sexta-feira, 27 de novembro de 2009

STANLEY KUBRICK | 2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO

A MAIOR SCI-FI


O "Big Bang" monumental de Stanley Kubrick foi indicado a Oscars de direção, roteiro original e direção de arte, ganhou apenas o de efeitos especiais (para o próprio Kubrick).



Estreou no Brasil simultaneamente com os EUA e em versão 70 milímetros.

O ano era 1968 e o homem ainda não havia chegado à lua ( e suspeito que nunca chegou, mas enfim isso é um outra história). Todavia o cineasta Stanley Kubrick foi capaz de tirar o homem da Terra e levá-lo para o espaço. Não existia na época tecnologia digital, e o próprio gênero ficção-científica não era levado a sério pelo cinema. 2001 mudou tudo isso.


Não consigo explicar, apenas imagino a sensação que tiveram as platéias quando viram pela primeira vez o filme, um espetáculo audiovisual, com um mínimo de diálogos ou "explicações". Obviamente ficaram perplexos diante da narrativa inusitada. Com certeza a fita feita por Kubrick, baseada no livro “O sentinela" de Arthur C. Clark , é a obra de um visionário, ou seja, cada um com sua visão própria (Clark o livro e Kubrick o filme), embora ambos tenham iniciado a ideia juntos. A primeira a prenunciar a chamada New Age - Nova Era. Mais do que razão suficiente para colocá-lo como o único dos grandes clássicos do século que acabou.


Pode parecer frustrante não vermos nenhum alienígena no filme, mas o fato é que é preciso rever este filme inúmeras vezes para descobri-lo... e concordar que é uma obra prima. O diretor Kubrick disse uma grande verdade a respeito de seu filme: " 2001..., é tão perfeito tecnicamente que o próximo filme sobre viagens espaciais, se quiser ser melhor, terá de ser filmado nos próprios locais".

O extraordinário em 2001...-entre outras coisas, é sua importância profética. Kubrick mostra antes dos homens chegarem a lua que a Terra é azul, que no espaço não existe o tempo e que o homem continua sendo o mesmo primata subdesenvolvido.
Como o tema musical ele escolheu ou redescobriu, o Danúbio Azul de Strauss,que se tornou desde então a música oficial dos lançamentos da NASA. O mesmo com o resto da trilha: Assim falou Zaratustra também de Strauss para o nascimento do novo homem, Gayne Suite de Kachaturian, e quatro composições de Gyorgy Ligetti.

O filme custou 12 milhões de dólares e fora rodada inteiramente na Inglaterra a partir do primeiro script de Kubrick e Clark. O ponto de partida do filme foi o conto The Sentinel de Clark , que mais tarde passou a ocupar apenas um trecho da história, a viagem a Júpiter e o combate de HAL com os astronautas. Na produção trabalharam 106 técnicos, inclusive da NASA, da IBM e da General Electric. O sucesso de 2001 foi devido principalmente às platéias jovens ( dentre eles muitos futuros cineastas americanos: Cameron, Lucas, Spielberg, Scorsese...) Foram essas pessoas que descobriram a fantástica beleza visual e a mensagem implícita na conquista do espaço. E foram elas que tornaram o filme um sucesso comercial, de bilheteria, apesar de ser também um filme difícil no mesmo nível do filme russo SOLARIS.

Toda a prosa de Artur C. Clark baseia-se em três axiomas: 1) Quando algum cientista anuncia que alguma "coisa" é possível, ele provavelmente está absolutamente certo (igual aquele bordão de J. Silvestre em O Céu é o Limite, rs). Quando ele anuncia algumas coisa impossível, provavelmente ele está errado. 2) A única maneira de definir os limites do possível é ir além dele, a caminho do impossível  E 3) Qualquer tecnologia extraordinariamente avançada é indistinguível da magia.


Mais tarde, Clark transformou o roteiro em um livro, que explicava vários pontos obscuros. Já Kubrick, na sua famosa entrevista à Revista Playboy, recusou-se a explicar o filme, disse: "Tentei criar uma experiência visual que ultrapassasse a comunicação verbal e penetrasse diretamente no subconsciente, com um conteúdo emocional e filosófico. Quis que o filme fosse uma experiência intensamente objetiva que atingisse o espectador, num nível profundo de sensibilidade, como faz a música". E continua: "O conceito de Deus está no centro de 2001, mas não qualquer imagem antropomórfica de Deus. Não creio em nenhuma religião monoteísta da Terra, mas acredito que se pode construir uma definição científica de Deus".


"Quando pensamos nos gigantescos avanços tecnológicos que o homem efetuou em poucos milênios - menos de um microssegundo na cronologia do universo - não podemos imaginar a evolução que essas formas de vida muito mais antigas alcançaram. Elas podem ter progredido de espécies biológicas que são frágeis conchas para a inteligência, a imortais entidades e, então, após inúmeras eras, podem ter emergido da crisálida de matéria, transformadas em seres de pura energia e espírito. Suas potencialidades seriam ilimitadas e sua inteligência inatingível pelos humanos. Tudo isso tem relação com o conceito de Deus em 2001. Porque esses seres hão de ser deuses para bilhões de raças menos avançadas no universo. " E o cineasta continua: "Há uma considerável diferença de opinião entre cientistas e filósofos. Alguns sustentam que o encontro com uma civilização altamente adiantada produziria um choque cultural traumático no homem, por arrancá-lo de seu etnocentrismo e destruir a ilusão de que ele é o centro do Universo. No sentido mais profundo, creio na potencialidade do homem e na sua capacidade de progresso. Não sou de forma alguma hostil às máquinas. Não há dúvida, porém, que estamos entrando numa 'mecanarquia' Olhando o futuro distante, suponho não ser inconcebível uma subcultura de robôs-computadores (ele já planejando A.I. Inteligência Artificial) capaz de resolver, um dia, que podem prescindir do homem".



E, confirmando a ideia de 'experiência visual', o filme tem 139 minutos e menos de 40 de diálogos. Parafraseando MacLuhan ( um filósofo da comunicação comparada e da teoria da extensão humana), Kubrick quis que a mensagem fosse o veículo (The message is the medium). Assim como ninguém explica uma sinfonia de Beethoven. Isso criaria uma barreira artificial entre a concepção e a criação.

Continua Kubrick: "Vocês são livres para especular sobre o significado filosófico e cultural do filme. Não quero estabelecer um mapa verbal que todos sejam obrigados a seguir. A intenção é provocar no espectador uma reação que precisa e não deve, ser explicada".

Vou tentar explicar a premissa:

A AURORA DO HOMEM

Durante 15 minutos vemos um deserto sem homens. Os planos são longos, estáticos, os cortes bruscos dissolvendo-se em negro. Vemos um grupo de primatas - macacos. Parecem humanos porque são os ancestrais do homem, o Pithecamtropus erectus. Reúnem-se em grupos, espécie de famílias, em torno de lugares onde existe água. Naquela manhã do homem ainda macaco, há uma bloco negro, um monólito. E a presença dessa entidade estranha que assiste e provoca o despertar da inteligência naquele homem-macaco. É a violência da descoberta do uso da força, representada pelo osso do animal, que dá o primeiro passo.
Depois na defesa da água, ele a usará como arma. Essa violência, precursora do progresso, é seguida por um gesto de triunfo, o osso é jogado ao ar e, num corte magnífico......transforma-se numa nave espacial viajando no ano 2001 em direção à Estação Interplanetária.

Nesse corte estão sintetizados alguns milhões de anos de civilização (um salto). depois do primeiro "empurrão", a história que seguiu foi a mesma.. O medo gerando a agressividade, a inteligência e a violência. Ao som de uma valsa, a nave viaja pelo espaço. Todo ritmo da cena parece realmente correr ao compasso binário do Danúbio Azul.

O espaço é infinito, silencioso, as cenas são igualmente lentas, demoradas. Fica-se assim conhecendo alguma coisa de conforto das aeronaves, da ausência de gravidade e o problema com os banheiros, da comida sintética, do aparente equilíbrio de forças do mundo. Sabe-se também do progresso. No espaço já existem Hotéis Hilton, restaurantes Howard Johnson, mas os homens não mudaram muito. Na história, sabe-se que há um mistério na base de Claus, uma cratera subterrânea na Lua.

É mantido o máximo de segredo na descoberta de um monólito negro. Quando os cientistas vão visitá-los, comportam-se exatamente como os macacos: posam para fotografias  tocam nele e sem compreender do que se trata e naquele momento ouve-se um tremendo ruído ardiloso; são os raios que o monólito envia ao Planeta Júpiter, primeiro sinal de vida inteligente fora da terra.

MISSÃO JÚPITER

Imediatamente depois, começa a primeira viagem humana tripulada a Júpiter, com três cientistas congelados, dois astronautas e um super cérebro eletrônico chamado HAL 9000.
Esses astronautas são homens frios, de pouca emoção, despreparados para um mundo que desbravam. O único que sabe o segredo da missão é HAL, o computador de inteligência artificial que fala e tem emoções humanas. Sabe jogar xadrez e mentir, elogiando os desenhos feios do astronauta Bowman. Mas o segredo acaba por enlouquecê-lo
Hal, na verdade, é o mais humano da tripulação , fazendo seu papel de Polifemo, o gigante de um olho só, que guarda os segredos da caverna na Odisséia de Homero. Por isso, mata os integrantes e deixa Bowman fora da nave. Esse polifemo enlouquecido havia lido nos lábios dos astronautas a desconfiança e no ataque de ciúmes ( Hal sentia um desejo por Bowman) resolvera que não havia necessidade de homens para cumprir sua missão. Mas deixa Bowman entrar na nave e tenta convencê-lo a tomar uma aspirina e discutir o assunto.

Bowman custa a entender, mas arrisca-se entrando na nave pela porta de emergência e sem seu capacete espacial, mesmo sob o perigo do vácuo ( há um instante de silêncio) até caminhar (apenas o arfar de sua respiração) para o desligamento do computador, quase uma lobotomia e também uma das cenas mais emocionantes do filme, quando a voz de Hal, cantando 'Daisy' vai deixando de existir - se esvaindo.

JÚPITER E ALÉM DO INFINITO


A viagem prossegue em direção a Júpiter. É importante lembrar que Júpiter pela mitologia greco-latina, seria o Deus supremo. Prossegue no espaço do Sol e da Lua, de astros de formas arredondadas, até aparecer o monolito negro de linhas retas, isto é, nascido de uma inteligência. O que é este monolito afinal? Pode ser quase tudo: a pedra filosofal, o princípio de todas as coisas, a opção entre o bem e o mal, entre a vida e a morte. Pode ser também alguma entidade superior, inexplicável. Pode ser Deus ou alguém que não entendemos e chamamos de Deus.


O fato é que, o astronauta ao alcançar Júpiter, atravessa uma barreira de raios coloridos e psicodélicos. Seria "o portal de uma estrela" - Star Gate, a porta de entrada de uma outra dimensão, a entrada para a eternidade, dominada por uma inteligência semelhante a Deus. Ele é primeiro retornado a infância , depois transformado em puro intelecto e por fim levado de volta à Terra, carregando consigo toda a sabedoria do Universo.
A maior dificuldade é entender que o astronauta morreu ao atravessar a barreira. Num canto da tela aparece o sinal vermelho anunciando que as funções vitais de Bowman foram interrompidas. a partir daí, tenta-se explicar sua presença naquela sala branca e chique. Há várias versões: o apartamento decorado à la Luiz XV representa, além do passado - a herança cultural- , o inconsciente coletivo que busca o luxo. Ou então, emissões captadas do subconsciente de Bowman. Poderia ser a vida que ele teria na Terra quando voltasse, ou desejaria ter. O fato é que o espírito de Bowman envelhece e, num gesto, repetindo os macacos e os astronautas na cratera lunar, tenta tocar o monolito negro. Por fim, é por ele "absorvido". E ressurge feto, renasce, olhos claros e puros, olhando a Terra. O primeiro dos "novos homens" olhando seu mundo. Haveria outras interpretações: a nave Discovery que vai a Júpiter seria um gigantesco espermatozoide fecundando o espaço, de cuja união nascerá o homem novo.

Não é à toa que o filme chama-se ODISSEIA. Não é apenas uma aventura, mas a busca mítica de Deus, um filme profundamente religioso, desejando que o homem que chegasse à Lua aprendesse o segredo do Universo uno e infinito e fosse um "Homem Novo" - como pretendia Niesztche.

APÊNDICE


Infelizmente, a Metro resolveu fazer uma continuação em, 1984, 2010: O Ano Em Que Faremos Contato dirigido e fotografado pessimamente por Peter Hyams e estrelada por Roy Scheider , Helen Mirren , John Lithgow e uma participação especial de Keir Dullea (do primeiro filme). O filme acabou explicando tudo aquilo que o original deixava ambíguo, misterioso e fascinante. Este 2010 só resultou em uma aventurazinha banal e medíocre, uma bastardização da grande obra original.

'2001 - Uma Odisséia No Espaço'  
2001 - A space Odyssey
EUA - Inglaterra
Ficção-Científica
139 min. 
✩✩✩✩✩ EXCELENTE

M-G-M apresenta
UMA PRODUÇÃO DE STANLEY KUBRICK
Estrelando
KEIR DULLEA. GARY LOCKWOOD
co-estrelando
DOUGLAS RAIN como HAL
William Sylvester. Daniel Ritchter
Leonard Rossiter. Marageth Tyzack
Diretor de Fotografia GEOFFREY UNSWORTH
fotografia adicional por JOHN ALCOTT
Roteiro de
STANLEY KUBRICK e ARTHUR C. CLARK
Baseado no conto THE SENTINEL de
ARTHUR C. CLARK
Este filme foi
Produzido e dirigido por
STANLEY KUBRICK

15 comentários:

LuEs disse...

É, eu devo admitir: nunca vi esse filme. Os comentários a ele são sempre positivos, sempre ressaltar o quão boa a obra é e eu, por preguiça mesmo, tenho me abstido de conferi-la.
Mas certamente vou ver, possivelmente antes do final desse ano. Farei isso quando tiver mais tempo, quando os vestibulares acabarem.

Hugo disse...

Você fez um ótimo texto que mostra toda a sua admiração pelo longa, mas infelizmente eu não consegui entrar no espírito do filme.
As cenas são belíssimas, a trilha sonora sensacional para quem gosta de música clássica, mas o ritmo extremamente lento não me agradou. Consegui assisti por inteiro uma vez e tentei uma segunda mas desisti.
Infelizmente é um exemplo de algo muito elogiado por quase todos, mas que para alguns (neste caso eu) não diz nada.

Abraço

Paulo [ALT] disse...

Imagine eu, 8 horas da noite na Americanas. Avisto o 2001. A fome é longa e o dinheiro curto. Em vez de ir ao caixa saio para comer. Volto no dia seguinte e não encontro mais, simplesmente. Desde então venho tentando caçar uma forma de comprar o tal filme, preciso muito dele na minha coleção e ainda nem assisti.

Bom, demorou pra eu comentar mas apareci rs. Acho que o post mais longo que eu vi daqui. E merecido neh?
Achei pelos comentários do próprio Kubrick ele convencido. Mas... pode né. Fazer o que. Preciso confessar: detesto ler spoiler, eu fujo, mas li a sua explicação do filme inteira. Acho que foi proveitosa, quem sabe quando for ver absorvo mais.

Ah, e lembrei 2x de Os Normais. Na primeira quando você citou o Danúbio Azul de Strauss. Lembrei um flashback do Rui no Reveillon cantando a trilha. E com os bumbos ainda haha. Segundo, o "monolito" quando a Vani vê um cara numa festa.

Gostei da foto que colocou. Existe essa edição aqui no Brasil? Não né? Infelizmente.

Abraçooo.

Rodrigo Mendes disse...

LuES: Seja bem vindo e quando acabar os vestibulares volte aqui e assista 2001. Flw? Abs!

Hugo: Se permita mais uma vez. Assista. Eu sei que é difícil de digerir o filme,ele é difícil, mas eu gosto de cada cena. Abs!

Paulo:Os Normais é senssacional tbm kkkkkkk Hilário essas cenas.

Trate de ir na loja e providenciar você encontra fácil.
Abs!

Cristiano Contreiras disse...

Engraçado que, inicialmente, sairia uma edição tripla com o dvd do filme mais cds extras com trocentas informações, inclusive esperei no Brasil. Não hove e decidiram lançar o filme mesmo em dvd simples, depois veio o duplo. Pretendo adquirir o dvd especial, vale a pena.

É um filme simbólico também, de difícil linguagem e traduções, você acaba refletindo e nem sempre compreender tudo ou 100 por cento do que Kubrick desejou.

É um filme marcante, mas um filme pra poucos.

Sua resenha está no ápice da perfeição técnica, detalhada e rica em informações. Parabéns pela dedicação ao blog, amigo!

Fique bem!

Gema disse...

Epa, o teu texto é mesmo muito bom Rodrigo ;)
2001 é um filme espectacular e gosto imenso dele (uma falha minha eu nunca ter conseguido comprá-lo). Gostava de o rever agora.
Adoro as cenas do filme, gosto imenso de Danubio Azul... acho o filme todo belissimo e muito bom mesmo.
Essencial para cinéfilos (pelo menos eu acho).
Bjks

Rodrigo Mendes disse...

Cris: Obrigado amigo. Bjs!

Gema: Amo o Danubio Azul demais!!!
Bjokas amiga!

it was RED - Para quem gosta de cinema disse...

O que diferencia cinema de literatura é a experiência visual. "2001: A space odyssey" é pura sétima arte. Kubrick conseguiu fazer o que queria:"Tentei criar uma experiência visual que ultrapassasse a comunicação verbal e penetrasse diretamente no subconsciente, com um conteúdo emocional e filosófico. Quis que o filme fosse uma experiência intensamente objetiva que atingisse o espectador, num nível profundo de sensibilidade, como faz a música".

Especialmente hoje, em que grande parte das películas mastiga tudo para o espectador e peca pelas falas excessivas, o filme é menosprezado por muitos, devido a falta de comunicação verbal e uma verdade semântica absoluta. Uma pena.

Abraço!

Rodrigo Mendes disse...

Daniel: Também comcordo com você.
'2001' é o filme mais imagético que existe.
Abs!

Jackie Brown disse...

Gostei muito do teu blog!

Dá uma passada no meu.

Abraço

Rodrigo Mendes disse...

Jackie: Pode deixar Jackie!Obrigado!

Gema disse...

Rô, tens um selinho para ti no meu blog de filmes ;)
Bjks

Rodrigo Mendes disse...

Gema:Obrigado linda. Vou lá. Bjokas!

Nekas disse...

Filme lendário...
É também de referir Moon um novo filme com evidências deste filme que está muito bem conseguido e com uma forte vertente humana...

Abraço
http://nekascw.blogspot.com/

Victor Afonso disse...

Muito bem visto!

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