segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ALFRED HITCHCOCK | TRAMA MACABRA


TRAPACEIROS


Casal de trambiqueiros amadores: uma falsa médium e um motorista de táxi, se envolvem em uma trama misteriosa quando uma velha rica decide pagar 10 mil dólares para a “vidente”, Blanche, localizar o sobrinho renegado e o seu único herdeiro que supostamente estaria morto. Só que tudo se complica quando o verdadeiro é encontrado. Trata-se de um sequestrador, ladrão de jóias e assassino profissional que é ajudado pela namorada, uma falsa loura.


Depois do sucesso comercial de FRENESI (Frenzy, 1972) era hora de Hitchcock (1899-1980) procurar por uma nova trama. Depois do fraco TOPÁZIO (Topaz, 1969) e o subestimado CORTINA RASGADA (Torn Curtain, 1966), Hitch estava lhe dando com uma nova audiência, um público diferente. Não era mais aquela plateia que se impressionava com filmes como: Janela Indiscreta, Intriga Internacional, Ladrão de Casaca, Disque M Para Matar, Pacto Sinistro, Um Corpo Que Cai... os anos dourados do diretor. Psicose (Psycho, 1960) foi uma ruptura em sua carreira, simbolizada no choque que foi a cena do chuveiro, o adeus do cineasta a uma era de filmes. Depois disso, a partir de Os Pássaros (The Birds, 1963) e Marnie, Confissões de Uma Ladra (Marnie, 1964), o próprio Hitchcock percebeu que tinha que se reinventar, com filmes mais ágeis. O marco de Psicose, sucesso absoluto de sua carreira, acabou sendo tão imitado, um trabalho tão influente, que nem mesmo Hitch conseguiu se superar já naquela idade e altura do campeonato vindo de uma vasta e brilhante carreira. Certamente o final dos anos 1960 e década de 1970 foi o período mais complicado e obscuro para ele. Começava a surgir uma nova safra de artistas na indústria (a própria indústria Hollywoodiana estava se modificando); Martin Scorsese, Brian De Palma (que sempre deixou claro a influência do mestre do suspense em sua obra), Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Spielberg, (citando apenas alguns e o último que colocava mais sensibilidade nas telas). Portanto, a concorrência com os jovens era uma tarefa árdua. Nem por isso, seus últimos filmes foram totalmente desinteressantes (sobretudo o mais fraco e que tenho pouca predileção, Topázio) e Hitchcock continuava com seu prestígio, mas era no sentido de respeito para com o Sir. do império britânico com relação aos seus últimos trabalhos do que qualquer outra coisa.

TRAMA MACABRA não é uma obra-prima, ou uma “pequena obra-prima”, é simplesmente um bom entretenimento, isto é, um programinha legal para um dia de chuva. É uma fita típica de Hitchcock, apesar dos novos tempos e reinvenção na arte de fazer cinema. Baseado em um livro de autoria do escritor inglês VICTOR CANNING (1911-1986), The Rainbird Pattern, eis um programa que Hitch declarou, se nós estivéssemos interesse em assistir, sobre o passado do homem que resolve sair da tumba para assombrá-lo. Mais ou menos esta analogia, que com seu humor típico, ele próprio confessava a sua culpa. Family Plot, como o filme foi chamado, é recheado de subtramas deliciosas, pistas que fazem o casal central, uma dupla de trapaceiros (BRUCE DERN e BARBARA HARRIS – hilários!) se envolverem em sequestros, roubo de jóias (os diamantes que são eternos...) e é claro, assassinato! Afinal estamos em um filme de Alfred Hitchcock não se esqueçam!

O Diretor com o seu jovem elenco.
William Devane não esta na foto porque substituiu o ator  Roy Thinnes  (de terno preto à direita)

O roteiro é assinado por ERNEST LEHMAN (1915-2005), exímio roteirista, várias vezes indicado ao Oscar, e que havia trabalhado com Hitchcock no sensacional Intriga Internacional (North By Northwest, 1959. Sem demagogias pelo meu amor ao mestre, seu melhor trabalho)

A premissa segue a história de uma “profissional” mentirosa e aspirante a vidente e ou/ médium, Madame Blanche Tyler (Harris) que em uma de suas consultas (e a cena no início é super engraçadinha), fica sabendo que uma fiel cliente, uma senhora milionária, Julia Rainbird, a ótima CATHLEEN NESBITT (1888-1982 – de filmes como Tarde Demais Para Esquecer, An Affair To Remember, 1957) esta disposta a pagar uma grande bolada em dinheiro se Blanche conseguir entrar em contato com o mundo espiritual e saber através dos parentes mortos da velha o paradeiro do sobrinho perdido que seria seu único herdeiro. A trama começa em torno disso, assim, Blanche convence o namorado/amante (aliás, o filme não evidencia que ambos os casais eram de fato casados), George Lumley (Dern) um taxista, a investigar este passado mórbido. 

Fumando o seu cachimbo e com um faro detetivesco, mas com atitudes amadoras, George vai descobrindo aos poucos o sumiço do rapaz. Chega até um cemitério e descobre que uma lápide foi colocada lá para despistar a família Rainbird e a polícia. O único herdeiro da fortuna estaria vivo? Será que o cara forjou sua própria morte? Seguindo as pistas, o casal de malucos acaba entrando pelo cano, envolvem-se em algo muito maior, já que descobrem que um joalheiro ladrão, cruel, e assassino pode ser o tal sobrinho morto. Ele é Arthur Adamson (WILLIAM DEVANE), que acha que Blanche e George estão em seu encalço devido aos crimes que cometera. Para colecionar diamantes, ele rapta homens poderosos e os mantém em um esconderijo secreto em sua própria casa,  e insere uma droga tranquilizante e os trata muito bem no cativeiro. Sem nenhum vestígio que possa incriminá-lo. Tudo é feito com a colaboração de uma cúmplice, sua namorada, Fran (KAREN BLACK), que se disfarça de loura para obter os diamantes na entrega. 

Armada, coberta com óculos escuros e sem dizer uma só palavra para não ser identificada. Infantil demais acreditarmos nisso, mas enfim...


O barato deste filme é que Hitchcock o recheia com um humor negro maravilhoso. Tem mais alívios cômicos do que cenas tensas ou aterrorizantes, mas sim, existe o suspense só que desta vez, fica claro que é o suspense o alívio desta trama e não o oposto como nas obras anteriores do diretor. Tem apenas um assassinato depois da tentativa do mesmo, numa sequência em que mostra o carro dos heróis perdendo o controle em uma auto-estrada cheia de curvas, após eles terem sido descobertos por Adamson que não poupa despesas para realizar algumas queimas de arquivos. Manda seu comparsa, Maloney, interpretado por ED LAUTER, eliminar a dupla de farsantes. Ele é um frentista de posto e mecânico que “astutamente” sabota o veículo. Mas a tentativa é frustrada! O mais engraçado são as reações de Harris e Dern com uma química incrível e um overacting formidável.  Ela sai por cima quando o carro tomba, pisando na cara de Dern, que sai por baixo. A mulher é o gavião e o homem o verme. (Risos).

HOWARD KAZANJIAN que mais tarde seria produtor executivo de alguns filmes como: Os Caçadores Da Arca Perdida, 1981 e produtor de Star Wars- Episódio VI: O Retorno De Jedi, 1983, foi convidado pelo gerente de produção e amigo de Hitch, HILTON A. GREEN, para ser o Assistente de Direção do mestre. "O que foi uma honra", segundo ele. Kazanjian conta várias histórias do período em que esteve com Hitchcock, uma delas foi a frustrante situação que foi conhecer pessoalmente Hitch depois de várias tentativas e durante longas cinco semanas se comunicando com ele através de outros assistentes. Ele diz que na época, por ser muito jovem, as pessoas pensavam que Hitch iria censurá-lo por querer falar com ele sobre o filme etc e tal. Novos cineastas estavam surgindo e tinham um jeito completamente diferente de trabalhar. Hitchcock ainda pertencia a velha moda de Hollywood. Isso é até irônico, Hitch foi o mais moderno contador de histórias de sua época, mas teve que passar pelo processo de modernidade do novo cinema. Uma dessas diferenças era a pontualidade britânica do velho de começar a trabalhar e até mesmo para comer o seu café da manhã, hábito que os jovens, como Kazanjian, não tinham. De súbito, ele entrou numa sala e se apresentou a Hitchcock e segundo ele, depois da apresentação, Hitch o pediu para acompanhá-lo até o seu escritório e a partir deste dia, Kazanjian passou todas as manhãs, pontualmente, ao lado do mestre e começando com uma xícara de café, é claro.

Uma das discussões de Hitch com Kazanjian sobre o filme era a escolha ideal para o título e que a princípio se chamaria “Fraude”Deceit (Hitchcock gostava de títulos com uma só palavra, Family Plot nunca lhe agradou) sobre duas histórias separadas e dois pares de pessoas completamente distintas que acabariam por se cruzar. Isso era o que mais fascinava Hitchcock, mais até do que os demais detalhes do roteiro.

O filme tem várias insinuações sexuais, uma marca registrada de Hitchcock, e apesar de algumas explícitas, segundo Kazanjian, na época também passaram despercebidas. Os diálogos que incitavam isso eram alterados e modificados por Hitchcock no set de filmagem, espiritualmente, diga-se de passagem. Exemplo: Bruce Dern (George) para Barbara Harris (Blanche): “Estou cansado que você venha pegar as minhas bolas de cristal.” 

Outra marca dele é a comida e o mesmo casal discutindo e comendo depressa na cena com os hambúrgueres. É hilário!

Depois de ter rompido a relação com Bernard Herrmann, Hitchcock teve a sorte de trabalhar com o jovem JOHN WILLIAMS, que ficou famoso depois do sucesso de Tubarão (Jaws, 1975), para compor a trilha. Williams faz um trabalho cuidadoso sem muita exposição pessoal, mas é evidente o reconhecimento da sua marca. Trama Macabra tem uma música tímida e não tão operística como nos filmes anteriores do diretor e certamente nos trabalhos seguintes de Williams com Spielberg. Ele foi dirigido pelo mestre da seguinte maneira, segundo Williams, os pormenores da música era para ser a voz do além que Barbara Harris imitava. Ou seja, Williams buscou nas vozes femininas o tom certo para as suas notas, além do mais, Hitchcock apreciava trabalhar com música em seus filmes através do método eficaz da edição. “A precisão da edição refletia a da filmagem”, segundo Williams sobre Hitch. De fato, é um trabalho brilhante do compositor, que sabe captar as nuances de cada cena do filme + as idéias de Hitchcock e cada tom que a música deve atingir ilustrando musicalmente cada momento de antecipação e comédia. A meu ver é uma de suas composições mais subestimadas.


O filme teve apenas uma indicação ao Globo De Ouro na categoria Melhor Atriz – Comédia ou Musical para Barbara Harris. Recebeu o prêmio Edgar Allan Poe Awards em 1977 como Melhor Filme.

Em sua famosa aparição, é visível notar a silhueta de Hitchcock (famosa pela abertura de suas séries de TV: Alfred Hitchcock Presents e The Alfred Hitchcock Hour) que aparece através da porta do cartório conversando com uma mulher. Genial!


Inicialmente, Hitchcock desejava Al Pacino para o papel que acabou com Bruce Dern (que já havia trabalhado com ele fazendo uma ponta como o marinheiro no escandaloso Marnie com Tippi Hedren). Pacino só não pegou o papel porque exigia um cachê muito alto (naquela altura já era famoso pelos filmes de Lumet e por ter estrelado O Poderoso Chefão). Burrice dele. Afinal, teria em seu currículo um filme dirigido por Hitchcock, não basta?

Este foi, infelizmente, o último filme do mestre. Ao término deste, ele estaria envolvido na direção do projeto THE SHORT NIGHT, também escrito por Lehman, adaptado do livro de mesmo nome escrito por Ronald Kirkbride (que só obteve uma obra sua adaptada para o cinema, em: A Girl Named Tamiko, 1962, por John Sturges). A notícia triste de que Hitchcock ia se aposentar foi anunciado pelo próprio em seu escritório numa conversa pessoal com seu assistente de produção e amigo Hilton Green que estava trabalhando de cabeça neste próximo filme. Mesmo insistindo, Green não conseguiu convencer Hitch, que estava bem doente e não podia mais estar presente dirigindo em externas. Nunca mais farei outro filme.” E foram as suas últimas palavras naquela fatídica reunião. Triste. Assim sendo, Green teve que dar a notícia a Lew Wasserman, famoso agente de talentos e executivo de estúdio americano e também amigo de Hitch, a fazer o anúncio publicamente.

Outra verdade, e concordo com o que Green disse no documentário do filme, é que as últimas fitas de Hitchcock não foram aceitas pelo público de imediato. A gente se acostuma, com todo o respeito, mas não são tão bons como os mais clássicos. No entanto, há momentos engraçados na qual notamos numa segunda revisão e pensamos o quanto ele era genial. Esta sensação, em número e grau, eu sinto.

A piscadinha final de Barbara Harris foi pensada originalmente para Hitchcock, que desceria as escadas, olharia para o lustre com diamantes, sentaria no degrau e piscaria para o público. Pronto. A sua aparição final e seria curioso, mas Hitch desistiu da ideia e optou pela silhueta e até aquele momento, ninguém imaginaria que seria realmente seu último filme.

Bom humor, reviravoltas e clima macabro nesta trama divertida do mestre do suspense. Assistam e aposto que nem irão piscar. ;)




EUA – 1976
SUSPENSE/COMÉDIA
WIDESCREEN
COR
120 min.
14 ANOS
UNIVERSAL – COLEÇÃO HITCHCOCK
✩✩✩ BOM



ALFRED HITCHCOCK´S
EEstrelando: KAREN BLACK   BRUCE DERN
BARBARA HARRIS     WILLIAM DEVANE
Co-estrelando: ED LAUTER
Cathleen nesbitt. Katherine Helmond
Edith Atwater. William Prince
Música de JOHN WILLIAMS
Edição….. J. TERRY WILLIAMS Fotografado por...... LEONARD J. SOUTH
Direção de Arte….. HENRY BUMSTEAD
Figurinos por EDITH HEAD
Production Manager......... HILTON A. GREEN
First Assistant Director …….. HOWARD G. KAZANJIAN
Roteiro de ERNEST LEHMAN
Baseado no Romance THE RAINBIRD PATTERN
De VICTOR CANNING
Dirigido por
ALFRED HITCHCOCK
FAMILY PLOT © 1976 An MCA Company - Universal Pictures

4 comentários:

Hugo disse...

É um dos poucos filme de Hitch que ainda não assisti.

Abraço

renatocinema disse...

Assim como o amigo acima, um dos únicos do gênio que ainda não vi.

As vezes, basta ser um bom entretenimento mesmo.

Nem sempre precisa ser feito um marco do cinema para agradar.
Fiquei curioso para ver: o recheio de humor negro do grande mestre.

Abs

Rodrigo Mendes disse...

Vale a pena Hugo!

Renato: Realmente, às vezes o filme só precisa entreter em dia de chuva. "Trama Macabra" é um prato cheio e um adeus carinhoso do mestre.

Abs!

Alysson disse...

ainda nao vi esse filme. quero ver

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