mais assíduos de quadrinhos, era conhecido graças a vendagem de books quadrinizados do personagem vendidos, muitas vezes, em grandes livrarias pelas cidades.

Na década de 1960, foram realizados na França (ao que tenho em conhecimento) duas produções sobre o personagem, e com atores de "carne e osso": TINTIN ET LES ORANGES BLEUR (Tintin e as laranjas azuis), de 1964, e TINTIN ET LE MYSTÈRE DE LA TOISON D'OR (Tintin e o mistério do tosão de ouro), estrelados por Jean Pierre Talbot no papel do herói.

Agora esta produção do grande Spielberg resgata com perfeição ímpar e com tecnologia que hoje disponibilizamos este personagem que vem cativando ao longo de décadas.

Forte abraço, Rodrigo

Paulo Néry
Filmes Antigos Club

ANTONIO NAHUD disse...

Uma ótima adaptação! Tintim merece.

O Falcão Maltês

Rodrigo Mendes disse...

Tiago Britto: Um Gato em Paris ou dr Botas? Sem dúvida que Tintin merecia estar entre os indicados para Melhor Animação. Provavelmente a academia tenha dúvida quando a nova técnica da captura de movimentos.
Abraço.

Britto: Obrigado cara!
Gostei MUITO do filme, expectativa estava em alta e não me decepcionei, claro que o seu conhecimento é mais profundo, mas a minha adoração pelo personagem também é, rs! Obrigado pelas correções lá no twitter.
Abs.

Karla: Tintin nos faz lembrar com nostalgia a nossa velha infância. Romântico não? E Emocionante!
Obrigado querida
Super beijos pra ti :)

Alyson: Obrigado meu caro e tb respeito sua opinião, entendo, e você levanta argumentos interessantes no seu texto.
Eu já achei muito satisfatório o script e a mescla que ele faz com três episódios da série.
Abs!

Paulo Néry: Obrigado pelo adendo meu caro. Ótimo e bem pontuado o seu comentário. Sabia que existia uma versão em live action, mas não duas! Desconhecia a data de produção e sobre o ator Jean Pierre Talbot. Nem lembrei de pesquisar e incluir no texto. Sou mesmo da geração 90 que viu o desenho na Cultura e se apaixonou, conheceu o mundo e saboreou a infância repleta de sonhos de menino.
Meu texto foi mais nostalgia que qualquer outra coisa. Rs!

Forte abraço e parabéns pelo conhecimento.

Antonio: Merece mesmo! Você coleciona os livros e a série da TV?
Abs.
Abs.

Amanda Aouad disse...

Gostei muito mais de Spielberg aqui do que em Cavalo de Guerra, pena que o Oscar não achou o mesmo, hehe. Só acho que o roteiro de Tintim merecia ser melhor desenvolvido. De Qualquer forma, uma boa e divertida aventura.

bjs

Elton Telles disse...

Wow Rodrigo, que texto apaixonado! hehe! É sempre um bom sinal sentir isso ao ler uma crítica, percebe-se como tu ficou animado com o filme.

Eu também fiquei, mas em doses muito menores, viu. Vi lá seu comentário no blog e só vim para reiterar meu pensamento =]
Aliás, comentei lá, mas obrigado novamente pelas correções, alterei algumas informações no texto, como o ano da morte de Hergé.

Eu gostei do filme, me diverti a beça, mas também me senti "violentado" rs. Sério. Eu queria mais de Tintim e não da aventura, queria mais dele e do Haddock, que era muito mais bêbado na série e tal. Achei o filme comportado, discreto nesse sentido, mas frenético em excesso no restante. Uma boa história sufocada pelo frenesi.

Agora, quanto à fusão das 3 histórias, realmente é algo a se admirar, mas voltando aos policiais, sério, se a importância do pickpocket era só pegar a carteira do personagem-título, não tinha muito o que fazer ali. Fidelidade ao álbum, ok, mas quem disse que precisa? Acho que quando se faz uma adaptação, deve-se sacrificar algumas coisas a favor do filme. Os Dupondts são completamente desperdiçados também.

A técnica é um primor E COMO ME ESQUECI DE COMENTAR A TRILHA SONORA MARAVILHOSA DE WILLIAMS NO MEU TEXTO? rs. Oscar já!

Gostei muito de acompanhar sua crítica devotada. Sempre um prazer ler algo de alguém que é apaixonado pelo objeto de análise =]


grande abraço!


p.s. ebaaaa, agora colocou a opção do Nome/URL para comentar hehe.

Rodrigo Mendes disse...

Amanda: Oi Nanda!
Sei que você não gostou tanto de War Horse. Tintim é fiel na criatividade a meu ver, não vejo problemas no script. Uma pena mesmo que a Academia não tenha elegido o filme na categoria, creio eu que seja pelo fato de ter sido feito em Captura De Movimentos e não do modo animação tradicional (até quando surgiu a computação gráfica eles tinham receio por mais que Toy Story tenha vencido, mas prêmios especiais fora de categoria para John Lasseter). Veremos o desenrolar nos próximos anos com as continuações, terá outras produções no formato, anote, O Oscar terá que criar outra categoria.
Bjs.

Elton: Obrigado meu caro!
Tintim é parte importante da minha vida engatinhando...

Eu também tive que fazer algumas alterações no meu texto depois que o amigo Britto do Tintim Por Tintim observou alguns erros, rs! De boa.

Eu até entendo sua frustração e concordo que as adaptações tem que se adaptar a linguagem e ao público na mídia, mas no caso de Tintim Spielberg e Jackson já fizeram boas, na verdade, alterações das histórias, outras mais, como por exemplo tirando o batedor de carteiras, iria prejudicar muito o filme e "a definição de Hergé" para distração no pastelão que sempre fez parte de todas as tramas. Neste ponto que sempre entraram os Dupondts nas histórias. Era intenção deles manter a marca de Hergé, mas também fazerem mudanças e sacrificaram o vilão do filme, bom sacrifício, porque no original Sakharine nem era bandido e nem sequer tinha laços familiares com o Hackham. Mas no filme ficou legal.

Pra mim Tintim e Haddock fazem jus como na série e nos livros e não tinha muito mais o que fazer. O repórter herói em busca da verdade, sempre, e o capitão com suas manias. Revendo, tudo bem que no filme ele é mais pastelão do que bêbado, mas creio que Spielberg quis evitar o excesso por causa dos pequenos. Mas também não acho que ele desperdiça, o Haddock tem seus momentos nada sóbrios e ufa! já serviu só para narrar a lenda do Licorne.

John Williams arrasa mesmo. Adorei o tema dos créditos de abertura e o tom Jazz que ele usa.

Pois é...agora você pode comentar tranqüilo, rs rs deixei para todos comentarem, só que terei que moderar porque senão os spams voltam a surgir. Havia comentários seus, do Alan Raspante e de outros seguidores aqui do CR que o blogger bloqueou (não sei por que razão) e nem tinha visto. Fui lá meses depois e aceitei fazendo as moderações. Além disso, preciso controlar os comentários engraçadinhos e sem noção que aparecem aqui, visto que todos podem comentar. Infelizmente não gosto da idéia de ter que aceitar uma opinião e publicá-la, mas tive que fazer para evitar os trolls. Teve um ser anônimo chato que me enchia o saco, rs! Eis o motivo da chatíssima moderação para não ter dor de cabeça!

Abração!

Reinaldo Glioche disse...

Uma pena que Tintim não tenha feito grande bilheteria nos EUA. Mas, como praxe atualmente, a bilheteria internacional salvará a encomenda. Além, é claro, da poderosa grife Spielberg/Jackson "bancar" qualquer investimento futuro. Aliás, sobre o terceiro filme, a posição de momento é que Jackson dirigiria tb. Não está afastada, no entanto, a hipótese de co-direção.
Preciso, mais uma vez, destacar a apaixonada confecção do texto. É empolgante vê-lo descobrir no cinema um personagem que tanto admirou em sua infância e adolescência.
Isso é mesmo uma experiência irretocável.
Parabéns pelo texto.
Abs

Rodrigo Mendes disse...

Reinaldo: Olá meu caro, então, eu tenho a leve impressão, pensando nesses dias e comentando com alguns amigos do trabalho, que a trilogia até pode ser dirigida somente pelo Spielberg e Jackson apenas como produtor e por mais que a direção de Jackson esteja confirmada no segundo. Veremos, aliás, Spielberg, mesmo com mais dois projetos ambiciosos, tem esse desejo com Tintim há muito tempo.
Também não sei onde Jackson levaria o filme na narrativa e estética. Sabemos que ele é bem diferente do Spielberg.

Obrigado mais uma vez por ter apreciado o texto. Não poderia deixar de ser nostálgico com Tintin.

Abraço

Jefferson C. Vendrame disse...

Não sou muito fã de animações mas confesso que alguns são perfeitos e Jackson e Spielberg juntos é sinônimo de perfeição sem duvidas!

Graças a seus ótimos posts sobre esses ótimos filmes, não vou ficar esperando eles chegarem em minha sitiodade, vou pra cidade Vizinha (Maringá) onde todos eles estão em cartaz e ver o mais rápido possível...

Abração

Júlio Pereira disse...

Tintim é Spielberg moleque, cheio de energia e talento. Não aquele idiota que fez Cavalo de Guerra, bobalhão. A sequência que você destacou é sensacional e um verdadeiro exemplo de montagem e direção. Me diverti MUITO assistindo Tintim e quero mais! A animação é também primorosa tecnicamente, tendo momentos em que confundimos aquilo com realidade!

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