PARTE I
de Mike Nichols
Apresento a minha Quadrilogia de filmes em preto e branco. Clássicos inestimáveis, pequenas obras primas cult.
Na ocasião a primeira parte será um filme sobre um jovem casal (professor universitário e sua esposa) que vão visitar um outro casal, mais velho, para uma noite de jogos, conversas e diversão, que acaba degenerando em ofensas e agressões verbais. O filme...
...do diretor Mike Nichols ( vindo do Teatro para o cinema) , o mesmo de 'The Graduate'; 'The Birdgate' & 'Closer' - todas também obras teatrais filmadas bem sucedidas realizadas por ele. Excelentes adaptações para o cinema.
Who´s Afraid of Virginia Woolf? foi montado originalmente no Brasil por Cacilda Beker, Walmor Chagas e Lilian Lemmertz e, depois remontado diversas vezes. A montagem mais notória é a de 2000, estrelada por Marieta Severo e Marco Nanini. Este é primeiramente, um clássico da literatura dramática americana. Foi transposta para a tela praticamente sem cortes - era proibido antes dizer palavrões na tela
- e com um diretor estreante vindo do teatro. Nichols ganharia o Oscar com um tal filme com uma certa Sra. Robinson - A Primeira Noite de Um Homem, preferivelmente The Gratuate.
- e com um diretor estreante vindo do teatro. Nichols ganharia o Oscar com um tal filme com uma certa Sra. Robinson - A Primeira Noite de Um Homem, preferivelmente The Gratuate.
Foi a primeira vez em que Elizabeth Taylor procurou envelhecer para as telas de cinema e queimar sua imagem glamourosa , ela tinha então Trinta e Três anos! O que lhe valeu o seu segundo Oscar, muito merecido.
O autor Edward Albee queria Bette Davis e James Mason nos papéis do casal central Outros atores recusaram incluindo: Jack Lemmon, Joan Crawford, Robert Redford e Greta Garbo.
O filme tem uma relação com a vida real do casal Burton- Taylor, porque ambos também tinham problemas com bebidas e brigas astronômicas, muito até se divorciarem em 1974. Voltariam a se casar por uns tempos e novo 'divórcio' até a morte de Richard Burton (1925-1984)
O filme tem uma relação com a vida real do casal Burton- Taylor, porque ambos também tinham problemas com bebidas e brigas astronômicas, muito até se divorciarem em 1974. Voltariam a se casar por uns tempos e novo 'divórcio' até a morte de Richard Burton (1925-1984)
É realmente seu melhor momento no cinema, dizendo com uma verdade num texto dilacerante. O título original é uma brincadeira com a canção de Walt Disney: "Quem tem medo do lobo mau?" - Big Bad Wolf e um trocadilho com a famosa escritora Virginia Woolf!
Em que o exagero de alguns momentos, principalmente das mulheres, é equilibrado pela sobriedade dos homens.
Por isso, personagens mais ingratos. A direção não podia ser mais faliz; chega a mostrar que o casal realmente se ama para depois entendermos porque eles vão passar por uma noitada de contínuas agressões e jogos, e a fotografia é simplesmente o que melhor se podia fazer em preto e branco naquele momento.
Tanto que este tipo de foto sairia de moda, logo a seguir, por causa das exigências da televisão em cores.
Mas o que vale mesmo é a qualidade do texto, um dos melhores e mais brilhantes, mais inteligentes e sofisticados já escritos para o teatro moderno e aqui lindamente filmado fielmente. É um tour de force que deve ter sido filmado em ordem cronológica (como outro clássico - ' Um Bonde Chamado Desejo'), sempre que possível passando a ação para algum lugar externo; um jardim, um carro, num momento até um café à beira da estrada e o campus universitário.Provavelmente a melhor filmagem de uma peça famosa já realizada fielmente para o cinema. Ótima maneira de começar este especial não?
'Who´s Afraid of Virginia Woolf?'
EUA- 1966
Direção: Mike Nichols
131'
P&B
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
Who´s Afraid of VIRGINIA WOOLF?
ESTRELANDO:
ELIZABETH TAYLOR
RICHARD BURTON
Co-estrelando: Sandy Dennis & George
Segal
Roteiro Adaptado por ERNEST LEHMAN
Baseado na peça teatral de: EDWARD ALBEE
Produção e Distribuição: Warner Bros.
Direção de Fotografia HASKELL WEXLER
Música de ALEX NORTH
Direção MIKE NICHOLS


5 comentários:
Oi Rodrigo!
Bem, antes de falar deste filme, vou comentar sobre os outros 3 anteriores:
- Adorei o texto sobre "Luzes da cidade". Vc demonstra muito bom gosto em matéria de cinema, pois falou deste filme com carinho e amor. Eu não sabia das curiosidades acerca da produção dele e achei super legal as informações que vc nos passou. Chaplin foi um dos grandes nomes do cinema e seus filmes foram marcantes e primorososo. Este foi um dos melhores, junto a "O grande ditador", "O garoto", "tempos modernos" (magnífico) e "Luzes da ribalta". Álias, comecei a fazer minha coleção e até agora ja consegui dois de seus filmes. Espero em breve ter todos eles em minha casa.
- Muito boa a forma como vc relatou Bonnie e Clyde. Um ótimo filme que tive a chance de rever a pouco tempo na TCM.
- Uma boa dica que vc nos deu foi o filme "a batalha de argel". Sinceramente, não conheço nem nunca ouvi falar dele. No entanto, o tema me parece bom e deu vontade de ver. Tomara que eu ache aqui na minha terra.
Agora seu texto. Você escolheu muito bem o primeiro filme da sua "quadrilogia". História ótima, Elizabeth Tayler esta impecável e maravilhosa, uma atriz talentosissíma, além de linda ela é boa no que faz, sabe atuar e aqui ela nos supreende e um grupo de atores afinados. Boa escolha.
Fiquei curiosa pelos próximos textos e estarei acompanhando cada filme da saga. A contar pelo primeiro teremos boas surpresas pela frente.
Um beijo.
Po, pelo que eu li não posso mentir, é uma ótimo maneira sim de começar o seu especial.
Nunca assisi esse, até agora. Voc~e falou tanto do texto que fiquei interessado em procurar o roteiro naquele site de roteiros.
ahh... e comentou sobre o Dogma 95, o movimento lá, isso ai dá um post único, que tal? eu gostaria de ler
foi bom vc ter falado dos movimentos de câmera, dos conteúdos e da execução. continua com isso!
Abraçoo
Eu revi ele, tem 1 mês.
A atuação do elenco quarteto fortalece o filme, mas é claro que o que torna ele digno é a atuação excepcional de Liz Taylor, o oscar foi merecido mesmo!
O que mais me agrada são os diálogos ferinos e naturais!
abraço!
Divino trabalho, Rodrigo! Seu blog é muito especial! Em breve to lançando uns clássicos lá. Comecei com a Perigosa com a Diva B-Davis. Elizabeth Taylor está diva mesmo enrugadinha rsrs...amo-a! abs!
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