Alguém se lembra daquele meu especial sobre os Monstros do cinema? Bom esta nas TAGS - ESPECIAIS.
A segunda parte aborda a era de ouro da Universal Pictures que entre os anos de 1930 e 1940, foi o estúdio responsável em consagrar para as massas, os filmes de terror com os monstros.
Foram pelo menos três dezenas de clássicos, além de muitas continuações. Soma-se a isso a importância da contrinuição de outras companhias, como a Warner Brothers, que realizou vários filmes ligados ao sobrenatural e ao monstruoso. Num espaço de 9 anos, a empresa fez duas versões de O MÉDICO E O MONSTRO.
A origem do fenômeno monstrengo estava na década anterior. Diga-se pela crise econômica de 1929, a indústria cinematográfica de Hollywood se engajou no sentido de produzir filmes que ajudassem as pessoas a esquecer seus problemas, com tramas que traziam homens viris, mulheres lindas, paisagens exóticas e histórias de amor e aventura.

A universal, no entanto, ofereceu uma linha de produtos às avessas: filmes com cadáveres, vampiros, lobisomens etc, que durante algum tempo, não teve concorrentes. Essas produções não se encaixavam entre as que, depois, seriam consideradas como filmes trash, com premissas precárias, roteiros frágeis e efeitos visuais limitados. A Universal trabalhava com pouco dinheiro, mas suas realizações tornaram-se clássicos pelo zelo na direção e cuidado nos textos (diálogos), que deixavam o resultado dentro de um padrão mínimo de qualidade pregado pelo cinema americano.
Na fase do cinema mudo, até a década anterior, a Universal já havia experiementado o gênero com O FANTASMA DA ÓPERA.
Na verdade, a idéia de criar filmes de monstros foi uma cartada para salvar a empresa, depois da quebra da bolsa de Nova York em 1929. Assim, com a preocupação de não afastar o público potencial pelo MEDO , estabeleceu-se como estratégia histórias de horror mais leves, de grande apelo ao público médio e que podiam ser vistas pela tradicional família americana.

Na verdade, a idéia de criar filmes de monstros foi uma cartada para salvar a empresa, depois da quebra da bolsa de Nova York em 1929. Assim, com a preocupação de não afastar o público potencial pelo MEDO , estabeleceu-se como estratégia histórias de horror mais leves, de grande apelo ao público médio e que podiam ser vistas pela tradicional família americana.
Essas produções consagraram pelo menos dois grandes astros, que dividiam apaixonadamentea preferência da platéia: BORIS KARLOFF ,
o 'Frankenstein' (1887- 1969) e BELA LUGOSI ,
o 'Conde Drácula' (1882 - 1956) R.I.P legends! Não é só isso, apareceram juntos em nada menos que 6 fitas: O GATO PRETO, baseado num conto de Edgar Allan Poe ( The Black Cat), O CORVO (The Raven), Raio Invisível (Invisible Ray), SEXTA-FEIRA NEGRA (Black Friday), O FILHO DE FRANKENSTEIN ( Frankenstein´s Son) e O LADRÃO DE CADÁVER (The Body Snacher).
o 'Frankenstein' (1887- 1969) e BELA LUGOSI ,
o 'Conde Drácula' (1882 - 1956) R.I.P legends! Não é só isso, apareceram juntos em nada menos que 6 fitas: O GATO PRETO, baseado num conto de Edgar Allan Poe ( The Black Cat), O CORVO (The Raven), Raio Invisível (Invisible Ray), SEXTA-FEIRA NEGRA (Black Friday), O FILHO DE FRANKENSTEIN ( Frankenstein´s Son) e O LADRÃO DE CADÁVER (The Body Snacher).O primeiro que se tornou o mais famoso de todos os filmes de monstros foi realmente o personagem vampiresco de Bram Stoker: DRÁCULA, em 1931,
dirigido por Tod Browning (vide monstros, Freaks no blog), que consagrou Lugosi como o lendário vampiro. No mesmo ano, outro criativo cineasta, James Whale (1889-1957) dirigiu FRANKENSTEIN ,
o inesquecível monstro recluso e incompreendido, representando magistralmente por Karloff, a partir da peça de Peggy Webling. Fez muito sucesso e rendeu a melhor sequência/continuação do cinema: A NOIVA DE FRANKENSTEIN (1935), dirigido ainda por Whale, também com Karloff. A Galeria de monstros cresceu em 1932, com A MÚMIA (de novo Karloff),
de Karl Freund. Diferentemente do que se afirma, Karloff não fez a criatura, que coube a Zita Johann.

Em 1933, veio o surpreendente e revolucionário em efeitos especiais, O HOMEM INVISÍVEL,
baseado no livro homônimo de H. G. WELLS, com direção de Whale e o sempre ótimo ator CLAUDE RAINS (1887-1969).

dirigido por Tod Browning (vide monstros, Freaks no blog), que consagrou Lugosi como o lendário vampiro. No mesmo ano, outro criativo cineasta, James Whale (1889-1957) dirigiu FRANKENSTEIN ,
o inesquecível monstro recluso e incompreendido, representando magistralmente por Karloff, a partir da peça de Peggy Webling. Fez muito sucesso e rendeu a melhor sequência/continuação do cinema: A NOIVA DE FRANKENSTEIN (1935), dirigido ainda por Whale, também com Karloff. A Galeria de monstros cresceu em 1932, com A MÚMIA (de novo Karloff),
de Karl Freund. Diferentemente do que se afirma, Karloff não fez a criatura, que coube a Zita Johann.

Em 1933, veio o surpreendente e revolucionário em efeitos especiais, O HOMEM INVISÍVEL,
baseado no livro homônimo de H. G. WELLS, com direção de Whale e o sempre ótimo ator CLAUDE RAINS (1887-1969).O termo monstro seria adotado nos títulos de alguns filmes. Dois em especial merecem destaque: O MONSTRO HUMANO ( The Human Monster), realizado por Walter Summers, em 1940. No papel principal, Lugosi, que interpreta um serial killer londrino e Man Made Monster (na Inglaterra, The Eletric Man), com Lionel Atwill e Lon Chaney Jr., foi lançado em 1941, com direção de George Waggner ( o mesmo cara que fez o original THE WOLF MAN com Lon Chaney Jr. no mesmo ano - em outra ocasião falo deste Lobisomen). Na trama, um cientista louco usa a eletricidade para controlar uma criatura, rs!


Dois outros monstros bem conhecidos ganharam o selo Universal nos anos 40, ambos com direção do artesão George Waggner e Claude Rains no elenco: O LOBISOMEN ( 1941 - foi refilmado agora por Joe Johnston e com Benicio Del Toro p- aguardem um post especial) e O FANTASMA DA ÓPERA (1943- o original baseado no livro e não o musical, obviamente foi escrito, transmutado por Andrew L. Webber anos depois). Era natural que os concorrentes tentassem correr atrás do filão criado pela universal, mas com menos produções específicas do gênero. A Paramount Pictures, por exemplo, já em 1933, lançou a fita SOBRENATURAL (Supernatural), estrelada por Carole Lombard, Vivienne Osborne e H. B. Warner. Na década seguinte, a Warner, que havia rodado O Médico e o Mosntro - 'Dr. Jekyll and Mr. Hyde', de Rouben Mamoulian, em 1931, mandou que o ermitão VICTOR FLEMING ( E o Vento levou..O Mágico de Oz) o refizesse em 41. A FOX (20th Century Fox de Zanuck) fez razoável sucesso com Jack, O estripador, de John Brahm, em 1944, uma fita estrelada por Cedric Hardwicke e Sara Allgood.
Outra concorrente da Universal que se destacou foi o extinto estúdio RKO,
que entrou no segmento com produções consideradas extremamente sutis e sérias, além de sempre exóticas (o estúdio fez KING KONG em 33 e Gunga Din em 39), comandadas pelo produtor e diretor Val Lewton (1904-1951), como CAT PEOPLE (1942), de Jackes Torner; CURSE OF THE CAT PEOPLE (1944) e THE BODY SNATCHER (1945), ambos de Robert Wise; e ISLE OF THE DEAD (1945) e ainda BEDLAN (1946), de Mark Robson. Desse período se destacou O RETRATO DE DORIAN GRAY (The Picture of Dorian Gray, 1945), considerado como um dos mais genuínos e sofisticados exemplares do gênero.

que entrou no segmento com produções consideradas extremamente sutis e sérias, além de sempre exóticas (o estúdio fez KING KONG em 33 e Gunga Din em 39), comandadas pelo produtor e diretor Val Lewton (1904-1951), como CAT PEOPLE (1942), de Jackes Torner; CURSE OF THE CAT PEOPLE (1944) e THE BODY SNATCHER (1945), ambos de Robert Wise; e ISLE OF THE DEAD (1945) e ainda BEDLAN (1946), de Mark Robson. Desse período se destacou O RETRATO DE DORIAN GRAY (The Picture of Dorian Gray, 1945), considerado como um dos mais genuínos e sofisticados exemplares do gênero.

A segunda metade da década de 1940, entretanto, seria marcada pelo declínio dos filmes de monstros da Universal. E também para o cinema fantástico de modo genérico, embora algumas pérolas do horror tenham sido produzidas nesse período. Para tentar reverter o processo, a Universal apelou para comédias de monstros. Conseguiria fazer fazer sucesso com a dupla ABBOTT & COSTELLO, que protagonizou várias sátiras - com participação especial de nomes conhecidos como Lugosi, karloff já tinha saído fora.
Continua com Lobisomens, Vampiros e Monstros...


2 comentários:
Olá vizinho,
congrats pelo post, como sempre, você é minha enciclopédia clássica, rs!
Eu sou muito devagar com relação a estes monstros da Warner, ou seja, preciso assitir boa parte destes filmes mais americanos porque os que conheço dos horripilantes do cine alemão, com aquelas caras de Belzebu ZUMBI.
Eu acho interessante a premissa do estúdio para o lançamento destes filmes, também é uma forma de tornar o medo um exercício mais imaginário do que uma realidade.
bjs
Oi vizinha,
A Universal é a melhor. No Capítulo 3 vou falar dos mosntros ingleses dos estúdios da Hammer, rs!
Nosferatu tem cara mesmo de belzebu ZUMBI, kkkk.
Bjkas!
Postar um comentário