sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

MEL STUART | A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES

O CULT DAS CRIANÇAS

O que mais posso dizer do cultuado filme infantil baseado na prosa de Roald Dahl? Tudo começa quando o excêntrico Willy Wonka, dono de uma fabulosa fábrica de chocolates, distribui cinco ingressos que dão direito a conhecer sua fábrica e um prêmio em doces para o resto da vida. Só que os premiados não imaginavam que, além disso, ganhariam uma lição de vida, amor e compreensão.


Fracasso absoluto quando estreou nos cinemas, inclusive no Brasil, o filme virou cult quando começou a ser exibido, dublado, em português pela Rede Globo em sua Sessão Da Tarde e depois pelo SBT, no Cinema Em Casa. Indicado ao Oscar de arranjos musicais e canção e aos Globos de Ouro de Trilha Musical e ator para Gene Wilder.

O autor norueguês, Dahl, radicado na Inglaterra escreveu roteiros para o cinema dos seguintes filmes: Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, quinto filme da franquia James Bond, em 1967; O Calhambeque Mágico - 1969; Danny, o campeão do mundo - 1989 e outro cult infantil A convenção Das Bruxas, com Angelica Huston em 1990. Apresentou uma série de TV - Roald Dahl´s tales of the unexpected, em 1979. Seu livro Matilda foi dirigido e estrelado por Danny DeVito, em 1996. É conhecido por um humor bizarro e meio sádico.


O compositor Leslie Bricusse, também inglês, ganhou Oscar de canção por O Fabuloso Doutor Dolittle em 1967 e indicações por Adeus Sr. Chips e Willy Wonka que teve como canção mais famosa: Candyman, cantada logo no início da fita e sucesso na voz de Sammy Davis Jr. Entre outros trabalhos fez também Victor ou Victoria - 1982 e A Vingança da Pantera cor- de rosa, ambos de Blake Edwards .

Anthony Newley, seu parceiro na composição das canções, fora ator infantil do Oliver Twist original de David Lean- 1948, depois pop-star, cantor e diretor de cinema. Jack Albertson, que interpreta o avô de Charlie, ganhou o Oscar de coadjuvante pelo filme A História de três estranhos - 1968 e ficou popular com a série de televisão Chico and the Man (entre 1974-77).

Revelado por Mel Brooks, Gene Wilder, também diretor e roteirista ( A Dama de Vermelho), faz om papel de sua vida. O ator infantil Peter Ostrum, que fez o papel do garoto Charlie, nunca mais fez outro filme e acabou tornando-se veterinário. Segundo o crítico Leonard Maltin, o filme foi produzido pela famosa Quaker Oats Co. ( que produz a Aveia Quaker) como uma experiência para melhorar a qualidade de diversões para a família.

E, o filme, com sua atmosfera misteriosa (como tudo escrito por Dahl) e meio surrealista, que mistura um pouco de O Mágico de Oz com os números musicais de Mary Poppins, esta é uma raridade; um filme cult infantil.

A história começa quando o mundo todo entra em alvoroço quando Willy wonka, dono da mais famosa fábrica de chocolates do mundo, anuncia que vai reabrir as portas dela para visitação. Mas só cinco felizardos terão o direito: aqueles que acharem o bilhete premiado que estaria escondido em uma das barras de chocolate - um ingresso para entrar na Factory Wonka. Segundo rumores, a fábrica estaria fechada há muito anos, desde que espiões de indústrias rivais começaram a roubar as receitas secretas de seus doces especiais, como o chiclete que não termina o açúcar nunca!

A repercussão no mundo todo é tão grande que até um sequestro do marido de uma moça em troca de uma caixa de barras de chocolates. E ela ainda titubeia ao saber o valor do resgate, indagando: "Até quando eu tenho de dar a resposta?"
O primeiro a encontrar o bilhete premiado é Augustus, um gordinho comilão da Alemanha Ocidental. A segunda é Veruka Salt, uma menina super- mimada e chata. Tudo que ela vê ordena ao pai que compre; e ele chega ao cúmulo de parar a produção de sua própria fábrica para que os funcionários se dedicassem a desembrulhar as milhares de barras de chocolate compradas só para ela achar o prêmio.

Depois vem Violet, uma garota que vive com um chiclete na boca; o atual ela já está mascando há três meses. Em seguida, Mike "Teve", um garoto do Arizona, viciado em televisão: não sai de frente dela nem pra comer. Por último, vem Charlie, um garoto pobre que mora com a mãe e todos os avós e tem de trabalhar para conseguir uns trocados. E cada vez que alguém encontra o vale, sempre aparece um tipo misterioso, sondando as crianças para que elas o tragam a fórmula secreta do tal chiclete permanente, que não perderia o gosto nunca. No final acaba-se descobrindo que era um funcionário de Wonka que só queria testar o caráter das crianças.

Ao entrarem na fábrica, as crianças, acompanhadas por alguém que escolheram, têm de assinar um contrato em que as entrelinhas são literalmente ilegíveis de tão pequeninas,mas...quem se importa!


A canção dos Oompas Loompas- interpretada por anões de cabelos verdes que são responsáveis pelo funcionamento e execução dos doces e por manter os segredos das fórmulas secretas e de toda a produção operacional - é no formato sing-song, com a imagem sendo dividida (animada de várias maneiras) em um quadrado pequeno e a letra da música toda colorida, com variados tipos passando pela tela.

Willy Wonka, com uma expressão enigmática e compulsivamente desconfiada, tem um humor ferino e acaba sempre escapando pela tangente, tendo uma resposta pra tudo na ponta da língua. Chega a colocar um casaco dentro de uma fórmula e, ao ser questionado por uma das crianças, responde que é porque a mistura está muito fria!
O filme tem todos os ingredientes de uma fantasia clássica, ou melhor, de uma fábula. Os cenários refletem os maiores contos infantis dos Irmãos Grimm a Alice No País Das Maravilhas - as portas pequeninas e os corredores que vão encolhendo. De Branca de Neve outra lembrança: os Oompas loompas são todos anões. E até a Mamãe ganso com os ovos dourados de Páscoa.

O que mais chama atenção nesta obra, são as lições de moral. O primeiro a se dar mal  é Augustus, que cai num rio de chocolate onde era proibido beber.

Violet como, em seguida,um chiclete que ainda estava em experimento; a goma equivaleria a três refeições diárias, só que ao chegar na sobremesa, o gostinho é outro - daí vem os efeitos colaterais. Ela começa a inchar e fica completamente azul ou violeta? A sobremesa era uma frutinha chamada Blueberry.

Os anõezinhos aparecem cantando uma música e dão uma boa lição a ela, dizendo que mascar chiclete de vez em quando é bom, mas quando se fica com ele o dia inteiro na boca: é errado e repulsivo, parecendo até uma vaca ruminando.

Nesta parte mostra-se também que o comportamento dos filhos espelham o dos pais, quando Mr. Sam (Pai de Violet) está mais preocupado em vingar-se de Wonka que com o estado crítico da filha. Logo após, é a vez da manina insuportavelmente mimada, Veruka : " Não! Eu quero agora"- dar-se mal ( no melhor número musical do filme). Em outra canção, os Oompas Loompas mostram que a culpa de uma criança ser extremamente mimada é, única e exclusivamente, dos pais, que davam tudo na hora em que ela pedia. Na ocasião, a menina queria levar um ganso do setor de ovos dourados de chocolates. Ela era um ovo podre e o Avó Joe diz: " Finalmente Veruka foi na frente". Em todas essas canções, eles sempre terminam dizendo: "Com boas maneiras, você vai longe. Você viverá mais feliz também, como os Oompas Loompas são!"

Por fim, Mike, o garoto viciado em TV, acaba metendo-se na máquina inventada como uma mistura de televisão com teletransporte - para transportar barras de chocolates - e, obviamente, dá-se mal. Novamente os Oompas entram em cena cantando que o excesso de televisão é prejudicial e pode até causar torcicolos. O melhor é ler um livro.

Depois de só sobrar Charlie, o garoto que era pobre, honesto e o mais puro de todos, Wonka explica que todos os outros iriam se recuperar suas terríveis personalidades, mas que talvez com essas lições, criem um pouco de juízo. Quando realmente percebe o verdadeiro caráter de Charlie (que devolve o cobiçado chiclete, numa das cenas mais lindas), Willy lhe mostra seu verdadeiro intuito e o prêmio surpresa: Charlie seria o único herdeiro e futuro dono de toda a sua fábrica de chocolates. O grande segredo do cult da fita está no fato de as crianças apreciarem quando há uma justiça poética onde os garotos de mau caráter recebem uma boa lição. Divertido, assustador e intrigante, um clássico. E naturalmente com o chocolate que as crianças e adultos adoram! Com sua mensagem passada de maneira menos óbvia do que pareceu aqui, A Fantástica Fábrica de Chocolates é, provavelmente, o melhor filme desse tipo desde O Mágico de Oz. Ao menos, pensam assim seus milhares de admiradores no mundo inteiro. Um filme de pura imaginação.





EUA - 1971
Infantil
100 min.
Warner
✩✩✩✩✩ EXCELENTE



DAVID L. WOLPER 
Apresenta
Willy Wonka
and the
Chocolate Factory
Escrito por 
Roald Dahl 
baseado em seu livro

Estrelando: GENE WILDER
JACK ALBERTSON
PETER OSTRUM Como Charlie
Também Estrelando:
ROY KINNEAR
AUDREY WOODS
MICHAEL BOLLNER
URSULA REIT
DAVID BATTLEY
JULIE DAWN COLE
GUNTHER MEISNER
PARIS THEMMEN
e NORA DENNEY

Direção de Fotografia ..... ARTHUR IBBERTSON
Canções de ..... LESLIE BRICUSSE e ANTHONY NEWLEY
Direção Musical ..... WALTER SCHARFT
Direção de Arte ..... HARPER GOFF

Produzido por 
STAN MARGULIES
e
DAVID L. WOLPER

Dirigido por 
MEL STUART

7 comentários:

BRENNO BEZERRA disse...

Prefiro a primeira versão

Paulo Alt disse...

Rô, não sabia que o filme tinha sido um fracasso quando estreiou. Sabia que ele tinha sido um fracasso quando o vi pela primeira vez. Achei chato. Mas depois de alguns anos fui revendo pela TV até comprar o VHS da edição nova na época que saiu o novo do Mágico de Oz também. Era +- ali entre os anos de lançamento do Titanic. Enfim, acho que acabei não gostando tanto exatamente pelas canções. Mas agora quando ouço não tem 1 que não me faça lembrar daquele tempinho. Desde "the candyman... the candyman cannn..." até a mãe do Charlie cantando "cheer up, charlie, gimme a sign..."

Esses humores sutis do filme tb são valiosos, como a mulher do resgate que você citou ou o do casado pra eskentar a mistura. Mas acima de tudo acho que sempre vou lembrar da cena do crepúsculo qndo Charlie volta pra casa depois de entregar os jornais lá ou depois da escola não sei e passa na frente da fábrica. Lembra do diálogo do velho pra ele? Ele apresenta como se fosse uma lenda. Achei marcante mesmo.

Cara eu ri quando você disse "o primeiro a se *****" haha, mas é verdade, é isso mesmo que acontece né!
"O melhor é ler um livro, ou blog, rs!" rsrs
Abraçooo!

it was RED - Para quem gosta de cinema disse...

É encantadora a excentricidade da obra. Abraço!

Cristiano Contreiras disse...

...realmente, dito e feito, Augustus se "fu fu", hauahauaha!

Hey, mais uma vez você concretizou um bom post, bem estruturado e consegue focar não só dos aspectos mais interessantes do filme - mas, da produção em si e, claro, dos 'extras', ou seja: das curiosidades que fundamentaram a obra.

Eu adoro isso e é esse o seu jeitinho peculiar de escrever resenhas, isso é algo bem seu, aprecio demais esse modo único.

Este filme marcou minha vida, ao contrário do Paulo ALT aí: nunca achei chato...via trocentas vezes, repetidamente, à exaustão quando criança...minha mãe até hoje comenta isso aqui em casa. Eu via sempre e sempre, praticamente todos os dias e o filme se tornou parte de mim, bem como os personagens.

Ao contrário do Mágico de Oz e de Mary Poppins, eu ainda venero muito o ritmo do filme e todo o contexto. Não acho nem cansativo, muito menos chato, ele flui maravilhosamente bem! Sou apaixonado por ele!

Quando fui ver a refilmagem, confesso ter tido um certo 'choque' com a nova releitura...o Depp não me agradou de cara, fiquei comparando-o ao Gene em váriso aspectos, e achei o filme num tom bem surreal e exagerado - bem Tim Burton isso, convenhamos. Mas, decidi, logo após a primeira meia hora, largar da comparação e passei a sentir o novo filme como se fosse pela primeira vez, e tudo foi ficando mais agradável. Contudo, os Oompas não descem! muito mecânicos, sem o brilho das canções didáticas e harmônicas do original. As crianças também não são tanto cativantes...Aliás, o que faltou no novo é mesmo...magia.

Mas, clássico é clássico, e eu fico com o antigo mesmo, por diversos e inumeráveis aspectos. É um filme que jamais vai envelhecer, costumo vê-lo, ainda, todo santo ano!

Abraço

LuEs disse...

Eu me lembro de que via sempre esse filme no SBT. Via com uma frequência absurda e gostava mesmo dele. Acredito que havia um tom muito mais sobrenatural no Willy Wonka original do que há no vivido por Johnny Depp.
Algumas cenas são realmente muito mais interessantes, como por exemplo o momento em que eles navegam no rio de chocolate...

Acho que toda criança realmente se lembra desse filme, porque ele representou bastante para uma época. Sem sombras de dúvida, um filme marcante.
;D

Roberto Simões disse...

Esse original não conheço mesmo. A versão de Tim Burton adorei. Excelente direcção artística e direcção de actores. E guarda-roupa, e banda sonora... ;D

Só uma coisa, que não posso deixar passar ao lado: adorei sua crítica.

Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema

Ricardo Nespoli disse...

Um dos melhores filmes da minha infância, achava sinistro, rs...

Sobre a segunda versão, invariávelmente acabamos falando dela, eu gostei MUITO, deu um caráter bem mais sombrio ao filme... Não chego a comparar qual é melhor, acho que apenas são diferentes... Tirando os Oompa Loompas e suas músicas que são MUITO melhores no primeiro...

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