NOVOS RUMOS PARA O CINEMA
Em AVATAR dirigido por JAMES CAMERON (TITANIC/ O EXTEMINADOR DO FUTURO) um fuzileiro tetraplégico é recrutado para substituir o seu irmão gêmeo, também fuzileiro do exército que foi morto, para uma importante e arriscada missão. Jake Sully viaja para PANDORA, um planeta distante invadido e dominado por seres humanos. Lá ele aprende a usar o seu AVATAR para poder se infiltrar numa comunidade nativa chamada NA´VI, que protegem as suas florestas e as demais reservas naturais deste mundo alienígena.
O objetivo dos humanos, além de explorar e desmatar, é de encontrar uma quantidade rara de um precioso mineral. Jake ganha este Avatar como disfarce, aprende a cultura dos nativos, pode correr e fazer tudo que não pode em seu corpo humano. Mas, apesar de levar sigilosas informações aos cientistas e militares, o herói acaba de apaixonando por uma nativa, NEYTIRI que o ajuda a viver nas condições alienígenas. A ligação com a Na´vi e com Pandora se torna cada vez mais forte, e seu espírito fica mais ligado ao seu Avatar, e quando o Coronel Quaritch descobre o que está acontecendo, decide travar uma guerra contra os Na´vi e dominar o planeta. Assim começa uma batalha épica no mundo magnífico de Pandora.
O que mais pode-se dizer deste grande projeto de Cameron? Como sempre, Cameron não está interessado em um bom roteiro e no que o filme poderá custar. O que ele quer é ver o avanço da tecnologia, e assim, automaticamente consegue mais uma vez depois de 12 anos de Titanic, fazer o mesmo feito em bilheteria (estamos falando de Bilhões que a fita 3D faturou no mundo). O ponto positivo de Cameron é que ele é um visionário. Egocêntrico? Sim! Todavia consegue realizar uma obra curiosa de encher os olhos – até para aqueles que não apreciam muito o filme – e abre novos rumos no cinema. E, o que mais podemos dizer é que Cameron é um entendido no campo da ficção científica, mesmo que suas histórias originais tenham muitas arestas no enredo, como a sua famosa viagem no tempo que envolvia robôs exterminadores, mas o que realmente importa é o seu mundo físico. Cameron sempre foi, e sempre será o cineasta que mais entende de hardware e o único que consegue usar clichês para explorar com tanta veemência um mundo na qual podemos sentir e tocar. Assim sendo, ele mergulha em terceira dimensão no mundo fictício de Pandora, este planeta imenso de magníficas florestas e árvores maiores que edifícios para contar a história deste herói relutante SAM WORTHINGTON em uma jornada épica e romântica. Ao menos é fascinante assistir a idéia de que uma pessoa se desligue de seu corpo natural e resolve usar para sempre o seu Avatar. como um indivíduo que migra do Brasil para o Canadá e passa a falar outro idioma e aprende definitivamente costumes canadenses. Só que na fantasia de James Cameron a idéia é mais radical e física.
A premissa é legal, parece mais videogame do que enredo para cinema, mas tudo é perdoado quando vemos o filme e o extraordinário trabalho de Cameron e equipe (a mesma de Titanic e de O Senhor Dos Anéis) na concepção de cada detalhe que nunca passa despercebido. É também o primeiro filme a usar como se deve o 3D (dái por diante veio uma avalanche de filmes – o mercado abraça a idéia), mas o diferencial em Avatar é poder sentir a ação diante de você. Ou seja, as reações são mais verossímeis quando algo salta da tela, mas não de maneira tola, e sim, como se realmente estivéssemos em Pandora. Respirando aquele ar. Tocando naquelas plantas. O filme parece uma extensão do nosso estado de espírito! Somos transportados para outra civilização, instintivamente. Ainda não literalmente, porque o cinema não está capacitado para algo além do imaginado. Mas acredito que no futuro, Cameron irá mostrar cada vez mais o que pode ser feito para vivermos de corpo e não só de alma, o espetáculo e a ilusão da sétima arte. Tudo bem, o seu cinema não é uma arte no bom sentido da palavra (com personagens que falam palavrões e atores sempre canastrões), mas é uma arte da experiência física. Certeza que seus próximos projetos como BATLE ANGEL e as continuações de Avatar, irão dar um passo mais tecnológico para dar cabo a toda uma experiência realística.
O filme é 40% live action, isto é, ação ao vivo, com truques baratos e sem computação alguma e 60% CGI foto-realistas. Um monte de tecnologia de captura de movimento que fora utilizado para esta ocasião. Cameron se convenceu que poderia começar a planejar o filme quando viu que a tecnologia já estava pronta em 2002, ao ver o trabalho do colega PETER JACKSON para com o personagem Gollum na segunda parte da trilogia: O Senhor Dos Anéis.
Para ajudar os atores e fazer uma espécie de “laboratório ecológico”, Cameron fez um tour com o elenco até o Havaí, onde passaram os seus dias numa caminhada através das florestas e selvas local, vivendo como tribos, a fim de obter uma melhor noção do que seria viver naquelas condições. Embora o filme apresente mais cenas em interiores de laboratórios com os coadjuvantes do que com Worthington ou ZOË SALDANA. Aliás, Saldana teve que ficar 100% a caráter com roupas especiais para capturar os seus movimentos, e emprestou o corpo e a face para a criação de sua personagem – o ponto positivo do uso desta tecnologia é a semelhança que fica com o ator/atriz. No caso aqui é ainda mais fascinante se tratando de criaturas azuis e gigantes.
As obras do artista inglês surrealista ROGER DEAN são utilizadas como inspirações para a criação de Pandora. Não sei qual o motivo de não creditá-lo, nem no Special Thanks, mas duas obras suas são muito bem utilizadas como: “Arcos” e “Ilhas Flutuantes”.
Michael Biehn foi escalado para fazer o papel do Coronel malvado, mas depois Cameron mudou de idéia, já que no elenco já tinha SIGOURNEY WEAVER, assim ia parecer uma referência banal ao seu outro sucesso; ALIENS (1986). Outro ponto alto do filme é justamente a contratação de Sigourney no papel coadjuvante da cientista que ama a cultura Na´vi e até escreveu um livro muito famoso que desmitifica todas as descobertas sobre o assunto. Weaver está vigorosa fazendo esta personagem, é uma ótima nostalgia vê-la num filme de Cameron. Embora até ela esteja um tanto canastra, sua simpatia e presença faz grande diferença (detalhe: o avatar dela é extradiornariamente FEIO).
Cameron teve que engavetar este filme, e planejava lançá-lo em 1999, só que ele não foi aprovado por nenhum estúdio, pelo fato de ter um orçamento de 400 milhões de dólares para a criação dos efeitos especiais que tinha disponível à época. Portanto ele esperou durante oito anos até poder trabalhar no filme novamente.
Outra curiosidade é que a linguagem dos nativos foi criada do zero. E não por Cameron, e sim pelo lingüista PAUL R. FROMMER. Frommer criou cerca de 1000 palavras para fazer com que os atores pudessem pronunciar o dialeto com facilidade.
O termo UNOBTAINIUM é uma palavra que é uma espécie de “piada interna” na indústria aeroespacial. Ele descreve um material que é perfeito para uma aplicação, mas que na verdade não existe, por ser extremamente caro ou pelo fato de violar as leis da física. Seu símbolo químico é UO. Além de que este termo é um conceito generalizado dentro da cadeia da sci-fic, quer dizer, criadores em outros filmes utilizam esta expressão para designar qualquer substância dentro da obra ficcional. Por exemplo; no filme O NÚCLEO – Missão ao Centro Da Terra (de 2003) é sobre uma embarcação de sondagem chamada “Virgill”, e nele há um casco feito de “Unobtainium”. Cameron não escapa destas convenções.
AVATAR também se tornou a maior bilheteria da história (nem pelo fato de ser relançado em EDIÇÃO ESPECIAL), mas por alcançar nos EUA a marca de 500 milhões em 32 dias (ultrapassando BATMAN de Nolan), visto que TITANIC levou 98 dias para ultrapassar a marca de recordes em bilheteria. Até então, o filme anterior de Cameron estava no posto como a maior bilheteria do cinema.
E o que torna Cameron um $$$$$? Seu entendimento de física e tecnologia, clichês e uma love story. Tudo isso custando caro, para sair perfeito e faturar mais dinheiro. Mas não tem como dizer que avatar não vale o ingresso, porque vale. Valeu-se ver um exteminador voltando do futuro e um transatlântico naufragando, valeu estar em um planeta distante, e em 3D!
A premissa é legal, parece mais videogame do que enredo para cinema, mas tudo é perdoado quando vemos o filme e o extraordinário trabalho de Cameron e equipe (a mesma de Titanic e de O Senhor Dos Anéis) na concepção de cada detalhe que nunca passa despercebido. É também o primeiro filme a usar como se deve o 3D (dái por diante veio uma avalanche de filmes – o mercado abraça a idéia), mas o diferencial em Avatar é poder sentir a ação diante de você. Ou seja, as reações são mais verossímeis quando algo salta da tela, mas não de maneira tola, e sim, como se realmente estivéssemos em Pandora. Respirando aquele ar. Tocando naquelas plantas. O filme parece uma extensão do nosso estado de espírito! Somos transportados para outra civilização, instintivamente. Ainda não literalmente, porque o cinema não está capacitado para algo além do imaginado. Mas acredito que no futuro, Cameron irá mostrar cada vez mais o que pode ser feito para vivermos de corpo e não só de alma, o espetáculo e a ilusão da sétima arte. Tudo bem, o seu cinema não é uma arte no bom sentido da palavra (com personagens que falam palavrões e atores sempre canastrões), mas é uma arte da experiência física. Certeza que seus próximos projetos como BATLE ANGEL e as continuações de Avatar, irão dar um passo mais tecnológico para dar cabo a toda uma experiência realística.
O filme é 40% live action, isto é, ação ao vivo, com truques baratos e sem computação alguma e 60% CGI foto-realistas. Um monte de tecnologia de captura de movimento que fora utilizado para esta ocasião. Cameron se convenceu que poderia começar a planejar o filme quando viu que a tecnologia já estava pronta em 2002, ao ver o trabalho do colega PETER JACKSON para com o personagem Gollum na segunda parte da trilogia: O Senhor Dos Anéis.
Para ajudar os atores e fazer uma espécie de “laboratório ecológico”, Cameron fez um tour com o elenco até o Havaí, onde passaram os seus dias numa caminhada através das florestas e selvas local, vivendo como tribos, a fim de obter uma melhor noção do que seria viver naquelas condições. Embora o filme apresente mais cenas em interiores de laboratórios com os coadjuvantes do que com Worthington ou ZOË SALDANA. Aliás, Saldana teve que ficar 100% a caráter com roupas especiais para capturar os seus movimentos, e emprestou o corpo e a face para a criação de sua personagem – o ponto positivo do uso desta tecnologia é a semelhança que fica com o ator/atriz. No caso aqui é ainda mais fascinante se tratando de criaturas azuis e gigantes.
As obras do artista inglês surrealista ROGER DEAN são utilizadas como inspirações para a criação de Pandora. Não sei qual o motivo de não creditá-lo, nem no Special Thanks, mas duas obras suas são muito bem utilizadas como: “Arcos” e “Ilhas Flutuantes”.Michael Biehn foi escalado para fazer o papel do Coronel malvado, mas depois Cameron mudou de idéia, já que no elenco já tinha SIGOURNEY WEAVER, assim ia parecer uma referência banal ao seu outro sucesso; ALIENS (1986). Outro ponto alto do filme é justamente a contratação de Sigourney no papel coadjuvante da cientista que ama a cultura Na´vi e até escreveu um livro muito famoso que desmitifica todas as descobertas sobre o assunto. Weaver está vigorosa fazendo esta personagem, é uma ótima nostalgia vê-la num filme de Cameron. Embora até ela esteja um tanto canastra, sua simpatia e presença faz grande diferença (detalhe: o avatar dela é extradiornariamente FEIO).
Cameron teve que engavetar este filme, e planejava lançá-lo em 1999, só que ele não foi aprovado por nenhum estúdio, pelo fato de ter um orçamento de 400 milhões de dólares para a criação dos efeitos especiais que tinha disponível à época. Portanto ele esperou durante oito anos até poder trabalhar no filme novamente.
Outra curiosidade é que a linguagem dos nativos foi criada do zero. E não por Cameron, e sim pelo lingüista PAUL R. FROMMER. Frommer criou cerca de 1000 palavras para fazer com que os atores pudessem pronunciar o dialeto com facilidade.
O termo UNOBTAINIUM é uma palavra que é uma espécie de “piada interna” na indústria aeroespacial. Ele descreve um material que é perfeito para uma aplicação, mas que na verdade não existe, por ser extremamente caro ou pelo fato de violar as leis da física. Seu símbolo químico é UO. Além de que este termo é um conceito generalizado dentro da cadeia da sci-fic, quer dizer, criadores em outros filmes utilizam esta expressão para designar qualquer substância dentro da obra ficcional. Por exemplo; no filme O NÚCLEO – Missão ao Centro Da Terra (de 2003) é sobre uma embarcação de sondagem chamada “Virgill”, e nele há um casco feito de “Unobtainium”. Cameron não escapa destas convenções.
AVATAR também se tornou a maior bilheteria da história (nem pelo fato de ser relançado em EDIÇÃO ESPECIAL), mas por alcançar nos EUA a marca de 500 milhões em 32 dias (ultrapassando BATMAN de Nolan), visto que TITANIC levou 98 dias para ultrapassar a marca de recordes em bilheteria. Até então, o filme anterior de Cameron estava no posto como a maior bilheteria do cinema.E o que torna Cameron um $$$$$? Seu entendimento de física e tecnologia, clichês e uma love story. Tudo isso custando caro, para sair perfeito e faturar mais dinheiro. Mas não tem como dizer que avatar não vale o ingresso, porque vale. Valeu-se ver um exteminador voltando do futuro e um transatlântico naufragando, valeu estar em um planeta distante, e em 3D!
EUA- 2009
AÇÃO/FICÇÃO
WIDESCREEN
162min. (Versão Original)
171min. (Edição Especial)
178min. (Corte prolongado)
COR
FOX
12 ANOS
✩✩✩ BOM
STEPHEN
LANG MICHELLE RODRIGUEZ
GIOVANNI
RIBISI E SIGOURNEY WEAVER
Com DILEEP RAO JOEL MOORE
Música
de JAMES HORNER
Efeitos
especiais WETA DIGITAL
Supervisor
sênior de efeitos visuais JOE LETTERI
Special
props por WETA WORKSHOOP
Diretor
de fotografia MAURO FIORE ASC
Editado
por
STEPHEN
RIVKIN A.C.E.
JOHN
REFOUA A.C.E.
JAMES
CAMERON A.C.E.
Desenhistas
de produção
RICK
CARTER ROBERT STROMBERG
Produtores
executivos
COLIN
WILSON LAETA KALOGRIDIS
Produzido
por JAMES CAMERON JON LANDAU
Escrito
e dirigido por
JAMES
CAMERON
7 comentários:
Belo texto Rodrigo. Como sempre muito informativo, divertido e contextualizado. De fato, Avatar vale o ingresso. Ainda que não seja o esmeraldino que Cameron crer ser, é um filme que impressiona pelo aspecto visual e conceitual até quem - como vc disse - não aprecia o filme em sua totalidade.
Cameron sabe esgotar suas fórmulas muito bem. Goste-se ou não do cara, é preciso admirá-lo.
Aquele abraço!
Adorei a postagem Rodrigo! Parabéns!
Cameron transcende e engendra brilhantemente!
Verdade, pode ser clichê megalomaníaco e tudo mais. Mas, James Cameron sabe fazer um filme de entretenimento. Parabéns pelo texto, Rodrigo.
bjs
Acredita que ainda não vi? Não sei porque, não tenho muita curiosidade.. Mas uma hora vou ter que ver! hehehe
[]s
REINALDO: Grande Glioche, obrigado!
Temos a mesma opinião quanto a Cameron. É isso aí! Abs.
AMANDA: Cameron tem seus momentos nos filmes-pipoca. Obrigado. Bjs.
EMMANUELA: Beijos querida. Obrigado. Disse tudo nesta pequena pelavra de ligação. Bj bj.
ALAN: Onde você esteve que não foi para Pandora?
Abs.
Rodrigo
Um dos poucos orgulhos que terei na minha vida é de morrer sem ter desperdiçado meu tempo assistindo a esse filme.
Com exceção de Sam Worthington nada me chama a atenção. Poucas vezes a Academia acertou tanto quanto no ano passado, quando o esnobou em detrimento de "Guerra ao terror" que, mesmo não sendo uma obra-prima, mereceu bem mais as estatuetas. Não ando muito fã de filmes-evento...
Abraços
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com
CLENIO: Sam Worthington nem me impressiona como ator, mas acho que vc perdeu um espetáculo 3D na tela grande. Pena, o filme pode ser tolo e clichê, mas é de encher os olhos. Curti o filme em sua essência visual, que sempre foi a intenção de Cameron no cinema.
Abs.
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