#SOMOSTODOSGAMER
Quando o criador de um mundo de realidade virtual morre, ele lança um vídeo no qual ele desafia todos os usuários do OASIS a encontrar seu Easter Egg, que dará ao descobridor sua fortuna.
Não houve outro filme em cartaz nas telonas de cinema capaz de concorrer com a grandeza e o brilhantismo do filme-pipoca/ arrasa-quarteirão do que JOGADOR Nº 1. O santo graal da cultura pop. O filme máximo nerd captado pelo mestre inspirador, Steven Spielberg. Um show de Easter Eggs e o melhor filme de efeitos especiais do ano! Adaptação da obra de Ernest Cline que confessa ter se inspirado na obra oitentista de Spielberg, pelo menos foi o nome principal na qual o autor, confessadamente, resolveu escrever o livro, tanto que é um fã dos filmes da produtora do cineasta, a AMBLIN Entertainment.
Não sei em quantidade as referências e personagens que aparecem no OASIS, milhares de avatares. Multidões de exércitos. Para mim, uma tropa de "COSPLAY VIRTUAIS". Não irei citar nenhum para não estragar a sua experiência, aliás, é somente nas revisões que você captará com certeza cada nuance daquele universo. Nada existe por acaso.
Para resumir bem, o filme é devoto a cultura infanto-juvenil dos anos de 1980. Da era dos jogos eletrônicos, cubo mágico, quadrinhos, filmes, bandas musicais, enfim. Um mundo retrô que hoje em dia está na moda. Ou seja, reviver a nostalgia da infância e adolescência ao mesmo tempo em que se propõe em ser mais um filme da safra ficção-científica distópica. Um futuro imaginado (o ano é 2045) na qual a realidade virtual é mais real e importante do que a própria realidade da vida real. Embora as minhas palavras pareçam pleonasmo, mas que fará sentido quando você for assistir ao filme. Um híbrido de Matrix com o melhor da aventura Spielberguiana. Aquele tipo de premissa que somente ele tem culhões para fazê-la. O mesmo estilo de aventura que seus colegas; George Lucas, Robert Zemeckis, Richard Donner, John Hughes e Joe Dante também ajudaram a formular. Aliás, todos são referenciados na fita e curiosamente o próprio Spielberg não procurou falar de si no filme para não parecer um tanto vaidoso, aliás, Spielberg sempre foi um cara modesto. Mas não somente isso. Ficou claro que não precisa ser Nerd para curtir Jogador Nº 1. Os mais cinéfilos- e até mesmo o público de uma forma geral - também apreciarão na medida certa. Há menções a grandes cineastas como Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock. Não vou estragar tudo dizendo em que Spielberg refere-se a Kubrick, mas posso dizer que um dos maiores clássicos de Hitch, Janela Indiscreta é, certamente, referenciado na sequência de abertura onde vemos um conjunto nacional (favelas) e a câmera vai passando em todas as janelinhas onde mostra pessoas totalmente desconectadas da realidade dentro do jogo. Ao menos foi o que captei.
Talvez a minha única crítica negativa seja com relação ao efeito especial do próprio OASIS, isto é, por ser tão intenso (óbvio que, por outro lado, é maravilhoso e muito bem feito cada detalhe daqueles efeitos) que automaticamente me tirou várias vezes da premissa,sendo assim,difícil de me concentrar na ação principal. De qualquer forma, o que faz do filme ser especial é sua colagem de referências extremamente pesquisada nos mínimos detalhes. Um êxito brilhante de Spielberg que depois da fase “filmes de adultos” (aceitou dirigir outro filme enquanto pós-produzia este; THE POST) dirigiu esse como um pedido de desculpas ao seu público que há muito tempo o acompanhou no escapismo gostoso do cinemão pipoca. Há sentimentalismo, uma mensagem no final, efeitos especiais de sobra em uma superprodução grandiloquente. Entretanto, Jogador Nº 1 é um respiro aliviado do Spielberg em todos os sentidos. E um filme que é a marca incontestável do cineasta que deixou de lado o seu amadurecimento e faz aqui uma retrospectiva de um gênero que o tornou único. Mas, como bem lembra o filme, um jogo não é construído para ser jogado por apenas um jogador. E, em minha opinião, quanto à realização, toda a feitura de um filme, também.
Com banda sonora assinada por ALAN SILVESTRI (De Volta Para O Futuro, óbvia referência), a produção é um dos poucos casos raros em que o diretor não trabalha com o seu fiel colaborador, JOHN WILLIAMS, que na ocasião estava ocupado com o novo capítulo de Star Wars, e, portanto, assoberbado. Mas o estilo de Selvestri deu muito certo com o ritmo de ação frenética e com as várias homenagens a Zemeckis, o protegido do cineasta e que praticamente lançou sua carreira.
Aceite sua realidade ... ou lute por uma melhor... um filme de um grande mestre e gamer que ressoará por muitos anos. Uma realidade melhor aguarda.
EUA
AÇÃO- AVENTURA- FICÇÃO-CIENTÍFICA
2h 20 min.
⭐⭐⭐⭐
WARNER
BROS. PICTURES
E
AMBLIN
ENTERTAINMENT
apresentam
em
associação com VILLAGE ROADSHOW PICTURES
uma
produção AMBLIN
uma
produção De LINE PICTURES
um filme
de STEVEN
SPIELBERG
READY
PLAYER ONE
Estrelando:
TYE SHERIDAN OLIVIA COOKE
BEN MENDELSOHN T.J. MILLER
Com SIMON
PEGG e MARK RYLANCE como James Halliday
música de
ALAN SILVESTRI elenco por ELLEN LEWIS
figurinos
KASIA WALICKA MAIMONE
montagem
MICHAEL KAHN, a.c.e. SARAH BROSHAR
desenhista
de produção ADAM STOCKHAUSEN
diretor de
fotografia JANUSZ KAMINSKI
produtores
executivos ADAM SOMNER DANIEL LUPI
CHRIS
DeFARIA e BRUCE BERMAN
Baseado no
livro de ERNEST CLINE
roteiro
ZAK PENN e
ERNEST CLINE
produzido por
DONALD De
LINE, p.g.a
KRISTIE MACOSKO,
p.g.a STEVEN SPIELBERG, p.g.a
DAN FARAH,
p.g.a
dirigido
por
STEVEN
SPIELBERG
© 2018












4 comentários:
Rodrigo, ainda não conferi este filme de Spielberg.
Valeu pela dica do "Em Chamas". Não conhecia e vou procurar.
Abraço
Olá Rodrigo
Gostei demais do filme (e livro).
Mistura de sci-fi, fantasia e distopia que prende a atenção e faz a gente ser inserida na trama e torcer por Wade, Art3mis, Aech, Daito e Shoto.
Para geeks, gamers e fãs dos anos 80 encontrarem as três chaves, atravessarem os três portais e pegarem o ovo dourado.
Sua resenha como sempre uma arte!
Bjos Luli
https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br
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Mais de 1000 títulos comentados!
Rodrigo, leio sempre seus comentários nas vezes que vc comenta no blog do Hugo.
Vc entende muito de cinema.
Já tinha lido resenhas nos eu blog mas sempre me perco.
Obrigada por ter deixado seu comentário tão explicativo na minha postagem.
Gostei muito do filme "A forma da água".
Mas minha dúvida, quem sabe vc tira, é porque Eliza era muda e não surda e muda.
Vc vê alguma referência a isso?
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