...é o legítimo Cantando na Chuva (Singing in The Rain) considerado, sem maiores polêmicas, o melhor filme musical feito especialmente para o cinema, em todos os tempos.
No final dos anos 1920, quando o cinema falado abala Hollywood, uma dupla de atores tem problemas com o bendito sistema sonora, SNIF! principalmente uma estrela feiosa, agressiva e chata, cuja voz acaba sendo dublada pela namorada do galã! Esta é a premissa desta adorável película que tenho orgulho de ter em minha coleção.
CANTANDO NA CHUVA foi indicado apenas aos Oscars de atriz coadjuvante e de direção musical. DEBBIE REYNOLDS (para quem não sabe é a mãe da princesa Léia - Carrie Fisher) era uma garota de 19 anos, escolhida pelo astro GENE KELLY depois que ele a viu em TRÊS PALAVRINHAS e a treinou, especialmente, para o papel. Foi cortado um número musical bacana em que ela confessava apenas fingir não ser fã dele e lhe cantava uma bela canção. Debbie e DONALD O´CONNOR voltariam a se encontrar novamente no filme: É DESTE QUE EU GOSTO ( I Love Melvin, 1953), mas a carreira dele seria muito prejudicada pelo alcoolismo.
Durante as filmagens do número título, reza a lenda que Kelly estaria muito resfriado e teriam usado LEITE misturado com água para ela poder ser mais claramente fotografada. O carro que Debbie usa no começo do filme é o mesmo que o personagem de ANDY HARDY usava em suas fitas. A mansão de Gene tem objetos de cena ainda do tempo de A CARNE E O DIABO clássico com GRETA GARBO ( A Metro reutilizava tudo). LINA LAMONT tem muito de JUDY HOLLIDAY; estrela, naquele momento, com NASCIDA ONTEM . MILLARD MITCHELL faz o chefe do estúdio como se fosse ARTHUR FREED , DOUGLAS FOWLEY faz o diretor parecido com Berkeley e Madge Blake imita a colunista de fofocas Louella Parsons. CYD CHARISSE havia saído de uma gravidez recente quando rodou suas cenas, portanto deram-lhe uma peruca para se parecer com Louise Brooks, e, por isso, teve de perder quilos rapidamente.
Este filme é o legítimo representante da idade de ouro do gênero na METRO, o musical foi criado basicamente como pretexto para o produtor Arthur Freed, que era o gênio que reunia os melhores talentos do estúdio e fazia os melhores filmes musicais, explorar suas composições numa única fita. Ou seja, todas as canções são dele. E a que ele compôs especialmente para Donald O´Connor, Make´m Laugh, é uma cópia pouca disfarçada de Be a Clown de Cole Porter, que este fingiu não ouvir. Mas o roteiro é muito bem escrito e aproveita para fazer uma divertida sátira aos primeiros anos do cinema falado, quando as pessoas não sabiam como usar o novo sistema de som - repleto de imperfeições - e uma das atrizes tinha voz péssima e, por isso, precisava ser dublada.
CANTANDO NA CHUVA foi indicado apenas aos Oscars de atriz coadjuvante e de direção musical. DEBBIE REYNOLDS (para quem não sabe é a mãe da princesa Léia - Carrie Fisher) era uma garota de 19 anos, escolhida pelo astro GENE KELLY depois que ele a viu em TRÊS PALAVRINHAS e a treinou, especialmente, para o papel. Foi cortado um número musical bacana em que ela confessava apenas fingir não ser fã dele e lhe cantava uma bela canção. Debbie e DONALD O´CONNOR voltariam a se encontrar novamente no filme: É DESTE QUE EU GOSTO ( I Love Melvin, 1953), mas a carreira dele seria muito prejudicada pelo alcoolismo.
Durante as filmagens do número título, reza a lenda que Kelly estaria muito resfriado e teriam usado LEITE misturado com água para ela poder ser mais claramente fotografada. O carro que Debbie usa no começo do filme é o mesmo que o personagem de ANDY HARDY usava em suas fitas. A mansão de Gene tem objetos de cena ainda do tempo de A CARNE E O DIABO clássico com GRETA GARBO ( A Metro reutilizava tudo). LINA LAMONT tem muito de JUDY HOLLIDAY; estrela, naquele momento, com NASCIDA ONTEM . MILLARD MITCHELL faz o chefe do estúdio como se fosse ARTHUR FREED , DOUGLAS FOWLEY faz o diretor parecido com Berkeley e Madge Blake imita a colunista de fofocas Louella Parsons. CYD CHARISSE havia saído de uma gravidez recente quando rodou suas cenas, portanto deram-lhe uma peruca para se parecer com Louise Brooks, e, por isso, teve de perder quilos rapidamente.Este filme é o legítimo representante da idade de ouro do gênero na METRO, o musical foi criado basicamente como pretexto para o produtor Arthur Freed, que era o gênio que reunia os melhores talentos do estúdio e fazia os melhores filmes musicais, explorar suas composições numa única fita. Ou seja, todas as canções são dele. E a que ele compôs especialmente para Donald O´Connor, Make´m Laugh, é uma cópia pouca disfarçada de Be a Clown de Cole Porter, que este fingiu não ouvir. Mas o roteiro é muito bem escrito e aproveita para fazer uma divertida sátira aos primeiros anos do cinema falado, quando as pessoas não sabiam como usar o novo sistema de som - repleto de imperfeições - e uma das atrizes tinha voz péssima e, por isso, precisava ser dublada.
"Cantando..." é basicamente uma homenagem ao próprio cinema, satirizando os talkies. Como sempre, Hollywood adorava escrever cartas de amor a si própria.
Os diretores parceiros STANLEY DONEN e Gene Kelly conseguiram um equilíbrio entre os diversos números, deixando um espaço especial para o grand finale que seria o Brodway Melody, também o nome do primeiro musical da história e da própria Metro a ganhar um Oscar de filme.
Algumas canções são números de teatro Vaudeville. Alguns incidentes são inspirados em fatos reais acontecidos com John Gilbert, por exemplo, e as danças geométricas são citações homenageando o genial BUSBY BERKELEY.
Todos os números parecem fluir naturalmente de uma história funcional, mas na verdade quem rouba o filme é, ironicamente, JEAN HAGEN que faz o papel da estrela com a voz de taquara rachada. Ela foi candidata ao Oscar de Atriz Coadjuvante, mas há outra performance em sua carreira parecida ou que explique esse tour de force humorístico. Infelizmente Hagen faleceu em 1977.
Outra grande presença é a de DONALD O ´CONNOR . Na trama, ele e Kelly eram parceiros de teatro, mas Kelly fez sucesso no cinema e ele acabou sendo seu assistente. Seu número "Faça-os rirem" é realmente um show - stopper para o filme. Naturalmente há dois outros pontos altos, o grande balé do final que conta uma história - a ascensão de um jovem bailarino que passa por muitas até conquistar a mulher fatal que sempre desejou - que é mais memorável pela presença de Cyd Charisse (excelente bailarina e uma das pernas mais perfeitas do cinema). E a música - título, que foi encenada de maneira perfeita por Kelly, no que deve ser provavelmente o melhor número musical de todos os tempos. Ao menos o mais querido e feliz.
CANTANDO NA CHUVA
'Singing in the Rain'
de Stanley Donen e Gene Kelly
EUA- 1952
Musical/Comédia/Romance
Cor - 102'
Distribuição: METRO - Warner Home Video
✩✩✩✩ ÓTIMO
SINGIN´
CANTANDO NA CHUVA
'Singing in the Rain'
de Stanley Donen e Gene Kelly
EUA- 1952
Musical/Comédia/Romance
Cor - 102'
Distribuição: METRO - Warner Home Video
✩✩✩✩ ÓTIMO
MGM
APRESENTA
Gene Kelly
Debbie Reynolds Donald O´Connor
SINGIN´
IN THE RAIN
Co estrelando: Jean Hagen Cyd Charisse e Rita Moreno
Com: Kathleen
Freeman Millard Mitchell e Douglas Fowley
Roteiro: Adolph Green e Betty Comden
Produzido por Arthur Freed
Fotografado por Harold Rosson Direção Musical Lennie Hayton
Música orquestrada por Narcio Herb Brown
Produção e letras das canções Arthur Freed
Direção e
Coreografia de:
Gene Kelly & Stanley Donen







5 comentários:
Grande Cantando na Chuva.
É uma das minhas melhores histórias de relacionamento com filmes.
Vi numa ocasião muito especial e fiquei hipnotizado, sem medo de exagero.
Depois disso eu já vi muitas vezes e é um dos poucos filmes de entretenimento inesgotável. Parece inédito, a cada reprise.
Parabéns pelo post, Rodrigo.
Grande abraço.
Eu sou completamente apaixonada por esse clássico, como você falou, uma homenagem ao cinema. E é verdade, nunca tinha parado para pensar, mas Jean Hagen rouba a cena com as atrapalhações de sua personagem...
Belo texto.
abraços
ADORO !!!
Gostei muito da abordagem e "Cantando na Chuva" merece todas as citações possíveis. Me identifiquei com o blog !!
cinemapelaarte.blogspot.com
Sou o único que, talvez, não aprecie tanto este filme. Bem verdade, tem seus valores e uma ou outra música seja interessante, mas acho um filme chatinho na maior parte do tempo...
Muito rico teu post, como sempre!
Abs
Dave: Adoro reprisar este clássico, me faz tão bem e fico feliz, obrigado, rs!
Amanda: a Jean Hagen faz uma excelente atriz medíocre e toda parte do tempo ela rouba as cenas, rs! ADORO ELA. IDEM apaixonado por este filme, BJS!
Emmanuela: Obrigado moça. Sigo seu blog tbm (muito bacana) Volte sempre, Bjs!
Cristiano: Tudo bem gosto é gosto é como !@#$%¨& cada um tem o seu, rs! Por exemplo eu ODEIO a Saga Crepúsculo (no geral, rs)
Obrigado. Adoro apresentar curiosidades. Amo assistir os EXTRAS.. ABS!
"Hi singing in the Rain..but now is cold, rs"
Valeu à Todos!!!!
Postar um comentário