"Cinéma" GODARD
Dois vigaristas convencem uma moça que trabalha como empregada de uma mulher mais velha, ajudá-los a roubar uma grande quantia em dinheiro que tem na casa dela.
GODARD também sabia ter senso de humor como demonstrou antes em UMA MULHER É UMA MULHER fita de 1961, e novamente aqui, ainda estava casado com a dinamarquesa ANNA KARINA que creio fora sua melhor fase no cinema.
Com muita liberdade de câmera, no melhor estilo Nouvelle Vague, ele continua com seus hábitos de fazer citações literárias como Jack London, Thomas Hardy, Rimbaud, Edgar Allan Poe, etc. Interrompe a narrativa com canções numa encantadora e ainda gratuita cena em que o trio dançam o "Hully gully", longas passeadas de carro por uma Paris/Joinville de inverno e com uma paisagem que o tempo já destruiu, brincadeiras nos letreiros (titulagens) - por exemplo coloca o autor da trilha musical, Michel Legrand, pela última vez! Embora ele voltasse a fazer outro filme com Godard logo a seguir. Ele cooca o trio passando diante de uma loja que se chama justamente 'Nouvelle Vague' e, ao final, faz menção ao Brasil (há leões no Brasil, Anna pergunta e depois dizem que eles vieram para os países quentes da América Latina).

O filme é baseado em um livro policial ( polar, como dizem os franceses) Fool´s Gold, de Dolores Hitchens e o filme que mais se aproxima de Acossado, o primeiro longa do diretor, novamente uma homenagem ao filme B americano de Monogran. Na sua liberdade com o gênero (aliás com o cinema), brincando sempre ( o narrador abre um parênteses para explicar certas coisas que pouco tem a ver com a premissa, ou nada em comum). Joga também com o triângulo amoroso, sem aprofundamento psicológicos, mas na base do tudo é permitido. A capinha do filme diz que este é o filme mais acessível de Godard ( e faço coro), ou seja, o filme de Godard para quem não gosta de Jean-luc Godard e tem cenas antológicas, só para exemplificar, a sequência onde eles correm pelo Louvre em 9 minutos e 43 segundos. Mas comete a bobagem de chamar Godard de Tarantino dos anos 60, afinal Tarantino durou com prestígio num tempo curto (só voltou depois) e a revolução de linguagem de Godard existem até hoje. Aliás, o próprio Tarantino (sem questionar tambem a sua genialidade) ja disse em diversas entrevistas que este filme é a fita mais influente em toda sua obra. Até que "A BAND APART" é o nome de sua produtora fundada com Lawrence Bender em 1994 com o ícone dos Cães de aluguel.
Outra curiosidade: o filme teria sido rodado em 4 dias ao preço de 120 mil dólares.


Outra curiosidade: o filme teria sido rodado em 4 dias ao preço de 120 mil dólares.


FRANÇA-1964
POLICIAL
LIVRE
WIDESCREEN
95min.
PRETO E BRANCO
DISTRIBUIÇÃO: SILVER SCREEN
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
Co-produzido por:
Columbia Films/Anouchka Films
E Orsay Films
E Orsay Films
aPRESENTAM
UM FILME DE JEAN-LUC GODARD
"BANDE À PART"
ESTRELANDO ANNA KARINA CLAUDE BRASSEUR
SAMI FREY CHANTAL DARGET
UM FILME DE JEAN-LUC GODARD
"BANDE À PART"
ESTRELANDO ANNA KARINA CLAUDE BRASSEUR
SAMI FREY CHANTAL DARGET
LOUISA COLPEYN MICHEL DELAHAYE
E NARRADO POR JEAN-LUC GODARD
MÚSICA ORIGINAL DE: Michel Legrand
MÚSICA ORIGINAL DE: Michel Legrand
MONTAGEM Françoise Collin Dahlia Ezove Agnès Guillemot
DIRETOR DE FOTOGRAFIA Raoul Coutard
FIGURINOS POR Christiane Fageol
DIREÇÃO DE ARTE/CENÁRIO POR Jean-Luc Godard
DA OBRA DE Dolores Hitchens
DIRETOR DE FOTOGRAFIA Raoul Coutard
FIGURINOS POR Christiane Fageol
DIREÇÃO DE ARTE/CENÁRIO POR Jean-Luc Godard
DA OBRA DE Dolores Hitchens
ADAPTADO PARA A TELA E DIRIGIDO POR
JEAN-LUC GODARD


6 comentários:
Adorei seu texto. Não conheço muito o trabalho do grande Godard, só assisti "Acossado" obra-prima que tenho em minha coleção. Mas, ao me informar que ele aprecia citar: Jack Londone e Edgar Allan Poe me sinto na obrigação de conhecer mais sobre o diretor.
Sobre a comparação que fizerma com Tarantino concordo plenamente. Apesar de ser fã do diretor de "Cães de Aluguel" não podemos comparar as carreiras. Godard é um ícone da sétima arte. Tarantino ainda luta para se firmar, e olha quem está dizendo isso é um fã incodicional do diretor da violência.
WOW!
Tenho que rever pra ontem, cara! Assisti "Band a Part" faz um zilhão de anos e era adolescente sem instrução que gostava de "Todo Mundo em Pânico" (revelaçoes rs). Mas ainda com este gosto duvidoso, lembro que fiquei fascinado com o filme do Godard (vi em um sessao na escola), e Anna Karina, wow, que mulher! =D
abs!
Querido,
Estou passando para desejar um ótimo Natal
e um ano novo maravilho, repleto de ótimas postagens para nosso deleite
bjim
RENATO: Obrigado cara! Assita o filme e terá um experiência cinematográfica interessante.
Tarantino tbm faz o seu cinema com louvor, mas Godard tem um estilo mais clássico e Quentin mais pop.
Abs.
ELTON: Ainda curto Scary Movie, rs!
E sim que filme e que mulher!! Abs.
JÚNIA: Obrigado querida. Vou no Vintage te desejar o dobro. Bjs!
Não sou godardniano. Com algumas exceções (como o fantástico VIVER A VIDA), acho o seu cinema aborrecido. Mas não resisto à Anna Karina. Soberba!
Parabéns pelo blog.
Apareça no meu:
www.ofalcaomaltes.blogspot.com
ANTONIO N. Jr: Flw cara! Obrigado pelos comentários. Vou da uma passada no seu blog. Abs. Rodrigo
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