MODA JAMES DEAN

Esse é o segundo de três filmes que JAMES DEAN estrelou antes de morrer tragicamente num acidente de carro (1931-1955), e que já estreou postumamente.
Ele teve indicação ao Oscar nesse ano, mas pelo primeiro filme, Vidas Amargas de Elia Kazan e, no ano seguinte, outra por Giant - Assim Caminha a Humanidade de George Stevens. O filme ficou com fama de azarado porque, além dele, também outros astros morreram tragicamente. NICK ADAMS, que interpreta um dos rapazes da gangue e foi astro do seriado de TV "The Rebel", de overdose em 1968, SAL MINEO foi assassinado em 1976 - caso nunca explicado e arquivado - e NATALIE WOOD morreu afogada em 1981.
O filme foi indicado ainda ao Oscar de roteiro original e ator coadjuvante ( Mineo) e foi rodado como "BLIND RUN" abordando um tema pouco discutido à época: a delinquência juvenil. O título nacional famoso aproveitava uma frase da moda, cunhada pela revista O Cruzeiro que a utilizou para o caso Aida Cury, quando uma jovem jogou-se de um edifício para evitar ser curada. O certo seria a tradução literal : REBELDE SEM CAUSA - Rebel Without a Cause. De qualquer forma, o filme, no Brasil, além de ser proibida para menores, serviu para popularizar a jaqueta vermelha que Dean usa.
A Warner pretendia colocar no elenco TED HUNTER e JAYNE MANFIELD como astros da fita. Na cena da luta a navalha, Dean e COREY ALLEN usaram armas de verdade e coletes protetores. A cena, como grande parte do filme, foi rodado no Observatório do Griffith Park de L.A. A cena da piscina foi filmada na mesma utilizada em Crepúsculo Dos Deuses, a antiga mansão dos Getty.

Natalie frequentava o curso secundário e trabalhava no filme, contra a vontade dos pais, que não aprovaram a mensagem do script, quando, durante as filmagens, teve um caso com o bem mais velho diretor, NICHOLAS RAY.
Mineo, que era homossexual assumido, tinha uma paixão platônica por Dean (ator e não personagem), que, por sua vez, era bissexual. JIM BACKUS que faz o pai de Dean era a voz do personagem de desenho do Mister Magoo. O diretor Ray aparece na cena final como uma figura solitária andando no planetário. O filme foi proibido na Espanha e na Inglaterra, pois, temiam que incitasse os jovens à violência e rebeldia.

A premissa pode até parecer idiota nos dias de hoje: um adolescente incompreendido entra numa escola nova onde entra em conflito com uma gangue de rebeldes, participando de um desafio mortal. Envolve-se também com a ex-namorada do rival e com um garoto mais novo que o idolatra. E como todo grande filme CULT, este é imperfeito. Os adolescentes são adultos demais e todo mundo sabe expor seus problemas e definir os culpados, que invariavelmente são os pais que não sabem dar amor, ou atenção ou valor. Embora esse tema fosse até inovador na época, hoje eles parecem articulados demais e por vezes caem no clichê. Isso, porém não tira as qualidades deste clássico, começando pelo inegável carisma e talento do jovem JAMES DEAN, um ator dado a exageros, mas que também sabia segurar uma cena como ninguém. O culto criado após a sua morte foi decorrente, também, creio eu, do fato do departamento de publicidade da Warner Bros saber da existência de dois filmes dele para lançamento. Portanto, usaram todos os recursos para promovê-lo postumamente.
Natalie estava no auge de sua carreira e espontaneidade e Mineo tem o tom correto de ambiguidade e mistério (mas nunca achei ele GAY na fita) para o personagem difícil de Plato, o único que não se define e deixa a empregada falar por ele.
Natalie estava no auge de sua carreira e espontaneidade e Mineo tem o tom correto de ambiguidade e mistério (mas nunca achei ele GAY na fita) para o personagem difícil de Plato, o único que não se define e deixa a empregada falar por ele.
Nicholas Ray tinha talento para compor imagens em WIDESCREEN, o que fica óbvio desde a cena de abertura com Dean no chão com o brinquedinho e toda a sequencia da corrida de carros iniciada por Natalie ( que ainda resiste muito bem). Na verdade, o relacionamento entre o trio, quase como uma mini família na mansão vazia, é bastante comovente. JUVENTUDE TRANSVIADA foi um marco num gênero e na descoberta do público adolescente como tema e alvo consumidor deste tipo de história vestida com JEANS.
Rebel Without a Cause
de Nicholas Ray
EUA- 1955
Drama
110'
WARNER
WARNER
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
WARNER BROS.PICTURES APRESENTA
UM FILME DE NICHOLAS RAY
REBEL WITHOUT A CAUSE
Roteiro: Stewart Stern História de: Nicholas Ray
UM FILME DE NICHOLAS RAY
REBEL WITHOUT A CAUSE
Roteiro: Stewart Stern História de: Nicholas Ray
Produzido por: David
Weisbart
Distribuição: WARNER em
CINEMASCOPE
Fotografia de: Ernest
Haller Música de: Leonard Rosenman
ESTRELANDO: JAMES DEAN
TAMBÉM ESTRELANDO: NATALIE WOOD
E SAL MINEO
E SAL MINEO
Co-estrelando: Jim Backus
Ann Daron
Corey Allen Nick Adams William Hopper
E: Dennis Hopper
DIREÇÃO: NICHOLAS RAY




8 comentários:
Bom, nem preciso comentar que Dean é um dos meus ídolos máximos e que "Juventude transviada", dos três filmes que ele realizou, é o que mais me emociona e toca. Escrevi sobre ele (o filme) em dois tópicos diferentes nos meus 2 blogs, e ainda não cheguei nem perto de esgotar o assunto hehe
Recomendo que vc leia, se é que já não o fez, o livro "Live fast, die young".. dá uma lida no Lennys' mind...
Grande abraço.
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com
Mesmo após 50 anos de sua morte, James Dean guarda um lugar no coração de Hollywood e, definitivamente, é um ícone de rebeldia até hoje.
Há diversos livros sobre sua vida, documentários e canções que levam seu nome – bandas como The Eagles e Chris Busone fizeram homenagens ao símbolo da juventude dos anos 50. Para prestigiar o aniversário de 50 anos de sua morte, a Warner lançou um Box Dvd com seus principais filmes, todos devidamente recheado de extras que vão de documentários sobre a vida íntima a galeria de imagens do galã, entrevistas com familiares e amigos. Dean criou uma imagem forte de adolescente marginalizado, carente e contestador – e isso reflete claramente até nos dias de hoje.
Seus filmes não envelhecem jamais, sua atuação cicatrizante ecoa de maneira que é difícil não enxergá-lo como um ícone imortal no cinema. Sua morte serviu para colocá-lo em um patamar de genialidade, personalidade e, claro, símbolo da juventude indomável.
Em uma palavra: Um ícone. Fico me perguntando se ainda estivesse vivo, o que nos proporcionaria esse jovem talento? Tem uma biografia ótima sobre ele, escrita por um autor Italiano. O nome é simplesmente "James Dean". Leia! você vai gostar.
Cultura? o lugar é aqui:
http://culturaexmachina.blogspot.com
Clenio: LI O lenny´s MInd e o Um Filme Por dia. O livro não! HE HE.
Adoro!
Abs amigo!
Cris:Faço coro a VC!
Abs!
Pseudo-ator: As vezes penso que a graça foi justamente a morte dele. Mas, sem dúvida, Dean seria uma celebridade respeitada. Um senhor lindo. E já teria ganho o Oscar Honorário,rs!
Vou lá no seu BLOG. Obrigado pela dica. Abs!
Amigos blogueiros. Em breve estarei de volta. Ando sem tempo.
Mas... I will be back! rs!
Oi Rô,
Olho para James Dean e , por um instante percebo que sua imortalidade está na sua prematura morte. Talvez ele não tivesse sido tão interessante se tivesse envelhecido e se tornado um ator com a imagem desgastada. Muito do sucesso icônico de James Dean vem do fato de que ele representou a própria rebeldia no limite da morte, na fronteira estreita entre o viver mortal e o viver imortal.
Beijo meu amigo,
MADAM
MADAM: Tem razão querida. O Dean deixou um mistério encantador na sua morte prematura. Não imagino um papel para ele aos 50,60 anos. O que ele poderia fazer? Um aposentado ex-combatente do Vietnã? Né? rs!
Bjokas minha amiga Dietrich.
Estou com preguiça de blog, mas tô de olho. Em breve estarei de volta. E tbm quando o tempo Acadêmico me permitir!
Hey,
Eu li esse post! Comecei a ler e lembrei. Lembro até que comentei com vc que naun sabia que ela tinha sido afogada =/
Acho que to meio fora de forma em comentar né, é tão estranho depois de um certo tempo hehe...
James Dean é eterno pra mim. E naun digo isso só pq eh "cult" dizer isso, ou pq tem vários q dizem então... É pq eu gosto. Enfim, ouço coisas dele desde q era bem pekeno e ainda naun sabia mto de filmes. Hj tenho todos os filmes dele e adoro. A figura de Rebel, ele escorado na parede de tijolos com a jaqueta é uma marca incomparável.
E brigado pelo clima de nostalgia no comentário do meu blog. rs.
Abraço!
PAULO: a edição especial de LUXO de REBEL é fantástica.
Nostalgia. Velhos tempos de blogueiros..qualquer dia desses vamos marcar o nosso RETORNO na blogosfera, rs!
Bjs!
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