STANLEY KUBRICK (1928-1999)
Kubrick? Quando assisti (videei) filmes pela primeira vez me lembro que foi Tubarão do Spielberg, na sessão da tarde na Rede Globo.Eu tinha então apenas 5 anos, mas foi minha primeira impressão do cinema.
Até os 11 eu assistia mais como espectador do que crítico ou um futuro cineasta( Meu sonho). Guardava alguns nomes de atores e diretores como Michael Keaton (Batman) e mesmo Spielberg. Eram apenas passatempos de sessões da tarde depois da escola e do Chaves, do que uma visão amadurecida que tenho hoje da sétima arte. Muito bem, foi ele o tal Kubrick, de quem só fiquei sabendo do nome e de sua existência ao assistir aos 13 anos pela primeira vez um filme seu Laranja Mecânica, via TV à cabo. Foi um entorpecimento e tanto videar esta obra-prima. Chocante e brilhante, comecei a ver os filmes de outra maneira. Só que havia um problema quem de fato era Stanley Kubrick? Como eu não tinha a internet em mãos, meu objetivo era simplesmente de assistir a sua obra primeiro,mas ainda sem conhecer o rosto do mestre. A TV a cabo fez o grande favor de exibir seus outros filmes, pequenas obras-primas, cultuados e tecnicamente perfeitos. Depois fui lendo sobre ele, soube que trabalhou como fotógrafo numa revista a famosa, Look Magazine e com esta experiência como fotógrafo, os planos de seus filmes são obviamnte "congelados". A câmera se move pouco, os enquadramentos são perfeitos, tanto internas quanto externas. A luz que refleti diretamente nos olhos do espectador, a posição dos atores em como devem se comportar enquanto dialogam as suas falas. Artifíciaos, uma única linguagem cinematográfica criada por ele. Talvez por isso seu silêncio e sua busca pela perfeição e seus poucos longas metragens provam isto. Pode ser frustrante para nós, fãs, que queríamos ter assistido uma versão sua de qualquer obra literária e o consequente A.I Inteligência Artificial, seu último roteiro do conto de Brian Aldiss. Embora nunca tenha ganhado um Oscar de Filme, Roteiro e Direção, sua obra espacial o presenteou como Melhor Efeitos Especiais, nem hove tempo de ganhar um Oscar honorário como pedido de desculpas da Academia hipócrita de Hollywood, ao menos antes de morrer ganhou o prêmio David W. Griffith Award e fez um belo discurso para todos. Hábito este seu raríssimo, já que não gostava de dar entrevistas, nem de falar se seus filmes. Por isso por algum tempo, eu não sabia quem ele era e muitas pessoas afirmam que na época de seu estrelato, mal sabiam quem de fato era o diretor sério que ao invés de gritar Luz, Câmera, ação, dizia luz, vídeo, ação! Outra característica de seus filmes é o uso intenso de Zoom in e Zoom out, planos lentos entorpecem ainda mais. Sua vida, de certa forma foi contada no divertido Totalmente Kubrick estrelada por John Malkovich (foto acima). O filme conta a vida de um impostor que dizia ser o diretor Stanley Kubrick e com isso praticava vários golpes em todo tipo de gente, baseado em fatos reais tem direção de Brian Cook, que foi assistente de Kubrick em seus últimos filmes.
Até os 11 eu assistia mais como espectador do que crítico ou um futuro cineasta( Meu sonho). Guardava alguns nomes de atores e diretores como Michael Keaton (Batman) e mesmo Spielberg. Eram apenas passatempos de sessões da tarde depois da escola e do Chaves, do que uma visão amadurecida que tenho hoje da sétima arte. Muito bem, foi ele o tal Kubrick, de quem só fiquei sabendo do nome e de sua existência ao assistir aos 13 anos pela primeira vez um filme seu Laranja Mecânica, via TV à cabo. Foi um entorpecimento e tanto videar esta obra-prima. Chocante e brilhante, comecei a ver os filmes de outra maneira. Só que havia um problema quem de fato era Stanley Kubrick? Como eu não tinha a internet em mãos, meu objetivo era simplesmente de assistir a sua obra primeiro,mas ainda sem conhecer o rosto do mestre. A TV a cabo fez o grande favor de exibir seus outros filmes, pequenas obras-primas, cultuados e tecnicamente perfeitos. Depois fui lendo sobre ele, soube que trabalhou como fotógrafo numa revista a famosa, Look Magazine e com esta experiência como fotógrafo, os planos de seus filmes são obviamnte "congelados". A câmera se move pouco, os enquadramentos são perfeitos, tanto internas quanto externas. A luz que refleti diretamente nos olhos do espectador, a posição dos atores em como devem se comportar enquanto dialogam as suas falas. Artifíciaos, uma única linguagem cinematográfica criada por ele. Talvez por isso seu silêncio e sua busca pela perfeição e seus poucos longas metragens provam isto. Pode ser frustrante para nós, fãs, que queríamos ter assistido uma versão sua de qualquer obra literária e o consequente A.I Inteligência Artificial, seu último roteiro do conto de Brian Aldiss. Embora nunca tenha ganhado um Oscar de Filme, Roteiro e Direção, sua obra espacial o presenteou como Melhor Efeitos Especiais, nem hove tempo de ganhar um Oscar honorário como pedido de desculpas da Academia hipócrita de Hollywood, ao menos antes de morrer ganhou o prêmio David W. Griffith Award e fez um belo discurso para todos. Hábito este seu raríssimo, já que não gostava de dar entrevistas, nem de falar se seus filmes. Por isso por algum tempo, eu não sabia quem ele era e muitas pessoas afirmam que na época de seu estrelato, mal sabiam quem de fato era o diretor sério que ao invés de gritar Luz, Câmera, ação, dizia luz, vídeo, ação! Outra característica de seus filmes é o uso intenso de Zoom in e Zoom out, planos lentos entorpecem ainda mais. Sua vida, de certa forma foi contada no divertido Totalmente Kubrick estrelada por John Malkovich (foto acima). O filme conta a vida de um impostor que dizia ser o diretor Stanley Kubrick e com isso praticava vários golpes em todo tipo de gente, baseado em fatos reais tem direção de Brian Cook, que foi assistente de Kubrick em seus últimos filmes.
Posso dizer que eu o conheci em morte, já que quando tomei nota de seu trabalho, já havia falecido e lançado seu canto do cisne De Olhos bem Fechados, uma fita que durou um ano em filmagem. Ele não chegou a ver a versão final do filme, por isso existem alguns buracos estranhos, como a cena que acentuava uma relação sexual entre Tom Cruise e Nicole Kidman ou a cena de uma orgia num castelo, coberta por objetos gerados por computação gráfica. Um erro. Algo insustentável para Kubrick ajudando o filme a fracassar nas bilheterias, ao menos virou cult e mesmo assim não deixa de ser brilhante. Como dizia no início do filme: "Este filme segue a proporção exata do negativo original como era a intenção de Stanley Kubrick."
Filmografia:
Década de 1950- Fase experimental, Kubrick engatinhava e fez pequenas obras-primas;
1951- Day of Fight ( Curta-Metragem/Documentário)
1952- flying Padre (CM. Doc.)
Seu primeiro longa metragem: 1953- Fear and Desire
1955- A Morte Passou Por Perto
1956- O Grande Golpe
1957- Glória Feita de Sangue, primeiro trabalho com o ator Kirk Douglas, que o contratou para substituir Anthony Man no filme ;
1960- Spartacus (Único filme de encomenda feito por Kubrick. Épico brilhante!)
1962- Lolita
1964 - Dr. Fantástico
1968- 2001: Uma Odisséia No Espaço (Oscar Efeitos Especiais)
1971- Laranja Mecânica ( Retirado de alguns cinemas pela censura, o filme demorou para ser lançado no Brasil)
1975- Barry Lyndon ( Oscar de Figurino, mas não foi sucesso de bilheteria)
1980- O Iluminado ( Obra-prima do terror, mesmo tendo sido indicado ao Framboesa de Ouro, como Pior Diretor, conseguiu o sucesso de bilheteria que tanto lhe perturbava. Antes deste só 2001)
1987- Nascido Para Matar ( Uma grande odisséia da guerra no Vietna, mesmo tendo filmes do gêneros de grande repercussão como: Apocalipse Now de Francis F. Coppola e Platoon de Oliver Stone, como percursores)
1999- De Olhos Bem Fechados ( depois deste projeto tinha outro para por em prática junto ao amigo Steven Spielberg, A. I. Inteleigência Artificial, que ficou com a maior parte do bolo.)
Ele nunca fez o mesmo filme duas vezes, mesmo temas de guerra ou relações sexuais, cada filme é um filme. Com o mesmo artifício Kubrikiano de ser , sempre com uma bilola 35mm, contando histórias do passado presente ou futuro e exclamando: LUZ, VÍDEO, AÇÃO!


2 comentários:
Tive que fazer um comentário, porque existe certas similaridades muito interessantes ao meu ver. Até mais ou menos os 15 (ano passado, rsrs)pouco assistia de filmes, era mais Sessões da Tarde, por entretenimento. Só ressalvo "Edward Mãos-de-Tesoura" que me encanta até hoje. Acredite, certo dia resolvi dar uma reviravolta se tratando de filmes e fiz download de "Um corpo que cai", "Cidadão Kane", "Tempos Modernos" e "Laranja Mecânica", e fui assistir o ultimo, não sei porque exatamente, lembro que ele estava em varias listas mas nunca entre os primeiros, enfim encurtando a historia, hoje Kubrick é o meu diretor favorito.
Não é meu sonho ser cineasta( e olha que minha mãe, meu pai, meu tio, minha irmã, são ou eram fotógrafos, rsrs) mas, mesmo assim Kubrick me ensinou a ter uma visão mais crítica ou pelo menos mais ampla sobre o cinema.
Gostando bastante das críticas dos filmes de Kubrick.
Isto me faz pensar em quantas gerações de cinéfilos Kubrick já criou, e principalmente, no quanto ele criará.
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