sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MARC FOSTER | 007 - QUANTUM OF SOLACE

'Um novo James Bond à la Jason Bourne'
No vigésimo segundo filme da franquia do agente inglês, Bond procura vingar a morte de sua amada na fita anterior 'Cassino Royale' que desencadeia uma nova premissa.

 O primeiro problema é o título indecifrável que os produtores obrigaram os distribuidores a manter, sem tradução! E que não fica claro nem mesmo vendo o filme, o que pode ser um obstáculo para esta segunda aventura de Daniel Craig no papel de James Bond. O segundo é que o filme começa com incrível potência numa sucessão de quatro espetaculares cenas de ação para depois perder um pouco o ritmo e se demorar numa exposição longa, até o climax final.
Ou seja, é desiquilibrado, principalmente porque já começa em alta velocidade literalmente numa perseguição de carros pelas estradas perigosas do lago Como, na Itália, sequência onde, por sinal, houve acidentes com dois dublês. Tudo é feito no estilo recente da série Bourne com Matt Damon, isto é, não é mais realizado com truques ou efeitos especiais, mas para valer, com câmera na mão, com o ator se arriscando, mesmo!
E são realmente de tirar o fôlego (muito bem feitas) ainda que não especificamente originais. Depois disso, vamos entender a trama. O filme começa imediatamente após o climax de Cassino Royale, e Bond ainda em crise por ter perdido sua amada. Outras curiosidades para os fãs da série é que desta vez não tem a aparição de Q, o criador de geringonças tecnológicas para ele usar, assim como o consumo dos famosos martinis e só dorme com uma garota (isso nao podia faltar) que, segundo a tradição da série, logo depois aparece morta, numa citação de Goldfinger (1964). Mantém-se o prólogo, os letreiros à la Bond com uma canção pop, mas desta vez sem muito entusiasmo. No caso, um primeiro dueto, a canção que pareceu fraca Another Way To Die é cantada por Jack White e Alicia Keys.



O fato é que Bond quer descobrir qual é a organização que trazia chantagem com sua falacida amada, Vésper (Eva Green), e captura Mr. White. Mas eles sabem muito pouco sobre a organização e isso força Bond a se evadir e ir mesmo contra sua chefe M ( Judi Dench), por quem no transcorrer do filme irá demonstrar surpreendente afeto, chgando a ser suspenso e caçado. Antes, vai para o Haiti (locações no Chile, inclusive no deserto de Antofogasta, Inglaterra, Áustria, Toscana), onde descobre um dos vilões, no caso o francês Dominic Greene, personificado por Mathieu Almaric, o astro de O Escafandro e a Borboleta (próxima postagem) e também a mocinha da história, Camilla a russa Olga Kurylenko, que também está atrás de algum tipo de vingança. Quando em perigo, Bond convoca o antigo amigo Mathis , o ótimo Giancarlo Gianninni e vai para a América do Sul onde há um plano mirabolante de usar a moda da ecologia, do verde, para se ganhar dinheiro, atrás do bem mais precioso de todos, justamente a água potável! Há também um momento curioso onde em um diálogo com o FBI se levanta o risco de perder a América do Sul para líderes marxistas (e o Brasil vai incluido neste bolo com a Venezuela e Bolívia).Mas ideologias nunca foram o forte da série, que é dirigida agora pelo alemão Marc Foster, que era mais conhecido até agora por fitas dramáticas como: O Caçador de Pipas, Mais Estranho Que a Ficção, Em Busca Da Terra do Nunca e A Última Ceia. Ainda que competente, não dá para se ver nada de autoral no resultado, aliás ele foi recomendado por Craig, que era fã de seu trabalho. Não é uma história de espionagem e sua origem é uma anedota que é contada para Bond num dos contos de Ian Fleming (de quem se comemora seus 100 anos). Segundo o autor, o título é definido como: "uma figura precisa, que define o sentimento de conforto/humanidade que é requerido para as pessoas apaixonadas conseguirem sobreviver. Se esse Quantum for Zero, o Amor está morto". O que no fundo tem pouco a ver com o filme, onde o forte não é a história de amor vivido, mas perdido. Qual a conclusão? Dentro de uma nova linha da série, o filme é forte, bem realizado, com Craig sempre carismático ( e já nos acostumados com as novas características de Bond). Bom, mas sem chegar a ser tanto quanto ao anterior.


EUA/Inglaterra - 2008
Ação - 106'
Cor
Distribuição: Fox(Brasil)
14 anos
Nota: ✩✩✩ BOM
EON Productions Albert R. Broccoli´s apresenta
DANIEL CRAIG 
como James Bond

007
 De IAN FLEMING em:   
Quantum of Solace 
Estrelando: Mathieu Almaric . Olga Kurylenco
Co -estrelando: Giancarlo Gianninni . Gemma Aterton
Também estrelando: Jeffrey Wright. David Harbour
E Judi Dench como "M"
Música de David Arnold 

Elenco por Debbie McWilliams
Editado por Matt Chesse . Richard Pearson
Direção de arte Dennis Gassner 

Figurinos por Louise Frogley
Diretor de Fotografia Roberto Schaefer 

Assistente de produção Gregg Wilson
Produtores Executivos Anthony Waye . Callum McDougall
Produzido por 

  Barbara Broccoli e Michael G. Wilson
Escrito por 
Paul Haggis 
Neal Purvis & Robert Wade
Dirigido por 

MARC FOSTER

10 comentários:

! Marcelo Cândido ! disse...

É um Bond mais denso e menos coreógrafo, é humano, isso explode pelo sentimento de vingança!
Gostei do filme!!!

renatocinema disse...

Gosto de 007 e esse filme em especial apreciei muito. Não tem o mesmo charme dos primeiros. Mas, possui enorme valor.

Anônimo disse...

Rodrigo

Sou obrigado a concordar com o pensamento do Marcelo, contudo ainda comentaria um pouco mais, ele está se adaptando as novas produções também.

Abs

chuck large disse...

Não vi este filme, nunca fui grande fã de James Bond, lembro vagamente de ter visto alguns filmes antigos da interminável franquia. A única coisa que eu sei, é que ele é "James. James BOND." hahahaha

Abs meu caro ;)

Anônimo disse...

Tá bem...confesso! Eu nunca entendo a história desse filme! É muito complicada e eu não consigo entender o porquê da Vesper (era esse mesmo o nome dela?) ter morrido no anterior!

Acho que só gosto das cenas de ação mesmo...

=~~~~~~

Hugo disse...

Considero que os produtores acertaram em seguir a linha "Bourne" nestes novos filmes. O anterior é sensacional e este apesar de irregular, como você citou, é interessante e prende a atenção.

A escolha de Daniel Craig foi outro acerto para o novo estilo de Bond.

Abraço

Reinaldo Glioche disse...

Boas e pertinentes considerações Rodrigo. Só para pôr mais lenha na fogueira do título, os produtores fizeram certo em impedir traduções. Em Portugal que tradicionalmente traduz os nomes originais ao pé da letra, o novo 007 se chamaria 007- um tantinho de conforto (tradução literal). Ou seja, há quem veja um (péssimo)trocadilho pornográfico aí...rsrs
Grande abraço!

Rodrigo Mendes disse...

MARCELO: Claro, o filme é bom. Ainda na minha opinião ele se perde um pouco e haja coreografias heim? À la Bourne!

RENATO: Exato. É um bom filme de ação, mas a premissa do Cassino Royale é melhor sem dúvidas.

GILSON: Sim cara, e essas novas adaptações acho pertinentes para o Bond do século XXI. Afinal os filhos do Brocolli seguem a filosofia do pai: " Enquanto houver cinema, as pessoas assistirão aos filmes de James Bond".

ALAN: É primeiro o sobrenome, depois o prenome: Bond, James Bond. Rs!

ALICE: Ela foi uma marionete de uma grande chantagem. Rs! Reveja Cassino, rs! BJS!

HUGO: Concordo plenamente Hugo!

REINALDO: Eu até gosto dos títulos não terem tradução (Octopussy, Goldfinger, Goldeneye...embora eles aqui incluem um "contra"), mas para os leigos é um problema.

Quanto aos títulos portugueses. Rs! Cara agora eu Ri. Alias, já ri muito com vários exemplos traduzidos por lá. Rs!

ABRAÇOS à todos!!

Rafael Oliveira disse...

Sou daqueles que defendem Quantum of Solace. Apesar de um tanto raso e não adicionar muito ao personagem,é um filme de ação dos mais empolgantes,e esse Bond mais humano e vulnerável é realmente fascinante.

Rodrigo Mendes disse...

Concordo Rafael. E que cenas de ação, não é? A perseguição inicial é muito bem realizada!

Abs.

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