A premissa de WEST SIDE STORY trata-se de duas gangues rivais que se enfrentam no bairro Oeste de Nova York; os Jets e os Sharks (formada por porto-riquenhos) e Maria, irmã do chefe dos Sharks, apaixona-se (como a Julieta pelo Romeu) por Tony, melhor amigo do chefe dos Jets, provocando uma tragédia.
O filme é um caso raro de uma fita assinada por dois diretores eficientes. ROBERT WISE fez a maior parte do trabalho, mas deixou a coreografia (muito bacana) nas mãos do artista 2 que a tinha criado no palco, JEROME ROBBINS. Essas sequências foram rodadas em demolições reais no lugar onde hoje existe o Lincoln Center de Nova York e conta-se que Robbins não acompanhou todas as filmagens (era um artista do teatro, mas mesmo assim tem um papel importante nesta fita). Deu para a heroína NATALIE WOOD apenas alguns simples passos, já que ela não sabia dançar direito e sua voz teve de ser dublada por MARNIE NIXON. Quanto a RICHARD BEYMER foi dublado por JIM BRYANT e RITA MORENO, em certos agudos, precisou da ajuda de BETTY WAND.
Premiado com 10 Oscar: Filme, fotografia, direção musical, direção de arte, som, figurino, um especial pela coreografia, ator coadjuvante, atriz coadjuvante e montagem.
Para o elenco foi escolhido o ex-corista GEORGE CHAKIRIS , que fazia o papel na montagem londrina e era veterano de fitas como: Os Homens Preferem as Loiras e Natal Branco. Mas ninguém da montagem original da Broadway e ninguém do elenco de apoio ficou famoso posteriormente, apesar do enorme sucesso do filme.
Na vida real, você não sai na rua cantando e dançando. Infelizmente. Mas isso pode acontecer num palco de teatro, onde tudo é estilizado, sugerido. No cinema as coisas são um pouco mais realistas, verossímeis, e por isso, quase nunca os shows da Broadway funcionam tão bem na tela grande. É preciso criar o clima certo de fantasia, que torne verossímil o fato dos personagens, naquele momento, não terem outra saída para se expressarem; senão cantarem ou dançarem.
A mais bem sucedida tranposição/transmutação desses shows para o cinema, foi sem sombra de dúvida WEST SIDE STORY. Primeiro porque sua trama tem uma premissa universal. Uma leitura e atualização da história de Romeu e Julieta transposta para o lado Oeste de Nova York, onde havia o conflito permanente entre gangues americanas ( e esse fato é real) versus outras origens e de porto-riquenhos. Depois, porque a trilha musical é das mais espetaculares, escrita pelo maestro LEONARD BERNSTEIN com letras de STEPHEN SONDHEIM ( de Sweeney Todd), ainda, hoje em dia, o maior compositor da Broadway.
A mais bem sucedida tranposição/transmutação desses shows para o cinema, foi sem sombra de dúvida WEST SIDE STORY. Primeiro porque sua trama tem uma premissa universal. Uma leitura e atualização da história de Romeu e Julieta transposta para o lado Oeste de Nova York, onde havia o conflito permanente entre gangues americanas ( e esse fato é real) versus outras origens e de porto-riquenhos. Depois, porque a trilha musical é das mais espetaculares, escrita pelo maestro LEONARD BERNSTEIN com letras de STEPHEN SONDHEIM ( de Sweeney Todd), ainda, hoje em dia, o maior compositor da Broadway.
O filme começa de uma forma brilhante, a câmera atravessa o rio devagar vem se aproximando e situando a ação no lado Oeste da cidade. Um corte, e pronto: lá estão os jovens das respectivas guangues (pode parecer um duelo [Sergio Leone musical] em muitas situações). E nos primeiros dez minutos do filme não há diálogos, tudo é explicado e narrado pela dança, pelos movimentos dos atores, que deixam tudo claro, através da linguagem corporal.
WEST SIDE... é repleto de achados visuais, como a passagem de tempo, Natalie Wood, como MARIA, acabou de cantar I Feel pretty e se exibe em seu vestido branco. De repente, já estamos no salão de danças do ginásio, onde as duas gangues se enfrentam num autêntico duelo coreográfico. A figura mais fraca do filme é RICHARD BEYMER, que faz o herói TONY. Wise justifica sua escolha dizendo que era o melhor que tinha disponível naquele momento. Assim é Hollywood, quanto maior o projeto, mais adrenalina na produção e que se foda as nuances!
As honras dramáticas ficam por conta de todos os coadjuvantes, ambos premiados com o Oscar, o ex-corista Chakris e a magnífica porto-riquenha RITA MORENO, a única pessoa em toda a história que ganhou todos os principais prêmios da arte: Oscar, o Tony, o Grammy e o Emmy! É ela quem está em um dos melhores números, o satírico AMÉRICA, e deixa explícito que "Tudo está bem na América, desde que você seja branco e rico".

Na adaptação, todas as ideias importantes do palco foram absorvidas pelo filme. Nenhum número foi cortado ou acrescentado. Foi importante o trabalho do roteirista ERNEST LEHMAN que corrigiu falhas do entrecho.
Assim, Cool, ao invés de ser dançado após América, fica para depois da grande briga; como uma maneira deles descarregarem a tensão. I fell pretty, uma música alegre, não é mais cantada por Maria após a morte do irmão, e sim quando descobre o amor por Tony.
O número Officer Kruppe passou para Russ Tamblyn. A verdade é que nunca se viu antes e mesmo depois uma coreografia tão brilhante em um filme. Por exemplo, na sequência Cool, em que a gangue dança para não explodir em violência. Cada sentimento fora coreografado, e isso nem esteve em total evidência nos musicais de Bob Fosse, por exemplo.
WEST SIDE STORY se dá ao luxo até de ter letreiros de apresentação ao final. Um fato então inédito, criado pelo genial, o mestre dessa arte em titulagens,SAUL BASS (foi ele que também criou o Overture misteriosa que forma, aos poucos, uma figura).
WEST SIDE STORY se dá ao luxo até de ter letreiros de apresentação ao final. Um fato então inédito, criado pelo genial, o mestre dessa arte em titulagens,SAUL BASS (foi ele que também criou o Overture misteriosa que forma, aos poucos, uma figura).
É sem dúvida um musical quase perfeito e que marcou toda uma geração que nunca vai esquecer o primeiro encontro com Tony e Maria. Quando os dois se vêem em lados opostos do salão, e de repente, para eles, o mundo não mais existe. Só o amor à primeira vista dos dois... Um momento mágico do amor no cinema.
WEST SIDE STORY
de Robert Wise & Jerome Robbins
EUA- 1961
Drama musical
COR- 155 min.
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
de Robert Wise & Jerome Robbins
EUA- 1961
Drama musical
COR- 155 min.
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
Mirisch Pictures Inc.
Apresenta
Uma produção de ROBERT WISE
Em Associação com Seven Arts Productions
WEST
SIDE
STORY
Estrelando:
Natalie Wood
Richard Beymer George Chakiris
Co estrelando: Rita Moreno
Russ Tamblyn John Astin e Simon Oakland
Roteiro de Ernest Lehman
Baseado no original de
Arthur Laurents inspirado
em William Shakespeare
Produção: Mirisch para a United
Filmado em: Widescreen - Panavision 70
Coreografia Jerome Robbins
Canções de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim
Fotografia de Daniel
L. Fapp
Direção de arte/desenhos de produção Boris Leven
Direção
JEROME ROBBINS - ROBERT WISE




9 comentários:
Infelizmente nunca vi West Side Story, deve ser ótimo! Adoro musicais mas nunca vi esse...
volverumfilme.blogspot.com
Sempre vejo este filme na locadora e sempre deixo para uma outra hora... acho que a 'outra hora' chegou. Até semana que vem eu assisto ele!
oi Rodrigo
adicionei o seu blog lá no meu ok?
abraço
Vitor Silos
VITOR: Veja! E aposto que irá gostar! Obrigado por linkar-me no VOLVER um filme, abs!
ALAN: Rs! ' a outra hora' vai ser satisfatória. Depois comente aqui e me diga!
Abs,
Rodrigo
De fato, meu musical favorito, um dos melhores filmes de todos os tempos...ainda que tenha sido uma frustração eu saber, após anos, que Richard...Natalie e até Rita Moreno foram dubladas, não tira o brilho.
Tem uma euforia, um calor louco, um embalo gostoso neste filme que me impulsiona, sempre! Cada vez que vejo (e olhe que já indiquei a muitos amigos e todos da família tiveram que ver, rs) eu noto um detalhe novo, algo prazeroso a ser notado.
Você citou das músicas, mas uma das melhores coisas no filme, pra mim, é a passionalidade do casal principal - chega a ser romantico e intensa paixão - e as cores vermelhas que compõe esse sentimento, visual, na estilização dos cenários.
É um belissimo filme.
Adorei teu post!
CRIS: Pelo menos concordamos em número e grau com este musical, rs!
Adoro esse filme!
É apaixonante, a Rita Moreno arrasa e tem uma das melhores sequencias do musical, uma música que já é um clássico absoluto!
Espero que não façam remake, do jeito que esses americanos são loucos, nem duvido hahahah
Abraço
SAULO: Tbm tenho um frisson pela Rita Moreno e o seu número é um dos melhores neste filme belo e soberbo.
Espero que não tbm, rs....mas fizeram do 'Fama' e ficou, êca, rs! Né?
Abs,
Rodrigo
...ahh, só pra constar: George Chakiris é uma delícia e vigor masculino neste filme, puro sexy appeal! rs
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