sábado, 11 de fevereiro de 2012

DAVID FINCHER | MILLENNIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

O THRILLER DA TEMPORADA

Jornalista é designado para uma missão misteriosa, descobrir o desaparecimento de uma garota que sumiu há quarenta anos. Ele aceita o trabalho a pedido de um velho milionário e influente que deseja desvendar o fato. Para ajudá-lo no caso, uma hacker anti-social entra em ação, uma garota que tem problemas sérios e vive sob tutela do estado. Baseado no romance sueco de STIEG LARSSON.


Fincher continua um excepcional diretor e “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”, a primeira parte da trilogia MILLENNIUM que é adaptado dos livros do sueco Larsson (1954-2004) é certamente o melhor thriller da temporada. Acho que o único não é? Vamos dizer assim porque não é o melhor filme desta temporada ( tem O Artista no páreo, por exemplo, O Espião Que Sabia Demais, com Oldman e o subestimado Vamos Falar Sobre o Kevin com Tilda Swinton), mas está longe de ser irregular e é um suspense policial dos mais ousados e exóticos do ano. Fincher mostra o seu talento novamente e se permite mais uma vez trabalhando com um material que lhe caiu como uma luva. É mestre em conceber fitas do gênero (SEVEN, ZODÍACO). Seu filme é ajudado por um elenco excepcional (todos acertam). DANIEL CRAIG, no intervalo como James Bond, apresenta um personagem carismático e que precisa da ajuda de uma garota ferina e introspectiva, a bela ROONEY MARA, impressionando a todos com sua interpretação a fundo da garota com a tatuagem de dragão. STEVEN ZAILLIAN (A Lista de Schindler/ A Traição do Falcão/ Gangues de Nova York/ O Gangster/ A Grande Ilusão e do recente O HOMEM QUE MUDOU O JOGO, Moneyball), concebe um roteiro nada preguiçoso por ser uma adaptação de obra pronta e estrangeira. Sabemos que o americano não aprecia muito assistir a um filme legendado e que o projeto foi muito mais realizado como um caça-níquel para o público de lá. Por outro lado, já sabemos que o resultado foi acima do satisfatório e que os responsáveis realizam um trabalho bem mais atraente do que o estilizado filme sueco de 2009.


Zaillian escreve eficientemente uma adaptação livre do livro (nem é refilmagem do primeiro filme para ser exato), uma trama de mistério que segue um jornalista à beira da desgraça. Investigado por uma hacker e vivendo uma crise no trabalho (a revista MILLENNIUM). Como uma espécie de férias remuneradas, Mikael Blomkvist (Craig), é contrato por um velho obstinado, Henrik Vanger, o ótimo CHRISTOPHER PLUMMER (indicado este ano ao Oscar de Ator Coadjuvante por ‘Toda Forma de Amor’, 2010) para investigar o misterioso desaparecimento de sua sobrinha há quarenta anos e que vem perturbando cada vez mais a vida de uma família tradicional problemática. Ou a garota está morta ou viva. Vamos descobrindo ao longo do passatempo, que, aliás, se passa na estação de inverno. Mas como Mikael não consegue ir adiante com mais eficácia em certo ponto das investigações, acaba ganhando uma assistente não muito comum, a própria hacker que o investigou em outro caso, uma moça punk, tatuada, estranha chamada Lisbeth Salander (Mara). A vida dela caminha em paralelo com o episódio que Mikael está vivenciando e a dupla demora algum tempo para se conhecer e no momento certo a coisa pega fogo!

A garota vive sob a tutela do estado e tem que aturar um sujeito escroto vivido por YORICK VAN WAGENINGEN para conseguir dinheiro para se sustentar já que o guardião dela está doente e não tem mais ninguém na família adotiva. Assim, ela tem que passar por momentos aviltantes com este sujeito maníaco que a tortura e chega ao ponto de violentá-la em uma das cenas mais fortes do filme, só que a garota sabe se vingar e meu Deus! O que é a Rooney Mara quando esta totalmente entregue a verdadeira Lisbeth? Depois de resolver os problemas pessoais a heroína parte para outra aventura a fim de trabalhar com Blomkvist na investigação. Dedicada e cibernética, ela desvenda com eficiência em pouco tempo as charadas e o mistério da esquisita família Vanger. Descobre a imensa corrupção na qual jamais havia imaginado e o filme tem um desfecho com o maior suspense desta temporada.

O escritor Larsson terminou a sua chamada “Trilogia Millennium” pouco antes de sua morte, em 2004. Na verdade todos os três romances foram publicados postumamente e o autor nem sequer pode desfrutar de seu sucesso, De cult passou a best-seller rapidamente. Ele havia terminado uma parte do quarto livro antes de morrer e tinha deixado notas para mais dois seguimentos e havia pré-produzido uma série de dez histórias que acabou se sustentando como trilogia.

Algumas estrelas do momento estavam cotadas para viver a perturbada e difícil Lisbeth, apesar do papel ter ficado perfeito para Mara (que sem trocadilhos esta [Mara]vilhosa no papel). Entre elas: Ellen Page, Carey Mulligan, Kristen Stewart, Natalie Portman, Mia Wasikowska, a francesa Léa Seydoux, até mesmo Emma Watson, Keira Knightley, Eva Green, Anne Hathaway dentre outras.  Rooney pegou o papel depois de uma decisão acertada de Fincher que havia dirigido a moça em um pequeno papel no excelente A REDE SOCIAL (2010) como a namorada do criador do Facebook. Diferente de seu papel antecessor, aqui Mara é mais tranqüila e não fala depressa (apesar da montagem do filme ser dinâmica ela é a única personagem que não corre durante o filme e fica muito bem de perfil). Brad Pitt e Johnny Depp foram considerados para o papel do jornalista. Soube que até mesmo Clooney e Viggo Mortensen (esse poderia ser muito interessante só que ele não poderia ser tão punk como a parceira de cena) estiveram cotados.
Craig havia recusado o papel inicialmente devido ao conflito de agenda para o próximo 007 (SkyFall), mas como esta produção foi por um tempo cancelada, neste ínterim, ele voltou atrás no projeto. O veterano MAX VON SYDOW, sendo um genuíno sueco, foi a escolha ideal para o papel do patriarca Vanger que acabou ficando com Plummer e que ironicamente lembra muito o jeito de Von Sydow. É possível notar a presença da atriz EMBETH DAVIDTZ (de filmes como A Lista de Schindler) numa pontinha como Annika Blomkvist Giannini. Além dela, estão outras atrizes de peso e estrelas do passado tentando retornar: a ótima ROBIN WRIGHT (de Forrest Gump e também está no Moneyball com Pitt) ex-senhora Sean Penn e que não assina mais seu sobrenome, como a namorada de Craig no filme, eficiente e elegante e JOELY RICHARDSON conhecida pela série NIP/TUCK, que no filme tem um papel importante que desvenda todo o mistério.

Há também mais atores do suporte coadjuvante no filme que são personalidades veteranas como STELLAN SKARSGARD, um ator que sempre achei interessante (Mamma Mia!/ Gênio Indomável/Melancolia/Thor/Dançando No Escuro) e STEVEN BERKOFF (de Laranja Mecânica/ Barry Lyndon e especializado em interpretar vilões como o militar fanático em 007 Contra Octopussy, dentre outros). Com isso o filme só ganha mais credibilidade.

Fincher expõe a mulher ativamente em seu filme, mesmo que o título pareça maltratá-las, elas sofrem, sim é verdade, mas como cantava Maysa Matarazzo: “Se meu mundo cair eu que aprenda a levantar.” São elas que acabam sendo a força motriz, uma mistura de elegância, descrição e controle.

O trabalho de Jeff Cronenweth (um colaborador de Fincher) na fotografia é estupendo. Ele chegou para substituir Fredrik Bäckar após oito semanas. Curiosamente, o filme foi rodado na Suécia durante o maior inverno já registrado, o mais frio em mais de vinte anos.
Há uma cena em que Lisbeth está vestindo uma camisa preta com um logotipo branco, este representa a banda Nine Inch Nails fundada pelo músico compositor TRENT REZNOR e que mais uma vez trabalha em parceria com ATTICUS ROSS e Fincher desde o premiado com o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original por “A Rede Social”. Desta vez a dupla acerta novamente com o diretor, a trilha incidental do filme é brilhante e tem o tom adequado para o cenário. Sem contar na famosa titulagem com a canção original do Led Zeppelin, Immigrant Song, assombrosamente adaptada e que da um resumo espetacular do que vamos assistir. É sem dúvida, para todo cinéfilo, uma surpresa e um prato cheio curtir a abertura dos créditos que ficou realmente fantástica e que segundo Fincher: “representa o lado subconsciente de um pesadelo”.
Mara e Craig em uma série de campanhas audaciosas do filme.
Tudo neste filme é bem amarrado e Fincher toma as decisões corretas que podem parecer mais justas à obra literária. Mesmo gostando bastante do filme de NIELS ARDEN OPLEV com a bela NOOMI RAPACE e o ótimo MICHAEL NYQVIST, a versão americana é mais livre na ousadia e sabe cativar muito mais a platéia que observa atentamente toda a perversão humana da trama, esta adoração que o espectador tem de admirar uma obra policial repleta de violência e suspense. O filme sueco é mais estilizado e quer sugerir coisas sem mostrar de forma explícita, mesmo Rapace tendo o talento que tem, a Lisbeth de Rooney Mara é sem dúvida mais “cabeluda” e entregue aos anseios e problemas de identidade e psicológico de uma personagem difícil. Mara mostra muito bem como Lisbeth realmente é, ou seja, uma verdadeira profissional às avessas, uma espécie de anti-heroína, a detetive astuta que impressiona a todos pelo seu trabalho e visual gótico. É também uma garota que ainda não virou mulher, a meu ver, luta pelo controle da situação depois que se liberta de sua prisão personificada pela figura do guardião do estado. Depois que ela se vinga, a moça deixa o podre Craig (mais velho e experiente) como um garoto que esta perdendo a virgindade com a namorada. Ela literalmente acaba com o cabaço do inofensivo herói.


As cenas de sexo entre ambos explodem como verdadeira dinamite na tela e Fincher não poupa em quebrar o ritmo do calor sexual dos protagonistas para outra situação na montagem de seu filme, que parece pegar carona na narrativa de A Rede Social, sentimos que o filme corre sem parar entre uma passagem de cena a outra. É formidável a junção destes pedaços que os editores KIRK BAXTER e ANGUS WALL realizam.

Por isso o filme teve indicações técnicas ao Oscar (mesmo merecendo maior destaque para trilha, direção, filme e roteiro): Fotografia, Edição, Edição de Som e Mixagem de Som. Ao menos uma indicação para Mara como Melhor Atriz, o único motivo que parece justificar o quanto o filme é bom pelo trabalho individual dos atores e diretor. Já que não existe justiça no Oscar e continuo a reclamar, já fico satisfeito com Mara na possibilidade da vitória e já o reconhecimento.

As outras duas partes eu ainda não tive a oportunidade de conferir. Elas são: “A Menina Que Brincava com Fogo” e “A Rainha Do Castelo de Ar” e que ainda não foi confirmado Fincher, Mara e Craig nas continuações, mas é certo que será. Até porque obviamente o filme termina com o estilo clássico episódico. Mara olhando para o único homem com quem já sentiu algo além de atração física sexual saindo com outra mulher e deixando o coração da garota de tatuagem triste e mais deprimida do que antes em sua solidão. Também, sabemos que os últimos minutos do filme são somente de Lisbeth Salander e dizer que Mara esta perfeita é redundância. Sem mais. Ela voltará (o som daquela motocicleta... ai ai).

Um filme na qual David Fincher avança muito bem, sabendo mexer na adaptação, agradando a fãs de sua filmografia e dos livros e se permitindo as duas maneiras. “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres” sabe ter as duas propostas bem equilibradas, a do cineasta e a do escritor. Por isso que eu acho  a versão americana superior e menos estilizada do que a sueca. Não sinto que as plateias estejam superestimando o filme, o fato é que realmente esta agradando. Os cinéfilos que amam as mulheres e David Fincher.



EUA/SUÉCIA/INGLATERRA/ALEMANHA – 2011
POLICIAL/SUSPENSE/DRAMA
Em exibição nos Cinemas
158 min.
COR
SONY
16 ANOS
✩✩✩✩✩ EXCELENTE




COLUMBIA PICTURES & METRO-GOLDWYN-MAYER PICTURES Apresentam
Uma Produção SCOTT RUDIN.YELLOW BIRD
UM FILME DE DAVID FINCHER
DANIEL CRAIG    ROONEY MARA
THE GIRL 
WITH THE 
DRAGON TATTOO
CHRISTOPHER PLUMMER    STELLAN SKARSGARD    STEVEN BERKOFF
ROBIN WRIGHT    YORICK VAN WAGENINGEN     JOELY RICHARDSON
GERALDINE JAMES     GORAN VISNJIC
DONALD SUMPTER    ULF FRIBERG
Elenco por LARAY MAYFIELD
Figurinos TRISH SUMMERVILLE
Co-produtores BERNA LEVIN . ELI BUSH
Edição de Som REN KLYCE
Música TRENT REZNOR &ATTICUS ROSS
Editores KIRK BAXTER . ANGUS WALL
Direção de Arte DONALD GRAHAM BURT  
Direção de Fotografia JEFF CRONENWETH
Produtores Executivos
STEVEN ZAILLIAN 
MIKAEL WALLEN 
ANNI FAURBYE FERNANDEZ
Produzido por SCOTT RUDIN
OLE SøNDBERG    SøREN STAERMOSE
CEÁN CHAFFIN
Baseado no livro de STIEG LARSSON originalmente publicado por NORSTEDTS

Escrito por STEVEN ZAILLIAN                    Dirigido por DAVID FINCHER
The Girl With The Dragon Tattoo ©2011 Columbia Pictures/MGM
Scott Rudin Productions/ Yellow Bird Films/Film Rites/ Ground Control

10 comentários:

renatocinema disse...

Não pude ler os detalhes, por querer assistir a produção no cinema. Sou fã do diretor desde sempre.

Fincher sabe contar histórias como poucos.

Voltarei aqui para dizer o que achei do filme. Abraços

Amanda Aouad disse...

Beo texto, Rodrigo, e realmente é um belo filme. Sim, nós amamos David Fincher, mas por tudo isso que ele é capaz de fazer, hehe. E adorei a comparação de Lisbeth (e as mulheres do filme) com a música de Maysa.

bjs

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Adoro Fincher, mas esse filme me pareceu super convencional..

Cumprimentos cinéfilos e apareça!

O Falcão Maltês

Elton Telles disse...

Fuck yeah!

Excelente texto, Rodrigo. Completíssimo! "Millennium" é um filme que dá tesão, não dá? hahaha! Vamos falar português... rs. Achei um filmaço, acho que Fincher dá um toque muito cyberpunk, cibernético, sexy e bizarro pra história que é impossível ficarmos avessos a ela. A investigação é o mote principal, mas acho que a mão de Fincher e a atmosfera q ele cria muito mais atraente do que a trama em si.

E, claro, o elenco... acho dificil escolher qual a melhor Lisbeth, é bem ingrato fazer isso, mas concordo qd tu diz q "a Lisbeth de Rooney Mara é sem dúvida mais 'cabeluda'". Hahaha! For sure! E a atriz está excelente mesmo em cena, gostei muito. Não sabia daquele baaando de atrizes cotadas pro papel, e vamos pensar: como não seria interessante Mulligan ou Page, né? Principalmente esta última... interessante.

mas Mara está ótima e tomara que vingue no cinema, embora tenha ficado puto com ela nas ultimas semanas por ela ter desdenhado alguns trabalhos anteriores. Enfim, atitude muito babaca... ou ela q é babaca? Não sei, só sei q ela na mão de Fincher, meu amigo, SAI DE BAIXO! =]


abraço!

Reinaldo Glioche disse...

Excelente texto Rodrigo. De fato, "Os homens que não amavam as mulheres" é um senhor filme e Fincher, novamente, mata a pau. Só discordo de vc quanto a não ser o melhor filme dessa safra do oscar. Ainda preciso conferir Hugo e O homem que mudou o jogo, mas o considero superior aos ótimos O artista, Precisamos falar sobre o kevin e O espião que sabia demais.
E Rooney Mara é mesmo um espetáculo!
Abs

Wilson Antonio disse...

Sou um dos poucos cinéfilos que prefere o Fincher do início da carreira, sendo seus filme prediletos - Clube da Luta, Seven e Alien3. De qualquer forma seus filmes sempre apresentam algo de deveras interessante. Não curti os destinos e finais alternativos que ele deu para os personagens de "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres", mas consegui ainda asim curtir o filme. Belo texto. Parabéns

Mione disse...

Que legal teu blog! Adorei o layout!

Comprei esse livro do Stieg Larsson justamente pra ler antes de ver o filme.

Obrigada pela visita no blog, volte sempre!! eu voltarei hehe :3

Rodrigo Mendes disse...

Ok Renato! rs
abraço.

Amanda: Valeu Nanda! Fincher se estabeleceu mesmo em Hollywood. Adoro esta canção da Maysa e achei apropriada. Rs!
Beijos.

Antonio: À primeira vista pode ser Antonio. Achei esta versão bem eficiente e cuidadosa.
Abs.

Elton: Tesão? Rs! Sinceramente fiquei mais assustado do que excitado, sei lá.. rs rs

Fincher tomou as decisões corretas e colocou a visão dele, o que foi um ponto a mais para a obra.
Mara é "cabeluda" mesmo hehehe imagino mais a Ellen Page, de fato, ele saberia ser punk! Depois de vê-la em seu filme debute "Menina Má.Com, fico aqui imaginando...

Infelizmente algumas pessoas esquecem de onde surgiram e cospem no prato que comeram. Li a respeito da Rooney falando mal de " A Hora Do Pesadelo". Quem pode falar mal daquela bosta de filme é o cinéfilo e o crítico, rsrs! Tomara que ela faça bonito e seja mais humilde daqui pra frente, né?
Abs!

Reinaldo: Valeu meu caro! Ainda continuo achando que O Artista e "Kevin" são melhores, questão de opinião mesmo. O Espião é 100% foda! Esta fita é o thriller do momento e o posto no gênero é de Fincher, que agradou a maioria.
Abs.

Wilson: Obrigado pela presença. Putz meu amigo, vou te dizer que ODEIO Alien 3 - o pior da série- prefiro Fincher daquele dia em diante...

Abs!


Mione: Bem vinda e muito obrigado!
Voltarei ao seu blog que já esta linkado!
Beijos.

Júlio Pereira disse...

Sou fã do Fincher. Sua frieza e perfeição técnica me encantam. Não foi diferente aqui. Adorei o filme, a atuação sensacional de Rooney Mara - obrigado por me lembrar que era a ex do Zuckeberg no Social Network, nem me liguei nisso -, a fotografia linda, montagem dinâmica e extasiante! Nunca li o livro e nem vi a versão americana, portanto, não estou apto para dizer sobre as modificações no texto original. Mas adaptação é isso, né? Mudar o que é preciso em prol d'uma narrativa.

Karla Hack dos Santos disse...

Tão bom saber que não é em refilmagem... e sim uma outra adapatação do livro - que é muitoo bom, por sinal!
Dá mesmo para sentir aquela química explosiva entre os protagonistas... Uma ótima pedida!

;D

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