sábado, 27 de fevereiro de 2010

PETER CATTANEO | OU TUDO OU NADA

TIRANDO A ROUPA POR ALGUNS TROCADOS

OU TUDO OU NADA foi o filme de maior bilheteria em 1997, pasmem, não foi Titanic. Pelo menos em relação ao seu custo, o que no fundo é o que interessa. Titanic custou 200 milhões e teve de render três vezes essa quantia para sair do alerta vermelho, o que incrivelmente foi conquistado, sendo o primeiro filme a render mais de um bilhão de dólares (agora parece que AVATAR...) em todo o mundo. Contudo, lucro mesmo tiveram os ingleses que produziram esta comédia modesta chamada aqui de Ou Tudo ou Nada...
... que custou apenas três milhões e meio e rendeu mais de 205 milhões de dólares, dando um retorno espetacular de 5870%! E não é só isso, ainda teve indicações merecidas ao prêmio da Academia de filme e de roteiro original (mas era o mesmo ano que Titanic...) Ao menos levou o de melhor trilha musical composta por ANNE DUDLEY. Em 2001 estreou, com enorme sucesso na Broadway, uma versão ,obviamente musical do filme, dirigida por Jack O´Brien com roteiro de Terrence McNally e letra e música de David Yazbeck.


É um filme delicioso conta a história de um grupo de empregados de uma usina de aço, em Sheffield, na Inglaterra, que resolvem dar um show de STRIP-TEASE que deve durar apenas uma noite. O mais cômico é que os caras são feios.


Um deles foi vilão no filme do James Bond - o ótimo ROBERT CARLYLE e um outro barrigudo foi Fred Flintstone - MARK ADDY. E, isto sim que é sucesso, e merecido. Esta é uma comédia humana, diferente e muito divertida e, ao mesmo tempo, simples com uma idéia original que atinge a todos. Principalmente aos homens - pais e filhos.

Sem atores famosos e pretensões egocêntricas ( o erro de muitas produções independentes britânicas) , o mais conhecido no filme é mesmo Carlyle, que além de vilão do 007 em O MUNDO NÃO É O BASTANTE, foi o bandido no louco TRAINSPOTTING - SEM LIMITES de Danny Boyle e gay no filme PADRE.

OU TUDO... é um filme realizado por um diretor estreante , passa-se no interior da Inglaterra, em Sheffield e curiosamente, tornada ponto turístico após o filme. É uma cidade industrial, cinzenta e meio triste que não tem mais emprego. É, lá estava foda! As pessoas tentam viver de auxílio desemprego e a sequência que se tornou clássica mostra todos os heróis esperando na fila, enquanto, sem querer, começam a se mexer como numa discoteca, Mas não há saídas.


Então, Carlyle tem a idéia brilhante de se apresentar fazendo strip. Na europa é ainda mais comum existirem shows com rapazes tirando a roupa para mulheres - moda moderada aqui ( o que predomina são baladas GLS). Só que com uma diferença: mostrando TUDO! Daí a origem do título original, explicado de várias maneiras, mas que significa mostrar tudo (FULL MONTY) E Full Monty parece que veio citando o general Marshall Montgomery, que gostava das coisas completas, em particular, um café da manhã completo mesmo no campo de batalha. Sem trocadilhos.

Para o show ele reúne um grupo de seis desempregados, todos feios, desajustados e necessitando de emprego. Há um 50tão casado cuja esposa não sabe que ele não tem um emprego - feito por TOM WILKINSON um ator completo e de muitas facetas, consegue a simpatia dos personagens e espectador com o tempo; outro gordinho - Addy; um negro superdotado; outro tímido e mais um - único a ter corpo menos imperfeito. Na trama paralela, muito discretamente, os dois últimos começam uma ligação homossexual. Enquanto o herói tem problemas com a ex-esposa e com o filho adolescente, que passa a ajudá-lo (esta é a parte do filme que mais me cativa) quando fazem testes como possíveis pretendentes a stripers.


A comédia é basicamente isso: as preparações, ensaios, as dificuldades, os equívocos e as confusões dos heróis sem roupas, concluindo de maneira muito convincente com o show propriamente dito. Tudo com um fundo social, a cidade decadente e um humor discreto - nunca grosseiro. E é fácil gostar dos personagens e isso explica porquê da fita criar tanta empatia com a platéia, que se imagina no lugar deles.

O sucesso de OU TUDO OU NADA tem provocado imitações (como PULP FICTION); todos os produtores ingleses vêm tentando repetir até hoje a fómula sem o mesmo sucesso, em filmes como: A FORTUNA DE NED-Waking Ned ou Saving Grace. Mas é aquela história..quando é para acontecer é tudo ou nada!


OU TUDO OU NADA
 THE 
F U L L 
M O N T Y
DE PETER CATTANEO
INGLATERRA- 1996
91 min. 
DISTRIBUIÇÃO:FOX
✩✩✩✩✩ EXCELENTE

Um filme de PETER CATTANEO
THE FULL MONTY
ESTRELANDO:
ROBERT CARLYLE   MARK ADDY
TOM WIKINSON   LESLEY SHARP
 EMILY WOOF   STEVE HUISON
PAUL BARBER   HUGO SPEER   DEIRDRE COSTELLO

ROTEIRO SIMON BEAUFOY
PRODUÇÃO UBERTO PASOLINI
FOTOGRAFIA DE JOHN de BORMAN
MÚSICA DE ANNE DUDLEY
MONTAGEM DAVID FREEMAN . NICK MORE
CENOGRAFIA MAS GOTTLIEB

6 comentários:

Cristiano Contreiras disse...

Ah, Ro

Que boa nostalgia!

Recordo-me dos meus 12 anos, quando esse filme foi lançado...

Eu lia ele na Revista SET(conhece? tinha a assinatura mensal, rs e acompanhava sempre, bons tempos áureos da revista, rs)..e eu deixei pra vê-lo quando lançou..ainda me recordo o vhs....bons tempos de locações em vhs! rs

Vi com minha mãe e achei delicioso o filme, leve e divertido, os atores com aquela naturalidade toda...

Nem sabia que esse filme teve esse êxito todo assim na bilheteria, sabe? mas, uma boa surpresa!

A propósito, quero o dvd! Você tem? me dá, vai! Você é riquinho também, como o Paulo!
hauahauahaauha!

Sou o pobrinho dos blogueiros! rs
rs

abraço, bom post!

Paulo Alt disse...

Rô,
rsrs
Lembro de algumas vezes que passou no intercine eu acho... e todas parei o que tava fazendo pra acompanhar. Mas em nenhuma consegui anotar o nome do filme. MUITO obrigado, agora eu sei. Hey, sabe se tem em dvd no Brasil???

Aquele que fez o Fred Flintstone me lembra o Matt do Heroes, o policial. Acho ele mais simpático nesse filme.

To com vontade de baixar e depois deixar outro comentário... assim como o cris.. tb senti uma boa nostalgia embora eu só tenha assistido o filme um belo tempo depois.

Incrível vc ter citado a parte do filho ajudando, eu lembro bem e também me cativou aquilo.

Bom... ainda tá faltando um Mc Donalds em casa... mas se encontrar esse dvd por ai.. ahh.. eu compro! E abro uma campanha pra comprar um pros amigos tb kkkkkkkk

Abraços!

Mirella Machado disse...

Nem sabia da existência desse, mas com tanta repercução em bilheteria deve ser muito bom. to seguindo aqui tbm. Bjs

Ricardo Martins disse...

Como a Mirella eu também não sabia da existência deste. E fiquei chocado com o mega sucesso estrondoso de lucro nas bilheterias em 1997. Este filme deve ser empolgante e muito bom!

Vou conferí-lo! E para não dizer também que era totalmente desconhecido, já vi a cena do Striptease, só não sabia a qual filme pertencia! :D

Abraço!

Cristiane Costa disse...

Oi Rô,

Saudades imensas, viu!? Vi o post que parei. O Ventou Levou (MEU filme clássico preferido - e eu sou eterna Scarlett, mimada também rsrs) e,sabe, meu novo trabalho tem me levado também assim como o vento rsrs, mal tô conseguindo resenhar com calma no MaDame, mas já estou me reorganizando, em especial, nas visitas aos blogs amigos e volto aqui pra comentar os últimos posts. tá, meu eterno curador cinéfilo. Adoro-te! beijos saudosos!

Rodrigo Mendes disse...

Cris: lembro-me da SET mais não era assinante, rs! Este filme é leve mesmo e muito divertido, além de emocionante. No Natal quem sabe você ganha: é tudo ou nada! rs! ABS!

Paulo: Tbm assisti no INTERCINE umas 2 vezes! O DVD tem sim, na Saraiva eu achei.

Adoro esta relação Pai e filho é o ponto alto do filme, melhor que os bofes sem roupa , rs!
ABS!

Mirella: Bem vinda ao cine Rodrigo.
E procure assistir a fita vc vai curtir, bjokas!

Ricardo: Como a Mirella, te recomendo esta fita. ABS!

Madame: Nem me pediu um tequinho de açucar, rs! saudades...e po imagine se você tivesse tempo de sobra pra postar, li seus últimos textos no Lumière e ual mulher você escreve pacas..rs!
Mas entendo que o trampo nos toma tempo, tbm ando tomado, BJOKAS! TE ADOROOOO!!!

Valeu Moçada!!!

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