TEMPOS DIFÍCEIS PARA CRUISE
O astro TOM CRUISE com sua carreira em crise e vem do seu empreendimento em risco de falhar aposta em suntuosos projetos ultimamente (e angariando com a série Missão: Impossível). Há algum tempo, quando foi despedido pela Paramount Pictures, ele comprou as ações da falida UNITED ARTISTS (estúdio fundando por Charles Chaplin, Douglas Fairbanks, Griffith e Mary Pickford) e com a proposta de revisitá-la. Logo, sua sócia Paula Wagner pulou fora, mas ele ficou com a missão (quase impossível) de salvar seu investimento e impedir que o filme que fez há algum fosse um grande fracasso. Este VALQUÍRIA foi rodado na Alemanha sob protestos dos inimigos de sua religião, a Cientologia, e teve sua estréia adiada por mais de um ano! Ou seja, ele se arriscou competindo com os filmes do Oscar, embora a certeza de que não tinha maior chance em competir no quesito qualidade.


Problema número um: é um refilmagem de um filme recente e bom, ainda que pouco visto, Operação Valquíria – STAUFFENBERG/OPERATION VALKYRIE, 2004), distribuído aqui pela Flashstar, com Sebastian koch e Ulrich Tukur. O remake que Bryan dirigiu não é ruim (alias ele entende do assunto videm O APRENDIZ), é apenas uma profissional aventura de guerra e perfeitamente assistível, além de que CRUISE está bem. Só que sem nada de novo ou brilhante (nem mesmo o original para ser franco). Apesar de preferir uma fantasia à La TARANTINO, o filme de Singer conta a história (exatamente como o original – só que com mais veracidade). Afinal, foi o único atentado importante à vida do maldito Hitler, já no fim da Guerra, curioso porque fora uma operação realizada por oficiais do estado maior, mas todo mundo já sabe o final da história, já que infelizmente para desgraça de milhares de pessoas não deu certo e Hitler morreria bem mais tarde e em circunstâncias ainda mais patéticas, o que mostra a sua real covardia. Portanto, quando ao filme, adeus surpresas e suspense, já que a obra não foi feita por um Hitchcock. Enfim.
Se o final é sabido, o transcorrer da história é corriqueiro, apresentando o personagem real interpretado por Tom:
CLAUS VON STAUFFENBERG, oficial condecorado que fica ferido no front do Norte da África, perde um olho, a mão direita e dois dedos da esquerda, e o resto do filme Cruise que já não tinha muito o porte de oficial, tem que usar um tapa-olho de pirata que não o ajuda em nada para ser convincente. Digo da postura, mas como um bom ator, ele tampa alguns buracos.

Aos poucos, vai percebendo a tragédia em que está envolvido, perto de uma derrota inevitável que o louco do FUHRER recusa reconhecer. Resta então o atentado que é meticulosamente planejado com todo cuidado com o próprio Claus colocando a bomba em 20 de Julho de 1944, ao mesmo tempo em que tenta envolver todos os serviços e armas da cidade de Berlim. O roteiro é de CHRISTOPHER McQUARRIE,que escreveu o genial OS SUSPEITOS (1995) também filme de Bryan Singer em seus bons tempos. Mas aqui, o texto acaba sendo um pouco superficial, mais preocupado com a ação do que outra coisa: o suspense.
Mas é bem feitinho, e também medíocre, abaixo do que poderia oferecer o diretor Singer com síndrome de X-Men e Superman.


Problema número um: é um refilmagem de um filme recente e bom, ainda que pouco visto, Operação Valquíria – STAUFFENBERG/OPERATION VALKYRIE, 2004), distribuído aqui pela Flashstar, com Sebastian koch e Ulrich Tukur. O remake que Bryan dirigiu não é ruim (alias ele entende do assunto videm O APRENDIZ), é apenas uma profissional aventura de guerra e perfeitamente assistível, além de que CRUISE está bem. Só que sem nada de novo ou brilhante (nem mesmo o original para ser franco). Apesar de preferir uma fantasia à La TARANTINO, o filme de Singer conta a história (exatamente como o original – só que com mais veracidade). Afinal, foi o único atentado importante à vida do maldito Hitler, já no fim da Guerra, curioso porque fora uma operação realizada por oficiais do estado maior, mas todo mundo já sabe o final da história, já que infelizmente para desgraça de milhares de pessoas não deu certo e Hitler morreria bem mais tarde e em circunstâncias ainda mais patéticas, o que mostra a sua real covardia. Portanto, quando ao filme, adeus surpresas e suspense, já que a obra não foi feita por um Hitchcock. Enfim.

Se o final é sabido, o transcorrer da história é corriqueiro, apresentando o personagem real interpretado por Tom:

CLAUS VON STAUFFENBERG, oficial condecorado que fica ferido no front do Norte da África, perde um olho, a mão direita e dois dedos da esquerda, e o resto do filme Cruise que já não tinha muito o porte de oficial, tem que usar um tapa-olho de pirata que não o ajuda em nada para ser convincente. Digo da postura, mas como um bom ator, ele tampa alguns buracos.


Aos poucos, vai percebendo a tragédia em que está envolvido, perto de uma derrota inevitável que o louco do FUHRER recusa reconhecer. Resta então o atentado que é meticulosamente planejado com todo cuidado com o próprio Claus colocando a bomba em 20 de Julho de 1944, ao mesmo tempo em que tenta envolver todos os serviços e armas da cidade de Berlim. O roteiro é de CHRISTOPHER McQUARRIE,que escreveu o genial OS SUSPEITOS (1995) também filme de Bryan Singer em seus bons tempos. Mas aqui, o texto acaba sendo um pouco superficial, mais preocupado com a ação do que outra coisa: o suspense.

Mas é bem feitinho, e também medíocre, abaixo do que poderia oferecer o diretor Singer com síndrome de X-Men e Superman.
___EUA-2008
GUERRA
WIDESCREEN
121min.
COR
UNITED ARTISTS/FOX
14 ANOS
✩✩✩ BOM
___
METRO GOLDWYN-MAYER PICTURES e UNITED ARTISTS apresentam
UMA PRODUÇÃO BAD HAT HARRY
Em associção com ACHTE BABELSBERG FILM
UM FILME DE BRYAN SINGER
TOM CRUISE
VALKYRIE
TAMBÉM ESTRELANDO: TOM WILKINSON. KENNETH BRANAGH
BILL NIGHY. TERENCE STAMP
Com: THOMAS KRETSCHMANN. CARICE VON HOUTEN
Co-estrelando Eddie Izzard. Kevin McNally
Música e edição por JOHN OTTMAN figurinos por JOANNA JOHNSTON
Diretores de arte LILLY KILVERT. PATRICK LUMB
Diretor de fotografia NEWTON THOMAS SIGEL
Produtores de linha CHRIS BROCK. OLIVER LÜER
Co-produção NATHAN ALEXANDER. CHRISTOPH FISSER
HENNING MOLFENTER. JEFFREY WETZEL. CHARLIE WOEBCKEN
Produtores executives KEN KAMINS. CHRIS LEE. JOHN OTTMAN
DWIGHT C. SCHAR. MARK SHAPIRO. DANIEL M. SNYDER
Produzido por GILBERT ADLER. CHRISTOPHER McQUARRIE. BRYAN SINGER
Escrito por CHRISTOPHER McQUIRRIE . NATHAN ALEXANDER
Dirigido por BRYAN SINGER


9 comentários:
Eu esperava bem mais desse filme, por causa da direção do Singer e do elenco coadjuvante. Do Tom Cruise não espero mais nada, a não ser que se aposente e nos poupe de sua mediocridade (há tempos não vejo um filme decente com ele, talvez o último tenha sido "Magnólia").
Mas gosto da parte técnica do filme, ainda que me pareça sempre fake, bonitinho demais, arrumadinho demais...
Grande abraço
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com
Como ação, esse filme é um prato cheio, como suspense de guerra, é péssimo. Sinto pena de Tom Cruise, ainda acredito (e muito!) nele. Vamos torcer e esperar. Abs cinéfilos
É, é bem feitinho, hehe. O que acho mais esquisito é uma história tão alemão sendo contada em inglês. Mas, isso é apenas um detalhe.
bjs
Olha Rodrigo, gosto muito de Cruise, aprendi a gostar dele com o tempo, mas esse eu ainda não conferi e nem tenho pressa, viu?! rs
[]s
Olá! Adorei seu blog, muito criativo! Também tenho um blog sobre cinema e gostaria que vc desse uma olhada. O endereço é: http://www.criticaretro.blogspot.com/ Passe por lá! Lê ^_^
Tom Cruise é bom ator !
Bom... é um desses filmes que não se deve passar despercebido. Adorei o texto. Abraço.
"Perfeitamente assistível". Nunca essa afirmação havia sido tão bem empregada em sua dubiedade. De fato, Operação Valquíria é um entretenimento bem arredado e de fato, bem abaixo das expectativas do time alinhado para ela...
Aquele abraço!
CLENIO: Eu esperava mais do filme também, o que não o coloca como o pior filme de todos os tempos. Eu já discordo com você quanto ao Tom Cruise. Abs.
FLÁVIA: Ele acabou não surpreendendo pelo suspense justamente pelo efeito dos fatos reais.Sabemos qual foi o fim de Hitler. E Tom já até superou depois dessa. Atração Explosiva é estupidamente divertido. Rs Bjs. Obrigado e bem vinda!!
AMANDA: Sabe que nem me incomodou o fato de ser falado em inglês contada do jeito americano? Rs! Cinema pode e deve não se importar com isso. Claro, que há filmes que pecam como o brasileiro OLGA, mas no fim até gosto do resultado.
Bjs.
ALAN: Recomendo o filme e peço para você vê-lo logo! Depois me fala. Abs.
LÊ: Oi moça! Já linkei o seu blog e o sigo. Parabéns pelo espaço cinéfilo e o toque feminino. Bjs!
MARCELO: Eu também acho, aliás sempre foi até subestimado. Abs.
M: Ainda não viu Magda?
Bjs. e obrigado Darling.
REINALDO: Eu sempre dou uma provocadinha com a minha dúvida calculada não é? Rsrsrsrs.
Ele é de fato perfeitamente assistível porque é um filme bem conduzido com algumas falhas, mas que dá pra passar. E como já sabemos o que aconteceu com o Fuhrer...enfim, Singer não é um Hitchcock sabemos muito bem disso. Eu até fiquei com alguma expectativa pelo fato de ser o time de Os Suspeitos. E acredito ainda que se a fita não fosse estrelada por um Tom Cruise ou um Brad Pitt teria sido ruim.
Abs.
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