A BRUXA DE BLAIR DOS EFEITOS ESPECIAIS
O diretor MATT REEVES que dirigiu o recente DEIXE-ME ENTRAR, conta esta história maluca de um monstro que ataca Nova York e jovens com câmera digital registram tudo.
Ficou famoso quando fizeram às pressas um trailer para ir junto com O ULTIMATO BOURNE, onde se mostrava a cena da cabeça da Estátua da Liberdade. Não tinha nem mesmo um nome, mas foi invenção do produtor J. J. ABRAMS nos intervalos em que preparava o novo STAR TREK para o cinema. Assim o nome CLOVERFIELD é o de uma rua perto do escritório da equipe e nada tem a ver com o monstro- o que é ridículo. Quem prestar atenção, verá que é também o nome do arquivo onde está o DVD digital que registrou os acontecimentos.

O mais estranho é que tenha demorado mais de dez anos depois de A BRUXA DE BLAIR, para que finalmente tenhamos outro filme (e também o espanhol REC e o remake QUARENTENA) usando uma câmera digital que registra de forma “amadora” fatos e acaba sendo a única narradora da história, com todas as suas limitações, ainda que não de orçamento baixo (25 milhões de dólares para fazer este filme), procura nos dar algumas visões do monstro atacando Nova York, ainda assim sempre inusitadas e incompletas o que acaba frustrando e deixando interessante ao mesmo tempo.
O projeto teve prestígio e boa reação inicial, mas depois decepcionou o público (incluindo eu). Com um elenco pequeno e desconhecido, porém eficiente, o filme começa mostrando um grupo de amigos zuando que está numa festinha. O herói, um rapaz – desconhecido que fazia parte do elenco da série: BLACK DONNELLYS – briga com a namorada e depois se arrepende, quando estoura uma bomba ou coisa que o valha, mas é até aterrador. Eles (e nem a platéia cinéfila) entendem direito, mas na confusão, aparece no meio da rua, a cabeça arrebentada, totalmente fudida, da Estátua Da Liberdade (Õ my god!).
É um grande começo depois de uma preparação chata e longa demais. Mesmo assim, a gente só sabe que os personagens ficam sabendo, então em meio ao caos e o balançar irritante da câmera, acabam que nem explicam direito quem é este “monstro” que está atacando, de onde ele veio? É parente do GODZILLA? Nem o porquê, nem quando e como começou. Só se sabe que tem que fugir para fora da Ilha de Manhattan com aquele ar de filme sobre terrorismo meio 11 de setembro, o que o herói não quer fazer porque deseja ir buscar a porra da garota/namorada num arranha céu do Columbus Circle, o que não faz muito sentido, ainda mais quando o irmão dele, que segura a câmera e fica berrando merda, e duas amigas também querem acompanhá-lo, quando obviamente se sabe que o monstro está quebrando tudo naquela região. Ou seja, um espetáculo de mungisse.
Eles tentam e acabam dentro do metrô, onde são atacados por uma espécie de aranhas vorazes (fica confuso isso), que vemos rapidamente. O que explicam mais ou menos é que essas bichinhas teriam saído de dentro do monstro, e são mortais. Depois de uma passada por um hospital meio militar de emergência, a cena também não ajuda a explicar melhor, eles vão resgatar a moça La na puta que o pariu, no último andar do edifício (que é altíssimo) e, que está tombado em cima do edifício vizinho – mais suspense e acrofobia.
Já deu pra sacar nesta altura que não é um filme catástrofe como os outros, que não teremos finais felizes, nem resoluções românticas – ao menos que possam durar muito (e deveria ter já que o coitado arriscou a vida e a dos amigos pra salvar a mocinha). Isto é, estamos longe do outro monstro, o próprio Godzilla e suas convenções (que são eficientes). Nem por isso deixa-se de ter suspense e emoção, na condução do diretor Reeves – que fez séries como FELICITY, e em 1996 THE PALLBEAR – ‘O Primeiro Amor de Um Homem’ com Gwyneth Paltrow e David Schwimmer. O estranho é que este tipo de filme tenha sido concebido por um pordutor/diretor já consagrado J. J. ABRAMS ( ALIAS, LOST, FRINGE, MISSÃO IMPOSSÍVEL III e Star Trek) e não por um jovem independente procurando por sua oportunidade.
De qualquer forma, o monstro fica na memória e se situa entre os mais tenebrosos que já assustaram as nossas telas. Pena que o público-alvo (eu incluso), os adolescentes, está se decepcionando. Esperávamos mais.
É um grande começo depois de uma preparação chata e longa demais. Mesmo assim, a gente só sabe que os personagens ficam sabendo, então em meio ao caos e o balançar irritante da câmera, acabam que nem explicam direito quem é este “monstro” que está atacando, de onde ele veio? É parente do GODZILLA? Nem o porquê, nem quando e como começou. Só se sabe que tem que fugir para fora da Ilha de Manhattan com aquele ar de filme sobre terrorismo meio 11 de setembro, o que o herói não quer fazer porque deseja ir buscar a porra da garota/namorada num arranha céu do Columbus Circle, o que não faz muito sentido, ainda mais quando o irmão dele, que segura a câmera e fica berrando merda, e duas amigas também querem acompanhá-lo, quando obviamente se sabe que o monstro está quebrando tudo naquela região. Ou seja, um espetáculo de mungisse.
Eles tentam e acabam dentro do metrô, onde são atacados por uma espécie de aranhas vorazes (fica confuso isso), que vemos rapidamente. O que explicam mais ou menos é que essas bichinhas teriam saído de dentro do monstro, e são mortais. Depois de uma passada por um hospital meio militar de emergência, a cena também não ajuda a explicar melhor, eles vão resgatar a moça La na puta que o pariu, no último andar do edifício (que é altíssimo) e, que está tombado em cima do edifício vizinho – mais suspense e acrofobia.
Já deu pra sacar nesta altura que não é um filme catástrofe como os outros, que não teremos finais felizes, nem resoluções românticas – ao menos que possam durar muito (e deveria ter já que o coitado arriscou a vida e a dos amigos pra salvar a mocinha). Isto é, estamos longe do outro monstro, o próprio Godzilla e suas convenções (que são eficientes). Nem por isso deixa-se de ter suspense e emoção, na condução do diretor Reeves – que fez séries como FELICITY, e em 1996 THE PALLBEAR – ‘O Primeiro Amor de Um Homem’ com Gwyneth Paltrow e David Schwimmer. O estranho é que este tipo de filme tenha sido concebido por um pordutor/diretor já consagrado J. J. ABRAMS ( ALIAS, LOST, FRINGE, MISSÃO IMPOSSÍVEL III e Star Trek) e não por um jovem independente procurando por sua oportunidade.De qualquer forma, o monstro fica na memória e se situa entre os mais tenebrosos que já assustaram as nossas telas. Pena que o público-alvo (eu incluso), os adolescentes, está se decepcionando. Esperávamos mais.
PARAMOUNT PICTURES APRESENTA UMA
PRODUÇÃO BAD ROBOT
CLOVERFIELD
LIZZY CAPLAN JESSICA LUCAS T.J. MILLER
MICHAEL STAHL-DAVID MIKE VOGEL
Figurinos por ELLEN MIROJNICK cenografia MARTIN WHIST
CLOVERFIELD
LIZZY CAPLAN JESSICA LUCAS T.J. MILLER
MICHAEL STAHL-DAVID MIKE VOGEL
Figurinos por ELLEN MIROJNICK cenografia MARTIN WHIST
Edição KEVIN STITT
fotografia de MICHAEL BONVILLAIN
Produtores executivos
SHERRYL CLARK. GUY RIEDEL
Produzido por
J.J. ABRAMS BRYAN
BURK
Escrito por DREW
GODDARD
Dirigido por
MATT REEVES


4 comentários:
Filme inquietante mas esquecível...
MARCELO: Isso mesmo Marcelo, tanto que não lembro de uma cena impactante.
Abs.
Rodrigo
Eu gostei desse filme, achei muito bem feito os efeitos, num todo, enterte enquanto dura, um ótimo passatempo!
É,a gente passa um tempo assistindo. Mas eu acho que chega a irritação. Ver ele de novo, só num futuro não muito próximo.
Abs.
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